FemprocumonaBula do Princípio Ativo

Femprocumona - Para que serve?

Femprocumona é indicado para:

Femprocumona: Contraindicação de uso

Femprocumona (substância ativa deste medicamento) não deve ser utilizado nos seguintes pacientes:

Femprocumona também é contraindicado em casos onde o risco de hemorragia é maior do que o possível benefício clínico, como diátese hemorrágica, lesões graves do parênquima hepático, insuficiência renal, úlcera gastrintestinal, endocardite subaguda, doenças em que haja suspeita de lesão do sistema vascular associada (por exemplo, arteriosclerose avançada ou hipertensão grave), ou após intervenções neurocirúrgicas.

Angiografia ou outros procedimentos diagnósticos ou terapêuticos com potencial para sangramentos não controláveis não devem ser realizados em pacientes tratados com anticoagulantes.

Sangramentos menstruais não constituem contraindicação para o uso de Femprocumona.

Categoria de risco na gravidez: X.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.

Uma vez que Femprocumona (substância ativa deste medicamento), como outros cumarínicos, pode estar associado a malformações congênitas, não deve ser usado durante a gravidez. Pacientes em idade fértil tratadas com Femprocumona (substância ativa deste medicamento) devem utilizar métodos contraceptivos até 3 meses após a última dose.

Femprocumona: Posologia e como usar

Os comprimidos de Femprocumona (substância ativa deste medicamento) devem ser administrados por via oral, com um pouco de líquido (não alcoólico), sem dissolvê-los previamente.

Este medicamento não deve ser mastigado.

O tratamento com Femprocumona (substância ativa deste medicamento) deve ser monitorado através do RNI, calculado a partir do tempo de protrombina ou outro teste adequado, tal como um método que utilize substratos cromógenos. A primeira determinação deve ser realizada antes do início do tratamento com Femprocumona (substância ativa deste medicamento).

Em níveis normais de RNI, a dose inicial, no primeiro dia, deve ser igual a dois ou três comprimidos (equivalente a 6 ou 9 mg de femprocumona) e, no segundo dia, igual a dois comprimidos (equivalente a 6 mg de femprocumona). No terceiro dia, uma nova determinação é necessária, devendo-se adaptar a posologia de acordo com o resultado.

O tratamento de manutenção requer doses mais baixas de Femprocumona (substância ativa deste medicamento), ou seja, 0,5 a 2 comprimido por dia, dependendo da resposta individual do paciente. A resposta ao tratamento é variável em cada paciente, sendo necessário o monitoramento contínuo dos parâmetros de coagulação, estabelecendo, assim, a dose adequada para cada paciente.

Dependendo da doença, a terapia deve focar-se em obter um nível de efetividade entre 2,0 a 3,5 RNI. São recomendados os seguintes valores de RNI, de acordo com cada indicação:

Profilaxia pós-operativa de trombose venosa profunda

2 a 3

Imobilização prolongada após cirurgia de quadril e de fratura de fêmur

Terapia da trombose venosa, embolia pulmonar e ataque isquêmico transitório (AIT)

Terapia da trombose venosa e embolia pulmonar recorrentes

Infarto do miocárdio, se há aumento do risco de eventos tromboembólicos

Fibrilação atrial

Próteses biológicas valvares

Próteses mecânicas valvares

Normalmente, o tratamento é iniciado com altas doses. Dependendo dos parâmetros basais de coagulação, recomenda-se administrar dois ou três comprimidos (equivalente a 6 ou 9 mg de femprocumona) no primeiro dia e, no segundo dia, dois comprimidos (equivalente a 6 mg de femprocumona).

A partir do terceiro dia, é necessário monitorar regularmente o tempo de protrombina, a fim de identificar o tipo de resposta do paciente (hiporesponsivo, normoresponsivo ou hiper-responsivo). Caso o valor de RNI deva ser inferior ao nível terapêutico ideal (tabela acima), um e meio comprimidos devem ser administrados (equivalente a 4,5 mg de femprocumona) diariamente. Caso seja obtido o valor de RNI para o nível terapêutico ideal, deve-se administrar um comprimido (equivalente a 3 mg de femprocumona). Se o valor de RNI medido exceder o nível terapêutico (RNI > 3,5), o paciente dever receber meio comprimido (equivalente a 1,5 mg de femprocumona). Deve-se suspender a administração de Femprocumona (substância ativa deste medicamento), caso o valor de RNI seja maior que 4,5.

Semelhantemente à dose inicial, a dose de manutenção também necessita ser ajustada a um valor de RNI. Em geral, baixas doses de manutenção, que podem variar de meio a um e meio comprimidos (equivalente a 1,5 a 4,5 mg de femprocumona) por dia, são adequadas para a manutenção do valor constante de RNI dentro dos níveis desejáveis.

O tratamento com Femprocumona (substância ativa deste medicamento) pode geralmente ser descontinuado sem a necessidade de medicação de auxílio.

Para a maioria dos pacientes com risco de tromboses, três a quatro semanas de profilaxia com Femprocumona (substância ativa deste medicamento) estão indicadas. O tratamento anticoagulante deve ser realizado pelo menos até que a mobilização do paciente seja satisfatória. A interrupção prematura do tratamento aumenta o risco de trombose. Femprocumona (substância ativa deste medicamento) deve ser administrado a partir do segundo ou terceiro dia em diante, após intervenção cirúrgica ou parto, desde que não haja risco de hemorragia.

No caso de trombose aguda ou embolia, o tratamento com anticoagulante deve ser iniciado com administração intravenosa de heparina. Uma vez superada a fase aguda, isto é, no mínimo após dois dias (dez dias ou mais nos casos graves), o tratamento pode ser continuado com Femprocumona (substância ativa deste medicamento). No primeiro dia da fase de transição, administra-se a dose inicial completa de Femprocumona (substância ativa deste medicamento) além da dose habitual de heparina. Esta não apresenta ação retardada, enquanto que o efeito anticoagulante de Femprocumona (substância ativa deste medicamento) só se manifesta após um período de latência. Durante esta fase de transição, é necessário o controle rigoroso dos parâmetros da coagulação. A duração do tratamento com heparina depende do tempo necessário para a obtenção do grau desejado de anticoagulação. A duração do tratamento com Femprocumona (substância ativa deste medicamento) depende das necessidades clínicas; o tratamento pode se estender por vários meses e, às vezes, por alguns anos.

Idosos (especialmente acima de 75 anos), geralmente, necessitam receber menores doses de Femprocumona (substância ativa deste medicamento) que os pacientes jovens para atingirem o mesmo valor de RNI.

A insuficiência renal não tem efeito significativo na meia-vida de eliminação.

A insuficiência hepática não tem efeito significativo na clearance de femprocumona.

O efeito anticoagulante de Femprocumona (substância ativa deste medicamento) persiste além de 24 horas. Se o paciente esquecer de tomar a dose prescrita na hora programada, a dose deve ser tomada assim que possível, no mesmo dia. O paciente não deve dobrar a dose diária para compensar a(s) dose(s) perdida(s).

No início do tratamento, é indispensável que o controle da ação do Femprocumona (substância ativa deste medicamento), seja por meio da determinação do RNI calculado a partir do tempo de protrombina (Valor de Quick) ou outro teste adequado (método que empregue substratos cromógenos, por exemplo), seja realizado antes do início do tratamento e depois diariamente ou a cada 2 dias.

Quando a dose de manutenção for estabelecida e seus efeitos forem conhecidos, é possível, devido à ação constante do produto, aumentar os intervalos entre os controles (uma determinação a cada 4 semanas, por exemplo), se não houver nenhuma modificação súbita na condição do paciente ou nas medicações concomitantes.

Controles mais frequentes da coagulação são necessários quando houver administração simultânea de medicamentos, seja adição ou suspensão de medicamentos.

A dose terapêutica é determinada pelas informações obtidas através dos métodos de determinação. Considerando o RNI, a dose terapêutica está limitada pelos valores de RNI entre 2,5 a 5,0 ou, especificamente, como os valores acima descritos. Em caso de aumento do risco de hemorragia, os valores RNI recomendados são de 1,5 a 2,5. Em situações pré-operatórias e perioperatórias, a coagulação sanguínea deve ser controlada somente com a administração de heparina.

A reversão do efeito anticoagulante de Femprocumona (substância ativa deste medicamento) depende do valor de RNI e do estado clínico do paciente. Caso, durante o tratamento por Femprocumona (substância ativa deste medicamento), o grau de anticoagulação cair abaixo do valor terapêutico limite, recomenda-se ajustar a dose até valores normais de RNI e monitorar os parâmetros da coagulação dois dias depois. Em caso de valores elevados de RNI isentos de hemorragia, deve-se suspender o tratamento com Femprocumona (substância ativa deste medicamento) e administrar vitamina K 1 para ajustar o valor de RNI.

Femprocumona - Reações Adversas

Devido à natureza da femprocumona, existe a possibilidade de sangramento em diversos órgãos e especialmente hemorragias com risco para a vida, envolvendo o sistema nervoso central e sistema gastrintestinal.

As reações adversas relatadas para Femprocumona (substância ativa deste medicamento) estão listadas a seguir, por classe de sistemas de órgãos e frequência:

Anemia causada por hemorragia.

Hemorragia na região do pâncreas e glândula adrenal.

Hemorragia na medula espinhal e hemorragia cerebral;

Síndrome compressiva do nervo femoral resultante de hemorragia retroperitoneal.

Hemorragia na retina.

Hemorragia na região do pericárdio.

Hematoma após trauma.

Síndrome dos dedos roxos (uma doença que causa dor e queimação no hálux), acompanhada de alteração da coloração do mesmo.

Epístaxe.

Hemorragia na cavidade pleural.

H emorragia gengival.

H emorragia na parede intestinal (quadro de abdome agudo associado ao uso de anticoagulante), hemorragia gastrintestinal, hemorragia retroperitoneal.

D istúrbios gastrintestinais, náusea, redução do apetite, vômito e diarreia .

Hepatite com ou sem icterícia , icterícia e insuficiência hepática (casos isolados de insuficiência hepática que exigiram transplante ou resultaram em óbito foram reportados).

Alopécia.

Reações com frequência desconhecida: necrose grave da pele e Purpura fulminans (em alguns casos, com desfecho fatal ou em incapacidade permanente), dermatite alérgica, reações alérgicas cutâneas.

Hemorragia na região de articulações e/ou músculos e hemorragia muscular.

O steopenia e osteoporose durante o uso prolongado de Femprocumona (substância ativa deste medicamento).

Hematúria.

Em caso de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA ou para Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Femprocumona: Interações medicamentosas

A femprocumona tem um intervalo terapêutico estreito e é necessário cuidado com qualquer terapia concomitante. A informação individual do produto deve ser consultada para orientação específica sobre o ajuste da dose de novas terapias e femprocumona, bem como o monitoramento terapêutico. Se nenhuma informação é fornecida, deve ser considerada a possibilidade de ocorrer interação.

Considerar aumento da monitorização ao iniciar qualquer nova terapia, caso haja dúvida quanto à extensão da interação.

A femprocumona é metabolizada principalmente pelas isoenzimas 3A4 e 2C9 do citocromo CYP 450. Por esse motivo, o uso concomitante com substratos, indutores ou inibidores das enzimas CYP2C9 e CYP3A4 pode influenciar o efeito de Femprocumona (substância ativa deste medicamento).

Inibidores CYP2C9 e CYP3A4 ou substratos concorrentes podem potencializar o efeito coagulante de Femprocumona (substância ativa deste medicamento).

Alopurinol , amiodarona , esteroides anabolizantes, fibratos, dissulfiram , anti-inflamatórios (salicilatos e alguns anti-inflamatórios não esteroides, incluindo inibidores da COX-2), tamoxifeno , tiroxina, glicosamina , antidepressivos tricíclicos, inibidores seletivos da recaptação de serotonina , estatinas (por exemplo: sinvastatina ), tramadol e alguns antimicrobianos (como a amoxilina com ou sem ácido clavulânico), cotrimoxazol, tetraciclinas (por exemplo: doxiciclina ), várias cefalosporinas (como ceftriaxona , cloranfenicol , aminoglicosídeos, cloxacilina, diversas quinolonas (por exemplo: levofloxacina), sulfonamidas, claritromicina , derivados da eritromicina , lincosamida (por exemplo: clindamicina ), imidazólicos (por exemplo: cetoconazol ) e derivados triazólicos.

Medicamentos comumente prescritos podem potencializar ou antagonizar o efeito dos cumarínicos. Portanto, é importante o monitoramento dos parâmetros da coagulação após o início ou retirada de outras drogas em pacientes em uso de anticoagulantes orais. No caso da utilização concomitante de salicilatos ou antibióticos , são necessários controles mais frequentes dos parâmetros de coagulação sanguínea.

A fruta toranja (também chamada de grapefruit ou pomelo) interage com vários medicamentos, incluindo a femprocumona. Ela inibe o CYP3A4 e pode levar a um aumento no risco de sangramento.

Recomenda-se cuidado quando o paciente for tratado com antagonistas da vitamina K, como a femprocumona, e também consumir a fruta Goji in natura ou o seu suco. O uso concomitante da fruta Goji in natura ou do suco de Goji tem sido relacionados ao aumento da atividade anticoagulante da Varfarina ; o mecanismo dessa interação ainda não é claro e uma interação também não pode ser excluída para a Femprocumona.

Outros anticoagulantes como a heparina , heparinas de baixo peso molecular, e agentes antiplaquetários, como o clopidogrel , podem intensificar o efeito de Femprocumona (substância ativa deste medicamento) e aumentar o risco de hemorragias em decorrência do efeito anticoagulante adicional. Quando necessário o uso concomitante, recomenda-se um monitoramento mais frequente do tempo da protrombina /RNI, especialmente durante o início ou descontinuação do tratamento com a femprocumona.

Alterações nos parâmetros de coagulação e/ou hemorragias têm sido relatadas em pacientes sob tratamento com capecitabina concomitantemente com anticoagulantes derivados cumarínicos como varfarina e femprocumona. Esses eventos ocorrem em alguns dias a até alguns meses após o início do tratamento com capecitabina e, em alguns casos, em até um mês após a suspensão do tratamento com capecitabina.

Indutores de CYP2C19 ou CYP3A4 podem reduzir o efeito anticoagulante de Femprocumona (substância ativa deste medicamento) como, por exemplo, barbitúricos, carbamazepina , colestiramina , diuréticos , metformina , corticosteroides, rifampicina , vitamina K.

Redução no efeito e concentração plasmática de derivados cumarínicos orais foram relatadas durante o tratamento com erva de São João (extrato de Hypericum perforatum ). Isto pode ser devido à indução das isoenzimas do citocromo P450. Em pacientes que recebem anticoagulantes orais, o tempo de protrombina deve ser monitorado, rigorosamente, do início ao fim do tratamento com a erva de São João.

O efeito do álcool é variável sobre Femprocumona (substância ativa deste medicamento).

Anticoncepcionais que contêm estrogênios e progesterona podem aumentar a depuração de femprocumona sem alterar o seu efeito anticoagulante.

Fenilbutazona e derivados de oxifenbutazona não devem ser administrados em pacientes que recebem Femprocumona (substância ativa deste medicamento).

Femprocumona (substância ativa deste medicamento) pode intensificar o efeito de sulfonilureias quando usados concomitantemente (havendo risco de hipoglicemia ).

Femprocumona: Precauções

Femprocumona (substância ativa deste medicamento) deve ser utilizado somente após cuidadosa avaliação do risco / benefício.

Em mulheres que estejam amamentando, o componente ativo de Femprocumona (substância ativa deste medicamento) passa para o leite materno. No entanto, em tão pequenas quantidades que há pouco risco de reações adversas para o recém-nascido. Porém, como precaução, é recomendada profilaxia pela administração de vitamina K 1 à criança.

Pacientes tratados ambulatorialmente com Femprocumona (substância ativa deste medicamento) devem levar consigo, como precaução, vitamina K 1 e instruções sobre como usar, assim como uma declaração médica informando que o paciente encontra-se sob tratamento com anticoagulante. Essa medida pode ser útil, particularmente em caso de emergência. Há aumento no risco de hemorragia após traumas (resultantes de acidente, por exemplo).

Pacientes submetidos a ressecção pulmonar, cirurgias em órgãos genitais, cirurgias gástricas ou de ductos biliares, assim como portadores de insuficiência cardíaca congestiva, arteriosclerose,hipertensão grave e disfunção hepática gravedevem ser monitorados com maior frequência.

A femprocumona tem intervalo terapêutico estreito e, portanto, exige cautela e monitorização cuidadosa do RNI ao mudar o esquema terapêutico do paciente para uma formulação diferente.

O efeito do álcool é variável sobre Femprocumona (substância ativa deste medicamento). Alcoólatras crônicos podem apresentar redução do efeito anticoagulante, apesar deste estar aumentado na presença de doença hepática. A ingestão aguda pode aumentar o efeito anticoagulante. A função hepática de pacientes recebendo tratamento prolongado com Femprocumona (substância ativa deste medicamento) deve ser cuidadosamente controlada.

É necessário realizar o monitoramento mais frequente dos parâmetros de coagulação após o início ou suspensão de outros medicamentos em pacientes sob tratamento com Femprocumona (substância ativa deste medicamento) devido à diversidade de interações com outros medicamentos.

Em pacientes idosos a medicação anticoagulante deve ser monitorada com cuidado especial.

Em vários estados da doença, a ligação da femprocumona às proteínas séricas pode estar diminuída, aumentando a ação do medicamento e tornando essencial o acompanhamento cuidadoso do RNI.

Deve-se evitar ao máximo a administração de injeções intramusculares durante o tratamento anticoagulante devido ao risco de hemorragias e hematomas. Essas complicações ocorrem raramente após injeções subcutâneas e administração intravenosa.

Deve-se tomar grande cuidado quando necessário diminuir o intervalo do RNI/TP para diagnóstico ou intervenções terapêuticas (por exemplo: angiografia, punção lombar, pequenas cirurgias, extrações dentárias).

Necrose cutânea (geralmente infarto cutâneo) pode ocorrer no início do tratamento com anticoagulantes. Nesse caso, deve-se suspender Femprocumona (substância ativa deste medicamento), administrar vitamina K 1 e substituir imediatamente o tratamento por heparina. Prednisona também pode ser administrada.

Femprocumona (substância ativa deste medicamento) contém lactose e não é recomendado em pacientes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de lactase ou má absorção de glicose-galactose.

Não há informações disponíveis sobre os efeitos de Femprocumona (substância ativa deste medicamento) ou outros antagonistas da vitamina K na fertilidade.

Femprocumona (substância ativa deste medicamento) não apresenta efeitos conhecidos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas.

Até o momento, não há informações de que Femprocumona (substância ativa deste medicamento) possa causar doping .

Femprocumona: Ação da substância no organismo

Resultados de eficácia

Femprocumona (substância ativa deste medicamento) é eficaz na anticoagulação pós-infarto agudo do miocárdio e 80% dos pacientes encontram-se na faixa adequada de anticoagulação no início do tratamento, mas o monitoramento dos parâmetros de coagulação deve ser contínuo.

A anticoagulação com Femprocumona (substância ativa deste medicamento) reduziu o risco de eventos cerebrovasculares e reinfarto nos pacientes infartados.

Em um estudo multicêntrico placebo controlado, 946 pacientes foram randomizados 30 a 42 dias após o infarto agudo para receber placebo, ácido acetilsalicílico ou Femprocumona (substância ativa deste medicamento) e acompanhados durante 2 anos. Considerando os pacientes do sexo masculino, o ácido acetilsalicílico reduziu em 56,4% as mortes por evento coronário quando comparado ao placebo e Femprocumona (substância ativa deste medicamento), reduziu em 55,6%. Entretanto, eventos coronarianos como um todo (morte coronária, infarto recorrente e não fatal) foram menos frequentes no grupo do ácido acetilsalicílico.

Características farmacológicas

Femprocumona inibe a coagulação sanguínea de forma específica, antagonizando a vitamina K nos sistemas enzimáticos que atuam no fígado durante a formação de vários fatores de coagulação ( fator II = protrombina, fatores VII, IX e X) e proteínas anticoagulantes C e S a partir de precursores inativos dessas proteínas. Femprocumona (substância ativa deste medicamento) pode ser considerado um antagonista da vitamina K.

Os fatores de coagulação já formados não são comprometidos por Femprocumona (substância ativa deste medicamento). O efeito anticoagulante de Femprocumona (substância ativa deste medicamento), diferentemente da heparina, não é imediato. Este efeito não é observado in vitro. O início de ação ocorre após um a dois dias, e a eficácia plena é observada após quatro a seis dias de tratamento. O aumento da dose de Femprocumona (substância ativa deste medicamento) não reduz este tempo de latência.

A ação de Femprocumona (substância ativa deste medicamento) sobre a coagulação é controlada através da determinação do tempo de protrombina ou com métodos derivados desta determinação. Os tempos de coagulação obtidos podem ser convertidos em valores de Quick, taxas de protrombina ou, de preferência, em valores RNI (Razão Normalizada Internacional).

Femprocumona (substância ativa deste medicamento) é caracterizado por uma ação prolongada e regular que desaparece progressivamente quando suspenso. Devido à ação específica, exercida exclusivamente sobre os sistemas enzimáticos dependentes da vitamina K, Femprocumona (substância ativa deste medicamento) não apresenta efeitos tóxicos sobre o fígado.

Por essa razão, este produto está particularmente indicado nos tratamentos de longa duração (meses ou anos).

Kanakion MM ( fitomenadiona ), produzido à base de vitamina K 1 , é usado para anular o efeito anticoagulante de Femprocumona (substância ativa deste medicamento).

Femprocumona, princípio ativo de Femprocumona (substância ativa deste medicamento), é rapidamente absorvida pelo trato gastrintestinal.

Uma pequena fração constante de femprocumona sanguínea encontra-se livre, sua forma farmacologicamente ativa. Cerca de 99% da femprocumona está ligada às proteínas plasmáticas, principalmente albumina, o que lhe confere uma função de depósito. Devido à permanência prolongada da femprocumona ligada às proteínas plasmáticas no organismo, o estado de equilíbrio só é alcançado alguns dias depois da modificação da dose de manutenção.

Femprocumona é metabolizada principalmente pelas isoenzimas 2C9 e 3A4 do citocromo CYP450. A femprocumona livre é hidroxilada no fígado, produzindo metabólitos praticamente inativos.

Sua meia-vida plasmática é de aproximadamente 160 horas e seus metabólitos são eliminados por via renal.

A insuficiência hepática não tem efeito significativo na clearance de femprocumona.

A insuficiência renal não exerce influência significativa sobre sua meia-vida de eliminação.

A eficácia de Femprocumona (substância ativa deste medicamento) pode ser reduzida por indução metabólica (por barbitúricos, por exemplo) ou aumentada devido à liberação do sítio de ligação proteica (por anti-inflamatórios, por exemplo).

Femprocumona: Interacao com alimentos

A taxa de absorção de Femprocumona (substância ativa deste medicamento), assim com o clearance da femprocumona, é ligeiramente reduzida pela administração concomitante de alimentos. A relevância clínica parece ser pequena. Contudo, a administração concomitante de alimentos ricos em vitamina K pode reduzir as propriedades concomitantes de Femprocumona (substância ativa deste medicamento).

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