Vírus da Varicela-ZosterBula do Princípio Ativo

Vírus da Varicela-Zoster - Para que serve?

Vírus da Varicela-Zoster é indicada para imunização de indivíduos a partir de 50 anos de idade.

Vírus da Varicela-Zoster pode ser administrada concomitantemente com a vacina influenza (inativada).

Vírus da Varicela-Zoster: Contraindicação de uso

Histórico de hipersensibilidade a qualquer componente da vacina, incluindo a gelatina.

Histórico de reação anafilática/anafilactoide à neomicina (cada dose de vacina reconstituída contém traços de neomicina). A alergia à neomicina geralmente manifesta-se como dermatite de contato . Contudo, histórico de dermatite de contato por causa da neomicina não é uma contraindicação para receber vacinas de vírus vivos.

Estados de imunodeficiência primária e adquirida causada por condições como leucemia aguda e crônica; linfoma ; outras condições que afetam a medula óssea ou o sistema linfático; imunossupressão causada por HIV /Aids ; deficiências imunes celulares.

Terapia imunossupressora (incluindo corticosteroides em altas doses), todavia Vírus da Varicela-Zoster não é contraindicada para indivíduos que estejam recebendo corticosteroides tópicos/inalatórios ou corticosteroides sistêmicos em baixas doses ou para pacientes que recebam corticosteroides como tratamento de reposição (por exemplo, na insuficiência adrenal).

Vírus da Varicela-Zoster é uma vacina de vírus vivos e atenuados de varicela-zóster cuja administração em indivíduos que são imunossuprimidos ou imunodeficientes pode resultar em doença disseminada causada pelo vírus varicela-zóster, incluindo desfecho fatal.

Tuberculose ativa não tratada.

Este medicamento é contraindicado para uso por mulheres grávidas.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Vírus da Varicela-Zoster: Posologia e como usar

Para administração subcutânea. Não administrar por via intravascular.

Os indivíduos devem receber dose única. Até o momento ainda não se sabe qual a duração da proteção pós-vacinação com Vírus da Varicela-Zoster.

No Estudo de Prevenção do Zóster (EPZ), foi confirmada a proteção ao longo de 4 anos de acompanhamento. Ainda não foi definida a necessidade de revacinação.

Vírus da Varicela-Zoster não é um tratamento contra o herpes-zóster ou a NPH.

Vírus da Varicela-Zoster pode ser administrada junto com a vacina influenza (inativada), utilizando-se seringas separadas.

Reconstituir imediatamente após a vacina ser retirada da geladeira.

Para reconstituir a vacina, utilizar apenas o diluente fornecido, uma vez que ele não contém conservantes ou outras substâncias antivirais que possam inativar o vírus da vacina.

Para reconstituir a vacina, primeiro retirar todo o conteúdo do frasco-ampola de diluente com uma seringa. Injetar todo o diluente da seringa no frasco-ampola da vacina com pó liófilo e agitar suavemente para misturar completamente. Retirar todo o conteúdo com uma seringa e injetar o volume total de vacina reconstituída por via subcutânea, de preferência no braço (preferencialmente na região deltoide).

Após a reconstituição, recomenda-se que a vacina seja administrada imediatamente para minimizar a perda de potência. Descarte a vacina reconstituída caso não seja utilizada dentro de 30 minutos.

Não congelar a vacina reconstituída.

Atenção: deve ser utilizada uma seringa estéril sem conservantes, antissépticos e detergentes em cada injeção e/ou reconstituição de Vírus da Varicela-Zoster, pois essas substâncias podem inativar o vírus da vacina.

Devem ser utilizadas agulha e seringa estéreis separadas para a administração de Vírus da Varicela-Zoster a fim de se evitar a transmissão de doenças infecciosas.

As agulhas devem ser descartadas adequadamente e não devem ser tampadas novamente.

Os produtos parenterais devem ser inspecionados visualmente quanto à presença de material particulado e descoloração antes da administração, quando a solução e o recipiente permitirem.

Vírus da Varicela-Zoster - Reações Adversas

Em estudos clínicos, Vírus da Varicela-Zoster foi avaliada quanto à segurança geral em mais de 32.000 adultos a partir de 50 anos de idade. Vírus da Varicela-Zoster foi geralmente bem tolerada.

No estudo ESEZ os indivíduos receberam uma dose única de Vírus da Varicela-Zoster (n= 11.184) ou placebo (n= 11.212) e foram monitorados para a segurança ao longo do estudo. Durante o estudo, uma reação adversa séria relacionada à vacina foi relatada em um indivíduo vacinado com Vírus da Varicela-Zoster (reação anafilática).

Todos os indivíduos receberam um cartão de registro da vacinação para registrar os eventos adversos ocorridos durante os dias 1 ao 42 pósvacinação em adição ao monitoramento de segurança de rotina realizado durante o estudo.

No estudo ESEZ, foram relatados os seguintes eventos adversos relacionados à vacina, no local da injeção e sistêmicos com frequência muito comum (≥ 1/10) e comum (≥ 1/100, < 1/10). Muitos eventos adversos foram informados (dias 1 a 5 pós-vacinação) e estão indicados com um asterisco (*).

Cefaleia .

Eritema*, dor*, edema * e prurido.

Hematoma, calor e endurecimento.

Dor nas extremidades.

A incidência total de eventos adversos relacionados à vacina no local da injeção foi significativamente maior em indivíduos vacinados com Vírus da Varicela-Zoster versus indivíduos que receberam o placebo [63,9% para Vírus da Varicela-Zoster e 14,4% para placebo].

Durante o período de relato de 42 dias pós-vacinação no estudo ESEZ, foram relatadas erupções cutâneas zosteriforme fora do local da injeção em 34 indivíduos [19 para Vírus da Varicela-Zoster e 15 para o placebo]. Das 24 amostras que foram adequadas para o teste de Reação em Cadeia da Polimerase ( PCR ), o VVZ tipo selvagem foi detectado em 10 [3 para Vírus da Varicela-Zoster , 7 para o placebo] destas amostras. A cepa Oka/Merck do VVZ não foi detectada em nenhuma destas amostras.

Durante o mesmo período de relato de 42 dias pós-vacinação no estudo ESEZ, erupções cutâneas semelhantes à varicela foram relatadas por 124 indivíduos [69 para Vírus da Varicela-Zoster , 55 para o placebo]. Das 23 amostras que foram adequados e disponíveis para o teste PCR, o VVZ foi detectado em uma destas amostras no grupo de indivíduos que receberam Vírus da Varicela-Zoster ; entretanto, a cepa do vírus (tipo selvagem ou cepa Oka/Merck) não pode ser determinada.

No maior desses estudos, o Estudo de Prevenção do Zóster (EPZ), 38.546 indivíduos receberam dose única de Vírus da Varicela-Zoster (n= 19.270) ou placebo (n= 19.276) e foram monitorados quanto à segurança ao longo do estudo. Durante o estudo, foram relatados eventos adversos sérios relacionados à vacina em dois indivíduos vacinados com Vírus da Varicela-Zoster (exacerbação de asma e polimialgia reumática) e três indivíduos que receberam placebo (síndrome de Goodpasture, reação anafilática e polimialgia reumática).

No Subestudo de Monitoramento de Eventos Adversos, um subgrupo de indivíduos do EPZ [n= 3.345 receberam Vírus da Varicela-Zoster e n= 3.271 receberam placebo] recebeu cartões de vacinação para registrar eventos adversos entre os dias 0 e 42 pós-vacinação, em adição ao monitoramento de segurança de rotina realizado ao longo do estudo.

No Subestudo de Monitoramento de Eventos Adversos, foram relatados os seguintes eventos adversos relacionados à vacina, no local da injeção e sistêmicos com frequência muito comuns (≥ 1/10) e comuns (≥ 1/100, < 1/10). A maioria desses eventos adversos foi relatada como de intensidade leve. Vários eventos adversos foram informados (dias 0 a 4 pós-vacinação) e estão indicados com um asterisco (*).

Cefaleia.

Eritema*, dor/sensibilidade* e edema*.

Hematoma, prurido e calor.

A incidência total de eventos adversos relacionados à vacina no local de injeção foi significativamente maior em indivíduos vacinados com Vírus da Varicela-Zoster versus indivíduos que receberam placebo [48% dos que receberam a Vírus da Varicela-Zoster e 17% dos que receberam placebo].

O restante dos indivíduos do EPZ foi rotineiramente monitorado quanto à segurança, mas não recebou cartões para relato. Os tipos de eventos relatados nesses pacientes foram geralmente semelhantes aos do subgrupo de pacientes do Subestudo de Monitoramento de Eventos Adversos.

No período de relato de 42 dias pós-vacinação no EPZ, o número de erupções cutâneas zosteriformes relatadas em todos os indivíduos foi pequeno [17 nos que receberam Vírus da Varicela-Zoster e 36 nos que receberam placebo; p= 0,009]. Dessas 53 erupções cutâneas zosteriformes, 41 tiveram amostras adequadas para exame de PCR. Foi detectado VVZ selvagem em 25 dessas amostras [5 que receberam Vírus da Varicela-Zoster e 20 que receberam placebo]. A cepa Oka/Merck do VVZ não foi detectada em nenhuma dessas amostras.

Dentro do mesmo período de relato de 42 dias pós-vacinação no EPZ, o número relatado (n= 59) de erupções cutâneas semelhantes à varicela também foi pequeno. Dessas erupções cutâneas semelhantes à varicela, 10 apresentaram amostras adequadas para exame de PCR. Não foi detectado o VVZ em nenhuma dessas amostras.

Em outros estudos clínicos conduzidos antes da finalização do EPZ, as taxas relatadas de erupção cutânea zosteriforme e semelhante à varicela fora do local de injeção, dentro de 42 dias pós-vacinação, também foram baixas nos que receberam Vírus da Varicela-Zoster e nos que receberam placebo. Das 17 erupções cutâneas zosteriformes e semelhantes à varicela relatadas fora do local de injeção, 10 amostras foram adequadas para exame de PCR. A cepa Oka/Merck foi identificada por análise de PCR nas amostras das lesões de apenas dois indivíduos que relataram erupções cutâneas semelhantes à varicela (início nos dias 8 e 17).

Em estudos clínicos que avaliaram Vírus da Varicela-Zoster em indivíduos a partir de 50 anos de idade, inclusive no estudo com a administração concomitante da vacina influenza (inativada), o perfil de segurança foi geralmente semelhante ao observado no Subestudo de Monitoramento de Eventos Adversos do EPZ. Nesses estudos, no entanto, foi relatada taxa maior de eventos adversos leves a moderados no local de injeção em indivíduos com 50 a 59 anos de idade, em comparação com indivíduos com ≥ 60 anos de idade.

Em ensaio clínico randomizado, controlado com placebo e duplo-cego, Vírus da Varicela-Zoster foi administrada a 100 indivíduos a partir dos 50 anos de idade com histórico de herpes-zóster antes da vacinação para avaliar a imunogenicidade e o perfil de segurança de Vírus da Varicela-Zoster. Nesse estudo clínico, o perfil de segurança foi geralmente similar ao observado no Subestudo de Monitoramento de Eventos Adversos do EPZ.

Foi avaliada a segurança e a tolerabilidade de uma segunda dose de Vírus da Varicela-Zoster em indivíduos com histórico desconhecido de vacinação com Vírus da Varicela-Zoster. Em estudo controlado com placebo e duplo-cego, 98 adultos a partir de 60 anos de idade receberam a segunda dose de Vírus da Varicela-Zoster 42 dias após a dose inicial; a vacina foi geralmente bem tolerada. A frequência de eventos adversos relacionados à vacina após a segunda dose de Vírus da Varicela-Zoster foi geralmente semelhante à observada com a primeira dose.

Em ensaio clínico randomizado, controlado com placebo e duplo cego, Vírus da Varicela-Zoster foi administrada a 206 indivíduos a partir de 60 anos de idade que estavam recebendo corticoterapia sistêmica de manutenção/crônica com dose diária equivalente a 5 a 20 mg de prednisona por pelo menos 2 semanas antes do recrutamento no estudo e 6 semanas ou mais pós-vacinação para avaliar o perfil de imunogenicidade e segurança de Vírus da Varicela-Zoster. Todos os pacientes vacinados no estudo foram monitorados quanto aos eventos adversos. A relação com a vacina foi determinada pelo investigador baseado em dados cegos. Para avaliar os eventos adversos temporalmente associados com o estudo de vacinação, os pacientes receberam um cartão de registro da vacinação para registrar qualquer evento adverso no local da injeção ou sistêmico, temperaturas elevadas e erupções cutâneas ocorridas durante os dias 1 aos 42 pós-vacinação. Os pacientes foram monitorados para eventos adversos graves, independentemente se o evento estava relacionado à vacina do estudo ao longo do período do estudo (por 182 dias pós-vacinação). Nesse estudo clínico, o perfil de segurança foi geralmente semelhante ao observado no Estudo de Prevenção do Zóster.

Em ensaio clínico randomizado, controlado com placebo e duplo cego, Vírus da Varicela-Zoster foi administrada com um esquema de 2 doses em adultos (a partir de 18 anos de idade) infectados com HIV em terapia antirretroviral combinada potente com a função imune conservada (contagem células T CD4+ ≥200 células/L). Apesar do esquema de 2 doses ter sido utilizado neste estudo, Vírus da Varicela-Zoster é administrada em esquema de dose única. Neste estudo, um total de 295 indivíduos recebeu 1 dose e 286 indivíduos receberam 2 doses. Todos os pacientes vacinados no estudo foram monitorados quanto aos eventos adversos. A relação com a vacina foi determinada pelo investigador baseado em dados cegos. Para avaliar os eventos adversos temporalmente associados com o estudo de vacinação, os pacientes receberam um cartão de registro da vacinação para registrar qualquer evento adverso no local da injeção ou sistêmico, temperaturas elevadas e erupções cutâneas ocorridos por 6 semanas após cada vacinação. Os pacientes foram monitorados quando aos eventos adversos graves, independentemente se o evento foi relacionado à vacina do estudo ao longo do período do estudo (por 24 semanas pós-vacinação dose 1). Neste estudo clínico, o perfil de segurança foi geralmente semelhante ao observado no Estudo de Prevenção do Zóster (EPZ).

As reações adversas a seguir foram identificadas durante o uso pós-comercialização de Vírus da Varicela-Zoster. Como essas reações são relatadas voluntariamente por população de tamanho incerto, em geral não é possível estimar com precisão a frequência ou estabelecer uma relação causal com a vacina.

Náusea .

Herpes-zóster (cepa vacinal).

Erupção cutânea.

Artralgia e mialgia.

Erupção cutânea e urticária no local da injeção, pirexia e linfadenopatia transitória no local da injeção.

Reações de hipersensibilidade, incluindo reações anafiláticas.

Retinite necrotizante (pacientes em terapia imunossupressora).

Síndrome de Guillain-Barré , paralisia facial .

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/ index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Vírus da Varicela-Zoster: Interações medicamentosas

Vírus da Varicela-Zoster não deve ser misturada junto com outro medicamento na mesma seringa. Outros medicamentos devem ser administrados em injeções separadas e em locais diferentes do corpo.

Não foi avaliada a administração concomitante de Vírus da Varicela-Zoster e medicamentos antivirais eficazes contra o VVZ.

Vírus da Varicela-Zoster e Pneumovatrax 23 não devem ser administradas concomitantemente porque o uso concomitante resultou em imunogenicidade reduzida de Vírus da Varicela-Zoster. Considerar a administração separada das duas vacinas por, pelo menos, 4 semanas de intervalo.

Vírus da Varicela-Zoster: Precauções

O profissional de saúde deve questionar o paciente quanto a reações a doses anteriores de vacinas que contêm VVZ.

Como com qualquer vacina, deve haver tratamento adequado disponível, incluindo injeção de epinefrina (1:1.000) para uso imediato em caso de reação anafilática/anafilactoide.

Deve ser considerado adiamento da vacinação em caso de febre >38,5°C.

A segurança e a eficácia de Vírus da Varicela-Zoster em adultos com infecção comprovada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), com ou sem evidências de imunossupressão, ainda não foram estabelecidas. Um estudo de segurança e imunogenicidade de fase 2 em adultos infectados pelo HIV com função imune conservada foi concluído.

A exemplo de qualquer vacina, a vacinação com Vírus da Varicela-Zoster pode não proteger todos que a recebem.

Não há dados que indiquem que Vírus da Varicela-Zoster afete a capacidade de dirigir veículos ou utilizar máquinas.

Nos estudos clínicos com Vírus da Varicela-Zoster , não foi relatada a transmissão do vírus vacinal, entretanto, a experiência pós-comercialização com vacinas varicela indica que pode ocorrer raramente transmissão do vírus da vacina pelos vacinados que apresentam erupção cutânea semelhante à da varicela a pessoas sensíveis. Também foi relatada, a transmissão do vírus da vacina varicela por vacinados que não desenvolvem erupção cutânea semelhante ao VVZ, mas estes casos não foram confirmados. Teoricamente, existe esse risco na vacinação com Vírus da Varicela-Zoster , portanto, o risco de transmitir o vírus atenuado da vacina a indivíduos suscetíveis deve ser avaliado versus o risco de desenvolvimento do herpes-zóster natural que também poderia ser transmitido para indivíduos suscetíveis.

O profissional de saúde deve informar ao paciente os benefícios e riscos de Vírus da Varicela-Zoster.

Os pacientes devem ser orientados a relatar todas as reações adversas aos profissionais de saúde responsáveis. Vírus da Varicela-Zoster não é substituta para a vacina varicela (atenuada).

Vírus da Varicela-Zoster ainda não foi avaliada quanto a seu potencial carcinogênico, mutagênico ou de comprometimento da fertilidade.

Categoria de risco C Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas. Não foram realizados estudos de reprodução animal com Vírus da Varicela-Zoster.

Também não se sabe se Vírus da Varicela-Zoster pode causar dano fetal quando administrada a mulheres grávidas ou se pode afetar a capacidade de reprodução. Porém, a ocorrência de infecção natural com o VVZ é conhecida, às vezes, por causar dano fetal, portanto Vírus da Varicela-Zoster não deve ser administrada a mulheres grávidas; além disso, deve-se evitar a gravidez por três meses pós-vacinação.

Não se sabe se o VVZ é secretado no leite humano. Como alguns vírus são secretados no leite humano, deve-se ter cuidado ao administrar Vírus da Varicela-Zoster a lactantes.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

O uso de Vírus da Varicela-Zoster não é recomendado para essa faixa etária.

A média etária dos indivíduos recrutados no maior estudo clínico (N= 38.546) com Vírus da Varicela-Zoster foi 69 anos de idade (intervalo de 59 a 99 anos). Dos 19.270 indivíduos que receberam Vírus da Varicela-Zoster , 10.378 tinham 60 a 69 anos de idade, 7.629 tinham 70 a 79 anos de idade e 1.263 tinham 80 anos de idade ou mais. Vírus da Varicela-Zoster foi geralmente segura e eficaz nessa população.

Atenção diabéticos: contém açúcar.

Vírus da Varicela-Zoster: Ação da substância no organismo

Resultados de Eficácia

Estudo de Segurança e Eficácia de Vírus da Varicela-Zoster (ESEZ) em indivíduos de 50 a 59 anos de idade No estudo (ESEZ) com Vírus da Varicela-Zoster , um ensaio clínico controlado com placebo e duplo-cego, no qual 22.439 indivíduos de 50 a 59 anos de idade foram distribuídos de maneira randômica para receber dose única de Vírus da Varicela-Zoster (n=11.211) ou placebo (n=11.228) e foram acompanhados quanto ao desenvolvimento do herpes-zóster por uma média de 1,3 anos (intervalo de 0 a 2 anos). Todos os casos suspeitos de herpes-zóster foram julgados por um comitê de avaliação clínica. A confirmação final dos casos de herpes-zóster foi realizada pela reação em cadeia da polimerase (PCR) (86%), ou na ausência de detecção do vírus, conforme determinado pelo comitê de avaliação clínica (14%). Vírus da Varicela-Zoster reduziu significantemente a incidência de herpes-zóster quando comparada com o placebo (30 casos [2,0/1.000 pessoas-ano] versus 99 casos [6,6/1000 pessoas-ano], respectivamente; p<0,001). A eficácia protetora de Vírus da Varicela-Zoster contra o herpes-zóster foi de 69,8% (IC 95%: 54,1 a 80,6%).

No Estudo de Prevenção do Zóster (EPZ), um ensaio clínico controlado com placebo e duplo-cego de Vírus da Varicela-Zoster , 38.546 indivíduos a partir dos 60 anos de idade foram distribuídos de maneira randômica para receber dose única de Vírus da Varicela-Zoster (n=19.270) ou de placebo (n=19.276) e foram acompanhados quanto ao desenvolvimento de herpes-zóster em média por 3,1 anos (intervalo de 1 dia a 4,9 anos). A randomização foi estratificada por idade, 60 a 69 e ≥70 anos de idade. Todos os casos suspeitos de herpes-zóster foram julgados por um comitê de avaliação clínica. Foi realizada a confirmação final dos casos de herpes-zóster por PCR, cultura local ou decisão do comitê de avaliação clínica, nessa ordem. Nos dois grupos vacinados (Vírus da Varicela-Zoster e placebo), os indivíduos que desenvolveram herpes-zóster receberam fanciclovir e, quando necessário, medicamentos para dor. A gravidade da dor foi avaliada de acordo com a pontuação de “pior dor” em uma escala de 0 a 10, utilizando o inventário resumido de dor do zóster, um questionário validado. Uma pontuação ≥3 foi considerada clinicamente significativa, pois se correlaciona com interferência significativa nas atividades da vida diária (AVD). Vírus da Varicela-Zoster reduziu significativamente o risco de desenvolvimento de herpes-zóster e NPH, em comparação ao placebo. Além disso, Vírus da Varicela-Zoster reduziu significativamente a dor aguda e crônica associada ao herpes-zóster, medida pela escala de impacto da doença (IDD) da dor do herpes-zóster (Tabela 1).

Eficácia de Vírus da Varicela-Zoster comparada ao placebo no Estudo de Prevenção do Zóster

Desfecho

IC de 95%

Incidência de herpes-zóster

44% a 58%

Incidência de neuralgia pós-herpética*

48% a 79%

IDD de dor do herpes-zóster**

51% a 69%

*Dor clinicamente significativa relacionada ao herpes-zóster que surge ou persiste pelo menos 90 dias após o início da erupção cutânea.
**A pontuação IDD de dor do herpes-zóster é uma pontuação composta que incorpora incidência, gravidade e duração da dor aguda e crônica associada ao herpes-zóster ao longo do acompanhamento de 6 meses.

Vírus da Varicela-Zoster diminuiu significativamente a incidência de herpes-zóster em comparação ao placebo (315 casos [5,4/1.000 pessoas-ano] versus 642 casos [11,1/1.000 pessoas-ano], respectivamente; p<0,001). A eficácia protetora de Vírus da Varicela-Zoster foi de 51% (IC de 95%: 44% a 58%). Vírus da Varicela-Zoster reduziu a incidência de herpes-zóster em 64% (IC de 95%: 56% a 71%) em indivíduos com 60 a 69 anos de idade e em 38% (IC de 95%: 25% a 48%) em indivíduos com ≥ 70 anos de idade. A incidência cumulativa de herpes-zóster ao longo do tempo naqueles que receberam a vacina também foi significativamente reduzida (p<0,001; Figura 1).

Figura 1 - Curva de Kaplan-Meier da incidência cumulativa de herpes-zóster ao longo do tempo* no Estudo de Prevenção do Zóster

* Um número limitado de indivíduos foi acompanhado após o ano 4.

Vírus da Varicela-Zoster diminuiu a incidência de NPH em comparação ao placebo (27 casos [0,5/1.000 pessoas-ano] versus 80 casos [1,4/1.000 pessoas-ano], respectivamente; p<0,001). Nesse estudo, a definição de NPH foi dor clinicamente significativa associada ao herpes-zóster que surge ou persiste pelo menos 90 dias após o início da erupção cutânea. A eficácia protetora de Vírus da Varicela-Zoster contra NPH foi de 67% (IC de 95%: 48% a 79%) e a redução da incidência da NPH foi semelhante nos dois grupos etários (60 a 69 e ≥ 70 anos de idade). Além disso, a eficácia de Vírus da Varicela-Zoster não se alterou significativamente quando se definiu a NPH com outros limites alternativos de tempo (30, 60, 120 ou 182 dias) para duração da dor. Vírus da Varicela-Zoster reduziu significativamente a incidência cumulativa de NPH ao longo do tempo em comparação ao placebo (p<0,001; Figura 2).

* Foi acompanhado um número limitado de indivíduos após o ano 4.

Vírus da Varicela-Zoster reduziu a pontuação da escala de IDD da dor do herpes-zóster em aproximadamente 61% (IC de 95% : 51% a 69%), em comparação ao placebo. Vírus da Varicela-Zoster reduziu a pontuação da escala de IDD da dor do herpes-zóster em extensão similar para as duas faixas etárias (60 a 69 e ≥ 70 anos de idade). A pontuação da escala de IDD da dor do herpes-zóster é uma pontuação composta que incorpora incidência, gravidade e duração da dor aguda e crônica associada ao herpes-zóster ao longo do acompanhamento de 6 meses.

Vírus da Varicela-Zoster reduziu a incidência de dor grave e de longa duração associada ao herpes-zóster (pontuação de gravidade por duração da dor > 600) em 73% (IC de 95% : 46% a 87%) em comparação ao placebo. Onze pacientes que receberam Vírus da Varicela-Zoster apresentaram pontuações de gravidade por duração > 600, em comparação com 40 indivíduos que receberam placebo (Figura 3). Entre os indivíduos que desenvolveram herpes-zóster, Vírus da Varicela-Zoster reduziu significativamente a dor relacionada ao herpes-zóster em comparação ao placebo. Ao longo do período de acompanhamento de 6 meses, houve redução de 22% na pontuação de gravidade por duração (pontuações médias de 141 para Vírus da Varicela-Zoster e 181 para o placebo; p= 0,008).

* O suplemento apresenta o número de indivíduos com pontuação de gravidade por duração > 600. Por exemplo, a pior dor diária classificada com a pontuação máxima de 10 por > 60 dias resultaria em pontuação de gravidade por duração > 600.

Entre os indivíduos vacinados que desenvolveram NPH, Vírus da Varicela-Zoster reduziu significativamente a dor associada à NPH em comparação ao placebo. No período de 90 dias após o início da erupção cutânea até o final do acompanhamento, houve redução de 57% na pontuação de gravidade por duração [pontuações médias de 347 para Vírus da Varicela-Zoster e 805 para o placebo; p= 0,016].

Para avaliar o impacto de Vírus da Varicela-Zoster na interferência nas AVD associadas ao herpes-zóster, foi calculada uma pontuação combinada para cada indivíduo, baseada na interferência nas atividades gerais, humor, deambulação, trabalho normal, relacionamentos sociais, sono e satisfação com a vida. Cada item foi avaliado em uma escala de 0 a 10 (0 – nenhuma interferência; 10 – interferência máxima). Em comparação com o placebo, Vírus da Varicela-Zoster proporcionou redução favorável, mas não estatisticamente significativa (8%), do risco de apresentar interferência significativa nas AVD (definida como pontuação combinada de interferência nas AVD ≥ 2 por ≥ 7 dias), além da eficácia da vacina para herpes-zóster. Entre os indivíduos vacinados que desenvolveram herpes-zóster, Vírus da Varicela-Zoster reduziu significativamente a interferência nas AVD em comparação ao placebo. Ao longo do período de acompanhamento de 6 meses, houve redução de 31% na pontuação de gravidade por duração para interferência nas AVD combinadas (pontuações médias de 57 para Vírus da Varicela-Zoster e 83 para o placebo; p= 0,002).

O uso de medicamentos antivirais em até 72 horas do início da erupção cutânea do herpes-zóster não alterou a eficácia de Vírus da Varicela-Zoster na incidência de dor do herpes-zóster ou de NPH. As proporções de indivíduos que utilizaram medicamentos com efeitos analgésicos foram equilibradas entre os grupos, portanto o uso desses medicamentos provavelmente não contribuiu para a redução da incidência de dor do herpes-zóster ou de NPH.

Foram relatadas menos complicações por indivíduos que receberam Vírus da Varicela-Zoster em comparação aos indivíduos que receberam placebo. O número de indivíduos com complicações específicas do herpes-zóster, relatado no EPZ com frequência ≥ 1%, encontra-se na Tabela 2.

Tabela 2 - Número de indivíduos com complicações específicas* do herpes-zóster relatadas no Estudo de Prevenção do Zóster

Placebo

Complicação

(N = 19.276)

(n = 321)

(n = 659)

Alodinia

Superinfecção bacteriana

Disseminação

Comprometimento da visão**

Paralisia de nervos periféricos (motora)

Ptose**

Cicatrizes

Perda sensorial

N= número de indivíduos randomizados.
n= número de casos de herpes-zóster, incluindo casos que ocorreram até 30 dias pós-vacinação, com dados disponíveis.
*Complicações relatadas com frequência ≥ 1% em pelo menos um grupo vacinado entre os indivíduos com herpes-zóster.
**Houve herpes-zóster oftálmico em 35 indivíduos que receberam Vírus da Varicela-Zoster versus 69 indivíduos que receberam placebo.

Foram relatadas complicações viscerais como pneumonite, hepatite e meningoencefalite por menos de 1% dos indivíduos com herpes-zóster (3 casos de pneumonite e 1 caso de hepatite no grupo placebo; 1 caso de meningoencefalite no grupo da vacina).

Uma análise interina de um grande estudo de coorte observacional prospectivo, em andamento nos Estados Unidos, sobre a eficácia a longo prazo de Vírus da Varicela-Zoster em indivíduos com idade ≥ 50 anos no momento da vacinação, mostrou que Vírus da Varicela-Zoster é eficaz na redução da incidência de herpes-zóster (HZ) e NPH em indivíduos vacinados quando comparados a um grupo referência não vacinado.

Durante o período de 2007 a 2014, em um grupo de 1.355.720 participantes do estudo, 392.677 receberam Vírus da Varicela-Zoster. Um total de 48.889 casos confirmados de HZ e 3.316 casos confirmados de NPH (> 90 dias de dor associada ao zoster) foram observados.

A eficácia da vacina (EV) contra HZ foi avaliada por até oito anos após a vacinação. A EV estimada por idade na vacinação e a taxa estimada de EV durante os primeiros 3 e 5 anos pós-vacinação são mostradas abaixo (ver Tabela 3).

Tabela 3 - EV* de Vírus da Varicela-Zoster contra HZ ao longo do Período do Estudo e Taxa acima de 3 e 5 anos, por Idade de Vacinação. 2007 a 2014

*EV foi estimada para o primeiro episódio de herpes-zoster durante o acompanhamento e foi calculado como (1-relação de risco)*100.
† Modelo Cox ajustado por tempo no calendário, idade, sexo, raça/ grupo étnico, utilização de recurso de cuidado da saúde (administração de vacina influenza (inativada), número de visitas ao ambulatório por ano), condições de comorbidade (taxa DxCG, pontuação de risco HCUP), estado imunocomprometido durante acompanhamento.
‡ EV ao longo do Período de Estudo é a EV calculada sob a duração total do estudo (2007-2014) no momento dessa análise interina.
§ Média EV foi calculada como a taxa medida da EV anual estimada através de 3 e 5 anos, respectivamente, nas quais as medidas são proporções do período total coberto.
¶ Dados não disponíveis no momento dessa análise interina.
Abreviações: EV eficácia da vacina; IC intervalo de confiança; DxCG grupo de custo do diagnóstico; HCUP projeto de utilização e custo dos cuidados de saúde.

Da mesma forma, EV contra NPH foi avaliada por até oito anos após a vacinação. EV estimada por idade na vacinação e a taxa de EV estimada sob os primeiros 3 e 5 anos após a vacinação são mostradas abaixo (ver Tabela 4).

Tabela 4 - EV* de Vírus da Varicela-Zoster contra NPH ao longo do Período do Estudo e Taxa acima de 3 e 5 anos, por Idade de Vacinação. 2007 a 2014

*EV foi estimada para o primeiro episódio de herpes-zoster durante o acompanhamento e foi calculado como (1-relação de risco )*100.
† Modelo Cox ajustado por tempo no calendário, idade, sexo, raça/ grupo étnico, utilização de recurso de cuidado da saúde (administração de vacina influenza (inativada), número de visitas ao ambulatório por ano), condições de comorbidade (taxa DxCG, pontuação de risco HCUP), estado imunocomprometido durante acompanhamento.
‡ EV ao longo do Período de Estudo é a EV calculada sob a duração total do estudo (2007-2014) no momento dessa análise interina.
§ Média EV foi calculada como a taxa medida da EV anual estimada através de 3 e 5 anos, respectivamente, nas quais as medidas são proporções do período total coberto.
¶ Dados não disponíveis no momento dessa análise interina.
Abreviações: EV eficácia da vacina; IC intervalo de confiança; DxCG grupo de custo do diagnóstico; HCUP projeto de utilização e custo dos cuidados de saúde.

No Estudo de Segurança e Eficácia de Vírus da Varicela-Zoster (ESEZ), as respostas imunes à vacinação foram avaliadas em um subgrupo aleatório de 10% [n= 1.136 para Vírus da Varicela-Zoster e n= 1.133 para o placebo] dos indivíduos recrutados no ESEZ. Vírus da Varicela-Zoster induziu respostas imunes específicas para o VVZ mais acentuadas 6 semanas pós-vacinação em comparação ao placebo. Elevações dos níveis de anticorpos contra o VVZ, avaliados pelo ensaio de imunoadsorção enzimática da glicoproteína (gpELISA), foram demonstradas [diferença de 2,3 vezes (IC 95%: 2,2 a 2,4)], média geométrica dos títulos [MGT] de 664 versus 288 unidades/mL de gpELISA, p< 0,001).

No Estudo de Prevenção do Zóster (EPZ), foram avaliadas as respostas imunes à vacinação em um subgrupo dos indivíduos recrutados (N=1.395). Seis semanas pós-vacinação, Vírus da Varicela-Zoster gerou maiores respostas imunes específicas para o VVZ em comparação ao placebo. Foi demonstrado aumento do título de anticorpos contra o VVZ, medido pelo ensaio de imunoadsorção enzimática da glicoproteína (gpELISA) (diferença de 1,7 vez, MGT de 479 versus 288 unidades/mL de gpELISA, p< 0,001) e da atividade de células T, medida pelo ensaio imunospot ligado a enzimas de gamainterferona para VVZ (IFN-y ELISPOT) (diferença de 2,2 vezes, MGT de 70 versus 32 células formadoras de mácula por milhão de células mononucleares do sangue periférico [SFC/106 PBMC], p< 0,001).

Numa análise integrada de dois ensaios clínicos que avaliou a resposta imune de Vírus da Varicela-Zoster 4 semanas pós-vacinação, as respostas foram geralmente semelhantes em indivíduos de 50 a 59 anos de idade (N= 389) quando comparado à indivíduos ≥ 60 anos de idade (N= 731) (MGT de 668 versus 614 unidades/mL de gpELISA, respectivamente). A elevação da média geométrica da resposta imune pós-vacinação medida pelo gpELISA foi de 2,6 vezes (IC de 95%: 2,4 a 2,9) em indivíduos entre 50 a 59 anos de idade e 2,3 vezes (IC de 95%: 2,1 a 2,4) em indivíduos a partir de 60 anos de idade.

O SPCP foi iniciado para ter informações adicionais sobre a persistência da eficácia da vacina e manter um subgrupo de indivíduos para o subestudo de persistência em longo prazo (SPLP). O SPCP incluiu 7.320 indivíduos previamente vacinados com Vírus da Varicela-Zoster e 6.950 indivíduos previamente vacinados com placebo no EPZ. A média etária no recrutamento no SPCP foi de 73,3 anos. Durante o SPCP, foi oferecido aos indivíduos que tinham recebido placebo a vacina Vírus da Varicela-Zoster , no momento em que foram considerados como tendo concluído o STPS.

As análises do SPCP para a eficácia da vacina se baseiam em dados coletados, previamente 4 a 7 anos pós-vacinação no EPZ. A mediana de acompanhamento no SPCP foi aproximadamente 1,2 anos (intervalo de 1 dia a 2,2 anos). No SPCP, houve 84 casos notificados de herpeszóster no grupo de Vírus da Varicela-Zoster e 95 casos notificados no grupo do placebo. A eficácia estimada da vacina para a incidência de herpeszóster durante o período de acompanhamento do SPCP foi de 39,6% (18,2% a 55,5%). A eficácia estimada da vacina para a incidência de NPH foi de 60,1% (-9,8% a 86,7%). A eficácia estimada da vacina para a IDD de dor do herpes-zóster foi de 50,1% (14,1% a 71,0%).

Não foram relatados eventos adversos graves relacionados à vacina no SPCP.

Após a conclusão do SPCP, o estudo aberto SPLP avaliou a duração da proteção contra o herpes-zóster, NPH e IDD de dor associada ao herpes-zóster de Vírus da Varicela-Zoster em indivíduos vacinados no EPZ. Um total de 6.867 indivíduos previamente vacinados com Vírus da Varicela-Zoster no EPZ participou do SPLP. A média etária no momento do recrutamento no SPLP foi de 74,5 anos.

Devido ao fato de ter sido oferecida a vacina aos indivíduos que haviam recebido previamente placebo durante o SPCP, não estava disponível grupo controle concorrente de placebo para o cálculo da eficácia da vacina no SPLP. Assim, os dados dos indivíduos que haviam recebido previamente placebo foram utilizados como grupo de referência para calcular a eficácia da vacina no SPLP.

As análises do SPLP para a eficácia da vacina se baseiam em dados obtidos previamente a partir do ano 7 até o ano 10 pós-vacinação do EPZ. A mediana de acompanhamento durante o SPLP foi de aproximadamente 3,9 anos (intervalo de uma semana a 4,75 anos). Houve 263 casos notificados de HZ durante o SPLP. A eficácia estimada da vacina para a incidência de herpes-zóster durante o período de acompanhamento do SPLP foi de 21,1% (10,9% a 30,4%). A eficácia estimada da vacina para a incidência de NPH foi de 35,4% (8,8% a 55,8%). A eficácia estimada da vacina para a IDD de dor associada a herpes-zóster foi de 37,3% (26,7% a 46,4%). A eficácia observada da vacina no SPLP é geralmente consistente com a eficácia de Vírus da Varicela-Zoster observado durante o grupo de 70 anos de idade no EPZ, e é consistente com a idade atual do grupo do estudo.

Não foram relatados eventos adversos graves relacionados à vacina no SPLP.

Em ensaio clínico controlado e, duplo-cego, 762 adultos a partir de 50 anos de idade foram randomizados para receberem dose única de Vírus da Varicela-Zoster administrada concomitantemente (N=382) ou não (N=380) com a vacina influenza (inativada). Indivíduos incluídos no grupo concomitante receberam Vírus da Varicela-Zoster e vacina influenza no dia 1 e o placebo na semana 4.

Indivíduos incluídos no grupo não concomitante receberam a vacina influenza e placebo no dia 1 e Vírus da Varicela-Zoster na semana 4. As respostas de anticorpos para as duas vacinas, 4 semanas pós-vacinação, foi semelhante, quando administradas concomitantemente ou não. Em outro estudo duplo-cego, controlado, 882 adultos nos EUA, acima de 50 anos (idade média = 60 anos), foram randomizados para receber a vacina influenza quadrivalente (inativada) e Vírus da Varicela-Zoster simultaneamente (N=440), ou a vacina influenza quadrivalente (inativada) isoladamente após 4 semanas com Vírus da Varicela-Zoster isoladamente (N=442). As respostas de anticorpos para ambas as vacinas 4 semanas após vacinação foram semelhantes em ambos os grupos.

Em ensaio clínico controlado e, duplo-cego, 473 adultos a partir dos 60 anos de idade foram randomizados para receber Vírus da Varicela-Zoster e PNEUMOVAXTM 23 (vacina pneumocócica 23-valente (polissacarídica)) concomitantemente (N= 237), ou PNEUMOVAXTM 23 isoladamente seguida 4 semanas depois de Vírus da Varicela-Zoster isoladamente (N= 236). Em quatro semanas pós-vacinação, os níveis de anticorpos VVZ após o uso concomitante foram significativamente menores que os níveis de anticorpos VVZ pós-administração não concomitante [MGT de 338 versus 484 unidades gpELISA/mL, respectivamente; razão de MGT = 0,70 (IC 95% : 0,61 a 0,80)]. Os níveis de anticorpos VVZ 4 semanas pós-vacinação aumentaram 1,9 vezes (IC 95% : 1,7 a 2,1); atingindo o critério de aceitação pré-especificado) no grupo concomitante versus 3,1 vezes (IC 95%: 2,8 a 3,5) no grupo não concomitante. Os MGT para os antígenos da PNEUMOVAXTM 23 foram comparáveis entre os dois grupos. O uso concomitante de Vírus da Varicela-Zoster e PNEUMOVAXTM 23 demonstrou perfil de segurança que foi geralmente similar ao das duas vacinas não administradas concomitantemente.

Em ensaio clínico randomizado, controlado com placebo e duplo-cego, Vírus da Varicela-Zoster foi administrada a 100 indivíduos ≥50 anos de idade com histórico de herpes-zóster (HZ) antes da vacinação para avaliar a imunogenicidade de Vírus da Varicela-Zoster. Vírus da Varicela-Zoster induziu resposta imune específica para o VVZ significativamente maior conforme medido por gpELISA 4 semanas pós-vacinação, em comparação ao placebo (diferença de 2,1 vezes (IC 95% : 1,5 a 2,9, p<0,001, MGT de 812 versus 393 unidades gpELISA/ml). As respostas de anticorpos VVZ foram geralmente similares em indivíduos com 50 a 59 em comparação com indivíduos ≥60 anos de idade.

Em ensaio clínico randomizado, controlado com placebo e duplo cego, Vírus da Varicela-Zoster foi administrada a 206 indivíduos a partir de 60 anos de idade que estavam em uso de corticoterapia sistêmica de manutenção/crônica com dose diária equivalente a 5 a 20 mg de prednisona por pelo menos 2 semanas antes da recrutamento no estudo e 6 semanas ou mais pós-vacinação para avaliar o perfil de imunogenicidade e segurança de Vírus da Varicela-Zoster. Comparado com o placebo, Vírus da Varicela-Zoster induziu maior resposta imune específica de anticorpos VVZ, medidos por gpELISA 6 semanas pós-vacinação (MGT de 531,1 versus 224,3 unidades gpELISA/mL, respectivamente). A elevação da média geométrica da resposta de anticorpos VVZ, medida por gpELISA, da pré-vacinação a pós-vacinação foi de 2,3 (IC 95% : 2,0 a 2,7) no grupo Vírus da Varicela-Zoster comparado com 1,1 (IC 95% : 1,0 a 1,2) no grupo placebo

Em ensaio clínico randomizado, controlado com placebo e duplo cego, Vírus da Varicela-Zoster foi administrada em esquema de 2 doses em adultos infectados com HIV (a partir de 18 anos de idade) sob terapia antirretroviral combinada potente com função imune conservada (contagem células T CD4+ ≥200 células/L). Apesar do esquema de 2 doses ter sido utilizado neste estudo, Vírus da Varicela-Zoster é administrada em esquema de dose única. Neste estudo, um total de 295 indivíduos recebeu 1 dose e 286 indivíduos receberam 2 doses. Vírus da Varicela-Zoster induziu maior MGT de anticorpos específicos para o VVZ , medido por gpELISA em 6 semanas (6 semanas pós-vacinação de 1 dose) e em 12 semanas (6 semanas pós-vacinação de 2 doses) (MGT de 534,4 e 530,3 versus 263,7 e 250,3 unidades gpELISA/mL, respectivamente). A elevação da média geométrica da resposta dos anticorpos ao VVZ, medida por gpELISA, da pré-vacinação para 6 semanas e para 12 semanas pós-vacinação foram 1,78 (IC 95% : 1,64 a 1,92) e 1,80 (IC 95% : 1,66 a 1,95), respectivamente, em indivíduos que receberam a vacina e 1,05 (IC 95% : 0,98 a 1,12) e 1,04 (IC 95% : 0,96 a 1,13), respectivamente, em indivíduos que receberam o placebo.

Características Farmacológicas

Vírus da Varicela-Zoster é uma preparação liofilizada da cepa viva atenuada do VVZ da cepa Oka/Merck. O vírus foi inicialmente obtido de uma criança com varicela de ocorrência natural, depois introduzido em culturas de células pulmonares embrionárias, adaptado e replicado em culturas de células embrionárias de cobaias e finalmente replicado em culturas de células humanas diploides (WI-38). Realizou-se nos Laboratórios de Pesquisa da Merck (MRL, Merck Research Laboratories) uma passagem adicional do vírus em culturas de células humanas diploides (MRC-5) isentas de agentes adventícios.

O herpes-zóster, comumente conhecido como “cobreiro” ou simplesmente “zóster”, é uma manifestação da reativação do VVZ que, na infecção primária, causa a catapora (varicela). Após infecção inicial, o vírus permanece latente na raiz dorsal ou nos gânglios sensoriais cranianos até reativação, causando o herpes-zóster. O herpes-zóster é geralmente caracterizado por erupção cutânea unilateral, dolorosa e vesicular, com distribuição que acompanha os dermátomos.

Apesar de a erupção bolhosa ser a manifestação mais característica do herpes-zóster, o sintoma debilitante mais frequente é a dor, que pode ocorrer durante o pródromo, a fase eruptiva aguda e a fase pós-herpética da infecção. Durante a fase eruptiva aguda, relata-se dor local em até 90% dos indivíduos imunocompetentes.

Qualquer indivíduo infectado com o VVZ, mesmo que não apresente histórico clínico de varicela, corre risco de desenvolver herpes-zóster, por causa da diminuição da imunidade ao VVZ. Quase todos os adultos (cerca de 98%) dos EUA estão suscetíveis ao herpes-zóster e estimase que ocorram 1 milhão de casos anuais. A expectativa é que esse número aumente conforme aumenta a média etária da população. A incidência e a gravidade do herpes-zóster, bem como a frequência e a gravidade de suas complicações, aumentam drasticamente com a idade, dois terços dos casos ocorrem em indivíduos a partir de 50 anos de idade. Em estudos recentes, estimou-se que o risco do herpes-zóster seja de 30% na população geral, durante toda a vida. Prevê-se que, aos 85 anos de idade, 50% dos indivíduos tenham apresentado um episódio de herpes-zóster.

Setenta a 80% das hospitalizações decorrentes do herpes-zóster ocorrem em indivíduos imunocompetentes. Nos EUA, ocorrem a cada ano aproximadamente 50.000 a 60.000 hospitalizações relacionadas ao herpes-zóster, incluindo 12.000 a 19.000 cujo diagnóstico primário é zóster.

O herpes-zóster pode estar associado a complicações sérias, como NPH, cicatrizes, superinfecção bacteriana, paralisia neuronal motora, pneumonia , encefalite , síndrome de Ramsay Hunt, comprometimento visual, perda de audição e óbito.

A dor e o desconforto relacionados ao herpes-zóster podem ser prolongados e incapacitantes e diminuir a qualidade de vida e a capacidade funcional em grau comparável a doenças debilitantes, como insuficiência cardíaca congestiva, infarto do miocárdio, diabetes mellitus tipo 2 e depressão maior.

A NPH é a complicação grave mais comum e a causa de morbidade relacionada ao herpes-zóster no hospedeiro imunocompetente. A literatura publicada estima que a prevalência da NPH na população dos EUA em 500.000 a 1.000.000 casos. A frequência e a gravidade da NPH aumenta com a idade, e a NPH pode complicar 25% a 50% dos casos de herpes-zóster em pacientes a partir de 50 anos de idade. A NPH foi descrita como dor somática, em queimação, pulsátil, perfurante, penetrante e/ou aguda que pode persistir por meses ou mesmo por anos, e pode também causar distúrbio emocional. A alodinia (dor causada por estímulo inócuo) ocorre em pelo menos 90% dos pacientes com NPH, tipicamente descrita como um dos piores e mais debilitantes tipos de dor. São amplamente utilizadas várias definições de NPH na comunidade médica, incluindo dor que persiste por mais de 90 dias após o início da erupção cutânea.

O risco de desenvolver herpes-zóster parece estar relacionado à diminuição da imunidade específica ao VVZ. Vírus da Varicela-Zoster mostrou aumentar a imunidade específica ao VVZ; na qual acredita-se que essa imunidade seja o mecanismo que proteja o organismo contra o herpes-zóster e suas complicações.

Fonte do conteúdo

Fonte: Bula do profissional do medicamento Zostavax.

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