GuselcumabeBula do Princípio Ativo

Guselcumabe - Para que serve?

Guselcumabe é indicado para o tratamento de pacientes adultos com psoríase moderada a grave que são candidatos a tratamento sistêmico ou fototerapia.

Guselcumabe: Contraindicação de uso

Guselcumabe é contraindicado para uso por pacientes com hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer um dos excipientes e por pacientes com infecções ativas clinicamente importantes (por exemplo, tuberculose ativa).

Guselcumabe: Posologia e como usar

Uso subcutâneo. Se possível, devem ser evitadas as áreas da pele com psoríase como locais de injeção.

Após treinamento apropriado sobre a técnica de injeção subcutânea, os pacientes podem injetar Guselcumabe se o médico considerar adequado. No entanto, o médico deve assegurar um acompanhamento clínico adequado dos pacientes. Os pacientes devem ser instruídos a injetar a quantidade total de Guselcumabe de acordo com as Instruções de Uso incluídas nesta seção.

Para instruções adicionais sobre o modo de preparação e precauções especiais de manuseio, ver a seção de Instruções de Uso.

Após retirar a seringa preenchida da geladeira, mantenha a seringa preenchida dentro da embalagem e deixe atingir a temperatura ambiente aguardando 30 minutos antes de injetar Guselcumabe. A seringa preenchida não deve ser agitada.

Antes da utilização, recomenda-se efetuar uma inspeção visual da seringa preenchida. A solução deve ser límpida, incolor a amarelo clara e pode conter algumas pequenas partículas brancas ou translúcidas. Guselcumabe não deve ser utilizado se a solução estiver turva ou com alteração da coloração ou se contiver partículas grandes.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduo deve ser eliminado de acordo com as exigências locais.

Importante: O médico é responsável por decidir se o paciente ou um cuidador poderá aplicar as injeções de Guselcumabe em casa, após receber treinamento sobre o modo correto de preparar e injetar Guselcumabe usando a seringa preenchida antes de tentar a injeção. Leia estas Instruções para uso antes de usar a seringa preenchida de Guselcumabe e a cada vez que tiver uma nova administração. Podem haver novas informações. Converse com seu paciente sobre sua condição médica e seu tratamento. Leia também a bula do Paciente com cuidado antes de iniciar a injeção e discuta quaisquer perguntas que o paciente possa ter. A seringa preenchida de Guselcumabe destina-se a injeção sob a pele, não no músculo ou na veia. Após a injeção, a agulha será retraída no corpo do dispositivo e será bloqueada.

Informação de armazenamento: Armazenar na geladeira de 2º a 8ºC. Não congelar.

Mantenha Guselcumabe e todos os medicamentos fora do alcance das crianças.

Não agite a seringa preenchida em momento algum.

Não aqueça de maneira alguma.

Verifique a data de validade (‘VAL’) no cartucho.

Não use se a data de validade estiver vencida.

Não prossiga com a injeção se a embalagem estiver violada.

Não injetar na pele se estiver edemaciada, machucada, vermelha, escamosa ou dura.

Não injetar em áreas com cicatrizes ou estrias .

Não toque, ventile ou assopre no local da injeção depois de limpá-lo.

Não injetar se o líquido estiver turvo ou descolorido ou se tiver partículas grandes.

Não coloque a tampa da agulha de volta, pois isso pode danificar a agulha. Não toque a agulha ou deixe-a tocar em qualquer superfície.

Não use a seringa preenchida de Guselcumabe se cair.

É importante formar uma prega de pele suficiente para injetar o medicamento sob a pele e não no músculo. Insira a agulha com um movimento rápido, como um dardo.

Use sua mão livre para segurar o corpo da seringa.

Coloque o polegar da mão oposta sobre o êmbolo e pressione-o todo para baixo até o fim.

O protetor de segurança cobrirá a agulha e a travará, removendo a agulha da sua pele.

Posologia do Guselcumabe

Guselcumabe é indicado para uso sob a orientação e supervisão de um médico especializado no diagnóstico e tratamento da psoríase.

A dose recomendada de Guselcumabe é de 100 mg por injeção subcutânea na semana 0 e na semana 4, seguida de doses de manutenção a cada 8 semanas.

A descontinuação do tratamento deve ser considerada em doentes que não apresentem qualquer resposta após 16 semanas de tratamento.

A segurança e eficácia de Guselcumabe em crianças e adolescentes menores de 18 anos de idade não foram estabelecidas. Não há dados disponíveis.

Nenhum ajuste de dose é requerido.

Há informações limitadas em indivíduos com mais de 65 anos de idade.

Guselcumabe não foi estudado nessa população de pacientes. Nenhuma recomendação de dose pode ser feita. Para maiores informações na eliminação de guselcumabe.

Guselcumabe - Reações Adversas

A reação adversa medicamentosa mais comum foi infecção do trato respiratório superior.

Um total de 1.748 pacientes foi tratado com Guselcumabe em um estudo de Fase 2 e em três estudos de Fase 3 em psoríase em placas. Destes, 1.393 pacientes com psoríase foram expostos a Guselcumabe durante pelo menos 6 meses e 728 pacientes foram expostos durante pelo menos 1 ano (ou seja, tratados até a Semana 48).

As frequências das reações adversas especificadas foram determinadas a partir de uma análise agrupada de 823 pacientes com psoríase em placas moderada a grave, que receberam Guselcumabe durante os períodos controlados com placebo de dois estudos de Fase 3.

Tabela 4: Resumo de Reações Adversas em Estudos Clínicos

Classes de sistemas de órgãos

Reação Adversa

Infecções e infestações

Infecção do trato respiratório superior

Comum

Infecções por herpes simples

Comum

Infecção da Tinea sp.

Comum

Gastroenterite

Distúrbios do sistema neural

Cefaleia

Distúrbios gastrointestinais

Diarreia

Distúrbios dos tecidos cutâneo e subcutâneo

Urticária

Distúrbios musculosqueléticos e do tecido conectivo

Artralgia

Distúrbios gerais e condições no local de administração

Eritema no local de injeção

Dor no local de injeção

Em dois estudos clínicos de Fase 3, durante o período controlado por placebo, a gastroenterite ocorreu mais frequentemente no grupo tratado com Guselcumabe (1,1%) do que no grupo com placebo (0,7%). As reações adversas de gastroenterite não foram graves e não levaram à descontinuação de Guselcumabe até a Semana 48.

Em dois estudos clínicos de Fase 3 até a Semana 48, 0,7% das injeções de Guselcumabe e 0,3% das injeções de placebo foram associadas a reações no local de injeção. As reações adversas de eritema no local de injeção e dor no local de injeção foram de intensidade leve a moderada, nenhuma foi grave e nenhuma levou à descontinuação de Guselcumabe.

A imunogenicidade de Guselcumabe foi avaliada utilizando um imunoensaio sensível e tolerante ao medicamento. Nas análises de Fase 2 e Fase 3 agrupadas, menos de 6% dos indivíduos tratados com Guselcumabe desenvolveram anticorpos antimedicamento em até 52 semanas de tratamento. Dos indivíduos que desenvolveram anticorpos antimedicamento, aproximadamente 7% apresentaram anticorpos que foram classificados como neutralizantes, o que equivale a 0,4% de todos os indivíduos tratados com Guselcumabe. Anticorpos antimedicamento não foram associados à menor eficácia ou desenvolvimento de reações no local da injeção.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Guselcumabe: Interações medicamentosas

Em um estudo de Fase 1 em indivíduos com psoríase em placas moderada a grave, as alterações nas exposições sistêmicas (C máx e AUCinf) de midazolam, S-varfarina, omeprazol , dextrometorfano e cafeína após uma única dose de Guselcumabe não foram clinicamente relevantes, indicando que as interações medicamentosas entre Guselcumabe e substratos de várias enzimas CYP (CYP3A4, CYP2C9, CYP2C19, CYP2D6 e CYP1A2) são improváveis. Não há necessidade de ajuste de dose ao coadministrar Guselcumabe e substratos da CYP450.

A eficácia e segurança de Guselcumabe em combinação com imunossupressores , incluindo biológicos ou fototerapia não foram avaliadas.

Guselcumabe: Precauções

A fim de melhorar a rastreabilidade dos medicamentos biológicos, o nome e número de lote do medicamento administrado devem ser rigorosamente registados.

Guselcumabe pode aumentar o risco de infecção. O tratamento com Guselcumabe não deve ser iniciado em pacientes com qualquer infecção ativa clinicamente importante até que a infecção se resolva ou seja adequadamente tratada. Pacientestratados com Guselcumabe devem ser instruídos a buscarem aconselhamento médico caso ocorram sinais ou sintomas de infecção crônica ou aguda clinicamente importante. Se um paciente desenvolver uma infecção clinicamente importante ou grave ou não estiver respondendo ao tratamento padrão, monitorar o paciente atentamente e descontinuar Guselcumabe até que a infecção se resolva.

Antes de iniciar o tratamento com Guselcumabe, os pacientes devem ser avaliados para infecção por tuberculose (TB). Os pacientes que receberem Guselcumabe devem ser monitorados para sinais e sintomas de TB ativa durante e depois do tratamento. O tratamento anti-TB deve ser considerado antes de iniciar Guselcumabe em pacientes com histórico de TB latente ou ativa nos quais não seja possível confirmar um ciclo de tratamento adequado.

Caso ocorra uma reação de hipersensibilidade grave, a administração de Guselcumabe deve ser descontinuada imediatamente e deve ser iniciada terapia apropriada.

Antes de iniciar o tratamento com Guselcumabe, a conclusão de todas as imunizações apropriadas deve ser considerada de acordo com as atuais diretrizes de imunização. Vacinas vivas não devem ser usadas concomitantemente em pacientes tratados com Guselcumabe. Não há dados disponíveis quanto à resposta a vacinas vivas ou inativas. Antes da administração de vacinas virais vivas ou bacterianas vivas, o tratamento com Guselcumabe deve ser interrompido durante, pelo menos, 12 semanas após a última dose, podendo ser retomado, no mínimo, 2 semanas após a vacinação. Os prescritores devem consultar a bula da vacina específica para obter informações adicionais e orientação acerca da utilização concomitante com agentes imunossupressores pósvacinação.

Guselcumabe não tem nenhuma ou desprezível influência na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas.

As mulheres com potencial para engravidar têm de utilizar métodos contraceptivos eficazes durante o tratamento e durante, pelo menos, 12 semanas após o tratamento.

Não há dados sobre a utilização de Guselcumabe em mulheres grávidas. Os estudos em animais não indicam efeitos prejudiciais diretos ou indiretos no que diz respeito à gravidez, ao desenvolvimento embrionário/fetal, parto ou ao desenvolvimento pós-natal (vide “Dados de segurança pré-clínicos”). Como medida de precaução, deve-se evitar a utilização de Guselcumabe durante a gravidez.

Não é conhecido se o Guselcumabe é excretado no leite humano. Uma vez que as imunoglobulinas são excretadas no leite humano, o risco para o lactente não pode ser excluído. Deve ser tomada uma decisão para a descontinuação da amamentação durante o tratamento e até 12 semanas após a última dose ou a descontinuação do tratamento com Guselcumabe, levando em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapia com Guselcumabe para a mulher. Ver seção Dados de segurança pré-clínicos para obter informações sobre a excreção de Guselcumabe no leite animal (macaco cynomolgus ).

O efeito de Guselcumabe na fertilidade humana não foi avaliado. Estudos em animais não indicaram efeitos prejudiciais diretos ou indiretos na fertilidade.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento.

Atenção: Este medicamento contém açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de diabetes .

Guselcumabe: Ação da substância no organismo

Resultados de Eficácia

Eficácia clínica-psoríase em placa (Adultos) A eficácia e a segurança do Guselcumabe foram avaliadas em três estudos de Fase 3 randomizados, duplocegos e com controles ativos, realizados em pacientes adultos com psoríase em placas moderada a grave, que eram candidatos a fototerapia ou terapia sistêmica.

Dois estudos (VOYAGE 1 e VOYAGE 2) avaliaram a eficácia e segurança de Guselcumabe versus placebo e adalimumabe em 1.829 pacientes adultos. Os pacientes randomizados para Guselcumabe (N=825) receberam 100 mg nas Semanas 0 e 4, e a cada 8 semanas (q8w) posteriormente até a Semana 48 (VOYAGE 1) e até a Semana 20 (VOYAGE 2). Os pacientes randomizados para adalimumabe (N=582) receberam 80 mg na Semana 0 e 40 mg na Semana 1, seguidos de 40 mg em semanas alternadas (q2w) até a Semana 48 (VOYAGE 1) e a Semana 23 (VOYAGE 2). Em ambos os estudos, os pacientes randomizados para placebo (N=422) receberam Guselcumabe 100 mg nas Semanas 16, 20 e a cada 8 semanas posteriormente. No VOYAGE 2, os pacientes randomizados para Guselcumabe na Semana 0, que eram respondedores ao Índice de Gravidade da Psoríase por Área (PASI) 90 na Semana 28, foram novamente randomizados para continuar o tratamento com Guselcumabe a cada 8 semanas (tratamento de manutenção) ou para receber placebo (tratamento de descontinuação). Os não-respondedores PASI 90 do grupo com adalimumabe começaram a receber Guselcumabe nas Semanas 28 e 32 e a cada 8 semanas posteriormente. Todos os pacientes foram seguidos durante um período de até 48 semanas após a primeira administração do tratamento do estudo.

As características basais da doença eram consistentes entre as populações estudadas no VOYAGE 1 e 2, com uma mediana de Área de Superfície Corporal (ASC) de 22% e 24%, uma mediana do escore PASI basal de 19 em ambos os estudos, uma mediana do Índice de Qualidade de Vida relacionada à Dermatologia (DLQI) basal de 14 e 14,5, um escore grave da Avaliação Global do Investigador (IGA) basal para 25% e 23% dos pacientes, e antecedentes de artrite psoriásica em 19% e 18% dos pacientes, respectivamente.

De todos os pacientes incluídos no VOYAGE 1 e 2, 32% e 29% não haviam recebido terapia sistêmica convencional previamente nem terapia biológica, 54% e 57% haviam recebido fototerapia prévia e 62% e 64% haviam recebido terapia sistêmica convencional prévia, respectivamente. Em ambos os estudos, 21% haviam recebido terapia biológica prévia, incluindo 11% que havia recebido pelo menos um agente anti-fator de necrose tumoral alfa (TNFα) e aproximadamente 10% que haviam recebido um agente anti-IL-12/IL-23.

A eficácia do Guselcumabe foi avaliada em relação à doença cutânea global, doença local (couro cabeludo, mão e pé e unhas), qualidade de vida e resultados reportados pelos pacientes. Os desfechos co-primários no VOYAGE 1 e 2 foram a proporção de pacientes que alcançaram uma pontuação IGA livre de doença ou doença mínima (IGA 0/1) e uma resposta PASI 90 na Semana 16 versus placebo (ver Tabela 1).

O tratamento com Guselcumabe resultou em melhoras significativas nas medidas da atividade da doença, em comparação com o placebo e adalimumabe na Semana 16 e em comparação com adalimumabe nas Semanas 24 e 48. Os principais resultados de eficácia para os desfechos primários e secundários mais relevantes do estudo são apresentados na Tabela 1 abaixo.

Tabela 1: Resumo das Respostas Clínicas nos estudos VOYAGE 1 e VOYAGE 2

a p < 0,001 para comparações entre Guselcumabe e o placebo.
b p < 0,001 para comparações entre Guselcumabe e adalimumabe para os desfechos secundários mais relevantes.
c p < 0,001 para comparações entre Guselcumabe e o placebo para os desfechos co-primários. d Não foram efetuadas comparações entre Guselcumabe e adalimumabe.
e p < 0,001 para comparações entre Guselcumabe e adalimumabe.

O Guselcumabe demonstrou eficácia de início rápido, com uma melhora percentual significativamente superior no PASI em comparação com o placebo logo na Semana 2 (p <0,001). A porcentagem de pacientes que alcançou uma resposta PASI 90 foi numericamente superior para Guselcumabe em comparação com adalimumabe com início na Semana 8, sendo o máximo da diferença atingido por volta da Semana 20 (VOYAGE 1 e 2) e mantido até a Semana 48 (VOYAGE 1).

Figura 1: Porcentagem de pacientes que alcançou resposta PASI 90 até a Semana 48 por visita (pacientes randomizados na Semana 0) no VOYAGE 1

A eficácia e a segurança de Guselcumabe foram demonstradas independentemente da idade, gênero, raça, peso corporal, localização das placas, gravidade basal do PASI, artrite psoriásica concomitante e tratamento prévio com uma terapia biológica. O Guselcumabe foi eficaz em pacientes que não haviam sido submetidos previamente à terapia sistêmica convencional e à terapia biológica e em pacientes previamente expostos à terapia biológica.

No VOYAGE 2, 88,6% dos pacientes que receberam tratamento de manutenção com Guselcumabe foram respondedores PASI 90 na Semana 48, em comparação com 36,8% dos pacientes que descontinuaram o tratamento na Semana 28 (p <0,001). A perda de resposta PASI 90 foi observada logo 4 semanas após a descontinuação do tratamento com Guselcumabe, com uma mediana de tempo de perda de resposta PASI 90 de, aproximadamente, 15 semanas.

No VOYAGE 2, entre os 112 pacientes que não alcançaram uma resposta PASI 90 na Semana 28, 66% alcançaram uma resposta PASI 90 após 20 semanas de tratamento com Guselcumabe. Não foram observados novos achados de segurança em pacientes que trocaram adalimumabe por Guselcumabe.

No VOYAGE 1 e 2, foram observadas melhoras significativas na psoríase do couro cabeludo, das mãos e pés e das unhas (conforme avaliado pela Avaliação Global do Investigador específica para o couro cabeludo [ss-IGA], Avaliação Global do Médico das Mãos e/ou Pés [hf-PGA], Avaliação Global do Médico das Unhas do Dedos das Mãos [f-PGA] e Índice de Gravidade de Psoríase Ungueal [NAPSI], respectivamente) em pacientes tratados com Guselcumabe em comparação com pacientes tratados com placebo na Semana 16 (p < 0,001, Tabela 2). O Guselcumabe demonstrou superioridade em relação a adalimumabe na psoríase do couro cabeludo e das mãos e pés na Semana 24 (VOYAGE 1 e 2) e Semana 48 (VOYAGE 1) (p ≤ 0,001, exceto na psoríase das mãos e pés na Semana 24 [VOYAGE 2] e na Semana 48 [VOYAGE 1], p < 0,05).

Tabela 2: Resumo das Respostas na Doença Localizada nos estudos VOYAGE 1 e VOYAGE 2

a Inclui apenas pacientes com pontuação ss-IGA, f-PGA, hf-PGA ≥ 2 na avaliação basal ou pontuação NAPSI basal > 0.
b Inclui apenas pacientes que alcançaram uma melhora na pontuação ≥ 2 em relação à avaliação basal no ss-IGAe/ou hfPGA.
c p < 0,001 para comparação entre Guselcumabe e o placebo para os desfechos secundários principais.
d Não foram realizadas comparações entre Guselcumabe e adalimumabe.
e p < 0,001 para comparação entre Guselcumabe e o placebo.

Qualidade de vida relacionada com a saúde/Resultados reportados pelos pacientes

Nos estudos VOYAGE 1 e 2, foram observadas melhoras significativamente maiores na qualidade de vida relacionada à saúde, conforme medida pelo Índice de Qualidade de Vida em Dermatologia (DLQI) e em sintomas (prurido, dor, ardor, comichão e retesamento da pele) e sinais (ressecamento, fissuras, descamação, eritema e sangramento da pele) de psoríase reportados pelo paciente, conforme medido pelo Diário de Sintomas e Sinais em Psoríase (PSSD), em pacientes tratados com Guselcumabe em comparação com pacientes com placebo na Semana 16 (Tabela 3). Os sinais de melhora nos desfechos reportados pelos pacientes foram mantidos até a Semana 24 (VOYAGE 1 e 2) e a Semana 48 (VOYAGE 1).

Tabela 3: Resumo dos Resultados Reportados pelos Pacientes nos estudos VOYAGE 1 e VOYAGE 2

a p < 0,001 para comparação entre Guselcumabe e placebo.
b Não foram efetuadas comparações entre Guselcumabe e adalimumabe.
c p < 0,001 para comparação entre Guselcumabe e placebo para os desfechos secundários principais.

No VOYAGE 2, os pacientes em tratamento com Guselcumabe apresentaram uma melhora significativamente maior da avaliação basal na qualidade de vida relacionada com a saúde, ansiedade e depressão e nas medidas de limitação do trabalho em comparação com o placebo, na Semana 16, conforme medido pelo questionário de qualidade de vida SF-36 (Short Form-36), pela Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS) e pelo Work Limitations Questionnaire (WLQ), respectivamente. As melhoras no SF36, HADS e WLQ foram todas mantidas até a Semana 48 entre os pacientes randomizados para terapia de manutenção na Semana 28.

O estudo NAVIGATE avaliou a eficácia de Guselcumabe em pacientes com resposta inadequada (ou seja, que não alcançaram uma resposta “livre de doença” ou doença mínima definida pelo IGA ≥ 2) ao ustequinumabe na Semana 16. Todos os pacientes (N=871) receberam ustequinumabe sem cegamento (45 mg ≤100 kg e 90 mg >100 kg) nas Semanas 0 e 4. Na Semana 16, 268 pacientes com pontuação IGA ≥ 2 foram randomizados para continuar o tratamento com ustequinumabe (N=133) a cada 12 semanas (q12w) ou para iniciar o tratamento com Guselcumabe (N=135) nas Semanas 16, 20 e a cada 8 semanas posteriormente. As características basais dos pacientes randomizados foram semelhantes às observadas nos VOYAGE 1 e 2. Após randomização, o desfecho primário foi o número de visitas pós-randomização entre as Semanas 12 e 24 nas quais os pacientes alcançaram uma pontuação IGA 0/1 e apresentaram um grau de melhora ≥ 2. Os pacientes foram examinados em intervalos de quatro semanas num total de quatro visitas. Nos pacientes que responderam inadequadamente ao ustequinumabe no momento da randomização, observou-se uma melhora significativamente superior da eficácia nos pacientes que mudaram para o tratamento com Guselcumabe em comparação com os pacientes que continuaram o tratamento com ustequinumabe.

Entre as 12 e 24 semanas após a randomização, os pacientes em tratamento com Guselcumabe alcançaram uma pontuação IGA 0/1 com grau de melhora ≥ 2 numa frequência duas vezes superior a dos pacientes em tratamento com ustequinumabe (média de 1,5 vs. 0,7 visitas, respectivamente, p <0,001). Adicionalmente, na 12ª semana após a randomização, uma maior proporção de pacientes em tratamento com Guselcumabe, em comparação com pacientes em tratamento com ustequinumabe, alcançou uma pontuação IGA 0/1 e grau de melhora ≥ 2 (31,1% vs. 14,3%, respectivamente, p = 0,001) e uma resposta PASI 90 (48% vs. 23%, respectivamente, p <0,001). As diferenças nas taxas de resposta entre os pacientes tratados com Guselcumabe e ustequinumabe foram observadas logo em 4 semanas depois da randomização (11,1% e 9,0%, respectivamente) e alcançaram o máximo em 24 semanas após a randomização (ver Figura 2). Não foram observados novos achados de segurança em pacientes que mudaram de ustequinumabe para Guselcumabe.

Figura 2: Porcentagem de pacientes que alcançaram uma pontuação IGA Livre de Doença (0) ou Doença Mínima (1) e, pelo menos, um grau de melhora de 2 no IGA desde a Semana 0 até a Semana 24 por visita após randomização no NAVIGATE

Referências bibliográficas

1. Blauvelt A, Papp KA, Griffiths CE, et al. Efficacy and safety of guselkumab, an anti-interleukin-23 monoclonal antibody, compared with adalimumab for the continuous treatment of patients with moderate to severe psoriasis: Results from the phase III, double-blinded, placebo-and active comparator-controlled VOYAGE 1 trial. J Am Acad Dermatol. 2017 Mar;76(3):405-417.

2. Langley RG, Tsai TF, Flavin S, et al. Efficacy and safety of guselkumab in patients with psoriasis who have an inadequate response to ustekinumab: results of the randomized, double-blind, phase III NAVIGATE trial. Br J Dermatol. 2017 Jun 21.

3. Reich K, Armstrong AW, Foley P, et al. Efficacy and safety of guselkumab, an anti-interleukin-23 monoclonal antibody, compared with adalimumab for the treatment of patients with moderate to severe psoriasis with randomized withdrawal and retreatment: Results from the phase III, double-blind, placebo- and active comparator-controlled VOYAGE 2 trial. J Am Acad Dermatol. 2017 Mar;76(3):418-431.

Características Farmacológicas

O Guselcumabe é um anticorpo monoclonal (mAb) humano de IgG1λ que se liga de forma seletiva à proteína interleucina 23 (IL-23) com alta especificidade e afinidade. IL-23, uma citocina reguladora, afeta a diferenciação, expansão e sobrevida dos subgrupos de células T (por exemplo, células Th17 e células Tc17) e subgrupos de células imunes inatas, que representam fontes de citocinas efetoras, incluindo IL-17A, IL-17F e IL-22 que causam doença inflamatória. Em humanos, o bloqueio seletivo de IL-23 demonstrou normalizar a produção destas citocinas. Os níveis de IL-23 são elevados na pele de pacientes com psoríase em placa. Em modelos in vitro, Guselcumabe demonstrou inibir a bioatividade de IL-23 por meio do bloqueio de sua interação com o receptor de IL-23 da superfície celular, interrompendo a sinalização, ativação e cascatas de citocina mediadas por IL-23. O Guselcumabe exerce efeitos clínicos na psoríase em placa por meio do bloqueio da via da citocina IL-23.

Em um estudo de Fase 1, o tratamento com Guselcumabe resultou na expressão reduzida dos genes da via IL23/Th17 e dos perfis de expressão de gene associado à psoríase, conforme demonstrado por meio das análises de mRNA obtidas a partir de biópsias de pele lesionada de indivíduos com psoríase na Semana 12 em comparação com o basal. No mesmo estudo de Fase 1, o tratamento com Guselcumabe resultou na melhora de medidas histológicas de psoríase na Semana 12, incluindo reduções na espessura da epiderme e densidade das células T. Além disso, em estudos de Fase 2 e Fase 3, foram observados níveis séricos reduzidos de IL-17A, IL-17F e IL-22 em pacientes tratados com Guselcumabe em comparação com placebo. Estes resultados são compatíveis com o benefício clínico observado com o tratamento com Guselcumabe na psoríase em placa.

Após uma injeção subcutânea única de 100 mg em indivíduos saudáveis, Guselcumabe atingiu uma média (± DP) concentração sérica máxima (C máx ) de 8,09 ± 3,68 mcg/mL em aproximadamente 5,5 dias após a dose.

Concentrações séricas de Guselcumabe no estado de equilíbrio foram atingidas na Semana 20 após administrações subcutâneas de 100 mg de Guselcumabe nas Semanas 0 e 4, e a cada 8 semanas posteriormente. A média (± DP) das concentrações séricas mínimas de Guselcumabe no estado de equilíbrio obtidas em dois estudos de Fase 3 foi de 1,15 ± 0,73 mcg/mL e 1,23 ± 0,84 mcg/mL. As concentrações séricas de Guselcumabe não pareceram se acumular com o passar do tempo quando administrado por via subcutânea a cada 8 semanas. A biodisponibilidade absoluta de Guselcumabe após uma injeção subcutânea única de 100 mg foi estimada como sendo de aproximadamente 49% em indivíduos saudáveis.

O volume médio de distribuição durante a fase terminal (Vz) após uma administração intravenosa única em indivíduos saudáveis variou entre aproximadamente 7 a 10 L (98 a 123 mL/kg) entre os estudos.

A via exata por meio da qual o Guselcumabe é metabolizado não foi caracterizada. Como um anticorpo monoclonal humano de IgG, espera-se que Guselcumabe seja degradado em pequenos peptídeos e aminoácidos por meio das vias catabólicas da mesma forma que as IgG endógenas.

A depuração (CL) sistêmica média após uma administração intravenosa única em indivíduos saudáveis variou de 0,288 a 0,479 L/dia (3,6 a 6,0 mL/dia/kg) entre os estudos.

A meia-vida média (T1/2) de Guselcumabe foi de aproximadamente 17 dias em indivíduos saudáveis e aproximadamente 15 a 18 dias em indivíduos com psoríase em placas entre os estudos.

A exposição sistêmica de Guselcumabe (C máx e AUC) aumentou de forma aproximadamente proporcional à dose após uma única injeção subcutânea em doses que variam de 10 mg a 300 mg em indivíduos saudáveis ou indivíduos com psoríase em placa.

A segurança e eficácia de Guselcumabe em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade ainda não foram estabelecidas. Não há dados disponíveis.

Nenhum estudo específico foi conduzido com pacientes idosos. Dos 1384 indivíduos com psoríase em placa expostos ao TREMFYA™ e incluídos na análise farmacocinética populacional, 70 indivíduos tinham 65 anos de idade ou mais, incluindo 4 pacientes de 75 anos de idade ou mais. As análises farmacocinéticas da população indicaram que não houve alterações aparentes na CL/F estimada em indivíduos ≥ 65 anos de idade em comparação com indivíduos < 65 anos de idade, sugerindo que nenhum ajuste de dose é necessário para pacientes idosos.

Nenhum estudo específico foi conduzido para determinar o efeito da insuficiência renal ou hepática na farmacocinética do Guselcumabe. É esperado que a eliminação renal de Guselcumabe na forma inalterada, sendo um mAb IgG, seja baixa e de importância menor; do mesmo modo, não é esperado que a insuficiência hepática influencie a eliminação de Guselcumabe, dado que os mAbs IgG são eliminados principalmente por catabolismo intracelular.

Os dados não clínicos não revelaram riscos especiais para os humanos, segundo estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida, toxicidade reprodutiva e desenvolvimento pré e pósnatal.

Nos estudos de toxicidade de dose repetida realizados em macacos cynomolgus, Guselcumabe foi bem tolerado através das vias de administração intravenosa e subcutânea. Uma dose subcutânea semanal de 50 mg/kg administrada em macacos deu origem a valores de exposição (AUC) e C máx que foram, pelo menos, 49 vezes e > 200 vezes superiores, respectivamente, aos medidos no estudo de farmacocinética clínica humana. Adicionalmente, não foi observada imunotoxicidade adversa nem efeitos cardiovasculares de farmacologia de segurança durante a realização dos estudos de toxicidade de dose repetida ou dos estudos de farmacologia de segurança cardiovascular direcionados para macacos cynomolgus .

Não foram observadas alterações pré-neoplásicas nas avaliações histopatológicas de animais tratados durante um período de até 24 semanas, ou após o período de recuperação de 12 semanas durante o qual o fármaco era detectável no soro.

Não foram realizados estudos de mutagenicidade e carcinogenicidade com Guselcumabe.

Não foi possível detectar o Guselcumabe no leite materno de macacos cynomolgus , numa medição pós-natal ao dia 28.

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