Silimarina + RacemetioninaBula do Princípio Ativo

Silimarina + Racemetionina - Para que serve?

Silimarina + Racemetionina está indicado para prevenção e tratamento das agressões tóxicas, metabólicas e infecciosas ao hepatócito. Também está indicado, nas situações que provocam sobrecarga da função hepática, tais como dietas ricas em gordura, ingestão de álcool e medicamentos.

Silimarina + Racemetionina: Contraindicação de uso

Silimarina + Racemetionina é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula ou a outras espécies da Família Asteraceae .

A sobrecarga de racemetionina pode promover alterações no metabolismo do nitrogênio. Portanto, Silimarina + Racemetionina é contraindicado para pacientes portadores de insuficiência renal crônica.

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes portadores de insuficiência renal crônica.

Não foram realizados estudos específicos com crianças, para o estabelecimento da segurança do uso de Silimarina + Racemetionina por este grupo. Portanto, Silimarina + Racemetionina é contraindicado para crianças.

Este medicamento é contraindicado para uso por crianças.

Silimarina + Racemetionina: Posologia e como usar

A dose de Silimarina + Racemetionina deve ser ajustada individualmente por paciente. As doses recomendadas devem ser interpretadas como uma diretriz inicial.

A dose média recomendada é de 2 drágeas, três vezes ao dia, por 30 dias. Nos casos mais severos, poderão ser usadas doses de 12 drágeas por dia, divididas em 3 tomadas.

Este produto é contraindicado para crianças.

Este produto é contraindicado para pacientes portadores de insuficiência renal crônica.

Não há advertências ou recomendações especiais, sobre o uso do produto por pacientes idosos.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

Os comprimidos de Silimarina + Racemetionina devem ser ingeridos com um pouco de água ou outro líquido na dose e horários recomendados pelo médico. O intervalo entre as duas doses diárias deve ser de 8-12 horas.

A dose de Silimarina + Racemetionina deve ser ajustada individualmente. As doses aqui recomendadas servem como uma orientação inicial, mas poderão ser modificadas pelo médico, de acordo com a necessidade do paciente.

A dose média recomendada é de 1 a 2 comprimidos duas vezes ao dia, por 30 dias. A dose máxima diária não deve exceder a 6 comprimidos.

Este medicamento é contraindicado para crianças.

Não há advertências ou recomendações especiais, sobre o uso do produto por pessoas idosas.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

Silimarina + Racemetionina - Reações Adversas

De modo geral, Silimarina + Racemetionina é bem tolerado e as raras reações adversas observadas com o uso da Silimarina + Racemetionina não foram de relevância clínica e apresentaram remissão com a descontinuação do tratamento.

Náuseas, vômitos e diarréia.

Cefaléia, dispepsia / plenitude gástrica, cólica abdominal e reações cutâneas de hipersensibilidade (eritema / urticária , prurido).

Vertigem e alteração dos níveis pressóricos ( hipotensão ou hipertensão).

Anafilaxia .

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificação de Eventos Adversos a Medicamentos - VIGIMED, disponível em http://portal.anvisa.gov.br/vigimed, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Silimarina + Racemetionina: Superdose

Até o momento, não existem relatos de casos de superdosagem com o uso de Silimarina + Racemetionina. Entretanto, é provável que os sintomas incluam náuseas, vômitos, diarréia e dor epigástrica / abdominal. Possivelmente, lavagem gástrica, reposição hidreletrolítica e sintomáticos sejam benéficos. Monitorar pH sanguíneo.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Até o momento, não existem relatos de casos de uso de uma quantidade maior deste medicamento do que a indicada. Entretanto, na eventualidade de uma superdose, o paciente poderá apesentar náusea, vômito, diarreia , dor abdominal, irritabilidade ou sonolência.

Se o paciente ainda estiver vomitando, ponha-o sentado, com o tronco e a cabeça inclinados para frente ou, se ele não estiver totalmente consciente, coloque-o deitado de lado (lado esquerdo), com a cabeça mais baixa que o resto do corpo, se possível, para manter a via aérea aberta e prevenir aspiração do vômito para o pulmão. Mantenha-o quieto.

O tratamento básico consiste em manter uma via aérea patente (orofaríngea ou nasofaríngea), se necessário.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Silimarina + Racemetionina: Interações medicamentosas

Foi demonstrado que a silimarina pode inibir algumas enzimas do citocromo P450 (CYP), em camundongos, e algumas enzimas CYP de microssomos hepáticos humanos, in vitro .

Portanto, uma possível interação da silimarina com drogas metabolizadas pelas CYP3A4 e CYP2C9 deve ser considerada.

A racemetionina pode reduzir a ação farmacológica da levodopa.

A racemetionina pode promover redução do pH urinário e, também, resultado falso-positivo na pesquisa de cetonúria.

A farmacocinética de Silimarina + Racemetionina não se modifica na presença de alimentos e, até o momento, não foram descritos casos de interação com estes.

Foi demonstrado que a silimarina pode inibir algumas enzimas do citocromo P450 (CYP), em camundongos, e algumas enzimas CYP de microssomos hepáticos humanos, in vitro .

Portanto, deve ser considerada a possibilidade de interação da silimarina com drogas metabolizadas pelas CYP3A4 e CYP2C9.

A metionina e a silimarina podem reduzir o efeito da levodopa, principalmente em doses altas. A metionina pode, também, alterar o efeito de outros medicamentos, como a losartana potássica , varfarina sódica , fenitoína e celecoxibe . Se o paciente estiver tomando um desses medicamentos talvez haja necessidade de ajustar a doses deles.

A metionina pode diminuir o pH urinário e também levar a um resultado falso-positivo na pesquisa de acetonúria.

A farmacocinética da silimarina ou da metionina não se modifica na presença de alimentos. Até o momento, não foram descritos casos de interação com alimentos.

Silimarina + Racemetionina: Precauções

Embora seja citado na literatura o uso da silimarina por gestantes, não foram realizados estudos específicos com gestantes e lactantes para o estabelecimento da segurança do uso da silimarina por estes grupos e não há informações sobre sua excreção no leite materno.

Portanto, Silimarina + Racemetionina só deve ser administrado a gestantes e lactantes em situações nas quais os benefícios superem os riscos e sob supervisão médica.

Categoria de Risco na Gravidez: C.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Não há advertências ou recomendações especiais, sobre o uso do produto por pacientes idosos.

A sobrecarga de racemetionina pode promover alterações no metabolismo do nitrogênio. Portanto, Silimarina + Racemetionina deve ser administrado com cautela e consideração do risco/benefício, a pacientes apresentando insuficiência hepática severa.

Silimarina + Racemetionina não afeta a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas.

Não há advertências ou recomendações especiais para o uso de Silimarina + Racemetionina na posologia preconizada. Entretanto, em função da farmacodinâmica da racemetionina, nos tratamentos de longo prazo ou com posologias muito superiores, Silimarina + Racemetionina deve ser administrado com cautela e consideração do risco/benefício à pacientes apresentando acidose metabólica, pois a racemetionina atua como acidificante; hiperhomocisteinemia, pois doses de racemetionina que excedam 1 g/dia podem promover aumento da homocisteína sérica, ou que se encontrem em dieta hipoprotéica rigorosa, pois, nesta situação, a racemetionina pode promover depleção da glicina .

Atenção: Este medicamento contém açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de diabetes .

Categoria de Risco na Gravidez: C (os estudos em animais revelaram risco, mas não existem estudos disponíveis realizados em mulheres grávidas).

Silimarina + Racemetionina: Ação da substância no organismo

Resultados de Eficácia

Em seis estudos clínicos placebo-controlado (n = 50 a 170), pacientes apresentando hepatite / cirrose álcool induzida receberam, pela via oral, 280 – 480 mg de silimarina/dia, por períodos que variaram de 6 meses a 4 anos. Nesses estudos, foi observada redução da bilirrubina total, das enzimas hepáticas e dos níveis séricos dos peptídeos do pró-colágeno tipo III, os quais se encontram aumentados na fibrose hepática; melhora dos padrões histológicos e redução da proliferação de linfócitos e da lipoperoxidação e aumento da atividade da glutationa-peroxidase sérica e da transformação de linfoblastos lectina-induzida. Em estudo com pacientes apresentando diabetes mellitus secundário à cirrose álcool-induzida, os pacientes do grupo-silimarina apresentaram redução dos níveis séricos de glicose e malondialdeído e da insulinemia de jejum, bem como da necessidade diária de insulina exógena, tanto quando comparados ao grupo-placebo, como aos seus índices basais pré-tratamento.

No estudo de maior duração, foi observada, também, redução da mortalidade no grupo tratado. Em estudo para a avaliação da eficácia da silimarina sobre a atividade fibrogênica em pacientes com hepatopatias crônicas variadas (n = 277), foi observada, após 4 semanas de tratamento, redução dos níveis séricos dos peptídeos do pró-colágeno tipo III. Em pacientes apresentando hepatite viral A ou B (n = 57), após tratamento com 420 mg de silimarina/dia/3 semanas, foi observada, quando comparados os grupos silimarina e placebo, a normalização dos níveis séricos da bilirrubina (40% vs. 11%, respectivamente) e das enzimas hepáticas (82% vs. 52%, respectivamente). Em outros trabalhos, também com pacientes apresentando hepatite viral, quando comparados os grupos silimarina e placebo, foram observadas reduções dos períodos de hospitalização (23,3 dias vs.30,4 dias, respectivamente) e das complicações associadas à infecção. Em pacientes com história de exposição ocupacional, por períodos de 5 a 20 anos, ao tolueno e/ou xileno ou organofosforados, foi observada melhora da função hepática, redução dos níveis séricos das enzimas hepáticas e aumento do número de plaquetas, após tratamento com a silimarina. Pacientes apresentando hepatite induzida por psicotrópicos apresentaram melhora da função hepática e redução dos níveis séricos de malondialdeído, após tratamento com 800 mg de silimarina/dia/90 dias. As toxinas do cogumelo Amanita phalloides inibem a atividade da RNA-polimerase nos hepatócitos, acarretando óbito em 12- 24 horas. Pacientes intoxicados por este cogumelo (n = 60) foram tratados com silimarina (20 mg/kg de peso/dia, pela via endovenosa, por 1 ou 2 dias), sendo observado um índice de sobrevivência de 100%. 1

Em metanálise de estudos da racemetionina na colestase intra-hepática, foi observada a redução do prurido e, também, dos níveis séricos da bilirrubina (total e conjugada) e das enzimas alaninaaminotransferase, gamaglutamil-transpeptidase e fosfatase alcalina, demonstrando que racemetionina tem ação não apenas sintomática, mas terapêutica, na colestase. 2

Em estudo clínico, randomizado, placebo-controlado, pacientes com diagnósticos confirmados, por exames clínico, hematológicos / bioquímicos e histológico, de cirrose hepática (n = 10), hepatite aguda não-viral (n = 9), hepatite crônica (n = 5) e esteatose hepática (n = 4) foram divididos em grupos tratamento e controle e fizeram uso de 2 comprimidos, três vezes ao dia, de Silimarina + Racemetionina ou placebo, respectivamente, por 180 dias. As reavaliações clínicas e laboratoriais, incluindo dosagens das bilirrubinas (total, direta e indireta), fosfatase alcalina, albumina, protrombina, pseudocolinesterase, gama-glutamiltranspeptidase, transaminases, proteínas totais e eletroforese do soro, foram repetidas a intervalos de 30 dias, durante todo o período do estudo. Ao término do estudo, foi repetida a avaliação histológica. Foi observada melhora significativa, clínica, laboratorial e histológica, do grupo tratado, notadamente nos casos de cirrose hepática e hepatite aguda. Não foram observados eventos adversos, com o uso de Silimarina + Racemetionina. 3

Referências Bibliográficas

1) WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO monographs on selected medicinal plants. Geneva, Switzerland: World Health Organization, 2002. v.2. pp.300-316.
2) Frezza, M. – Metanalisi dei trial terapeutici con ademetionina nel trattamento della colestasi intraepatica. Ann. Ital. Med. Int.; 8(Suppl.): 48S-51S, 1993.
3) Moraes, J.B. e Nascimento, R.V. – Ensaio clínico experimental utilizando a associação de silimarina e metionina no tratamento de pacientes portadores de hepatopatias difusas. Âmbito Hospitalar; 11: 57-63, 1995.

De acordo com a monografia de plantas medicinais da Organização Mundial da Saúde, o extrato de Silybum marianum (L.) Gaertn (silimarina) está aprovado para o tratamento de vários distúrbios hepáticos.

O efeito da silimarina sobre a sobrevida de pacientes com cirrose hepática foi examinado em três estudos duplo-cegos randomizados. Nenhum deles demonstrou um efeito benéfico estatisticamente significativo sobre a mortalidade dos pacientes. Todavia, a subanálise em um dos estudos - um ensaio clínico duplo cego randomizado envolvendo 170 pacientes com cirrose hepática de origem alcoólica (n=91) ou não alcoólica (n=79) - demonstrou que o tratamento por tempo prolongado com silimarina 420 mg/dia (divididos em três doses) aumentou significativamente a taxa de sobrevida de quatro anos dos pacientes em comparação com placebo (p=0,036). Dos pacientes tratados com silimarina (n=87) e placebo (n=83), foram detectados caso de cirrose ativa (n=91) e cirrose com hepatite alcoólica (n=28). Além disso, entre os pacientes com cirrose alcoólica, foi registrada morte em 22% paciente (10 de 46) no grupo silimarina em comparação com 42% (19 de 45) no grupo controle (p = 0,01).

Em um ensaio randomizado, duplo-cego, investigando a capacidade da silimarina de normalizar os parâmetros de função hepática em pacientes com doença hepática, os resultados do tratamento com silimarina foram significativamente melhores do que com o placebo. Trinta e seis pacientes foram randomizados para receber silimarina. Alguns pacientes (n=17) receberam 140 mg três vezes ao dia (420 mg/dia), ou placebo (n=19) por 6 meses. Durante o curso do tratamento com silimarina, os níveis séricos médios de bilirrubina dos pacientes normalizaram e os de AST, ALT e gama-glutamil transferase ( GGT ) diminuíram significantemente em comparação com os valores basais.

Da mesma forma, em um estudo randomizado duplo-cego, envolvendo 97 pacientes consecutivos com doença hepática induzida por álcool, a silimarina 420 mg/dia (n=47) melhorou significantemente os níveis séricos de transaminases (AST e ALT) em comparação com o placebo (n=50). 1

A silimarina, 420 mg/dia por 30 dias, melhorou significantemente a contagem de plaquetas (p<0,05), níveis séricos de transaminases (AST e ALT) (p<0,01) e GGT (p<0,05) em uma amostra de 49 pacientes com distúrbios hematológicos provocados por exposição a níveis tóxicos de tolueno e xileno. Os pacientes foram divididos em grupos: tratamento (n=30) e não tratamento (n=19), com base no sexo, estado físico e hábitos de vida. Foram excluídos do estudo pacientes alcoólicos. 1

Um estudo randomizado, para avaliar a eficácia da silimarina na esteato-hepatite não alcoólica (NASH), foi conduzido Solhi et al (2014), em 64 pacientes portadores da condição, divididos randomicamente em grupos bem pareados (em termos de idades, IMC e peso corporal) em silimarina (S) (n = 33) e controle (C) (n = 31). Os critérios de inclusão incluíram: ultrassonografia anormal e elevação persistente nos níveis de transaminases (AST e ALT > 1,2 vezes o limite superior da normalidade) nos últimos seis meses. Os pacientes de ambos os grupos foram orientados a consumir uma dieta com baixo teor de gordura e carboidratos e a praticar esportes regularmente para perder até 4 kg. Os pacientes do grupo S (n = 33) receberam 210 mg/dia de silimarina por via oral por 8 semanas e os do grupo C (n = 31) receberam placebo.

Após 8 semanas eles foram reavaliados e os seus níveis séricos de AST e ALT novamente medidos. No grupo sob tratamento com a silimarina (210 mg/dia) houve uma queda notável nos níveis séricos das enzimas hepáticas. 4

Em estudo clinico, randomizado, placebo-controlado, pacientes com diagnósticos confirmados, por exames clinico, hematológicos / bioquímicos e histológico, de cirrose hepática (n = 10), hepatite aguda não-viral (n= 9), hepatite crônica (n = 5) e esteatose hepática (n = 4) foram divididos em grupos tratamento (n=17) e controle (n=11) e fizeram uso de 2 comprimidos, três vezes ao dia, de Silimarina + Racemetionina (totalizando 420 mg de silimarina e 600 mg de metionina) ou placebo, respectivamente, por 180 dias. As reavaliações clínicas e laboratoriais, incluindo dosagens das bilirrubinas (total, direta e indireta), fosfatase alcalina, albumina, protrombina, pseudocolinesterase, gama-glutamiltranspeptidase, transaminases, proteínas totais e eletroforese do soro, foram repetidas a intervalos de 30 dias, durante todo o período do estudo. Ao término do estudo, foi repetida a avaliação histológica. Foi observada melhora significativa, clínica, laboratorial e histológica, do grupo tratado, notadamente nos casos de cirrose hepática e hepatite aguda. Não foramobservados eventos adversos, com o uso de Silimarina + Racemetionina (silimarina e racemetionina). 16

Referências:

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3. Coral G, de Mattos AA, de Mattos AZ, dos Santos DE. [Steatosis and non-alcoholic steatohepatitis in patients with chronic hepatitis due to hepatitis C virus infection]. Arq Gastroenterol. 2006 OctDec;43(4):265-8.
4. Solhi H, Ghahremani R, Kazemifar AM, Hoseini Yazdani Z. Silymarin in treatment of nonalcoholic steatohepatitis: a randomized clinical trial. Caspian J Intern Med 2014; 5(1): 9-12.
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6. Onaolapo OJ, Adekola MA , Azeezb TO , Salamib K , Onaolapo AY. L-methionine and silymarin: A comparison of prophylactic protective capabilities in acetaminophen-induced injuries of the liver, kidney and cerebral cortex. Biomedicine & Pharmacotherapy, 2017;85: 323–333.
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9. Hamlyn AN, Lesna M, Record CO, et al. Methionine and cysteamine in paracetamol ﴾acetaminophen﴿ overdose, prospective controlled trial of early therapy. J Int Med Res 1981; 9: 226- 31.
10. Flora K, Hahn M, Rosen H, Benner K. Milk thistle (Silybum marianum) for the therapy of liver disease. Am J Gastroenterol. 1998 Feb;93(2):139-43. Review.
11. Pietrangelo A, Borella F, Casalgrandi G, Montosi G, Ceccarelli D, Gallesi D, et al. Antioxidant activity of silybin in vivo during long-term iron overload in rats. Gastroenterology, 1995;109: 1941- 1949.
12. Abenavoli L, Capasso R, Milic N et al. Milk thistle in liver diseases: past, present, future. Phytother. Res. 2010;24(10): 1423–1432.
13. Saller R, Meier R, Brignoli R. The use of silymarin in the treatment of liver diseases. Drugs, 2001;61(14), 2035–2063.
14. Finkelstein, JD. Methionine metabolism in mammals. J. Nutr. Biochem.1990 May;1:228-237.
15. Ball RO, Courtney-Martin G and Pencharz PB. The In Vivo Sparing of Methionine by Cysteine in Sulfur Amino Acid Requirements in Animal Models and Adult Humans. J Nutr. 2006 Jun;136(6 Suppl):1682S-1693S.
16. Moraes, J.B. e Nascimento, R.V. – Ensaio clinico experimental utilizando a associação de silimarina e metionina no tratamento de pacientes portadores de hepatopatias difusas. Ambito Hospitalar; 11: 57-63, 1995.

Características Farmacológicas

Silimarina + Racemetionina tem como princípios ativos Silimarina + Racemetionina.

A silimarina é um composto flavonóide polifenólico extraído de frutos do Silybum marianum L ., constituído pelas flavolignanas silibina, silidianina e silicristina.

A racemetionina é um aminoácido sulfurado e precursora da S-adenosilmetionina (SAMe). A importância da SAMe deve-se à sua capacidade de doar grupamentos metila para outras reações, sendo o mais importante agente transmetilante do organismo.

A silimarina, devido a sua natureza fenólica, tem ação antioxidante , reagindo com diversos radicais livres, inclusive aqueles derivados do oxigênio e da hidroxila; apresenta atividade inibitória sobre várias enzimas, como peroxidases, lipoxigenases e prostaglandina-sintetases, reduzindo a lipoperoxidação e a propagação do processo oxidativo, e promove aumentos da glutationa hepática total e do percentual de glutationa reduzida e a expressão da enzima superóxido dismutase.

A silimarina é capaz de estimular a RNA-polimerase I e a síntese do RNAr, aumentando a velocidade de formação do ribossomo e, consequentemente, da síntese protéica, o que favorece, também, a síntese e replicação do DNA. Tais ações são de suma importância para a regeneração celular.

A silimarina estimula a atividade da colina-fosfato-citidiltransferase e a síntese da fosfatidilcolina e inibe a síntese da lecitina a partir do catabolismo da colina, protegendo os fosfolipídios e preservando a estabilidade das membranas celulares e microssomais hepáticas.

A silimarina reduz a produção de lipídios totais e, provavelmente, ative a β-oxidação de ácidos graxos, reduzindo a síntese de triglicerídios.

A silimarina reduz os níveis séricos das lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e a biossíntese do colesterol , possivelmente por inibição da enzima 3-hidroxi-3-metilglutaril coenzima A - reductase.

Também foi observada redução da concentração do colesterol biliar com o uso da silimarina.

A silimarina auxilia na redução da fibrogênese, por inibição da proliferação das células estreladas e redução da síntese do colágeno tipo I.

A silimarina inibe, dose-dependente, a síntese de leucotrienos (LT), notadamente o LTB4, por inibição da via da 5-lipoxigenase, e inibe, também, a liberação de histamina, neutrófilo-mediada, de mastócitos, auxiliando na redução dos processos inflamatórios.

Também aumenta a incorporação do [1-11C]-acetato, proveniente do metabolismo do álcool, aos lipídios e fosfolipídios, prevenindo seu acúmulo nos hepatócitos.

A silimarina pode ser útil na intoxicação pelo paracetamol, por suas ações antioxidante e no aumento da síntese da glutationa. E é efetiva na prevenção da hepatotoxidade causada pelo cogumelo Amanita phalloides , provavelmente por bloqueio dos receptores dos peptídeos deste fungo, na superfície das membranas celular e nuclear do hepatócito.

A racemetionina apresenta ação antioxidante, provavelmente por interação de seu grupamento sulfurado com os radicais livres. Ela também aciona o ribossomo para iniciar a translação protéica do RNA mensageiro.

A racemetionina exerce ação lipotrópica, mobilizando os ácidos graxos e prevenindo a deposição destes nos hepatócitos, provavelmente por sua participação, através da SAMe, nas reações de transmetilação, transulfuração, no aumento da glutationa e na regulação da permeabilidade da membrana celular.

A SAMe reduz a produção do acetaldeído proveniente do metabolismo do álcool, previne a deposição de gordura nos hepatócitos e restabelece os níveis da glutationa, parecendo, então, haver um sinergismo da glutationa – e, consequentemente, de sua ação antioxidante – nesta ação antiesteatose.

A SAMe atua na transmetilação da fosfatidiletanolamina para a formação da fosfatidilcolina, o principal fosfolipídio da membrana celular e vital para a manutenção da estabilidade desta.

A SAMe promove, também, a sulfatação dos ácidos biliares, reduzindo a colestase.

A absorção da silimarina, administrada pela via oral, é gastrintestinal.

Estudos experimentais com silibina marcada demonstraram a presença desta na circulação, fígado , pulmões, estômago e pâncreas, meia hora, aproximadamente, após a administração, e, nos demais tecidos, após uma hora.

A concentração plasmática foi mantida por 4 a 6 horas, tanto em animais, como em humanos. No fígado, a silimarina é conjugada com sulfatos e ácido glicurônico. A silimarina conjugada é encontrada no plasma e, em torno de 80% do total da dose administrada, na bile. A forma livre é encontrada no fígado, pulmões, estômago e pâncreas.

Em torno de 2 a 5% do total da silimarina administrada são excretados, in natura , pela urina, o que ocorre por um período de 48 horas.

A excreção biliar da silimarina, como metabólitos (sulfatos e glicuronídios), tem início 1 hora após a administração e, nas 48 horas, é da ordem de 40 a 45%, do total da dose administrada.

Pela alta concentração biliar e baixa eliminação urinária da silimarina, foi sugerida uma circulação enterohepática, na qual, após ser absorvida no intestino, conjugada no fígado e excretada na bile, sofreria hidrólise pela flora intestinal e seria reabsorvida no intestino. A parte não reabsorvida seria eliminada, in natura , nas fezes. A concentração da silimarina, livre e conjugada, diminui exponencialmente e a meia-vida de eliminação é de 6 horas.

A racemetionina é absorvida no intestino delgado. Atinge, por transporte ativo, os enterócitos e, no interior destes, participa, já, de alguns processos metabólicos. A parte não metabolizada é transportada para o fígado, pela circulação porta.

No fígado, participa, junto com outros aminoácidos , da síntese protéica ou de outras reações metabólicas, como na formação da SAMe, da cisteína, da taurina e de sulfatos. A racemetionina pode, também, ser metabolizada para a formação da D-glicose e do glicogênio.

A racemetionina não metabolizada no fígado é transportada para vários outros tecidos, nos quais participará de reações similares às que ocorrem no fígado.

Silimarina + Racemetionina é uma associação de silimarina e a racemetionina.

A silimarina, uma mistura de isômeros flavonolignanos, extraída de sementes do fruto seco do cardo mariano ( Silybum marianum, L. Gaertn .), Família Asteraceae , tem sido usada por séculos como medicamento natural para tratamento de doenças do fígado e vias biliares. Atualmente ela é um dos medicamentos de origem vegetal, com mecanismo de ação conhecido, mais investigados para tratamento de doenças hepáticas. 10

O principal componente da silimarina, e também o mais ativo, é a silibinina (uma mistura de 50% de silibina A e 50% de silibina B), representando cerca de 60-70% dos componentes, seguida da silicristina (20%) e da silidianina (10%). 11 Os demais componentes são: a isosilibina A, isosilibina B, isosilicristina e taxifolina. O amplo espectro de ação da silimarina envolve efeitos antioxidantes, antifibróticos, antiinflamatórios, imunomoduladores, regenerador hepático, inibidor de peroxidação lipídica e sequestrador de radical livre. A atividade antifibrótica da silimarina ocorre através da indução de apoptose de células estreladas hepáticas ou por indução de degradação dos depósitos de colágeno. 12,13

A metionina é um é um aminoácido essencial sulfurado, que contém um grupo metil ligado ao enxofre. É fundamental ao crescimento e desenvolvimento normais dos seres humanos, de outros mamíferos e espécies aviárias. Este papel importante decorre de sua participação, ou a de seus derivados, em vários processos biológicos. Além de ser um substrato para síntese de proteínas, é um intermediário em numerosas reações de transmetilação, dependentes de S-adenosilmetionina (formada a partir da reação da metionina com a adenosina trifosfato, catalisada pela metionina adenosiltransferase), que funciona como o principal doador in vivo do grupo metil, inclusive de grupos metil para intermediários do DNA e RNA. Também é necessária para a síntese de cisteína. 14, 15

A silimarina, devido a sua natureza fenólica, tem ação antioxidante, reagindo com diversos radicais livres, inclusive aqueles derivados do oxigênio e da hidroxila. Apresenta atividade inibitória sobre várias enzimas, como peroxidases, lipoxigenases e prostaglandina-sintetases, reduzindo a lipoperoxidação e a propagação do processo oxidativo. Promove aumentos da glutationa hepática total e do percentual de glutationa reduzida e a expressão da enzima superóxido dismutase. É capaz de estimular a RNApolimerase I e a síntese do RNAr, aumentando a velocidade de formação do ribossomo e, consequentemente, da síntese proteica, o que favorece, também, a síntese e replicação do DNA. Tais ações são de suma importância para a regeneração celular.

A silimarina estimula a atividade da colina-P citidiltransferase e a síntese da fosfatidilcolina e inibe a síntese da lecitina a partir do catabolismo da colina, protegendo os fosfolipídios e preservando a estabilidade das membranas celulares e microssomais hepáticas.

Reduz a produção de lipídios totais e, provavelmente, ative a β-oxidação de ácidos graxos, reduzindo a síntese de triglicerídeos . Reduz também os níveis séricos das lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e a biossíntese do colesterol, possivelmente por inibição da enzima 3-hidroxi-3-metilglutaril coenzima Aredutase. Com o uso da silimarina também foi observada uma redução da concentração do colesterol biliar.

A silimarina auxilia na redução da fibrogênese, por inibição da proliferação de células hepáticas estreladas, e na redução da síntese do colágeno tipo I. Inibe, de maneira dose-dependente, a síntese de leucotrienos (LT), notadamente o LTB4, por inibição da via da 5-lipoxigenase, e também, a liberação de histamina dos mastócitos, mediada neutrófilo, auxiliando na redução dos processos inflamatórios.

A silimarina pode ser útil na intoxicação pelo paracetamol, por suas ações antioxidantes e no aumento da síntese da glutationa. É efetiva na prevenção da hepatotoxicidade causada pelo cogumelo Amanita phalloides , provavelmente por bloqueio dos receptores dos peptídeos deste fungo na superfície das membranas celular e nuclear do hepatócito. 1,10

A metionina apresenta ação antioxidante, provavelmente através da interação de seu grupo metil (ligado ao enxofre) com os radicais livres. Ela também age a nível ribossomal para iniciar a translação proteica do RNA mensageiro.

A metionina exerce ação lipotrópica, mobilizando os ácidos graxos e prevenindo a deposição destes nos hepatócitos, provavelmente através da adenosil metionina (SAMe) nas reações de transmetilação e transulfuração, no aumento da glutationa e na regulação da permeabilidade da membrana celular.

A SAMe reduz a produção do acetaldeído proveniente do metabolismo do álcool; previne a deposição de gordura nos hepatócitos e restabelece os níveis da glutationa, que, através de sua ação antioxidante, atua como agente antiesteatose.

A SAMe atua na transmetilação da fosfatidiletanolamina na formação da fosfatidilcolina, o principal fosfolipídio da membrana celular e vital para a manutenção da estabilidade desta.

A SAMe promove, também, a sulfatação dos ácidos biliares, reduzindo a possibilidade de colestase. 14

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