Cilazapril + HidroclorotiazidaBula do Princípio Ativo

Cilazapril + Hidroclorotiazida - Para que serve?

Cilazapril + Hidroclorotiazida é indicado no tratamento da hipertensão arterial essencial em pacientes que não estabilizaram sua pressão com o uso de um dos dois fármacos isoladamente.

Cilazapril + Hidroclorotiazida: Contraindicação de uso

Cilazapril + Hidroclorotiazida é contraindicado em pacientes com conhecida hipersensibilidade ao cilazapril ou a outros inibidores da ECA, a diuréticos tiazídicos ou outras drogas derivadas da sulfonamida.

Cilazapril + Hidroclorotiazida é contraindicado em pacientes com antecedente de angioedema associado a tratamento prévio com inibidores da ECA, angioedema idiopático ou hereditário e em pacientes com anúria.

Cilazapril + Hidroclorotiazida está contraindicado durante a gravidez e lactação. O uso concomitante de alisquireno e Cilazapril + Hidroclorotiazida em pacientes com diabetes mellitus ou insuficiência renal (TFG < 60 mL/min/1,73 m 2 ) é contraindicado.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

O uso de Cilazapril + Hidroclorotiazida é contraindicado durante a gravidez.

Pacientes grávidas devem ser informadas dos riscos potenciais para o feto e não devem tomar Cilazapril + Hidroclorotiazida durante a gravidez.

Estudos em animais mostram a presença de cilazapril no leite de ratas, porém, não há informação disponível quanto à segurança de cilazapril durante a amamentação em humanos. A hidroclorotiazida passa para o leite materno. Cilazapril + Hidroclorotiazida não deve ser administrado no período de amamentação, sendo que outras alternativas de tratamento, com perfis de segurança melhor estabelecidos durante a amamentação, são preferíveis.

Cilazapril + Hidroclorotiazida: Posologia e como usar

Cilazapril + Hidroclorotiazida deve ser administrado por via oral, uma vez ao dia. Como a ingestão de alimentos não apresenta influência clinicamente significativa em sua absorção, Cilazapril + Hidroclorotiazida pode ser administrado com ou sem alimentos. Os comprimidos devem ser tomados com um pouco de líquido, sempre no mesmo horário.

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

Posologia

Pode ocorrer hipotensão significativa em pacientes portadores de cirrose hepática tratados com doses habituais de inibidores da ECA. Portanto, é necessário ter cuidado com eventos adversos que os pacientes cirróticos podem apresentar quando for necessário o tratamento com Cilazapril + Hidroclorotiazida.

Em pacientes que estão sendo tratados com diuréticos, ocasionalmente pode ocorrer hipotensão sintomática após a dose inicial de cilazapril.

Para reduzir a possibilidade de hipotensão, os diuréticos devem, se possível, ser descontinuados 2 ou 3 dias antes do início do tratamento com cilazapril. Se a descontinuação do diurético não for possível, o paciente deve ser monitorado por várias horas após a tomada, até a estabilização da pressão arterial.

Os estudos clínicos demonstraram que a eficácia e a tolerabilidade do cilazapril e da hidroclorotiazida, administrados concomitantemente, são similares em pacientes jovens e idosos.

A inibição do sistema renina-agiotensina-aldosterona pelos inibidores da ECA pode levar a alterações no funcionamento dos rins em paciente cuja função renal dependa basicamente da atividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona, elevando o nitrogênio uréico no sangue e/ou a creatinina sérica. Apesar dessas alterações serem normalmente reversíveis após descontinuação do inibidor da ECA e/ou terapia diurética, foram relatados casos de disfunção renal grave e, raramente, insuficiência renal aguda.

Alguns pacientes hipertensos sem doença renovascular pré-existente desenvolveram elevações no nitrogênio uréico no sangue e na creatinina sérica, geralmente pequenas e transitórias, com Cilazapril + Hidroclorotiazida. Caso isso ocorra, pode ser necessária a discontinuação da terapia com Cilazapril + Hidroclorotiazida. A avaliação dos pacientes hipertensos deve sempre incluir a avaliação da função renal.

Quando tratados com Cilazapril + Hidroclorotiazida, pacientes com estenose da artéria renal têm maior risco de insuficiência renal, incluindo insuficiência renal aguda. Portanto, deve-se ter cautela com esses pacientes.

Nas populações de pacientes descritas acima, a função renal deve ser monitorada durantes as primeiras semanas de terapia. Se ocorrer insuficiência renal, o tratamento deve ser descontinuado.

Uma vez que pequenas alterações no balanço hidroeletrolítico podem precipitar um quadro de encefalopatia hepática, Cilazapril + Hidroclorotiazida deve ser usado com cautela em pacientes com insuficiência hepática ou doença hepática progressiva, e a função hepática deve ser monitorada.

Este medicamento não é recomendado para uso pediátrico, pois a eficácia e a segurança não foram estabelecidas nessa população.

Cilazapril + Hidroclorotiazida - Reações Adversas

Os seguintes eventos adversos foram detectados em associação com cilazapril e/ou outros inibidores da ECA em monoterapia, hidroclorotiazida e/ou diuréticos tipo-tiazida em monoterapia, e naqueles recebendo terapia combinada.

Dor de cabeça .

Tontura .

Tosse .

Náusea .

Fadiga .

Neutropenia, agranulocitose trombocitopenia e anemia .

Angioedema (pode ocorrer com envolvimento da face, lábios, língua, glote, laringe e trato gastrointestinal), anafilaxia , síndrome lúpus-símile (os sintomas pode incluir vasculite, mialgia, artralgia / artrite , anticorpos antinucleares positivos, taxa de sedimentação de eritrócitos aumentada, eosinofilia e leucocitose).

Disgeusia, ataque isquêmico transitório, derrame isquêmico.

Infarto do miocárdio, taquicardia, palpitação e angina pectoris.

Hipotensão.

Pancreatite .

Foram relatados resultados anormais nos teste de função do fígado (transaminases, bilirrubina, fosfatase alcalina, gama GT ) e hepatite colestática com ou sem necrose.

Necrólise epidérmica tóxica, síndrome de Stevens-Johnson, eritema multiforme, pênfigo, pênfigo bolhoso, dermatite esfoliativa, dermatite psoriasiforme, psoríase (exacerbação), líquen plano, urticaria, vasculite, reações de fotosensibilidade, rash , alopécia, onicólise.

Insuficiência renal, insuficiência renal aguda, aumento da ureia e creatinina séricas, hipercalemia , hiponatremia .

Náusea.

Fadiga.

Tontura.

Trombocitopenia, anemia hemolítica , granulocitopenia.

Arritimia.

Redução do lacrimejamento, comprometimento visual.

Boca seca, sialadenite, perda de apetite.

Icterícia colestática.

Hipersensibilidade (angioedema, anafilaxia).

Hipocalemia , hiponatremia, hipocloremia, hipomagnesemia, hipercalemia, hipocalciúria, hipovolemia / desidratação , alcalose metabólica, hiperglicemia , hiperuricemia, gota , hipercolesterolemia (aumento do colesterol total, LDL e VLDL), hipertrigliceridemia.

Câimbra muscular.

Desordens do sono, depressão .

Nefrite intersticial, insuficiência renal.

Disfunção sexual.

Pneumonite intersticial aguda, edema pulmonar agudo.

Rash , fotosensibilidade, pseudoporfiria, vasculite cutânea.

¹ As estimativas de frequência são baseadas na proporção de pacientes que relataram cada reação adversa durante os testes clínicos de Cilazapril + Hidroclorotiazida, que incluíram uma população total combinada de 1097 pacientes. As reações adversas que não foram observadas durante os testes clínicos de Cilazapril + Hidroclorotiazida, mas foram relatados no uso em monoterapia de um dos dois fármacos (cilazapril e hidroclorotiazida) ou com outros inibidores da ECA ou diuréticos tiazídicos, ou derivados de relatos pós-comercialização, foram classificados de acordo com suas frequências, conforme demonstrado acima. A frequência de eventos adversos atribuídos ao cilazapril, ocorrendo em pacientes recebendo terapia combinada (cilazapril + hidroclorotiazida) pode diferir daquela relatada em pacientes recebendo cilazapril em monoterapia. Os motivos para tal diferença podem incluir diferenças entre as populações alvo tratadas com Cilazapril + Hidroclorotiazida e Cilazapril + Hidroclorotiazida, diferenças na dose de cilazapril e efeitos específicos da terapia combinada.

Pode ocorrer hipotensão ao iniciar-se o tratamento ou ao aumentar a dose, especialmente em pacientes de risco. Os sintomas de hipotensão podem incluir síncope , fraqueza, tontura e comprometimento visual.

Casos isolados de pancreatite, em alguns casos fatais, foram reportados com os inibidores da ECA incluindo Cilazapril + Hidroclorotiazida.

Insuficiência renal e insuficiência renal aguda são mais prováveis de acometer pacientes com insuficiência cardíaca grave, estenose da artéria renal, desordens renais pré-existentes e depleção de volume.

Os eventos de ataque isquêmico transitório e derrame isquêmico, reportados raramente em associação com inibidores da ECA, podem estar relacionados ao quadro de hipotensão em pacientes com doença vascular cerebral subjacente. Da mesma forma, isquemia do miocárdio pode estar relacionada à hipotensão em pacientes com doença cardíaca isquêmica subjacente.

Pode ocorrer hipocalemia em pacientes recebendo Cilazapril + Hidroclorotiazida, embora menos frequentemente que em pacientes recebendo tiazida em monoterapia.

O risco de hiponatremia é maior em mulheres, pacientes com hipocalemia ou baixa ingestão de sódio, e em idosos.

Em caso de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Cilazapril + Hidroclorotiazida: Interações medicamentosas

Resultados dos estudos clínicos demonstraram que o duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona por meio do uso concomitante de inibidores da ECA com bloqueadores dos receptores da angiotensina II ou alisquireno , está associado a uma maior frequência de eventos adversos, tais como hipotensão, hipercalemia e diminuição da função renal (incluindo insuficiência renal aguda) em comparação com a utilização de um único agente de ação no SRAA. Portanto, o duplo bloqueio do SRAA não é recomendado.

A terapia de duplo bloqueio, de inibidores da ECA com BRAs, quando necessária, deve ser realizada somente sob supervisão médica e monitoramento cuidadoso frequente da função renal, eletrólitos e pressão arterial.

A combinação de inibidores da ECA com alisquireno é contraindicado em pacientes com diabetes mellitus ou insuficiência renal (TFG < 60 mL/min/1.73 m 2 ) e não é recomendada a outros pacientes.

Aumentos reversíveis nas concentrações séricas de lítio têm sido relatados durante a administração concomitante de lítio com inibidores da ECA. O uso concomitante de diuréticos tiazídicos pode aumentar o risco de toxicidade por lítio e potencializar o risco já aumentado de toxicidade do lítio com inibidores da ECA.

Uso de Cilazapril + Hidroclorotiazida com lítio não é recomendado, mas se a associação for necessária, deve-se realizar o monitoramento cuidadoso da concentração sérica de lítio.

Efeito aditivo pode ser observado quando Cilazapril + Hidroclorotiazida é administrado em combinação com outros agentes que diminuem a pressão arterial.

Embora o potássio sérico geralmente permaneça dentro dos limites de normalidade, hipercalemia pode ocorrer em alguns pacientes tratados com Cilazapril + Hidroclorotiazida. Diuréticos poupadores de potássio (por exemplo, espironolactona , triantereno ou amilorida), suplementos de potássio ou substitutos do sal que contêm potássio podem levar a aumentos significativos na concentração de potássio sérico.

Portanto, a combinação de Cilazapril + Hidroclorotiazida com os fármacos mencionados não é recomendada. Se o uso concomitante for indicado por causa de hipocalemia demonstrada, devem ser usados com precaução e monitoramento frequente do potássio sérico.

O tratamento prévio com doses elevadas de diurético pode resultar em depleção de volume e risco de hipotensão quando se inicia o tratamento com Cilazapril + Hidroclorotiazida. Os efeitos hipotensores podem ser reduzidos pela suspensão do diurético, pelo aumento do volume ou ingestão de sal ou por iniciar a terapêutica com uma dose baixa de Cilazapril + Hidroclorotiazida.

O uso concomitante de medicamentos anestésicos aplicados durante a anestesia geral, bem como os antidepressivos tricíclicos e antipsicóticos com inibidores da ECA, pode resultar em redução adicional da pressão arterial.

Quando os inibidores da ECA são administrados simultaneamente com anti-inflamatórios não esteroides ( ácido acetilsalicílico em regimes posológicos anti-inflamatórios, inibidores da COX-2 e AINEs não seletivos), pode ocorrer a atenuação do efeito anti-hipertensivo. O uso concomitante de inibidores da ECA e AINEs pode aumentar o risco de deterioração da função renal, o que inclui possível insuficiência renal aguda, e aumento do potássio sérico, especialmente em pacientes com comprometimento preexistente da função renal.

A combinação deve ser administrada com precaução, especialmente em idosos. Os pacientes devem ser adequadamente hidratados e deve-se considerar o monitoramento da função renal após o início da terapêutica concomitante e, depois, periodicamente.

Simpatomiméticos podem reduzir os efeitos anti-hipertensivos dos inibidores da ECA.

O uso concomitante de inibidores da ECA com inibidores de mTOR pode levar a um aumento do risco de angioedema.

Estudos epidemiológicos têm sugerido que a administração concomitante de inibidores da ECA e medicamentos antidiabéticos (insulinas, hipoglicemiantes orais) pode potencializar a redução da glicemia com risco de hipoglicemia . Esse fenômeno parece ser mais provável de ocorrer durante as primeiras semanas de tratamento combinado e em pacientes com insuficiência renal.

O uso concomitante de inibidores da ECA com inibidores da DPP-IV pode levar a um aumento do risco de angioedema.

Foram raramente relatadas reações nitritoides (cujos sintomas incluem vermelhidão facial, náusea, vômitos e hipotensão) em pacientes em terapia concomitante com ouro injetável (aurotiomalato de sódio) e inibidores da ECA.

Não houve aumento das concentrações plasmáticas de digoxina quando Cilazapril + Hidroclorotiazida foi administrado concomitantemente com digoxina .

Não foram observadas interações clinicamente significantes quando Cilazapril + Hidroclorotiazida foi administrado concomitantemente a nitratos, bloqueadores de receptores H 2 e anticoagulantes cumarínicos . Nenhuma alteração farmcocinética significante foi relatada entre Cilazapril + Hidroclorotiazida e diuréticos tiazídicos, furosemida .

Hipocalemia induzida por tiazida pode ocorrer durante a terapia com Cilazapril + Hidroclorotiazida, o que pode aumentar o risco de arritmia associada à terapia com digoxina, portanto, recomenda-se a monitorização do nível plasmático de potássio.

Relaxantes musculares não-despolarizantes não devem ser administrados simultaneamente com Cilazapril + Hidroclorotiazida, devido à possibilidade de prolongar e intensificar o efeito de relaxamento muscular.

Administração simultânea de hidroclorotiazida em conjunto com vitamina D ou sais de cálcio pode potencializar o aumento do cálcio sérico.

A colestiramina e o colestipol reduzem a absorção da hidroclorotiazida.

O uso concomitante de anticolinérgicos (ex. atropina , biperidina) pode aumentar a biodisponibilidade da hidroclorotiazida devido à redução da motilidade gastrointestinal e redução do tempo de esvaziamento gastrico.

A administração simultânea de amantadina e hidroclorotiazida pode aumentar a possibilidade de eventos adversos da amantadina.

A administração simultânea de hidroclorotiazida e medicamentos citotóxicos pode reduzir a eliminação dos medicamentos citotóxicos e, consequentemente, aumenta o risco de mielodepressão.

Em caso de desidratação induzida por hidroclorotiazida, há maior risco de insuficiência renal aguda, particularmente se altas doses de meio de contraste contendo iodo forem administradas.

A administração simultânea de ciclosporina e hidroclorotiazida pode aumentar o risco de desenvolver hiperuricemia e complicações gota-símile.

Cilazapril + Hidroclorotiazida: Precauções

Inibidores da ECA devem ser usados com precaução por pacientes com distúrbios cardíacos obstrutivos (estenose mitral, estenose aórtica, cardiomiopatia hipertrófica), pois o débito cardíaco não pode aumentar para compensar a vasodilatação sistêmica e há risco de hipotensão grave.

Pacientes devem iniciar o tratamento com Cilazapril + Hidroclorotiazida somente após a pressão ter sido estabilizada com o uso separado de cada um dos dois componentes do produto, cilazapril e hidroclorotiazida, administrados previamente nas mesmas doses de Cilazapril + Hidroclorotiazida. Inibidores da ECA podem causar hipotensão grave, especialmente no começo do tratamento. Há maior probabilidade de ocorrer hipotensão de primeira dose em pacientes cujo sistema renina-angiotensina-aldosterona esteja ativado, como na hipertensão renovascular ou outras causas de hipoperfusão renal, depleção de volume ou sódio, ou tratamento prévio com outros vasodilatadores.

Essas condições podem coexistir, especialmente em insuficiência cardíaca grave. A hipotensão deve ser tratada colocando-se o paciente em posição supina e com expansão de volume. A administração de Cilazapril + Hidroclorotiazida pode ser retomada após repleção de volume ao paciente. Caso a hipotensão persista, o medicamento deverá ser descontinuado.

Pacientes sob risco de hipotensão devem iniciar o tratamento com Cilazapril + Hidroclorotiazida sob acompanhamento médico.

Cuidado similar deve ser tomado para pacientes com angina pectoris ou doença cerebrovascular, nos quais a hipotensão pode causar isquemia cerebral ou miocárdica.

Os inibidores da ECA têm sido associados a uma síndrome que se inicia com icterícia colestática e progride para necrose hepática fulminante e, ocasionalmente, morte. O mecanismo da síndrome é desconhecido. Casos de desordens na função hepática, como aumento nos valores dos testes de função hepática (transaminases, bilirrubina, fosfatase alcalina, gama GT) e hepatite colestática foram reportados. Pacientes em uso de inibidores de ECA que desenvolverem icterícia ou elevação acentuada das enzimas hepáticas devem descontinuar a medicação e receber acompanhamento médico adequado

Trombocitopenia, neutropenia, e agranulocitose foram associadas ao uso de inibidores da ECA e tiazidas. Foram relatados casos de agranulocitose, especialmente em pacientes com insuficiência renal ou doença vascular do colágeno , e naqueles recebendo terapia imunossupressora. Recomenda-se a monitoração periódica da contagem de leucócitos nesses pacientes. Foi relatada anemia hemolítica autoimune pelo uso de tiazidas.

Os inibidores da ECA podem causar hipercalemia devido a supressão da aldosterona.

Normalmente, o efeito não é significativo em pacientes com função renal normal.

Contudo, pode ocorrer hipercalemia em pacientes com insuficiência renal e/ou em pacientes tomando suplementos de potássio (incluindo produtos que substituem o sal). As tiazidas aumentam a excreção de potássio e podem causar hipocalemia. A hipocalemia também pode ocorrer em pacientes recebendo Cilazapril + Hidroclorotiazida, mas em menor extensão do que aquela vista em pacientes recebendo monoterapia de tiazida.

O efeito hipocalêmico da hidroclorotiazida é geralmente atenuado pelo efeito do cilazapril. Em estudos clínicos, a hipercalemia foi raramente vista em pacientes sob uso de Cilazapril + Hidroclorotiazida. Os fatores de risco para o desenvolvimento de hipercalemia incluem insuficiência renal, diabetes mellitus e o uso de diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio e/ou substitutos de sal contendo potássio, os quais devem ser utilizados com cautela se o paciente estiver em uso de Cilazapril + Hidroclorotiazida. A monitorização frequente do potássio sérico deve ser realizada se estes fatores de risco estiverem presentes.

As tiazidas também podem causar hiponatremia e desidratação. O risco de hiponatremia é maior em mulheres, pacientes com hipocalemia ou com baixa ingestão de sódio e em idosos.

As tiazidas podem reduzir a excreção urinária de cálcio e causar elevação dos níveis séricos de cálcio de modo intermitente na ausência de outros distúrbios do metabolismo do cálcio. Hipercalcemia acentuada pode sugerir a presença de hiperparatireoidismo oculto. Tiazidas devem ser interrompidas antes de serem realizados testes para a função das paratireóides.

Os eletrólitos e a função renal devem ser monitorados em pacientes recebendo Cilazapril + Hidroclorotiazida.

A administração de inibidores de ECA a pacientes com diabetes mellitus pode potencializar o efeito hipoglicemiante dos hipoglicemiantes orais ou da insulina, especialmente em pacientes com insuficiência renal. Hiperglicemia pode ocorrer com o uso de diuréticos tiazídicos em pacientes diabéticos. Ajuste da dose de insulina ou do hipoglicemiante oral pode ser necessário.

Diabetes mellitus latente pode se tornar manifesto durante o uso de diuréticos tiazídicos. Os níveis de glicose devem ser cuidadosamente monitorados durante o início do tratamento com Cilazapril + Hidroclorotiazida.

A hidroclorotiazida tem sido associada a ataques agudos de porfiria . Cilazapril + Hidroclorotiazida deve ser usado com cautela em pacientes com porfiria.

As tiazidas podem aumentar o nível de ácido úrico, precipitando ataques de gota. Cilazapril + Hidroclorotiazida deve ser usado com cautela em pacientes com histórico de gota.

O uso de inibidores da ECA em combinação com anestésicos em cirurgia pode acentuar o efeito hipotensor e produzir hipotensão arterial. Se tal fato ocorrer, deve-se proceder infusão de volume intravenoso para expansão volumétrica e se a hipotensão for resistente a tais medidas, a infusão de angiotensina II está indicada.

Iangioedema foi descrito em pacientes tratados com inibidores da ECA (incluindo Cilazapril + Hidroclorotiazida), com uma incidência entre 0,1 – 0,5%. Angioedema ocasionado por inibidores da ECA pode se manifestar na forma de episódios recorrentes de inchaço facial, que são resolvidos com a retirada do medicamento, ou como edema orofaríngeo agudo e obstrução das vias aéreas, requerendo tratamento de emergência, e podendo representar risco à vida. Uma forma variante é o angioedema de intestino, que tende a ocorrer dentro das primeiras 24 – 48 horas de tratamento.

O risco de angioedema parece ser maior em pacientes negros do que em pacientes com pele clara. Pacientes com histórico de angioedema não relacionado aos inibidores da ECA podem estar sob maior risco.

As reações de hipersensibilidade podem ocorrer em pacientes com ou sem história prévia de alergia ou asma brônquica com o uso de tiazídicos.

O uso concomitante de inibidores da ECA com inibidores do alvo da rapamicina em mamíferos (mTOR) ou inibidores da enzima dipeptidil-peptidase IV (DPP-IV), pode levar a um aumento do risco de angioedema. O uso concomitante de inibidores de mTOR ou DPP-IV com inibidores da ECA deve ser cauteloso.

Ocorreram casos de anafilaxia em pacientes recebendo inibidores da ECA, dialisados com membranas de alto fluxo. Deve-se considerar o uso de diferentes membranas de diálise ou diferentes classes de antihipertensivos.

Pacientes recebendo inibidores da ECA durante aférese com dextran sulfato apresentaram anafilaxia, colocando-os em risco de morte. Situações como essa podem ser evitadas suspendendo temporariamente a terapia com inibidor da ECA antes de cada aférese.

As reações anafiláticas também podem ocorrer em pacientes em processo de dessensibilização com veneno de cobra, abelha ou vespa que estiverem em uso de inibidores da ECA. Deste modo, Cilazapril + Hidroclorotiazida deve ser interrompido antes do processo de dessensibilização e não deve ser substituído por um betabloqueador.

O uso concomitante de inibidores da ECA com bloqueadores de receptores da angiotensina II (BRAs) ou alisquireno aumenta o risco de hipotensão, hipercalemia e diminui a função renal (incluindo insuficiência renal aguda), não sendo, portanto, recomendado o duplo bloqueio do SRAA.

A terapia de duplo bloqueio, de inibidores da ECA com BRAs, quando necessária, deve ser realizada somente sob supervisão médica e monitoramento cuidadoso frequente da função renal, eletrólitos e pressão arterial.

Inibidores da ECA são menos eficazes como anti-hipertensivos em pacientes de etnia negra (afrodescendentes). Pacientes de etnia negra também têm risco maior de angioedema.

A formulação contém lactose monohidratada. Dessa forma, pacientes com intolerância hereditária à galactose, deficiência de Lapp lactase ou má absorção glicose-galactose não devem tomar esta medicação.

A exposição fetal aos inibidores de ECA durante o primeiro trimestre da gravidez foi relatada como sendo associada a maior risco de malformações cardiovasculares (septo atrial e/ou ventricular, estenose pulmonar, ducto arterioso patente), do sistema nervoso central ( microcefalia , espinha bífida) e renais.

A exposição aos inibidores da ECA durante o segundo e terceiro trimestres é conhecida por induzir fetotoxicidade (redução da função renal, oligoidrâmnio, atraso na ossificação do crânio) e toxicidade neonatal (falência renal, hipotensão, hipercalemia). Caso tenha ocorrido exposição ao inibidor da ECA a partir do segundo trimestre de gravidez, recomenda-se exame de ultrassom para avaliar o crânio e a função renal. Bebês cujas mães fizeram uso de inibidores da ECA devem ser cuidadosamente monitorizados quanto à hipotensão.

A experiência com hidroclorotiazida durante a gravidez é limitada. Tiazidas atravessam a barreira placentária e podem estar associadas à icterícia neonatal, trombocitopenia e alterações eletrolíticas após o uso materno. A redução do volume sanguíneo materno pode afetar a perfusão placentária.

Pacientes que estejam planejando engravidar devem ter seus tratamentos substituídos por anti-hipertensivos alternativos, que tenham um perfil de segurança melhor estabelecido para o uso na gravidez. Quando a gravidez for detectada, o tratamento com Cilazapril + Hidroclorotiazida deve ser interrompido imediatamente e, se apropriado, terapia alternativa deve ser iniciada.

Ocasionalmente podem ocorrer tontura e fadiga, especialmente no início do tratamento.

Este medicamento pode causar doping .

Cilazapril + Hidroclorotiazida: Ação da substância no organismo

Resultados de Eficácia

Estudos realizados com Cilazapril + Hidroclorotiazida demonstraram que a combinação de cilazapril e hidroclorotiazida, administrada uma vez ao dia, em diversas doses, reduziu estatistica e clinicamente a pressão sanguínea sistólica e diastólica, em comparação com placebo, 24 horas após a administração. A combinação em diversas doses produziu redução clinica e estatisticamente significantemente da pressão sanguínea , e que qualquer dos dois componentes administrados isoladamente. Em pacientes que não responderam ao cilazapril 5 mg, administrado como monoterapia, a adição de hidroclorotiazida em dose baixa, 12,5 mg uma vez ao dia, melhorou substancialmente a resposta ao tratamento. A combinação é eficaz independentemente da idade, do sexo ou da etnia.

Características Farmacológicas

Cilazapril + Hidroclorotiazida é uma combinação de cilazapril (inibidor da enzima conversora da angiotensina) com hidroclorotiazida (diurético tiazídico). Quando combinados, os efeitos anti-hipertensivos do cilazapril e da hidroclorotiazida são aditivos, resultando em melhor resposta anti-hipertensiva que a dos componentes administrados isoladamente.

Cilazapril + Hidroclorotiazida é altamente eficaz no tratamento da hipertensão e seu efeito se mantém durante 24 horas. O cilazapril é convertido em seu metabólito ativo, o cilazaprilato, um inibidor específico de ação prolongada da enzima conversora da angiotensina (ECA) que bloqueia o sistema renina-angiotensina-aldosterona e, dessa forma, inibe a conversão da angiotensina I, inativa, para angiotensina II, que é um potente vasoconstritor. A hidroclorotiazida é um diurético que aumenta a atividade da renina plasmática e a secreção da aldosterona, o que resulta na diminuição do potássio sérico. O cilazapril, por bloqueio do eixo angiotensina/ aldosterona, atenua a perda do potássio associada ao uso do diurético.

O uso em associação de cilazapril e hidroclorotiazida resulta em maior redução da pressão arterial por meio de mecanismos complementares.

Após administração oral de Cilazapril + Hidroclorotiazida, o cilazapril é absorvido e rapidamente convertido em sua forma ativa, o cilazaprilato. A biodisponibilidade do cilazaprilato, após dose oral de cilazapril, baseada em dados obtidos em exames de urina, é de, aproximadamente, 60%. Concentrações plasmáticas máximas são alcançadas em duas horas. O cilazaprilato é eliminado sob forma inalterada pelos rins, com meia-vida de 9 horas.

A hidroclorotiazida é rapidamente absorvida após administração oral de Cilazapril + Hidroclorotiazida. Concentrações plasmáticas máximas são alcançadas 2 horas após a administração. A biodisponibilidade da hidroclorotiazida, após administração oral, baseada em dados obtidos em exames de urina, é de, aproximadamente, 65%. A hidroclorotiazida é eliminada de forma inalterada pelos rins, com meia-vida de 7 a 11 horas.

Os valores de ASC aumentam proporcionalmente para o cilazaprilato e a hidroclorotiazida, à medida que se aumentam as doses combinadas de cilazapril e hidroclorotiazida. Os parâmetros farmacocinéticos do cilazaprilato não são alterados quando se aumentam as doses da hidroclorotiazida. A administração concomitante de cilazapril com a hidroclorotiazida não altera a biodisponibilidade do cilazaprilato, do cilazapril ou da hidroclorotiazida. A ingestão de alimentos junto com cilazapril e hidroclorotiazida retarda o tmáx do cilazaprilato em 1,5 hora e reduz a C máx em 24%, retarda o tmáx da hidroclorotiazida em 1,4 hora e reduz a C máx em 14%, sem afetar a biodisponibilidade de nenhuma das drogas, como demonstrado pelo valor de ASC0-24 , indicando que há influência na velocidade, mas não na extensão da absorção.

O efeito anti-hipertensivo do cilazapril geralmente ocorre dentro da primeira hora após a administração, com o efeito máximo observado entre 3 e 7 horas após a ingestão da dose. As concentrações máximas do cilazaprilato são consistentemente alcançadas dentro de 2 horas. O início da ação da hidroclorotiazida ocorre em cerca de 2 a 3 horas, e suas concentrações máximas são alcançadas dentro de duas horas após a administração.

Em pacientes com disfunção renal, as concentrações plasmáticas do cilazaprilato são mais elevadas, quando comparadas a pacientes com função renal normal, visto que sua depuração diminui, quando a depuração de creatinina é baixa. Não há eliminação da droga em pacientes com insuficiência renal grave, mas a hemodiálise reduz as concentrações de cilazapril e cilazaprilato até certo limite.

Em pacientes idosos com função renal normal para a idade, as concentrações de cilazaprilato no plasma podem ser até 40% mais altas e a depuração até 20% mais baixa, em comparação com pacientes mais jovens.

Em pacientes com cirrose hepática, foram observadas concentrações plasmáticas aumentadas e redução da depuração renal e plasmática, com maior efeito no cilazapril que em seu metabólito ativo, cilazaprilato.

Fetotoxicidade foi observada com os inibidores da ECA em animais

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