Aceponato de MetilprednisolonaBula do Princípio Ativo

Aceponato de Metilprednisolona - Para que serve?

Aceponato de Metilprednisolona creme é indicado para o tratamento de dermatite atópica ( eczema endógeno, neurodermatite), eczema de contato, eczema vulgar, eczema degenerativo, eczema disidrótico, eczema em crianças.

Aceponato de Metilprednisolona loção é indicado para o tratamento de eczema exógeno agudo ( dermatite de contato alérgica, eczema degenerativo tóxico, eczema seborreico, eczema numular (microbiano), eczema disidrótico, eczema de estase, eczema vulgar) e dermatite atópica (eczema endógeno, neurodermatite), eritema solar.

Aceponato de Metilprednisolona solução é indicado para o tratamento de dermatoses inflamatórias e pruriginosas do couro cabeludo como, por exemplo, dermatite atópica (eczema endógeno, neurodermatite), eczema seborreico, eczema de contato, eczema numular e eczema vulgar.

Aceponato de Metilprednisolona: Contraindicação de uso

Aceponato de Metilprednisolona é contraindicado para pacientes com presença de processos tuberculosos ou sifilíticos na região a ser tratada, doenças virais (por exemplo, varicela , herpes zoster), rosácea , e reações cutâneas pós-vacinação na região a ser tratada.

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos componentes do produto.

Aceponato de Metilprednisolona creme e loção também são contraindicados em caso de dermatite perioral, úlceras, acne vulgar e doenças cutâneas atróficas.

Aceponato de Metilprednisolona loção é contraindicado em crianças com idade inferior a 4 meses, devido à ausência de dados clínicos nesta faixa etária.

A utilização em crianças pequenas, com mais de 4 meses de idade, deve ser precedida de cuidadosa avaliação do risco/benefício.

“Este medicamento é contraindicado para menores de 4 meses”.

Aceponato de Metilprednisolona: Posologia e como usar

Salvo recomendação médica em contrário, Aceponato de Metilprednisolona deve ser usado conforme as recomendações abaixo.

Salvo recomendação médica em contrário, aplicar uma camada fina do creme uma vez ao dia nas regiões afetadas. De modo geral, a duração do tratamento não deve exceder 12 semanas em adultos e 4 semanas em crianças.

Não é necessário ajuste de dose quando Aceponato de Metilprednisolona creme é administrado a crianças e adolescentes.

Aplicar uma camada fina da loção uma vez ao dia nas regiões afetadas, friccionando levemente.

Aceponato de Metilprednisolona loção deve ser usado somente pelo período necessário. De modo geral, a duração do tratamento não deve exceder 2 semanas.

Se ocorrer ressecamento cutâneo excessivo com o uso da loção, dependendo do tipo individual de pele envolvido, recomenda-se a utilização de um adjuvante terapêutico neutro (emulsão A/O ou de um unguento de fase única) como um agente emoliente da pele.

Não é necessário ajuste de dose para administração de Aceponato de Metilprednisolona loção a crianças acima de 4 meses de idade e adolescentes.

A segurança do uso de Aceponato de Metilprednisolona loção em crianças abaixo de 4 meses de idade não foi estabelecida.

Nenhum dado está disponível.

Aplicar a solução, uma vez ao dia, gotejando nas regiões afetadas e friccionar levemente.

De modo geral, a duração do tratamento não deve exceder 4 semanas. A segurança de Aceponato de Metilprednisolona solução em crianças e adolescentes com idade abaixo de 18 anos não foi estabelecida.

Nenhum dado está disponível.

Aceponato de Metilprednisolona - Reações Adversas

Em estudos clínicos, as reações adversas observadas mais frequentemente incluem queimação no local da aplicação para Aceponato de Metilprednisolona creme, loção e solução e também prurido no local da aplicação para Aceponato de Metilprednisolona creme.

As frequências das reações adversas observadas em estudos clínicos e descritas abaixo estão definidas de acordo com a convenção de frequência MedDRA:

Foi utilizado MedDRA versão 12.0.

Atrofia da pele, estria cutânea, hipertricose , telangiectasia, dermatite perioral, despigmentação da pele no local da aplicação e/ou reações alérgicas cutâneas a qualquer um dos componentes da formulação.

Efeitos sistêmicos devido à absorção podem ocorrer quando formulações tópicas contendo corticoides são aplicadas.

Com o uso de Aceponato de Metilprednisolona creme e loção pode ocorrer foliculite no local da aplicação; com o uso de Aceponato de Metilprednisolona loção e solução pode ocorrer acne e eritema no local da aplicação; com o uso de Aceponato de Metilprednisolona loção também pode causar ressecamento no local da aplicação.

“Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal”.

Aceponato de Metilprednisolona: Interações medicamentosas

Não são conhecidas até o momento. Salvo recomendação médica.

Aceponato de Metilprednisolona: Precauções

Em patologias cutâneas infectadas por bactérias e/ou fungos é necessário tratamento específico adicional. Infecções cutâneas localizadas podem ser agravadas pelo uso de glicocorticoides tópicos.

Até o momento não existem dados clínicos disponíveis sobre o uso de Aceponato de Metilprednisolona solução em crianças e adolescentes abaixo de 18 anos de idade.

Por se tratar de uma solução inflamável, Aceponato de Metilprednisolona solução não deve ser manuseado em áreas próximas de chamas.

Se ocorrer ressecamento cutâneo excessivo com o uso de Aceponato de Metilprednisolona creme, deve-se fazer substituição por outra formulação mais oleosa.

Aceponato de Metilprednisolona não deve entrar em contato com os olhos e feridas profundas abertas. Também se deve evitar que Aceponato de Metilprednisolona creme e loção entrem em contato com mucosas.

Durante o uso de Aceponato de Metilprednisolona unguento (0,1%) em superfícies cutâneas extensas (40 - 90% da superfície corporal) em tratamentos nãooclusivos, não foi observada alteração na função adrenocortical em crianças.

Após aplicação de Aceponato de Metilprednisolona pomada (0,1%) em 60% da área da superfície cutânea sob condições oclusivas por 22 horas, foram observadas supressão dos níveis plasmáticos de cortisol e influência sobre o ritmo circadiano em voluntários adultos sadios.

A aplicação tópica de corticosteroides em grandes superfícies do corpo ou durante períodos prolongados, em particular sob oclusão, aumenta significativamente o risco de reações adversas sistêmicas.

Observar que o uso de fraldas pode ser condição oclusiva. Aceponato de Metilprednisolona loção não deve ser utilizado sob condição de oclusão. Observar que o uso de fraldas pode representar condição oclusiva. Isto é especialmente relevante uma vez que o uso de Aceponato de Metilprednisolona loção não é recomendado em crianças abaixo de 4 meses de idade.

A exemplo do que ocorre com os corticoides sistêmicos, pode-se desenvolver glaucoma com o uso de corticoides tópicos (por exemplo, após aplicação de doses elevadas ou aplicação em áreas extensas por período prolongado, uso de técnica oclusiva ou aplicação sobre a pele ao redor dos olhos).

Dois excipientes contidos em Aceponato de Metilprednisolona creme (álcool cetoestearílico e butilidroxitolueno) podem causar reações cutâneas locais (por exemplo, dermatite de contato). O butilidroxitolueno também pode causar irritação nos olhos e membranas mucosas.

Não há dados adequados sobre o uso de Aceponato de Metilprednisolona em mulheres grávidas.

Estudos experimentais realizados em animais com Aceponato de Metilprednisolona demonstraram efeitos teratogênicos e/ou embriotóxicos com doses similares as doses terapêuticas

De modo geral, deve-se evitar o uso de formulações tópicas contendo corticoides durante o primeiro trimestre de gravidez. Particularmente, deve-se evitar o uso de tais formulações no tratamento de áreas extensas, uso prolongado ou curativos oclusivos durante a gravidez.

Estudos epidemiológicos sugerem a possibilidade de aumento do risco de fendas palatinas em recém-nascidos de mulheres que foram tratadas com glicocorticosteroides durante o primeiro trimestre de gravidez.

A indicação clínica para o tratamento com Aceponato de Metilprednisolona deve ser cuidadosamente avaliada considerando-se os riscos e benefícios para a gestante.

Categoria C: “Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista”.

Em ratas foi demonstrado que o Aceponato de Metilprednisolona praticamente não é transferido aos neonatos pelo leite. Foi reportado que corticosteroides administrados sistematicamente foram encontrados no leite humano, entretanto, não se sabe se o Aceponato de Metilprednisolona é secretado no leite humano da mesma forma.

Não é conhecido se a administração tópica de Aceponato de Metilprednisolona poderia resultar em absorção sistêmica suficiente de Aceponato de Metilprednisolona para produzir quantidades detectáveis no leite humano. Portanto, deve–se ter cautela quando Aceponato de Metilprednisolona for administrado a mulheres lactantes.

Não se deve aplicar Aceponato de Metilprednisolona creme e loção sobre as mamas em mulheres lactantes.

O tratamento de áreas extensas, uso prolongado e curativos oclusivos devem ser evitados durante a lactação.

Aceponato de Metilprednisolona não exerce influência sobre a habilidade de dirigir e operar máquinas.

Aceponato de Metilprednisolona: Ação da substância no organismo

Resultados de eficácia

O Aceponato de Metilprednisolona é um corticoide tópico de quarta geração classificado como agente anti-inflamatório potente com perfil de resposta rápido e efetivo no tratamento de dermatoses inflamatórias como a dermatite atópica.

Após aplicação tópica, Aceponato de Metilprednisolona reduz reações cutâneas alérgicas e inflamatórias, bem como reações associadas à hiperproliferação, proporcionando regressão dos sintomas objetivos (eritema, edema , exsudação) e subjetivos (prurido, ardor e dor).

Características farmacológicas

Após aplicação tópica, Aceponato de Metilprednisolona reduz reações cutâneas alérgicas e inflamatórias, bem como reações associadas à hiperproliferação, proporcionando regressão dos sintomas objetivos (eritema, edema, exsudação) e subjetivos (prurido, ardor e dor).

Sabe-se que o Aceponato de Metilprednisolona liga-se ao receptor intracelular de glicocorticoide do mesmo modo que seu principal metabólito, 17-propionato de 6α-metilprednisolona, o qual é formado após clivagem do éster na pele.

O complexo receptor-esteroide liga-se a determinadas regiões do DNA, desencadeando, assim, uma série de efeitos biológicos.

A ligação do complexo receptor-esteroide resulta na indução da síntese de macrocortina. A macrocortina inibe a liberação do ácido araquidônico e, consequentemente, a formação de mediadores inflamatórios, tais como prostaglandinas e leucotrienos.

A ação imunossupressora dos glicocorticoides pode ser explicada pela inibição da síntese de citocina e pelo efeito antimitótico que, por enquanto, não está completamente esclarecido. A inibição da síntese de prostaglandinas vasodilatadoras ou a potencialização do efeito vasoconstritor da adrenalina resulta, finalmente, na atividade vasoconstritora dos glicocorticosteroides.

Após aplicação de Aceponato de Metilprednisolona, o Aceponato de Metilprednisolona torna-se disponível na pele. A concentração do fármaco no estrato córneo e nas demais camadas cutâneas diminui de acordo com a profundidade da pele.

O Aceponato de Metilprednisolona é hidrolisado na epiderme e derme, produzindo seu principal metabólito, 17-propionato de 6α-metilprednisolona, o qual se liga mais firmemente ao receptor de corticoide do que ao fármaco, indicando a ocorrência de uma bioativação na pele.

A taxa e a extensão da absorção percutânea de um corticoide tópico depende de uma série de fatores: estrutura química do composto, da composição do veículo (base da formulação), concentração da substância no veículo, condições de exposição (área tratada, duração da exposição, aplicação aberta ou oclusiva) e condições da pele (tipo e gravidade da doença cutânea, local de aplicação, etc.).

Após atingir a circulação sistêmica, o produto da hidrólise primária do Aceponato de Metilprednisolona, 17-propionato de 6α-metilprednisolona, é rapidamente conjugado com ácido glicurônico e, assim, inativado.

Os metabólitos do Aceponato de Metilprednisolona (o principal metabólito é 21-glicuronídeo- 17-propionato de 6α-metilprednisolona) são eliminados primariamente por via renal, com tempo de meia-vida de aproximadamente 16 horas. Após administração intravenosa, a excreção pela urina e fezes foi completada em 7 dias.

Não há acúmulo da substância ou de seus metabólitos no corpo.

A absorção percutânea do Aceponato de Metilprednisolona a partir da formulação em creme foi investigada em voluntários sadios.

A absorção percutânea após aplicação de Aceponato de Metilprednisolona unguento (2 x 20 g por dia) durante 5 dias foi estimada em 0,34% correspondente a uma carga de corticoide de aproximadamente 2 µg/Kg/dia; após aplicação aberta de Aceponato de Metilprednisolona pomada (2 x 20 g por dia) durante 8 dias foram 0,65% (absorção) ou 4 µg/Kg/dia (carga).

Sob condições oclusivas, a aplicação diária de 2 x 20 g de Aceponato de Metilprednisolona creme durante 8 dias levou a uma absorção percutânea média de cerca de 3% correspondente a uma carga sistêmica de corticoide de cerca de 20 µg/Kg/dia.

A absorção percutânea do Aceponato de Metilprednisolona através da pele previamente lesionada pela remoção do estrato córneo resultou em absorção distintamente mais elevada (13-27% da dose).

Em pacientes adultos atópicos e com psoríase , a absorção percutânea do Aceponato de Metilprednisolona do unguento foi de cerca de 2,5%.

Em 3 crianças atópicas (9-10 anos de idade), a absorção percutânea do Aceponato de Metilprednisolona do unguento foi de cerca de 0,5-2% e, portanto, não mais elevada do que aquela comparada aos adultos.

Para investigação da absorção percutânea do Aceponato de Metilprednisolona a partir da formulação loção, a condição da pele foi alterada artificialmente. Comparou-se pele íntegra com pele artificialmente inflamada (eritema produzido por UV-B) e pele artificialmente lesionada (remoção de estrato córneo).

A extensão da absorção através da pele inflamada artificialmente foi muito baixa (0,24% da dose) sendo apenas levemente mais elevada que a absorção através da pele íntegra (0,15% da dose). A absorção percutânea do Aceponato de Metilprednisolona através da pele previamente lesionada por escoriação resultou em valores distintamente mais elevados (15% da dose).

Para pele inflamada, a carga sistêmica após tratamento do corpo inteiro com aplicação de 20g de Aceponato de Metilprednisolona loção 2 vezes ao dia poderia corresponder a uma carga absorvida de aproximadamente 2 µg de Aceponato de Metilprednisolona por Kg de peso corporal por dia.

A absorção percutânea de Aceponato de Metilprednisolona com o uso de até 5 mL de Aceponato de Metilprednisolona solução foi investigada após aplicação única em voluntários e após aplicação diária, durante 4 semanas, em pacientes com psoríase capilar.

Nenhuma exposição sistêmica ao fármaco foi detectada em ambos os estudos.

Considerando-se o limite de quantificação, a absorção percutânea do Aceponato de Metilprednisolona de Aceponato de Metilprednisolona solução através do couro cabeludo foi avaliada como sendo menor que 10%, correspondente a uma carga de corticoide menor que 4 μg a 7 μg /kg /dia.

Em estudos de tolerância sistêmica com administração dérmica e subcutânea repetida, o Aceponato de Metilprednisolona demonstrou o perfil de ação de um típico glicocorticoide.

Com base nesses resultados, pode-se concluir que não são esperadas outras reações adversas, além daquelas típicas dos glicocorticoides, com o uso terapêutico de Aceponato de Metilprednisolona creme, solução e loção, mesmo sob condições extremas, tais como a aplicação sobre uma superfície extensa e/ou oclusão.

Estudos de embriotoxicidade com Aceponato de Metilprednisolona creme, solução e loção demonstraram resultados típicos de glicocorticoides, isto é, efeitos teratogênicos e/ou embrioletais são induzidos no sistema de teste apropriado. Em vista destes achados, deve-se ter cautela ao prescrever Aceponato de Metilprednisolona creme, solução e loção durante a gravidez.

Investigações in vitro para determinação de mutação gênica em células de bactérias e de mamíferos e investigações in vitro e in vivo para detecção de mutações gênicas e cromossômicas não forneceram qualquer indicação de potencial genotóxico do Aceponato de Metilprednisolona.

Não foram realizados estudos específicos de tumorigenicidade com Aceponato de Metilprednisolona.

O conhecimento disponível sobre a estrutura, mecanismo de ação farmacológica e os resultados dos estudos de tolerância sistêmica com administração a longo prazo não indicam qualquer aumento no risco de ocorrência de tumor.

Uma vez que não ocorre exposição sistêmica imunossupressiva efetiva com a aplicação dérmica de Aceponato de Metilprednisolona creme, solução e loção sob as condições recomendadas de uso, nenhuma influência sobre a ocorrência de tumores é esperada.

Em investigações da tolerância local de Aceponato de Metilprednisolona e as formulações de Aceponato de Metilprednisolona sobre a pele e a mucosa, não foram encontrados outros achados além das reações adversas tópicas conhecidas para os glicocorticoides.

O Aceponato de Metilprednisolona não demonstrou potencial de sensibilização na pele de porquinhos-da-índia.

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