TocilizumabeBula do Princípio Ativo

Tocilizumabe - Para que serve?

Tocilizumabe em associação com metotrexato (MTX) é indicado no tratamento da artrite reumatoide (AR) grave, ativa e progressiva em pacientes adultos não tratados previamente com MTX. Neste grupo de pacientes, Tocilizumabe pode ser usado em monoterapia em caso de intolerância a MTX ou quando o uso continuado de MTX é inapropriado.

Neste grupo de pacientes, Tocilizumabe pode ser usado isoladamente ou em combinação com metotrexato (MTX) e/ou outros DMARDs.

Tocilizumabe está indicado para o tratamento de arterite de células gigantes (ACG) em pacientes adultos.

Tocilizumabe em combinação com metotrexato (MTX) está indicado para o tratamento da artrite idiopática juvenil poliarticular ativa (fator reumatoide positivo ou negativo e oligoartrite estendida) em pacientes com 2 anos de idade ou mais que tiveram uma resposta inadequada ao tratamento prévio com MTX.

Tocilizumabe pode ser usado em monoterapia em casos de intolerância ao MTX ou quando a continuidade do tratamento com MTX for inapropriada.

Tocilizumabe está indicado para o tratamento da artrite idiopática juvenil sistêmica em pacientes com 2 anos de idade ou mais que responderam inadequadamente à terapia prévia com anti-inflamatórios não esteroides e corticosteroides sistêmicos.

Tocilizumabe intravenoso ou subcutâneo podem ser usados isoladamente ou em combinação com MTX.

Tocilizumabe: Contraindicação de uso

Tocilizumabe é contraindicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida ao Tocilizumabe ou aos excipientes da fórmula.

O tratamento com Tocilizumabe não deve ser iniciado em pacientes com infecções graves ativas.

Tocilizumabe: Posologia e como usar

Para pacientes adultos com AR, Tocilizumabe pode ser administrado sob forma de infusão intravenoso ou injeção subcutâneo.

Para pacientes adultos com ACG, Tocilizumabe é administrado em injeção subcutâneo.

Para pacientes com AIJP e AIJS, Tocilizumabe é administrado sob forma de infusão intravenoso ou injeção subcutâneo.

As informações disponíveis sobre a substituição de Tocilizumabe intravenoso por Tocilizumabe subcutâneo em dose fixa são limitadas.

A formulação intravenoso de Tocilizumabe não se destina à administração subcutâneo.

A formulação subcutâneo de Tocilizumabe subcutâneo não se destina à administração intravenoso.

Avalie se o paciente é adequado para uso subcutâneo e oriente os pacientes a informarem um profissional de saúde se apresentarem quaisquer sintomas de reação alérgica antes de aplicarem a dose seguinte. Os pacientes devem buscar atenção médica imediata se desenvolverem sintomas de reações alérgicas sérias.

A dose recomendada de Tocilizumabe a pacientes adultos é de 8 mg/kg, administrada uma vez a cada quatro semanas por infusão intravenosa. Tocilizumabe pode ser usado isoladamente ou em combinação com MTX e / ou outros DMARDs. A dose calculada do medicamento deve ser diluída em 100 mL de solução de cloreto de sódio 0,9% ( soro fisiológico ) com técnica asséptica por um profissional da saúde.

A duração recomendada de infusão de tocilizumabe é uma hora. A pacientes com peso corporal acima de 100 kg, doses superiores a 800 mg por infusão não são recomendadas.

A dose recomendada de Tocilizumabe é de 162 mg, uma vez por semana, em injeção subcutânea. Tocilizumabe pode ser usado em monoterapia ou em combinação com MTX e/ou outras DMARDs sintéticos.

Esquecimento de dose Se um paciente que administra Tocilizumabe semanalmente perder uma injeção subcutânea no prazo de sete dias, ele deve ser instruído a aguardar até a próxima a injeção programada.

Se um paciente que administra Tocilizumabe em semanas alternadas, perder uma injeção subcutânea no prazo de sete dias, ele deve ser instruído a administrar a injeção perdida imediatamente e, a próxima injeção no dia programado.

A dose recomendada de tocilizumabe para pacientes adultos com ACG é de 162 mg, administrada uma vez por semana em injeção subcutânea, em combinação com um tratamento com redução gradual de dose de glicocorticoides. Tocilizumabe pode ser usado isoladamente depois da descontinuação dos glicocorticoides.

No caso de pacientes que apresentam recidiva de ACG durante o tratamento com tocilizumabe, o médico deve considerar a reintrodução e / ou aumento gradual da dose dos glicocorticoides concomitantes (ou reinicie a terapia se já tiver sido descontinuada) de acordo com o melhor critério clínico / orientações de tratamento.

Modificar a dose de DMARDs (AR) ou outros agentes imunomoduladores (ACG) concomitantes, se apropriado.

Para pacientes com Tocilizumabe subcutâneo e aumentos persistentes nestes níveis, reduza a frequência de injeção de tocilizumabe para semanas alternadas ou interrompa tocilizumabe até que ALT/AST estejam normalizadas. Reinicie com injeção semanal ou injeção em semanas alternadas, se clinicamente apropriado.

Para pacientes em tratamento com Tocilizumabe intravenoso (AR somente) que apresentam aumentos persistentes das enzimas hepáticas dentro dessa faixa, reduzir a dose de tocilizumabe para 4 mg/kg ou interromper a administração de tocilizumabe até normalização da ALT/AST (TGP/TGO). Reiniciar o tratamento com 4 mg/kg ou 8 mg/kg, conforme apropriado.

Interromper a dose de tocilizumabe até redução para < 3x LSN e seguir as recomendações acima para aumentos entre 1 e 3 x LSN.

Para aumentos persistentes > 3 x LSN (confirmado por repetição do exame, descontinuar a administração de tocilizumabe.

Descontinuar a administração de tocilizumabe.

LSN: Limite Superior da Normalidade.

Uma mudança na dosagem somente deve ser baseada em uma mudança consistente no peso do paciente ao longo do tempo. Tocilizumabe pode ser usado isoladamente ou em combinação com MTX.

Uma mudança na dosagem somente deve ser baseada em uma mudança consistente no peso do paciente ao longo do tempo. Tocilizumabe pode ser usado isoladamente ou em combinação com MTX.

Tocilizumabe deve ser diluído pelo profissional da saúde, com solução estéril de cloreto de sódio 0,9% p/v e por meio de técnica asséptica.

Tocilizumabe é recomendado para infusão intravenosa durante uma hora.

Redução da dose de tocilizumabe não foi estudada na população AIJP ou AIJS. Interrupções da dose de tocilizumabe por alterações laboratoriais são recomendadas a pacientes com AIJP ou AIJS e são similares ao que foi descrito anteriormente para AR e ACG. Caso apropriado, metotrexato ou outros medicamentos concomitantes devem ter a dosagem modificada ou interrompida e a dosagem de tocilizumabe interrompida até avaliação da situação c línica. A decisão de interrupção do tratamento da AIJP ou AIJS, por causa de alterações laboratoriais, deve ser baseada na avaliação médica individual do paciente.

Modificar a dose de MTX se apropriado.

Para aumentos persistentes dentro dessa faixa, interromper a administração de tocilizumabe até normalização da ALT/AST (TGP/TGO).

Modificar a dose de MTX, se apropriado. Interromper a dose de tocilizumabe até redução para < 3x LSN e seguir as recomendações acima para aumentos entre 1 e 3 x LSN.

Descontinuar a administração de tocilizumabe. A decisão de descontinuar o uso de tocilizumabe em AIJP ou AIJS, em decorrência de anormalidades laboratoriais, deve basear-se na avaliação médica individual de cada paciente.

A formulação de tocilizumabe IV não se destina à administração subcutânea.

Iniciar a infusão endovenosa de forma lenta, observando com atenção as condições clínicas do paciente; constatada a ausência de anormalidades, aumentar a velocidade de infusão, a fim de completar a administração em, aproximadamente, uma hora.

Medicamentos parenterais devem ser inspecionados visualmente antes da administração para verificação quanto à presença de material particulado ou descoloração.

Apenas soluções translúcidas a opalescentes, incolores a amarelo pálido e isentas de partículas visíveis devem ser infundidas. Utilize seringa e agulha estéreis para o preparo de Tocilizumabe IV. Dispositivos de transferência de sistema fechado (closed system transfer devices - CSTD) não são recomendados para a preparação de Tocilizumabe IV, uma vez que existem evidências insuficientes sobre a compatibilidade desses dispositivos com o produto.

Retirar do frasco de 100 mL de solução de cloreto de sódio a 0,9% isenta de pirogênios, em condições assépticas, o volume de solução equivalente à quantidade da solução de tocilizumabe necessária para a dose do paciente. Descartar o volume retirado.

Retirar a quantidade necessária de tocilizumabe (0,4 mL/kg), sob condições assépticas e injetar no frasco que contém a solução não pirogênica remanescente de cloreto de sódio a 0,9%. O volume final deverá ser de 100 mL. Para misturar a solução, inverter suavemente o frasco, sem agitar, para evitar formação de espuma.

Iniciar a infusão endovenosa de forma lenta, observando com atenção as condições clínicas do paciente; constatada a ausência de anormalidades, aumentar a velocidade de infusão, a fim de completar a administração em, aproximadamente, uma hora.

Medicamentos parenterais devem ser inspecionados visualmente antes da administração para verificação quanto à presença de material particulado ou descoloração.

Apenas soluções translúcidas a opalescentes, incolores a amarelo pálido e isentas de partículas visíveis devem ser infundidas. Utilize seringa e agulha estéreis para o preparo de Tocilizumabe IV. Dispositivos de transferência de sistema fechado (closed system transfer devices - CSTD) não são recomendados para a preparação de Tocilizumabe IV, uma vez que existem evidências insuficientes sobre a compatibilidade desses dispositivos com o produto.

Retirar do frasco de 100 mL de solução de cloreto de sódio a 0,9%, isenta de pirogênios, em condições assépticas, o volume de solução equivalente à quantidade da solução de tocilizumabe necessária para a dose do paciente. Descartar o volume retirado.

Retirar a quantidade necessária de tocilizumabe (0,4 mL/kg), sob condições assépticas e injetar no frasco que contém a solução não pirogênica remanescente de cloreto de sódio a 0,9%. O volume final deverá ser de 100 mL. Para misturar a solução, inverter suavemente o frasco, sem agitar, para evitar formação de espuma.

Retirar do frasco de 50 mL de solução de cloreto de sódio a 0,9% isenta de pirogênios, em condições assépticas, o volume de solução equivalente à quantidade da solução de tocilizumabe necessária para a dose do paciente (0,5 mL/kg do peso do paciente). Descartar o volume retirado. Esse volume deverá ser reposto no frasco de solução salina com o volume equivalente de tocilizumabe. Para misturar a solução, inverter suavemente o frasco, sem agitar, para evitar formação de espuma.

Retirar do frasco de 50 mL de solução de cloreto de sódio a 0,9%, isenta de pirogênios, em condições assépticas, o volume de solução equivalente à quantidade da solução de tocilizumabe necessária para a dose do paciente (0,6 mL/kg do peso do paciente). Descartar o volume retirado. Esse volume deverá ser reposto no frasco de solução salina com o volume equivalente de tocilizumabe. Para misturar a solução, inverter suavemente o frasco, sem agitar, para evitar formação de espuma.

A formulação de tocilizumabe SC não se destina à administração intravenosa.

A formulação SC é administrada com seringa preenchida de uso único. A primeira injeção deve ser realizada sob a supervisão de profissional de saúde qualificado. Um paciente pode se autoinjetar Tocilizumabe SC somente se o médico determinar que é apropriado e o paciente concordar com o acompanhamento médico conforme necessário e que tenha sido treinado na técnica de injeção de forma adequada. Os locais de injeção recomendados (abdômen, coxa, parte superior do braço) devem ser rodiziados e as injeções nunca devem ser administradas em pintas, cicatrizes ou áreas em que a pele esteja dolorosa, com equimoses, hiperemiada, endurecida ou com solução de continuidade.

Pacientes que estejam em transição da terapia com tocilizumabe IV para a administração SC devem substituir a próxima dose IV programada pela primeira injeção SC, sob a supervisão de um profissional de saúde qualificado.

Avalie a adequação do paciente ou dos pais/responsáveis para administração domiciliar SC e instrua o paciente ou os pais/responsáveis a informar ao profissional de saúde antes de administrar a próxima dose, se qualquer sintoma de reação alérgica ocorrer. Os pacientes devem procurar atendimento médico imediato se desenvolverem sintomas de reações alérgicas graves.

Primeiro passo. O paciente deverá checar visualmente a seringa.

Segundo passo. Deixe que a seringa atinja a temperatura ambiente.

Terceiro passo. Limpe suas mãos.

Quarto passo. Escolha e prepare um local de injeção.

Quinto passo. Remova a tampa da agulha.

Observação: uma vez que a tampa da agulha tiver sido removida, a seringa deve ser utilizada imediatamente.

Sexto passo. Administre a injeção.

É importante escolher o ângulo correto para garantir que o medicamento seja injetado sob a pele. Do contrário, a injeção pode ser dolorosa e o medicamento pode não funcionar.

Sétimo passo. Descarte a seringa em local apropriado.

A segurança e a eficácia de Tocilizumabe IV e SC em pacientes com AIJP e AIJS menores de 2 anos de idade não foram estabelecidas.

Não é necessário ajuste de dose em pacientes com idade superior a 65 anos.

Não é necessário ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal leve ou moderada. Tocilizumabe não foi estudado em pacientes com insuficiência renal grave.

A segurança e eficácia de Tocilizumabe não foram estudadas em pacientes com insuficiência hepática.

Tocilizumabe - Reações Adversas

O perfil de segurança foi baseado em 4458 pacientes expostos a Tocilizumabe em estudos clínicos; a maior parte desses pacientes estava participando de estudos sobre AR (n = 4009), enquanto que o restante da experiência vem de estudos sobre AIJP (n = 188), AIJS (n = 112) e ACG (n = 149). O perfil de segurança de Tocilizumabe nessas indicações continua semelhante e não diferenciado.

Com relação à contagem de neutrófilos, não houve relação clara entre redução no número de neutrófilos para menos de 1 x 109 /L e ocorrência de infecções graves em nenhuma das indicações.

As reações adversas ao medicamento (RAMs) são listadas pela classe de sistemas de órgãos do MedDRA de acordo com a importância clínica para o paciente.

Tabela 15 – Resumo das RAMs em pacientes tratados com Tocilizumabe

Classe de sistema

Incomum

Infecções e infestações

Diverticulite

Distúrbios gastrintestinais

Estomatite e úlcera gástrica

Distúrbios de pele e tecido subctâneo

Erupção, prurido, urticária

Distúrbios do sistema nervoso

Laboratoriais

Aumento de bilirrubina total

Distúrbios vasculares

Distúrbios do sangue e sistema linfático

Distúrbios do metabolismo e nutrição

Hipertrigliceridemia

Distúrbios gerais e no local de aplicação

Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino

Distúrbios oftalmológicos

Distúrbios renais

Nefrolitíase

Distúrbios endócrinos

Hipotireoidismo

A segurança de Tocilizumabe tem sido avaliada em cinco estudos fase III duplos-cegos controlados e seus respectivos períodos de extensão.

A população global de controle inclui todos os pacientes das fases duplo-cegas de cada estudo core, desde a randomização até a primeira mudança no regime de tratamento, ou até completar dois anos. O período de controle em quatro dos estudos foi de seis meses, e, em um estudo, foi de até dois anos. Nesses estudos duplos-cegos controlados, 774 pacientes receberam 4 mg/kg de Tocilizumabe em combinação com MTX, 1.870 pacientes receberam 8 mg/kg de Tocilizumabe em combinação com MTX/outro DMARD, e 288 pacientes receberam 8 mg/kg de Tocilizumabe em monoterapia.

A população total exposta inclui todos os pacientes que receberam, pelo menos, uma dose de Tocilizumabe ou no período de controle duplo-cego ou na fase de extensão aberta. Dos 4.009 pacientes dessa população, 3.577 receberam tratamento por, pelo menos, seis meses; 3.296 receberam por, pelo menos, um ano; 2.806 receberam tratamento por, pelo menos, dois anos; e 1.222, por três anos.

Nos estudos clínicos controlados de seis meses, a taxa de todas as infecções relatadas com 8 mg/kg de Tocilizumabe + DMARD foi de 127 eventos por 100 pacientes/ano, em comparação com 112 por 100 pacientes/ano no grupo que utilizava placebo + DMARD. Na população total exposta, a taxa global de infecções com Tocilizumabe foi de 108 eventos por 100 pacientes/ano de exposição.

Nos estudos clínicos controlados de seis meses, a incidência de infecções (bacteriana, viral e fúngica) graves com 8 mg/kg de Tocilizumabe + DMARD foi de 5,3 eventos por 100 pacientes/ano de exposição, em comparação com 3,9 eventos por 100 pacientes/ano de exposição no grupo que utilizava placebo + DMARD. No estudo de monoterapia, a proporção de infecções graves foi de 3,6 eventos por 100 pacientes/ano de exposição no grupo de Tocilizumabe e 1,5 evento por 100 pacientes/ano de exposição no grupo que utilizava MTX.

Na população total exposta, a taxa global de infecções graves foi de 4,7 eventos por 100 pacientes/ano. Infecções graves relatadas, algumas com desfecho fatal, incluíram pneumonia, celulite, herpes-zóster, gastroenterite , diverticulite, sepse , artrite bacteriana. Também foram relatados casos de infecções oportunistas.

Durante os estudos clínicos controlados de seis meses de duração, a taxa total de perfuração gastrintestinal foi de 0,26 evento por 100 pacientes/ano em tratamento com Tocilizumabe. Na população total exposta, a taxa de perfuração gastrintestinal foi de 0,28 evento por 100 pacientes/ano. Casos de perfuração gastrintestinal com Tocilizumabe foram inicialmente relatados como complicação de diverticulite, que incluía peritonite purulenta generalizada, perfuração do trato gastrintestinal baixo, fístula e abscesso.

Nos estudos clínicos controlados de seis meses, eventos adversos associados à infusão (eventos selecionados que ocorreram durante ou até 24 horas após a infusão) foram relatados por 6,9% dos pacientes no grupo 8 mg/kg de Tocilizumabe + DMARD e 5,1% dos pacientes no grupo que utilizava placebo + DMARD. Os eventos relatados durante a infusão foram, principalmente, episódios de hipertensão; os eventos relatados no prazo de 24 horas após o término da infusão foram cefaleia e reações cutâneas (erupção, urticária). Esses eventos não limitaram o tratamento.

A taxa de anafilaxia (total de 6/3.778 pacientes) foi várias vezes superior com a dose de 4 mg/kg, em comparação com a dose de 8 mg/kg. Reações de hipersensibilidade clinicamente significativas associadas a Tocilizumabe e que levaram à interrupção do tratamento foram relatadas em um total de 13 entre 3.778 pacientes (0,3%) tratados com Tocilizumabe, durante os estudos clínicos controlados e abertos. Essas reações foram observadas, geralmente, durante a segunda à quinta infusão de Tocilizumabe.

As reações infusionais foram tratadas com sucesso com anti-histamínicos ou corticosteroides IV.

Foram testados 2.876 pacientes quanto à presença de anticorpos antiTocilizumabe (HAHA) nos estudos clínicos controlados de seis meses. Quarenta e seis (1,6%) pacientes desenvolveram anticorpos antiTocilizumabe positivos, dos quais cinco tiveram reação de hipersensibilidade significativa que levou à interrupção do tratamento. Trinta pacientes (1,1%) desenvolveram anticorpos neutralizantes.

O estudo VI (WA19926) avaliou 1.162 pacientes com artrite reumatoide inicial, moderada a grave, que eram virgens de tratamento com MTX e agentes biológicos. O perfil de segurança global observado nos pacientes com artrite reumatoide inicial, moderada a grave, que não haviam recebido tratamento prévio com MTX e agentes biológicos e que foram tratados com Tocilizumabe, foi consistente com o perfil de segurança conhecido para Tocilizumabe (Tabela 5).

Na semana 24 do estudo duplo-cego, paralelo (monoterapia com Tocilizumabe 8 mg / kg IV, a cada quatro semanas (N = 162), em comparação com adalimumabe 40 mg SC, a cada duas semanas (N = 162)), o perfil global clínico de reações adversas foi similar entre Tocilizumabe e adalimumabe. A proporção de pacientes com eventos adversos sérios foi equilibrada entre os grupos de tratamento (11,7% Tocilizumabe versus 9,9% adalimumabe) com infecções como o evento mais comum (3,1% em cada braço). Em ambos estudos, os tratamentos induziram ao mesmo padrão de alterações nos parâmetros laboratoriais de segurança (diminuição da contagem de neutrófilos e plaquetas, aumento de ALT, AST e lipídios); no entanto, a magnitude das mudanças e frequências das alterações marcantes foi maior com Tocilizumabe comparado com adalimumabe. Quatro pacientes (2,5%) no braço Tocilizumabe e dois pacientes (1,2%) no braço adalimumabe experimentaram Critérios Comuns de Toxicidade (CTC) graus 3 ou 4 na diminuição da contagem de neutrófilos. Onze pacientes (6,8%) no braço Tocilizumabe e cinco pacientes (3,1%) no braço adalimumabe experimentaram aumentos de ALT de CTC grau 2 ou superior. O aumento médio de LDL a partir do basal foi de 0,64 mmol / L (25 mg / dL) para os pacientes no braço Tocilizumabe e 0,19 mmol / L (7 mg / dL) para os pacientes no braço adalimumabe. A segurança observada no braço Tocilizumabe foi consistente com o perfil de segurança conhecido de Tocilizumabe e não foram observadas reações adversas novas ou inesperadas (Tabela 15).

A segurança de Tocilizumabe subcutâneo na AR foi avaliada no estudo (SC-I). O estudo comparou a eficácia e segurança de Tocilizumabe 162 mg administrado por via subcutânea, semanalmente, versus 8 mg/kg de Tocilizumabe administrado por via intravenosa, em 1262 indivíduos adultos com AR. Todos os pacientes do estudo receberam DMARD(s) não-biológicos. A segurança e a imunogenicidade observada para Tocilizumabe administrado por via SC foi consistente com o perfil de segurança conhecido de Tocilizumabe administrado por via IV e nenhuma reação adversa nova ou inesperada foi observada (Tabela 15). A maior frequência de reação no local da aplicação foi observada no braço subcutâneo, comparado com o placebo de SC no braço IV.

Durante o período de 6 meses, o estudo controlado em SC-I, a frequência de reações no local da injeção foi 10,1% (64/631) e 2,4% (15/631) para o Tocilizumabe SC e o placebo SC (grupo IV) em injeções semanais, respectivamente. Estas reações no local de aplicação (incluindo eritema, prurido, dor e hematoma) foram leves a moderadas em gravidade. A maioria foi resolvida, sem qualquer tratamento, e nenhuma necessitou suspensão da medicação.

No estudo SC-I, um total de 625 pacientes tratados com 162 mg de Tocilizumabe semanalmente foram testados quanto à presença de anticorpos antiTocilizumabe nos estudos controlados de 6 meses. Cinco pacientes (0,8%) desenvolveram anticorpos antiTocilizumabe positivos; destes, todos desenvolveram anticorpos neutralizantes.

Um total de 1.454 pacientes expostos ao Tocilizumabe SC foram testados para anticorpos antiTocilizumabe, 13 pacientes (0,9%) desenvolveram anticorpos antiTocilizumabe positivos, e destes 12 pacientes (0,8%) desenvolveram anticorpos neutralizantes antiTocilizumabe.

Nenhuma correlação entre o desenvolvimento de anticorpos e resposta clínica ou eventos adversos foi observada.

Neutrófilos - Formulação intravenosa

Nos estudos clínicos controlados de seis meses, reduções no número de neutrófilos para < 1.000/mm 3 (1 x 10 9 /L) ocorreram em 3,4% dos pacientes tratados com 8 mg/kg de Tocilizumabe + DMARD, em comparação com < 0,1% dos pacientes tratados com placebo + DMARD. Aproximadamente metade dos casos com contagem absoluta de neutrófilos inferior a 1.000/mm 3 (1 x 10 9 /L) ocorreu nas oito primeiras semanas de terapia. Reduções < 500/mm 3 (0,5 x 10 9 /L) foram relatadas em 0,3% dos pacientes em uso de 8 mg/kg de Tocilizumabe + DMARD.

Na população total de controle e na população total exposta, o padrão e a incidência de redução de contagem de neutrófilos permanecem consistentes ao que foi observado nos estudos clínicos controlados de seis meses de duração.

Neutrófilos - Formulação subcutânea

Durante o monitoramento laboratorial de rotina no período de 6 meses do estudo controlado SC-I de Tocilizumabe, uma redução na contagem de neutrófilos abaixo de 1 × 10 9 /L ocorreu em 2,9% dos pacientes que utilizaram Tocilizumabe SC 162 mg semanalmente.

Plaquetas - Formulação intravenosa

Nos estudos clínicos controlados de seis meses, redução no número de plaquetas para menos de 100.000 / mm 3 (100 x 10 3 /µL) ocorreu em 1,7% dos pacientes tratados com 8 mg/kg de Tocilizumabe + DMARDs sintéticos tradicionais, em comparação com menos de 1% dos pacientes tratados com placebo + DMARDs sintéticos tradicionais, sem associação a eventos de sangramento.

Na população total de controle e na população total exposta, o padrão e a incidência de redução de contagem de plaquetas permanecem consistentes ao que foi observado nos estudos clínicos controlados de seis meses de duração.

Plaquetas - Formulação subcutânea

Durante o monitoramento laboratorial de rotina no período de 6 meses do estudo controlado SC-I de Tocilizumabe, nenhum paciente apresentou redução na contagem de plaquetas ≤ 50 x 10 3 /µL.

Formulação intravenosa

Durante os estudos controlados de seis meses de duração, elevações transitórias na ALT/AST acima de 3 x LSN foram observadas em 2,1% dos pacientes tratados com 8 mg/kg de Tocilizumabe, em comparação com 4,9% dos pacientes tratados com MTX, e em 6,5% dos pacientes tratados com 8 mg/kg de Tocilizumabe + DMARD sintético, em comparação com 1,5% dos pacientes tratados com placebo + DMARD sintético. A adição de drogas potencialmente hepatotóxicas (por exemplo, MTX) à monoterapia com Tocilizumabe resultou em maior frequência dessas elevações. Elevações de ALT/AST acima de 5 x LSN foram observadas em 0,7% dos pacientes tratados com Tocilizumabe em monoterapia e em 1,4% dos pacientes tratados com Tocilizumabe + DMARD sintético, a maioria dos quais interrompeu o tratamento com Tocilizumabe.

Durante o monitoramento laboratorial de rotina, a incidência de aumento de bilirrubina indireta acima do limite superior de normalidade é de 6,2% em pacientes tratados com 8 mg/kg de Tocilizumabe + DMARD sintético em toda população de controle.

Nas populações totais de controle e exposta, o padrão e a incidência de elevação de ALT/AST permaneceram consistentes aos observados nos estudos clínicos controlados de seis meses de duração.

No estudo VI, pacientes adultos com artrite reumatoide inicial ativa (duração média da doença ≤ 6 meses), moderada a grave, virgens de tratamento com MTX, apresentaram mais elevações transitórias em ALT > 3 x LSN, em comparação com a população controle total. Isso foi observado em ambos os grupos de pacientes tratados com Tocilizumabe e nos pacientes tratados com MTX em monoterapia.

No Estudo WA25204, dos 1538 pacientes com AR moderada a grave (vide item “Resultados de Eficácia”) tratados com Tocilizumabe, ocorreram elevações em ALT ou AST maiores que 3 x LSN em 5,3% e 2,2% pacientes, respectivamente. Um evento grave de hepatite induzida por medicamento com hiperbilirrubinemia foi relatado em associação ao tratamento com Tocilizumabe.

Formulação subcutânea

Durante o monitoramento laboratorial de rotina no período de 6 meses do estudo controlado SC-I de Tocilizumabe, ocorreu elevação de ALT ou AST ≥ 3 x LSN em 6,5% e 1,4% dos pacientes, respectivamente, em uso semanal.

Formulação intravenosa

Durante o monitoramento laboratorial de rotina nos estudos clínicos de seis meses, elevações de parâmetros lipídicos ( colesterol total, LDL, HDL, triglicérides) foram observadas em pacientes tratados com Tocilizumabe. Aproximadamente 24% dos pacientes receberam Tocilizumabe em estudos clínicos e tiveram elevação sustentada do colesterol total acima de 6,2 mmol/L (240 mg/dL), e 15% tiveram aumento sustentado no LDL ≥ 4,1 mmol/L (160 mg/dL).

Na maioria dos pacientes, não se observou aumento nos índices aterogênicos, e as elevações de colesterol total responderam ao tratamento com agentes hipolipemiantes.

Nas populações totais de controle e expostas, o padrão e a incidência de aumento dos parâmetros lipídicos permaneceram consistentes aos observados nos estudos clínicos controlados de seis meses de duração.

Formulação subcutânea

Durante o monitoramento laboratorial de rotina no período de 6 meses do estudo controlado SC-I de Tocilizumabe, 19% dos pacientes com administração SC semanal apresentaram elevações sustentadas no colesterol total acima de 6,2 mmol/L (240 mg/dL), com 9% apresentando aumento sustentado de LDL para ≥ 4,1 mmol/L (160 mg/dL) em uso semanal.

A segurança de Tocilizumabe subcutâneo foi estuada em um estudo Fase III (WA28119) incluindo 251 pacientes com ACG. A duração total em pacientes-anos na população total exposta foi de 138,5 pacientes-anos durante a fase de 12 meses duplo-cega controlada com placebo do estudo. O perfil de segurança total observado nos grupos de tratamento com Tocilizumabe foi compatível com o perfil de segurança conhecido de Tocilizumabe (vide Tabela 15).

A taxa de eventos de infecção/infecção grave foi equilibrada entre os grupos de Tocilizumabe semanal (200,2/9,7 eventos por 100 pacientes-anos) versus placebo mais 26 semanas de redução gradual de prednisona (156,0/4,2 eventos por 100 pacientes-anos) e placebo mais 52 semanas de redução gradual (210,2/12,5 eventos por 100 pacientes-anos).

A maioria de um total de 250 pacientes na população de segurança foi triada quanto à presença de anticorpos anti-TCZ e 92,2% a 98,0% dos pacientes dos 4 grupos de tratamentos foram qualificados como pacientes avaliáveis. Um paciente no grupo de TCZ semanal e 3 pacientes no grupo de TCZ em semanas alternadas desenvolveram anticorpos antimedicamento (ADA) induzidos pelo tratamento com TCZ. Nenhum desses 4 pacientes apresentou anafilaxia, hipersensibilidade séria / clinicamente significante ou reação no local da aplicação (RLA). O teste do efeito de anticorpos anti-TCZ no modelo de PK populacional confirmou a falta do efeito de ADAs sobre os parâmetros PK de Tocilizumabe. Nenhum paciente que apresentou RLA após o tratamento com TCZ e nenhum paciente que descontinuou o tratamento devido à falta de resposta terapêutica desenvolveu ADA induzido pelo tratamento ou ADA com potencial neutralizante. De modo geral, a proporção de pacientes que desenvolveu ADA induzido pelo tratamento foi baixa entre os grupos de tratamento. Não foi observado nenhum efeito de ADA sobre a segurança, a eficácia ou a farmacocinética.

Neutrófilos

Durante o monitoramento laboratorial de rotina na fase de 12 meses duplo-cega controlada com placebo de Tocilizumabe do estudo WA28119, ocorreu uma redução do número de neutrófilos abaixo de 1 x 10 9 /L em 4% dos pacientes no grupo de Tocilizumabe SC semanal. Isto não foi observado nos grupos com placebo mais redução gradual de prednisona.

Plaquetas

Durante o monitoramento laboratorial de rotina na fase de 12 meses duplo-cega controlada com placebo de Tocilizumabe do estudo WA28119, um paciente (1%, 1/100) no grupo com Tocilizumabe SC semanal apresentou uma única ocorrência transitória de número de plaquetas diminuído abaixo de 100 x 10 3 / μL sem eventos hemorrágicos associados. Uma redução do número de plaquetas abaixo de 100 x 103 / μL não foi observada nos grupos placebo mais redução gradual de prednisona.

Durante o monitoramento laboratorial de rotina na fase de 12 meses duplo-cega controlada com placebo de Tocilizumabe do estudo WA28119, ocorreu elevação de ALT ≥ 3 x LSN em 3% dos pacientes no grupo com Tocilizumabe SC seminal em comparação com 2% no grupo placebo mais 52 semanas de redução gradual de prednisona e nenhum no grupo placebo mais 26 semanas de redução gradual de prednisona. Uma elevação de AST > 3 LSN ocorreu em 1% dos pacientes no grupo de Tocilizumabe SC semanal em comparação com nenhum paciente em qualquer dos grupos placebo mais redução gradual de prednisona.

Durante o monitoramento laboratorial de rotina na fase de 12 meses duplo-cega controlada com placebo de Tocilizumabe do estudo WA28119, 29% dos pacientes apresentaram elevações em colesterol total acima de 6,2 mmol/l (240 mg/dL), sendo que 12% apresentaram uma elevação de LDL até ≥ 4,1 mmol/L (160 mg/dL) no grupo com Tocilizumabe SC semanal.

Em geral, os tipos de reações adversas a medicamentos em pacientes com AIJP e AIJS foram semelhantes às observadas em pacientes com AR.

Tabela 16 – Resumo das RAMs em pacientes com AIJP e AIJS recebendo Tocilizumabe IV em monoterapia ou em combinação com metotrexato

Classe de sistema de órgãos

Frequência

Muito comum

Incomum

Infecções e infestações

-

Infecções do trato respiratório superior

Nasofaringite

Distúrbios gastrintestinais

Náusea

AIJP, AIJS

Distúrbios gerais e condições no local da administração

Reações relacionadas a infusão

-

Distúrbios do sistema nervoso

-

Laboratoriais

Aumento das transaminases hepáticas

Diminuição na contagem de neutrófilos

Diminuição da contagem de plaquetas

AIJP

AIJP

1 Os eventos de reações relacionadas a infusão em pacientes com AIJP incluíram, mas não é limitado a cefaleia, náusea e hipotensão .
2 Os eventos de reações relacionadas a infusão em pacientes com AIJS incluíram, mas não é limitado a rash , urticária, diarreia, desconforto epigástrico, artralgia e cefaleia.

O perfil de segurança de Tocilizumabe foi estudado em 240 pacientes pediátricos com AIJP. No estudo WA19977, 188 pacientes (2 a 17 anos de idade) foram tratados com Tocilizumabe IV e no estudo WA28117, 52 pacientes (1 a 17 anos de idade) foram tratados com Tocilizumabe SC. O total de pacientes com AIJP expostos a Tocilizumabe com relação ao total da população exposta foi de 184,4 pacientes / ano para Tocilizumabe IV e 50,4 pacientes / ano para Tocilizumabe SC. Em geral, o perfil de segurança observado em pacientes com AIJP foi consistente com o perfil de segurança conhecido de Tocilizumabe com exceção das reações no local de aplicação (Tabela 15). Uma maior frequência de coesões no local de aplicação foi experimentada por pacientes com AIJP após injeções de Tocilizumabe SC em comparação com pacientes adultos com AR.

Infecções são os eventos mais comumente observadas em AIJP. A taxa de infecções em AIJP IV em toda a população exposta ao Tocilizumabe foi de 163,7 por 100 pacientes/ano. Os eventos mais comuns observados foram nasofaringite e infecções do trato respiratório. A taxa de infecções graves foi numericamente mais elevada em pacientes com peso inferior a 30 kg tratados com 10 mg / kg de Tocilizumabe (12,2 por 100 pacientes/ano), em comparação com pacientes com peso ≥ 30 kg, tratados com 8 mg / kg de Tocilizumabe (4,0 por 100 pacientes/ano). A incidência de infecções que conduzem à interrupção de dose também foi numericamente maior em pacientes com peso menor do que 30 kg tratados com 10 mg / kg Tocilizumabe (21,4%), em comparação com pacientes com um peso igual ou superior a 30 kg, tratados com 8 mg / kg Tocilizumabe (7,6%). A taxa de infecção em pacientes com AIJP tratados com Tocilizumabe SC foi comparável aos pacientes com AIJP tratados com Tocilizumabe IV.

Em pacientes com AIJP, as reações relacionadas à infusão são definidas como todos os eventos durante ou dentro de 24 horas da infusão com Tocilizumabe IV. Em toda a população exposta ao Tocilizumabe, 11 pacientes (5,9%) apresentaram reações de infusão durante a infusão e 38 pacientes (20,2%) apresentaram um evento no prazo de 24 horas da infusão. Os eventos mais comuns que ocorreram durante a infusão foram cefaleia, náuseas e hipotensão e dentro de 24 horas da infusão foram tontura e hipotensão. Em geral, as reações adversas observadas durante ou dentro de 24 horas de infusão foram de natureza semelhante às observadas em pacientes com AR e AIJS.

Nenhuma reação de hipersensibilidade clinicamente significativa associada com Tocilizumabe e nenhuma descontinuação do tratamento foram relatadas.

Um total de 28,8% (15/52) dos pacientes com AIJP apresentaram reações no local de aplicação com Tocilizumabe SC. Estas reações no local de aplicação ocorreram em 44% dos pacientes com ≥ 30 kg em comparação com 14,8% dos pacientes abaixo de 30 kg. As reações no local de aplicação mais comuns foram eritema, inchaço, hematoma, dor e prurido. Todas as reações no local de aplicação relatadas foram eventos não graves de grau 1 e nenhuma das reações no local de aplicação exigiu a retirada do paciente do tratamento ou a interrupção da dose.

Nos dois estudos em pacientes com AIJP, um total de quatro pacientes (0,5% [1/188] no estudo IV WA19977 e 5,8% [3/52] no estudo SC WA28117 desenvolveu anticorpos neutralizantes anti-Tocilizumabe positivos sem desenvolver uma reação de hipersensibilidade grave ou clinicamente significativa. Destes 4 pacientes, 2 posteriormente foram excluídos do estudo. Não foi observada correlação entre o desenvolvimento do anticorpo e a resposta clínica ou eventos adversos.

Neutrófilos

Durante o monitoramento laboratorial de rotina na população total exposta ao Tocilizumabe, ocorreu diminuição do número de neutrófilos abaixo de 1 x 10 9 / L em 3,7% dos pacientes tratados com Tocilizumabe IV e 15,4% dos pacientes tratados com Tocilizumabe SC.

Plaquetas

Durante o monitoramento laboratorial de rotina em toda a população exposta ao Tocilizumabe a diminuição na contagem de plaquetas para ≤ 50 x 10 3 / µL ocorreu em 1% dos pacientes tratados com Tocilizumabe IV sem eventos de sangramento associados e em nenhum paciente tratado com Tocilizumabe SC.

Durante o monitoramento laboratorial de rotina em toda a população exposta ao Tocilizumabe, ocorreu elevação de ALT ou AST de ≥ 3 x LSN em 3,7% e menos de 1% dos pacientes tratados com Tocilizumabe IV, em 9,6% e 3,8% dos pacientes tratados com Tocilizumabe SC, respectivamente.

Durante o monitoramento laboratorial de rotina em toda a população exposta a Tocilizumabe IV no estudo WA19977, 3,4% e 10,4% dos pacientes apresentaram elevação pós-basal do seu valor de LDL-colesterol para ≥ 130 mg/dL e valor de colesterol total para ≥ 200 mg/dL em qualquer momento durante o tratamento do estudo, respectivamente. No estudo WA28117 com Tocilizumabe SC, 14,3% e 12,8% dos pacientes apresentaram elevação pós-basal do valor de LDL-colesterol para ≥ 130 mg/dL e valor de colesterol total para ≥ 200 mg/dL em qualquer momento durante o tratamento do estudo, respectivamente.

O perfil de segurança de Tocilizumabe em AIJS foi estudado em 163 pacientes pediátricos. No estudo WA18221 (estudo de 12 semanas, de extensão e longa duração), 112 pacientes (2 a 17 anos de idade) foram tratados com Tocilizumabe IV e, no estudo WA28118 (estudo de 52 semanas), 51 pacientes (1 a 17 anos de idade) foram tratados com Tocilizumabe SC. Em geral, as reações adversas apresentadas nos pacientes com AIJS foram semelhantes às apresentadas nos pacientes com AR.

Na 12ª semana do estudo controlado (WA18221), a taxa de todas as infecções no grupo Tocilizumabe IV foi de 344,7 por 100 pacientes/ano e 287,0 por 100 pacientes/ano no grupo que utilizava placebo. No estudo de extensão aberto (parte II), a taxa global de infecções manteve-se semelhante a 306,6 por 100 pacientes/ano.

No mesmo período, a taxa de infecções graves no grupo que utilizava Tocilizumabe IV foi de 11,5 por 100 pacientes/ano. No estudo de extensão aberto, a taxa global de infecções sérias permaneceu estável em 11,3 por 100 pacientes/ano. Infecções graves reportadas foram semelhantes àquelas observadas em pacientes com AR com adição de varicela e otite média.

A taxa de infecção em pacientes com AIJS tratados com Tocilizumabe SC foi comparável aos pacientes com AIJS tratados com Tocilizumabe IV.

Reações relacionadas à infusão são definidas como todos os eventos durante ou dentro de 24 horas da infusão com Tocilizumabe IV. Para pacientes com AIJS, no estudo clínico controlado (estudo WA18221) de 12 semanas, 4,0% dos pacientes do grupo que utilizava Tocilizumabe apresentaram eventos no momento da infusão. Um evento ( angioedema ) foi considerado sério e com risco de morte, e o paciente teve o tratamento do estudo interrompido.

Na semana 12 do estudo controlado, 16% dos pacientes no grupo que utilizava Tocilizumabe IV e 5,4% dos pacientes no grupo que utilizava placebo apresentaram um evento dentro de 24 horas da infusão. No grupo que utilizava Tocilizumabe, os eventos incluíram, mas não limitados, rash , urticária, diarreia, desconforto epigástrico, artralgia e cefaleia. Um desses eventos (urticária) foi considerado sério.

Reações de hipersensibilidade clinicamente significativas associadas com Tocilizumabe IV que requereram a descontinuação do tratamento foram relatadas em 1 dos 112 pacientes (< 1%) tratados com Tocilizumabe IV durante as partes controladas e abertas do estudo clínico.

No estudo WA28118, o total de 41,2% (21/51) dos pacientes com AIJS apresentaram reações no local de injeção com Tocilizumabe SC. As reações no local de injeção mais comuns foram eritema, prurido, dor e inchaço no local de injeção. A maioria das reações no local de injeção reportadas foram eventos de grau 1 e todas as reações no local de injeção reportadas foram não-sérias e nenhuma das reações no local de injeção requereram a retirada do paciente do tratamento ou interrupção da dose.

No estudo WA18221, todos os 112 pacientes foram testados para anticorpos antiTocilizumabe na linha de base e na semana 12. Dois pacientes desenvolveram anticorpos antiTocilizumabe positivos e foram descontinuados por causa de eventos adversos.

No estudo WA28118, 46 dos 51 pacientes (90,2%), testados para anticorpos anti-Tocilizumabe na linha de base tiveram pelo menos o resultado de um teste pós-linha basal. Nenhum paciente desenvolveu resultados positivos a anticorpos anti-Tocilizumabe após o período basal.

Neutrófilos

Durante o monitoramento laboratorial de rotina na semana 12 do estudo controlado (estudo WA18221), ocorreu diminuição do número de neutrófilos abaixo de 1x10 9 /L em 7% dos pacientes no grupo que utilizava Tocilizumabe IV e em nenhum no grupo que utilizava placebo.

No estudo de extensão aberto (estudo WA18221), ocorreu diminuição do número de neutrófilos abaixo de 1x10 9 / L em 15% do grupo que utilizava Tocilizumabe IV.

No estudo aberto de 52 semanas (estudo WA28118), a contagem de neutrófilos diminuiu para menos de 1 × 10 9 /L em 23,5% dos pacientes tratados com Tocilizumabe SC.

Plaquetas

Durante o monitoramento laboratorial de rotina no estudo controlado de 12 semanas (estudo WA18221), 3% dos pacientes no grupo que utilizava placebo e 1% no grupo que utilizava Tocilizumabe IV tiveram diminuição na contagem de plaquetas para ≤ 100 x 10 3 / µL.

No estudo de extensão aberto (estudo WA18221), ocorreu diminuição do número de plaquetas para ≤ 100 x 10 3 / µL em 3% dos pacientes no grupo que utilizava Tocilizumabe IV, sem eventos de sangramento associados.

No estudo aberto de 52 semanas (estudo WA28118), diminuições na contagem de plaquetas abaixo de 100 x 10 3 /µL ocorreram em 2% dos pacientes tratados com Tocilizumabe SC.

Durante o monitoramento laboratorial de rotina na semana 12 do estudo controlado (estudo WA18221), ocorreu elevação de ALT ou AST de ≥ 3 x LSN em 5% e 3% dos pacientes, respectivamente, no grupo que utilizava Tocilizumabe IV e 0% no grupo que utilizava placebo.

No estudo de extensão aberto (estudo WA18221), ocorreu elevação de ALT ou AST de ≥ 3 x LSN em 12% e 4% dos pacientes, respectivamente, no grupo que utilizava Tocilizumabe IV.

No estudo aberto de 52 semanas (estudo WA28118), ocorreu elevação de ALT ou AST de ≥ 3 x LSN em 9,8% e 4,0% dos pacientes tratados com Tocilizumabe SC, respectivamente.

Durante o monitoramento laboratorial de rotina no estudo controlado de 12 semanas (WA18221), 13,4% e 33,3% dos pacientes apresentaram elevação nos valores de LDL ≥ 130mg/dL e nos valores do colesterol total ≥ 200 mg/dL pós-linha basal, respectivamente.

No estudo de extensão aberto (WA18221), 13,2% e 27,7% dos pacientes apresentaram elevação nos valores de LDL ≥ 130mg/dL e nos valores do colesterol total ≥ 200 mg/dL pós-linha basal, respectivamente.

No estudo aberto de 52 semanas (WA28118), 23,4% e 35,4% dos pacientes apresentaram elevação nos valores de LDL ≥ 130mg/dL e nos valores do colesterol total ≥ 200 mg/dL pós-linha basal, respectivamente.

As seguintes reações adversas medicamentosas foram identificadas na experiência pós-comercialização com Tocilizumabe (Tabela 17) com base em relatos de casos espontâneos, casos de literatura e casos de programas de estudo não intervencionais.

Tabela 17 – Reações adversas da experiência pós-comercialização

Reação Adversa (MedDRA)

Categoria de frequência

Distúrbios do sistema imune

Anafilaxia (fatal) 1, 2

Rara

Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo

Síndrome de Stevens-Johnson 3

Rara

Distúrbios do sangue e do sistema linfático

Hipofibrinogenemia

Comum

Distúrbios hepatobiliares

Lesão hepática induzida por medicamento

Rara

Hepatite

Rara

Insuficiência hepática

Muito rara

Icterícia 3

Rara

1 Vide item “ Quais as contraindicações do Tocilizumabe? ”.
2 Vide item “ Quais cuidados devo ter ao usar o Tocilizumabe? ”.
3 Essa reação adversa foi identificada por meio de vigilância pós-comercialização, mas não foi observada em estudos clínicos. A categoria de frequência foi estimada como o limite superior do intervalo de confiança de 95%, calculado com base no número total de pacientes expostos à TCZ em ensaios clínicos.
4 Taxa de incidência calculada com base em todos os dados de exposição obtidos a partir de estudos clínicos concluídos relevantes para todas as indicações.

Atenção: este produto é um medicamento que possui nova indicação terapêutica no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificação de Eventos Adversos a Medicamentos - VIGIMED, disponível em http://portal.anvisa.gov.br/vigimed, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Tocilizumabe: Superdose

Os dados disponíveis sobre superdose de Tocilizumabe são limitados. Um caso de superdose acidental foi relatado em um paciente com mieloma múltiplo que recebeu uma dose única de 40 mg/kg IV. Não foram observadas reações adversas ao medicamento. Não foram observadas reações adversas graves ao medicamento em voluntários saudáveis que receberam dose única de até 28 mg/kg IV, embora tenha sido observado neutropenia, sendo essa limitante da dose.

Em caso de intoxicação, ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Tocilizumabe: Interações medicamentosas

Análises farmacocinéticas populacionais não detectaram efeito do metotrexato, de anti-inflamatórios não esteroidais ou corticosteroides na depuração de Tocilizumabe em pacientes com AR. Em pacientes com ACG, não foi observado nenhum efeito acumulativo da dose de corticosteroides sobre a exposição a Tocilizumabe.

Administração concomitante de dose única de 10 mg/kg de Tocilizumabe com 10 – 25 mg de metotrexato, uma vez por semana, não apresentou efeito significativo na exposição ao metotrexato.

Não há experiência do uso de Tocilizumabe em combinação com outros antagonistas de TNF ou outros tratamentos biológicos em pacientes com artrite reumatoide. O uso de Tocilizumabe com outros agentes biológicos não é recomendado.

A expressão das enzimas CYP450 é suprimida por citocinas, tais como IL-6, que estimulam a inflamação crônica. Portanto, a expressão de enzimas CYP450 pode ser revertida ao se iniciar terapia com inibidores potentes de citocinas, como Tocilizumabe.

Estudos in vitro com cultura de hepatócitos humanos demonstraram que IL-6 causou redução na expressão enzimática dos CYP1A2, CYP2C9, CYP2C19 e CYP3A4. Tocilizumabe normaliza a expressão dessas enzimas.

O efeito de Tocilizumabe nas enzimas CYP (exceto CYP2C19 e CYP2D6) é clinicamente relevante para substratos do CYP450, com janela terapêutica estreita e / ou para os quais a dose deve ser ajustada individualmente.

Em um estudo com pacientes com artrite reumatoide, os níveis de sinvastatina (CYP3A4) diminuíram em 57% uma semana após a administração de dose única de Tocilizumabe, níveis semelhantes ou discretamente maiores que os observados em indivíduos saudáveis.

Ao introduzir ou interromper o tratamento com Tocilizumabe, em pacientes tratados com medicamentos cujas doses devam ser individualmente ajustadas ou que sejam metabolizados via CYP450 3A4, 1A2 ou 2C9 (por exemplo: atorvastatina , bloqueadores dos canais de cálcio, teofilina , varfarina , fenitoína , ciclosporina ou benzodiazepínicos), deve-se monitorar as doses desses medicamentos, que podem requerer ajuste, a fim de manter seu efeito terapêutico. O efeito de Tocilizumabe na atividade enzimática do CYP450 pode persistir por várias semanas após a interrupção da terapia, por causa de sua longa meia-vida de eliminação (t 1/2 ).

Tocilizumabe: Precauções

Este medicamento deverá ser prescrito por médicos com experiência no tratamento da AR, ACG, AIJP, AIJS e que tenham conhecimento suficiente sobre o produto.

Para aumentar a rastreabilidade dos medicamentos biológicos, o nome comercial e o número de lote do produto administrado devem ser claramente registrados (ou declarados) no prontuário médico do paciente.

Foram relatadas infecções sérias e, em alguns casos, fatais em pacientes em tratamento com agentes imunossupressores , incluindo Tocilizumabe. Tocilizumabe é um medicamento imunobiológico que atua na modulação do sistema imune por intermédio da inibição da IL-6.

O tratamento com Tocilizumabe não deve ser iniciado em pacientes com infecções ativas. A administração de Tocilizumabe deve ser interrompida, se o paciente desenvolver infecção grave, até que seja resolvida. Deve-se ter cautela ao considerar o uso de Tocilizumabe em pacientes com história de infecções recorrentes ou condições subjacentes (por exemplo, diverticulite e diabetes ) que possam predispô-los a infecções.

Recomenda-se vigilância para detecção, em tempo hábil, de infecções graves em pacientes sob tratamento com agentes imunossupressores, como o Tocilizumabe, pois os sinais e sintomas de inflamação aguda podem estar reduzidos em consequência da supressão da reação de fase aguda. Os pacientes (incluindo crianças menores, que podem ser menos capazes de comunicar seus sintomas) e os responsáveis por crianças devem ser orientados a entrar imediatamente em contato com o médico assistente se apresentarem qualquer sintoma sugestivo de infecção, a fim de garantir avaliação rápida e instituição de tratamento apropriado.

Foram relatados eventos de perfuração diverticular, como complicação de diverticulite em pacientes tratados com Tocilizumabe. Tocilizumabe deve ser utilizado com cautela em pacientes com histórico de úlceras intestinais ou diverticulite. Pacientes que apresentam sintomas potencialmente indicativo de complicações de diverticulite, tais como dor abdominal, devem ser avaliados prontamente para identificação precoce de perfuração gastrintestinal.

Embora os estudos clínicos não tenham demonstrado risco aumentado de tuberculose, não se pode descartar a possibilidade de ativação da tuberculose. Portanto, médicos, bem como pacientes com histórico de infecção tuberculosa (história pregressa de tuberculose ou cicatriz radiológica sugestiva de tuberculose curada) devem estar atentos quanto à manifestação de sintomas de tuberculose e solicitar periodicamente que o paciente realize radiografia de tórax.

Conforme recomendado para outras terapias biológicas, todos os pacientes devem ser avaliados para infecção latente por tuberculose antes do início da terapia com Tocilizumabe. Pacientes com tuberculose latente devem ser tratados com terapia antimicobacteriana padrão antes do início do tratamento com Tocilizumabe.

Vacinas vivas e vivas atenuadas não devem ser administradas concomitantemente com Tocilizumabe, porque a segurança clínica não foi estabelecida.

Não existem dados sobre a transmissão secundária de infecção de pessoas que receberam vacinas vivas para pacientes em uso de Tocilizumabe.

Em um estudo aberto randomizado, pacientes adultos com AR tratados com Tocilizumabe e MTX foram capazes de apresentar uma resposta efetiva a ambas as vacinas antipneumocócica 23-valente (polissacarídea) e antitetânica (toxoide tetânico), que foi comparável à resposta observada em pacientes tratados apenas com MTX.

Recomenda-se que todos os pacientes, particularmente pacientes pediátricos ou idosos, sejam imunizados de acordo com as recomendações atuais antes do início da terapia com Tocilizumabe. O intervalo de administração entre vacinas vivas e a terapia com Tocilizumabe deve estar de acordo com as recomendações de vacinação relativas a agentes imunossupressores.

Reações graves de hipersensibilidade, inclusive anafilaxias, foram relatadas em associação à Tocilizumabe. Tratamento apropriado deve estar disponível para uso imediato em caso de reação anafilática durante a infusão de Tocilizumabe. Caso ocorra reação anafilática ou outra reação de hipersensibilidade séria, a administração de Tocilizumabe deverá ser interrompida imediatamente e permanentemente descontinuada.

Na fase de pós-comercialização do Tocilizumabe intravenoso, eventos de hipersensibilidade grave e anafilaxia ocorreram em pacientes tratados com uma variedade de doses de Tocilizumabe, com ou sem terapias concomitantes, pré-medicações e / ou reação de hipersensibilidade prévia. Na fase de pós-comercialização, casos com desfecho fatal foram relatados durante o uso de Tocilizumabe intravenoso. Esses eventos ocorreram já na primeira infusão de Tocilizumabe.

O tratamento com Tocilizumabe, particularmente quando administrado concomitantemente com metotrexato, pode se associar a elevações de transaminases hepáticas. Portanto, deve-se ter cautela ao considerar o tratamento de pacientes com doença hepática ativa ou insuficiência hepática, uma vez que a segurança de Tocilizumabe não foi adequadamente estudada nesses pacientes.

Observou-se elevação leve e moderada das transaminases hepáticas associada ao tratamento de Tocilizumabe. Os aumentos nas transaminases hepáticas foram mais frequentemente observados quando medicamentos, que são conhecidos por causar hepatotoxicidade (metotrexato, por exemplo), foram administrados em combinação com Tocilizumabe. Lesões hepáticas graves induzidas por medicamento, incluindo insuficiência hepática aguda, hepatite e icterícia, foram observadas com Tocilizumabe. A lesão hepática grave ocorreu entre 2 semanas e mais de 5 anos após o início do tratamento com Tocilizumabe. Foram relatados casos de insuficiência hepática que resultaram em transplante de fígado .

Deve-se ter cuidado ao considerar a introdução de tratamento com Tocilizumabe em pacientes com elevação das transaminases ALT ou AST acima de 1,5 x o limite superior da normalidade (LSN) (TGP ou TGO > 1,5 x LSN). O tratamento não é recomendado a pacientes com ALT ou AST acima de 5 x LSN. Na AR, ACG, AIJP e AIJS, as transaminases ALT / AST devem ser monitoradas a cada quatro a oito semanas durante os primeiros seis meses de tratamento seguidos pelo monitoramento a cada 12 semanas posteriormente. Para modificações recomendadas de dose, incluindo a descontinuação do tratamento com Tocilizumabe, com base nos níveis das transaminases hepáticas, vide item “ Como usar o Tocilizumabe? ”.

Reativação viral (por exemplo, vírus da hepatite B ) tem sido relatada com terapias biológicas para artrite reumatoide. Em estudos clínicos com Tocilizumabe, os pacientes recrutados com resultados positivos para o vírus da hepatite foram excluídos.

Os médicos devem estar vigilantes quanto a sintomas potencialmente indicativos de início de distúrbios de desmielinização central. O potencial para a desmielinização central com Tocilizumabe é desconhecido até o momento, mas esclerose múltipla e polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica foram relatadas raramente em estudos clínicos para artrite reumatoide.

O tratamento com Tocilizumabe associa-se à maior incidência de neutropenia. No entanto, não se observou associação entre neutropenia relacionada ao tratamento e infecções sérias nos estudos clínicos.

Deve-se ter cautela ao considerar a introdução de tratamento com Tocilizumabe em pacientes com contagem baixa de neutrófilos, isto é, contagem absoluta de neutrófilos (ANC) inferior a 2.000/mm 3 (2 x 10 9 /L). O tratamento não é recomendado a pacientes com número absoluto de neutrófilos inferior a 500/mm 3 (0,5 x 10 9 /L). Recomenda-se cautela em pacientes com baixo número de glóbulos brancos (neutrófilos).

Na AR e ACG, a contagem de neutrófilos deve ser monitorada de quatro a oito semanas após o início do tratamento e, posteriormente, de acordo com as boas práticas clínicas. Para modificações recomendadas de dose com base nos resultados de ANC, vide item “ Como usar o Tocilizumabe? ”.

Na AIJP e AIJS, a contagem de neutrófilos deve ser monitorada no momento da segunda administração e, posteriormente, de acordo com as boas práticas clínicas.

O tratamento com Tocilizumabe foi associado à redução do número de plaquetas. No entanto, não se observou associação entre redução do número de plaquetas relacionada ao tratamento e casos graves de sangramento nos estudos clínicos.

Deve-se ter cautela ao considerar a introdução de tratamento com Tocilizumabe em pacientes com número de plaquetas inferior a 100.000/mm 3 (100 x 10 3 /µL). O tratamento não é recomendado a pacientes com número de plaquetas inferior a 50.000/mm 3 (50 x 10 3 /µL).

Na AR e ACG, a contagem de plaquetas deve ser monitorada de quatro a oito semanas após o início do tratamento e, posteriormente, de acordo com as boas práticas clínicas. Para modificações recomendadas de dose com base na contagem de plaquetas, vide item “ Como usar o Tocilizumabe? ”.

Na AIJP e AIJS, as plaquetas devem ser monitoradas no momento da segunda administração e, posteriormente, de acordo com as boas práticas clínicas.

Elevações nos níveis de lipídios, tais como colesterol total, triglicérides e/ou lipoproteína de baixa densidade (LDL) foram observadas.

Em pacientes tratados com Tocilizumabe, os níveis de lipídios devem ser monitorados de quatro a oito semanas após o início do tratamento com Tocilizumabe. Os pacientes devem ser tratados de acordo com os protocolos clínicos locais para o tratamento de hiperlipidemia.

Pacientes com artrite reumatoide tem um risco elevado de doenças cardiovasculares e devem ter os fatores de risco (como hipertensão e hiperlipidemia) acompanhados e controlados como parte do seguimento de rotina.

A SAM é uma doença grave, com risco de morte, que pode se desenvolver em pacientes com AIJS. Em ensaios clínicos, Tocilizumabe não foi estudado em pacientes durante um episódio da SAM ativo.

Categoria de risco na gravidez: C.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Não existem dados adequados sobre o uso de Tocilizumabe em gestantes. Um estudo em macacos não demonstrou risco potencial de dismorfogênese, mas demonstrou número maior de abortamentos espontâneos / óbitos embriofetais com doses elevadas. A relevância desses dados para humanos é desconhecida. Tocilizumabe não deve ser usado na gravidez, a menos que clinicamente indicado e apenas se os potenciais benefícios clínicos advindos de seu uso para a mãe excederem os potenciais riscos à saúde do feto.

Não se sabe se Tocilizumabe é excretado no leite materno. Embora imunoglobulinas endógenas do isotipo IgG sejam secretadas no leite humano, é improvável que ocorra absorção sistêmica de Tocilizumabe pelo lactente, por causa da rápida degradação proteolítica de tais proteínas no sistema digestivo. A decisão em se manter / interromper o aleitamento materno ou em se manter / interromper a terapia com Tocilizumabe deve levar em consideração os benefícios do aleitamento materno para a criança e os benefícios da terapia com Tocilizumabe para a paciente.

Pacientes com insuficiência renal, insuficiência hepática, crianças e idosos: vide itens “ Como usar o Tocilizumabe? – Instruções especiais de administração” e “Características Farmacológicas – Farmacocinética em populações especiais”.

Não foram realizados estudos específicos sobre os efeitos de Tocilizumabe na capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas. No entanto, não existem evidências, a partir dos dados disponíveis, de que Tocilizumabe afete a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas.

Não foram realizados estudos sobre os efeitos potenciais de Tocilizumabe em provocar dependência. No entanto, não existem evidências, a partir dos dados disponíveis, de que o tratamento com Tocilizumabe resulte em dependência.

Até o momento, não há informações de que Tocilizumabe possa causar doping .

Atenção diabéticos: Tocilizumabe intravenoso contém açúcar. Cada mL da solução intravenosa de Tocilizumabe contém 50 mg de sacarose. Se o paciente for diabético, dependendo do volume de Tocilizumabe administrado, é conveniente realizar controle da glicemia através de Destrostix após a infusão.

Tocilizumabe: Ação da substância no organismo

Resultados de Eficácia

A eficácia de Tocilizumabe, administrado por via intravenosa, no alívio dos sinais e sintomas de artrite reumatoide foi avaliada em cinco estudos randomizados, duplos-cegos e multicêntricos. Os estudos I – V incluíram pacientes com idade > 18 anos com artrite reumatoide ativa diagnosticada de acordo com os critérios do American College of Rheumatology (ACR) e com, pelo menos, oito articulações dolorosas e seis edemaciadas no período basal.

Tocilizumabe foi administrado por via intravenosa a cada quatro semanas em monoterapia (Estudo I), em combinação com MTX (Estudos II, III, V) ou em combinação com outros medicamentos antirreumáticos modificadores da doença (Estudo IV).

O Estudo I avaliou 673 pacientes que não haviam recebido MTX nos seis meses anteriores à randomização e cujo tratamento prévio com MTX não havia sido interrompido em decorrência de efeitos tóxicos importantes ou ausência de resposta. 1 A maioria (67%) dos pacientes nunca havia recebido MTX.

Tocilizumabe foi administrado, em monoterapia, na dose de 8 mg/kg a cada quatro semanas. O grupo comparativo recebeu MTX semanal (dose titulada de 7,5 mg até um máximo de 20 mg por semana, ao longo de oito semanas). O desfecho primário foi a proporção de pacientes com resposta ACR 20 na semana 24.

O Estudo II, com duração de dois anos, avaliou 1.196 pacientes com resposta clínica inadequada ao MTX.

Doses de 4 ou 8 mg/kg de Tocilizumabe ou placebo foram administradas de forma duplo-cega a cada quatro semanas, durante 52 semanas, em combinação com dose estável de MTX (10 – 25 mg/semana). 2 O desfecho primário foi a proporção de pacientes com resposta ACR 20 na semana 24. Na semana 52, os desfechos coprimários foram a prevenção de danos nas articulações e a melhora da função física. 10

O Estudo III avaliou 623 pacientes com resposta clínica inadequada ao MTX. Doses de 4 ou 8 mg/kg de Tocilizumabe ou placebo foram administradas a cada quatro semanas, em combinação com dose estável de MTX (10 – 25 mg por semana). 3

O Estudo IV avaliou 1.220 pacientes com resposta inadequada à terapia prévia para AR, incluindo um ou mais DMARDs. 4 Doses de 8 mg/kg de Tocilizumabe ou placebo foram administradas a cada quatro semanas, em combinação com dose estável de DMARD. 4

O Estudo V avaliou 499 pacientes com resposta clínica inadequada ou intolerante a um ou mais medicamentos anti-TNF. 5 O agente anti-TNF foi interrompido antes da randomização. Doses de 4 ou 8 mg/kg de Tocilizumabe ou placebo foram administradas a cada quatro semanas, em combinação com MTX estável (10 – 25 mg/semana). O desfecho primário dos estudos III a V foi a proporção de pacientes com resposta ACR 20 na semana 24. 10

A porcentagem de pacientes com respostas ACR 20, 50 e 70, nos Estudos I a V, é mostrada na Tabela 1.

A eficácia de Tocilizumabe administrado por via subcutânea foi avaliada em um estudo duplo-cego, controlado, multicêntrico, em pacientes com AR ativa. O estudo SC-I exigiu que os pacientes tivessem mais de 18 anos de idade, artrite reumatoide ativa diagnosticada de acordo com os critérios ACR e, pelo menos, 4 articulações dolorosas e 4 edemaciadas no período basal. Todos os pacientes receberam DMARD(s) não biológicos como terapia de base.

O estudo SC-I avaliou pacientes com artrite reumatoide ativa moderada a grave que tinham apresentado resposta clínica inadequada à terapia em vigor, incluindo uma ou mais DMARD(s). Aproximadamente 20% apresentavam história de resposta inadequada a pelo menos um inibidor de TNF. No SC-I, 1262 pacientes foram randomizados 1:1 para receber Tocilizumabe subcutâneo 162 mg por semana ou Tocilizumabe intravenoso 8 mg»kg a cada quatro semanas em combinação com DMARD(s) não biológicos. O desfecho primário foi a diferença na proporção de pacientes que atingiram uma resposta ACR20 na semana 24. Os resultados do estudo SC-I são mostrados na Tabela 3. 16

Tabela 1 - Respostas ACR nos estudos controlados com MTX / placebo (porcentagem de pacientes) 1, 2, 3, 4, 5, 10

Estudo I Sem MTX prévio

Estudo II Resposta inadequada ao MTX

Estudo III Resposta inadequada ao MTX

Estudo IV Resposta inadequada a DMARDs

Estudo V Resposta inadequada a anti-TNF

Porcentagem de resposta

Plac ebo + MT X

N = 286

N = 158

ACR 20

Semana 24

10%

Semana 52

ACR 50

Semana 24

4%

Semana 52

ACR 70

Semana 24

1%

Semana 52

MCR na semana 52

TCZ = Tocilizumabe.
* p < 0,05, Tocilizumabe versus placebo + MTX / DMARD.
** p < 0,01, Tocilizumabe versus placebo + MTX / DMARD.
*** p < 0,0001, Tocilizumabe versus placebo + MTX / DMARD.
MCR = maior resposta clínica, definida como manutenção de resposta ACR 70, para 24 semanas consecutivas ou mais.

Em todos os estudos, os pacientes tratados com 8 mg/kg de Tocilizumabe apresentaram porcentagens estatisticamente superiores nas respostas ACR 20, 50 e 70 aos 6 meses, em comparação ao grupo de controle. 1, 2, 3, 4, 5 O efeito do tratamento foi semelhante nos pacientes, independentemente do status do fator reumatoide, da idade, do sexo, da raça, do número de tratamentos prévios ou do status da doença dos pacientes.6 O início de ação, evidenciado pela resposta ACR, foi rápido (já na semana 2), e a magnitude de resposta continuou a melhorar com a continuidade do tratamento. 7 Respostas duradouras contínuas foram observadas por mais de três anos nos estudos abertos de extensão em andamento dos Estudos I ̶V .8, 11

Em pacientes tratados com 8 mg/kg de Tocilizumabe, foram observadas melhoras significativas em todos os componentes individuais da resposta ACR (número de articulações dolorosas e edemaciadas, avaliação global pelo paciente e pelo médico, escores do índice de incapacitação física (HAQ), avaliação de dor e PCR , em comparação com pacientes do grupo placebo + MTX / DMARDs em todos os estudos. 7

Pacientes tratados com 8 mg/kg de Tocilizumabe apresentaram maior redução, estatisticamente significativa, no escore de atividade de doença (DAS 28) que pacientes tratados com placebo + DMARD. Resposta EULAR moderada a boa foi atingida por um número significativamente maior de pacientes tratados com Tocilizumabe, em comparação com pacientes tratados com placebo + DMARD (Tabela 2), 1, 2, 3, 4, 5, e o tempo mediano para atingir resposta EULAR moderada / boa foi de 15 dias.

Tabela 2 - Comparação das respostas DAS e EULAR na semana 24 entre os estudos 1, 2, 3, 4, 5

Estudo I Sem MTX prévio

Estudo II Resposta inadequada ao MTX

Estudo III Resposta inadequada ao MTX

Estudo IV Resposta inadequada a DMARD

Estudo V Resposta inadequada a anti-TNF

Placebo + MTX

N = 286

N = 158

Mudança no DAS 28 [média (média ajustada (EP)]

Semana 24

-0,95 (0,22)

Resposta DAS < 2,6 (%)

Semana 24

1,6%

Resposta EULAR (%)

Nenhuma

84%

Moderada

15%

Boa

2%

TCZ = Tocilizumabe.
Valor de p comparado entre todas as categorias EULAR.
* p < 0,05, Tocilizumabe versus placebo + MTX / DMARD.
** p < 0,01, Tocilizumabe versus placebo + MTX / DMARD.
*** p < 0,0001, Tocilizumabe versus placebo + MTX / DMARD.
No estudo II, 47% dos pacientes obtiveram DAS 28 < 2,6 na semana 52, em comparação com 33% dos pacientes na semana 24. 10

Tabela 3 - Resposta clínica na semana 24 no estudo subcutâneo (percentual de pacientes) 14,16

SC-Ia

TCZ subcutâneo 162 mg por semana + DMARD(s)

TCZ intravenoso 8 mg⁄kg + DMARD(s)

N = 558

N = 537

ACR 20

Semana 24

73,4%

Diferença ponderada (IC 95%)

ACR 50

Semana 24

48,6%

Diferença ponderada (IC 95%)

ACR 70

Semana 24

27,9%

Diferença ponderada (IC 95%)

Alteração em DAS28 [média ajustada]

Semana 24

3,5

Diferença média ajustada (IC 95%)

DAS28 < 2,6

Semana 24

36,9%

Diferença ponderada (IC 95%)

Resposta EULAR (%)

Nenhuma

4,8%

Moderada

42,7%

Boa

52,4%

TCZ = Tocilizumabe.
a = população de acordo com o protocolo.

Após dois anos de tratamento com Tocilizumabe/MTX, 14% dos pacientes alcançaram uma resposta clínica maior (manutenção do ACR 70 por 24 semanas ou mais). 11

No estudo II 10 , em pacientes com resposta inadequada ao MTX, a inibição do dano estrutural articular foi avaliada radiologicamente e expressa como mudanças no escore de Sharp modificado e seus componentes e nos escores de erosão e de estreitamento do espaço articular. Foi demonstrada inibição do dano articular, com progressão radiográfica significantemente menor nos pacientes tratados com Tocilizumabe, em comparação com os controles (Tabela 4).

Na fase aberta do Estudo II 11 (LITHE), a inibição da progressão do dano estrutural em pacientes tratados com Tocilizumabe/MTX foi mantida no segundo ano de tratamento.

Tabela 4 - Alterações radiográficas médias nas semanas 52 e 104 do estudo II 10, 11

PBO + MTX (+ opção de TCZ a partir da semana 16)

TCZ 8 mg/kg + MTX

Mudanças na semana 52 versus o basal

N

353

Escore total de Sharp-Genant

0,25

Escore de erosão

0,15

Escore JSN

0,10

Mudança na semana 104 versus semana 52

n

353

Escore total de Sharp-Genant

0,12

Escore de erosão

0,07

Escore JSN

0,05

PBO - Placebo.
MTX - Metotrexato.
TCZ - Tocilizumabe.
JSN - Estreitamento do espaço articular ( Joint space narrowing ).

Todos os dados apresentados foram agrupados para leitura e consistem na avaliação das leituras no período basal, semana 24, semana 52, semana 80, semana 104 e na retirada prematura ou quando do recebimento de terapia de resgate até a visita da semana 104.

Após um ano de tratamento com Tocilizumabe / MTX, 83% dos pacientes não tiveram progressão dos danos estruturais, definido por uma mudança no escore de TSS de zero ou menos, em comparação com 67% dos pacientes tratados com placebo / MTX. Esse resultado permaneceu consistente após dois anos de tratamento (83%). Noventa e três por cento (93%) dos pacientes não tiveram nenhuma progressão entre as semanas 52 e 104. 11

A resposta radiográfica ao Tocilizumabe administrado por via subcutânea foi avaliada em um estudo duplo-cego, controlado, multicêntrico em pacientes com AR ativa. Esse estudo (SC-II) avaliou pacientes com artrite reumatoide ativa moderada a grave que tinham apresentado resposta clínica inadequada à sua terapia atual, incluindo uma ou mais DMARD(s), e, aproximadamente, 20% tiveram história de resposta inadequada a pelo menos um inibidor de TNF. Os pacientes precisavam ter mais de 18 anos de idade, artrite reumatoide ativa diagnosticada de acordo com critérios ACR e apresentar, pelo menos, 8 articulações dolorosas e 6 edemaciadas no período basal. No SC-II, 656 pacientes foram randomizados 2:1 para Tocilizumabe subcutâneo 162 mg em semanas alternadas ou placebo em combinação com DMARD(s) não biológicos.

No estudo SC-II, a inibição do dano estrutural articular foi avaliada radiograficamente e expressa como uma alteração relativa ao valor basal no escore Sharp total médio modificado por van der Heijide (mTSS). Na semana 24, foi demonstrada inibição do dano estrutural com progressão radiográfica significativamente menor em pacientes recebendo Tocilizumabe subcutâneo do que nos que receberam placebo (mTSS de 0,62 versus 1,23, p = 0,0149 (van Elteren). 16,17 Esses resultados são compatíveis com os observados em pacientes tratados com Tocilizumabe intravenoso.

Melhoras clinicamente significativas nos índices de incapacitação física (HAQ-DI, Health Assessment Questionnaire Disability Index ), fadiga (FACIT- Fadiga, Functional Assessment of Chronic Illness Therapy Fatigue ) e nos domínios de saúde física (PCS, Physical Component Summary ) e mental (MCS, Mental Component Summary ) do SF-36 (Formulário Breve 36) foram observadas em pacientes tratados com 8 mg/kg de Tocilizumabe (monoterapia ou combinação com DMARDs), em comparação com pacientes tratados com MTX / DMARDs (Tabela 5).

Na semana 24, a proporção de pacientes tratados com 8 mg/kg de Tocilizumabe com melhora clinicamente relevante no HAQ-DI (definida como redução no escore total individual maior de 0,25) foi significativamente maior que nos pacientes tratados com placebo + MTX / DMARDs em todos os estudos. 7

Durante o período aberto do Estudo II, a melhora da função física manteve-se por até dois anos. 11

Tabela 5 – Comparação das respostas SF-36, HAQ e FACIT-Fadiga na semana 24 1, 2, 3, 4, 5

Estudo I Sem MTX prévio

Estudo II Resposta inadequada ao MTX

Estudo III Resposta inadequada ao MTX

Estudo IV Resposta inadequada a DMARD

Estudo V Resposta inadequada a antiTNF

TCZ 8 mg/kg

Placebo + MTX

N = 286

N = 158

Alteração no PCS [média (média ajustada (EP)]

10,2 (0,7)

2,2 (1,3)

Alteração no MCS [média (média ajustada (EP)]

6,7 (0,9)

4,1 (1,9)

Alteração no HAQ-DI [média (média ajustada (EP)]

-0,70 (0,05)

-0,05 (0,07)

Alteração no FACIT-Fadiga [média (média ajustada (EP)]

9,3 (0,8)

4,2 (1,6)

TCZ = Tocilizumabe.
* p < 0,05, Tocilizumabe versus placebo + MTX / DMARD.
** p < 0,01, Tocilizumabe versus placebo + MTX / DMARD.
*** p < 0,0001, Tocilizumabe versus placebo + MTX / DMARD.

No estudo II 10 , as alterações no PCS, MCS e FACIT-Fadiga na semana 52 foram 10,1***, 5,4 e 8,4**, respectivamente, no grupo TCZ 8 mg/kg + MTX, em comparação com 5,6; 3,8 e 5,5, respectivamente, no grupo de placebo + MTX.

Na semana 52, a alteração média no HAQ-DI foi de -0,58 no grupo TCZ 8 mg/kg + MTX comparado com -0,39 no grupo placebo + MTX. A alteração média do HAQ-DI manteve-se na semana 104 no grupo TCZ 8 mg/kg + MTX (-0,61). 11

No estudo SC-I, a redução média no HAQ-DI em relação ao valor basal até a semana 24 foi de 0,6 para Tocilizumabe subcutâneo 162 mg por semana e Tocilizumabe intravenoso 8 mg»kg a cada 4 semanas. A proporção de pacientes que atingiram uma melhora clinicamente relevante no HAQ-DI na semana 24 (alteração relativa ao valor basal > 0,3 unidades) foi comparável no grupo Tocilizumabe subcutâneo semanalmente (65,2%) em relação ao grupo Tocilizumabe intravenoso 8 mg»kg (67,4%), com diferença ponderada nas proporções de -2,3% (IC 95% -8,1, 3,4). O SF-36 foi dividido em componentes mentais e físicos. Os escores do componente mental foram semelhantes entre os grupos, com uma alteração média em relação ao valor basal na semana 24 de 6,22 para o grupo SC e 6,54 para o grupo IV. Os escores do componente físico foram também semelhantes entre os grupos, com alteração média relativa ao valor basal na semana 24 de 9,49 para o grupo SC e 9,65 para o grupo IV. 14,16

O tratamento com 8 mg/kg de Tocilizumabe associado a DMARD / MTX ou em monoterapia resultou em melhora estatisticamente significativa nos níveis de hemoglobina, em comparação com placebo + MTX / DMARD (p < 0,0001) na semana 24. A melhora máxima foi observada em pacientes com anemia crônica associada à AR; os níveis médios de hemoglobina aumentaram na semana 2 e permaneceram dentro do intervalo de normalidade até a semana 24.

Observou-se redução acentuada e rápida nos níveis médios dos reagentes de fase aguda PCR, VHS e amiloide A sérico após administração de Tocilizumabe. 7 O tratamento com Tocilizumabe associou-se à redução do número de plaquetas, que permaneceu dentro do intervalo de normalidade, coerente com o efeito nos reagentes de fase aguda. 9

O tratamento continuado resulta no mínimo em eficácia sustentada e, em alguns pacientes, pode promover benefícios adicionais.

O estudo VI, um estudo de 2 anos com análise primária planejada na semana 52, avaliou 1.162 pacientes adultos com artrite reumatoide inicial ativa (duração média da doença ≤ 6 meses), moderada a grave, virgens de tratamento com MTX. Esse estudo avaliou a eficácia de 4 ou 8 mg/kg de Tocilizumabe intravenoso administrado a cada 4 semanas em combinação com terapia de MTX, a eficácia da monoterapia com 8 mg/kg de Tocilizumabe intravenoso e a eficácia da monoterapia com MTX em reduzir os sinais, sintomas e a taxa de progressão do dano articular por 104 semanas. O desfecho primário foi a proporção de pacientes que atingiu a remissão DAS28 (DAS28 < 2,6) na semana 24. Uma proporção significativamente maior de pacientes nos grupos de Tocilizumabe 8 mg/kg + MTX e de monoterapia com Tocilizumabe atingiu o desfecho primário, em comparação com o MTX isolado. O grupo de Tocilizumabe 8 mg/kg + MTX também apresentou resultados estatisticamente significantes em relação aos desfechos secundários. Respostas numericamente maiores, comparadas com MTX isolado, foram observadas no grupo em monoterapia de Tocilizumabe 8 mg/kg em todos os desfechos secundários, incluindo os desfechos radiográficos. Neste estudo, as remissões ACR/EULAR ( Boolean and Index ) também foram analisadas como desfechos exploratórios préespecificados, com respostas maiores observadas nos grupos de Tocilizumabe. Os resultados do estudo VI são apresentados na Tabela 6. 19

Tabela 6 – Resultados de eficácia do estudo VI (WA19926) em pacientes com artrite reumatoide inicial, não tratada inicialmente com MTX

Placebo + MTX

N=290

N=287

Desfecho primário

Remissão DAS28

Semana 24

130 (44,8)***

43 (15,0)

Desfechos-chave secundários

Remissão DAS28

Semana 52

56 (19,5)

ACR

Semana 24

187 (65,2)

ACR50, n (%)

124 (43,2)

ACR70, n (%)

73 (25,4)

Semana 52

164 (57,1)

ACR50, n (%)

117 (40,8)

ACR70, n (%)

83 (28,9)

HAQ-DI (alteração média ajustada a partir da linha de base)

Semana 52

-0,64

Desfecho radiográfico (alteração média a partir da linha de base)

Semana 52

1,14

Escore de erosão

0,63

Escore JSN

0,51

Não-progressão radiográfica n (%) (alteração a partir da linha de base em mTSS de ≤0)

194 (73)

Desfechos exploratórios

Semana 24

25 (10,0)

ACR/EULAR Remissão Index, n (%)

41 (16,4)

Semana 52

34 (15,5)

ACR/EULAR Remissão Index, n (%)

49 (22,4)

Todas as comparações de eficácia versus Placebo + MTX.
***p ≤ 0,0001.
**p < 0,001.
*p < 0,05.
valor-p < 0,05 versus Placebo + MTX, mas o desfecho foi exploratório (não incluído na hierarquia de teste estatístico e, portanto, não foi controlado para multiplicidade).

O estudo WA19924 avaliou 326 pacientes com AR, intolerantes ao MTX ou para os quais a continuação do tratamento com MTX foi considerada inadequada. Os pacientes no braço Tocilizumabe receberam uma infusão intravenosa (IV) de Tocilizumabe (8 mg / kg) a cada quatro semanas e uma injeção subcutânea de placebo (SC) a cada duas semanas. Os pacientes no braço adalimumabe receberam uma injeção de adalimumabe subcutâneo (40 mg) a cada duas semanas, além de uma infusão de placebo intravenoso a cada quatro semanas. 18

Um efeito estatisticamente superior no tratamento foi observado a favor de Tocilizumabe em relação à adalimumabe no controle da atividade da doença do basal até a semana 24 para o desfecho primário de alteração do DAS 28 e para todos os desfechos secundários (Tabela 7). 18

Tabela 7 – Resultados de eficácia para o Estudo WA 19924

TCZ + placebo (SC)

N = 162

Valor-p (a)

Desfecho primário - Variação média do basal na semana 24

DAS 28 (média ajustada)

Diferença na média ajustada (95% CI)

-1,5 (-1,8, -1,1)

< 0,0001

Desfechos secundários - Porcentagem de respondedores na semana 24(b)

DAS 28 < 2,6, n (%)

< 0,0001

DAS 28 ≤ 3,2, n (%)

< 0,0001

ACR 20 resposta, n (%)

0,0038

ACR 50 resposta, n (%)

0,0002

ACR 70 resposta, n (%)

0,0023

a Valor de p é ajustado para duração e região da AR para todos os desfechos e adicionalmente para o valor basal de todos os desfechos contínuos.
b Imputação de não respondedores utilizada para dados faltantes. Multiplicidade controlada que utiliza Procedimento Bonferroni-Holm .

A eficácia de Tocilizumabe foi avaliada em um estudo de três partes, que incluiu um estudo de extensão aberto, em crianças de 2 a 17 anos de idade com artrite idiopática juvenil poliarticular (AIJP) ativa que tinham uma resposta inadequada ou eram intolerantes ao metotrexato. A Parte I consistiu de um período de 16 semanas de tratamento com Tocilizumabe (n = 188) seguido pela Parte II do estudo, um intervalo de segurança de 24 semanas, randomizado, duplo-cego, placebo controlado (ITT, n = 163), que foi seguida pela Parte III, de 64 semanas, correspondente ao período aberto de estudo. Os pacientes elegíveis com ≥ 30 kg (n = 119) receberam Tocilizumabe 8 mg / kg a cada 4 semanas, totalizando 4 doses. Os pacientes abaixo de 30 kg foram randomizados 1:1 para receberem Tocilizumabe 8 mg / kg (n = 34) ou 10 mg / kg (n = 35) intravenoso a cada 4 semanas, totalizando 4 doses. Os pacientes que completaram a Parte I do estudo e alcançaram, pelo menos, uma resposta ACR-Pedi 30 na semana 16, em comparação com o valor basal, entraram no intervalo de segurança duplo-cego do estudo (Parte II). Nessa parte do estudo, os pacientes foram randomizados para Tocilizumabe (mesma dose recebida na Parte I) ou placebo em uma proporção de 1:1, estratificados por utilização concorrente de metotrexato e utilização de corticosteroides simultâneos. Cada paciente continuou na Parte II do estudo até a semana 40 ou até que o paciente preenchesse um critério de agudização pelo ACR-Pedi 30 (em relação à semana 16) e qualificado para saída.

O desfecho primário foi a proporção de pacientes com resposta ACR-Pedi 30 na semana 40 relativo à semana 16. Quarenta e oito porcento (48,1%, 39/81) dos pacientes tratados com placebo, em comparação à 25,6% (21/82) dos pacientes tratados com TCZ, apresentaram um flare . Essas proporções foram estatística e significativamente diferentes (p = 0,0024).

Na conclusão da Parte I, as respostas ACR-Pedi 30/50/70/90 foram de 89,4%, 83,0%, 62,2% e 26,1%, respectivamente. Durante a fase de retirada (Parte II), a porcentagem de pacientes que alcançaram respostas ACR-Pedi 30, 50 e 70 na semana 40, em relação ao basal, é mostrada na tabela abaixo. 15

Tabela 8 – Taxas de resposta de ACR-Pedi na semana 40 relativo ao período basal (percentual de pacientes)

Taxa de resposta

Placebo

N = 81

ACR-Pedi 30

54,3%

ACR-Pedi 50

51,9%

ACR-Pedi 70

42,0%

p < 0,01, Tocilizumabe versus placebo.

Um estudo (WA28117) de segurança de 52 semanas, aberto, multicêntrico, PK-PD (farmacocinéticafarmacodinâmica), foi realizado em pacientes pediátricos com AIJP, com idades entre 1 e 17 anos, para determinar a dose subcutânea apropriada de Tocilizumabe (TCZ) que alcançou perfis de segurança e PK/PD comparáveis ao regime IV.

Os pacientes elegíveis receberam Tocilizumabe administrado de acordo com o peso corporal (BW), em pacientes com peso ≥ 30 kg (n = 25) administrados com 162 mg de Tocilizumabe a cada 2 semanas (Q2W) e pacientes com peso inferior a 30 kg (n = 27) com 162 mg de TCZ a cada 3 semanas (Q3W) durante 52 semanas. Destes 52 pacientes, 37 (71%) eram virgens de tratamento com Tocilizumabe e 15 (29%) receberam TCZ intravenoso e mudaram para TCZ subcutâneo no período basal.

Os regimes Tocilizumabe subcutâneo de 162 mg Q3W para pacientes com peso inferior a 30 kg e de 162 mg Q2W para pacientes pesando ≥ 30 kg, respectivamente, forneceram exposição de PK e respostas de PD para suportar a eficácia e os resultados de segurança, semelhantes aos obtidos com os regimes TCZ intravenoso aprovados para AIJP.

Os resultados de eficácia exploratória mostraram que Tocilizumabe subcutâneo melhorou a mediana da avaliação da atividade de doença da artrite juvenil (JADAS)-71 para pacientes virgens de tratamento com TCZ e manteve a mediana de JADAS-71 para pacientes que passaram do tratamento intravenoso para TCZ subcutâeno durante todo o curso do estudo para pacientes em ambos os grupos de peso corporal (abaixo de 30 kg e ≥ 30 kg). 21

A exposição de Tocilizumabe foi comparável entre a dose de 10 mg/kg (em pacientes pesando < 30 kg) e a dose de 8 mg/kg (em pacientes pesando ≥ 30 kg). A exposição de Tocilizumabe para a dose de 8 mg/kg (em pacientes pesando < 30 kg) foi geralmente menor. Entre os pacientes que pesavam < 30 kg no basal, os que receberam a dose de 10 mg/kg tiveram tendência de respostas de eficácia melhor que aqueles que receberam a dose de 8 mg/kg. Em pacientes pesando < 30 kg no basal, os que receberam a dose de 10 mg/kg não tiveram taxa maior de reações adversas, quando comparados aos pacientes que receberam a dose de 8 mg/kg. As taxas gerais de reações adversas foram comparáveis entre a dose de 10 mg/kg (em pacientes pesando < 30 kg) e a dose de 8 mg/kg (em pacientes pesando ≥ 30 kg).

O WA28119 foi um estudo de superioridade Fase III, randomizado, multicêntrico, duplo-cego, controlado com placebo, conduzido para avaliar a eficácia e a segurança de Tocilizumabe em pacientes portadores de ACG.

Duzentos e cinquenta e um (251) pacientes com ACG de aparecimento recente ou recidiva foram incluídos e designados para um de quatro braços de tratamento. O estudo foi constituído de um período cego de 52 semanas (Parte 1), seguido por uma extensão aberta de 104 semanas (Parte 2). O objetivo da Parte 2 é descrever a segurança em longo prazo e a manutenção da eficácia depois de 52 semanas de terapia com Tocilizumabe, explorar a taxa de recidivas e a necessidade de terapia com Tocilizumabe depois de 52 semanas, além de se buscar informações do potencial efeito de Tocilizumabe sobre a redução de esteroides em longo prazo.

Duas doses subcutâneas (SC) de Tocilizumabe (162 mg semanalmente e 162 mg em semanas alternadas) foram comparadas a dois grupos controle diferentes com placebo em randomização 2:1:1:1.

Todos os pacientes receberam terapia de base com glicocorticoides (prednisona). Cada um dos grupos tratados com Tocilizumabe e um dos grupos tratados com placebo seguiram um esquema de redução gradual predeterminado de prednisona durante 26 semanas, enquanto que um segundo grupo tratado com placebo seguiu um esquema de redução gradual predeterminado de prednisona em 52 semanas, desenhado para estar mais de acordo com a prática clínica.

O desfecho primário de eficácia, avaliado pela proporção de pacientes que atingiram uma remissão sustentada sem esteroides na semana 52 com Tocilizumabe mais 26 semanas de redução gradual de dose de prednisona em comparação com placebo mais 26 semanas de redução gradual de prednisona, foi atingido (Tabela 9).

O desfecho secundário de eficácia mais importante, também baseado na proporção de pacientes que atingiram uma remissão sustentada na semana 52, comparando Tocilizumabe mais 26 semanas de redução gradual de prednisona com o placebo mais prolongado mais 52 semanas de redução gradual de prednisona, também foi atingido (Tabela 9).

Foi observado um efeito significativo superior estatisticamente a favor de Tocilizumabe em relação ao placebo para atingir remissão sustentada sem esteroides na semana 52 com Tocilizumabe mais 26 semanas de redução gradual de prednisona em comparação com placebo mais 26 semanas de redução gradual de prednisona e com placebo mais 52 semanas de redução gradual de prednisona.

A porcentagem de pacientes que atingiram remissão sustentada na semana 52 é mostrada na Tabela 9.

A avaliação do tempo até a primeira crise de ACG mostrou um risco significativamente menor de crise para o grupo com Tocilizumabe subcutâneo semanal em comparação com o grupo placebo mais 26 semanas de prednisona e placebo mais 52 semanas de redução gradual de prednisona e para o grupo com Tocilizumabe subcutâneo em semanas alternadas em comparação com o grupo de placebo mais 26 semanas de redução gradual de prednisona (comparados em um nível significativo de 0,01). A dose de Tocilizumabe subcutâneo semanal também apresentou uma redução clinicamente significativa do risco para crise em comparação com placebo mais 26 semanas de prednisona e em pacientes que foram incluídos no estudo com ACG recidivante bem como naqueles com doença de início recente (vide Tabela 9).

A dose cumulativa de prednisona na semana 52 foi significativamente menor nos dois grupos de Tocilizumabe em comparação com os dois grupos placebo (Tabela 9). Em uma análise separada dos pacientes que receberam prednisona de resgate para tratar uma crise de ACG durante as primeiras 52 semanas, a dose cumulativa de prednisona variou muito. As doses medianas para pacientes de resgate nos grupos com Tocilizumabe semanal e em semanas alternadas foram de 3129,75 mg e 3847 mg, respectivamente – ambas consideravelmente menores do que nos grupos placebo mais 26 semanas e placebo mais 52 semanas de prednisona em dose decrescente, que foram de 4023,5 mg e 5389,5 mg, respectivamente. 20

Tabela 9 - Resultados de eficácia do estudo WA28119 20

PBO + 26 semanas de prednisona em dose decrescente

TCZ 162 mg SC Q2W + 26 semanas de prednisona em dose decrescente

N=50

N=49

Desfecho primário

Remissão Sustentada (grupos TCZ versus PBO + 26)

Respondedores na semana 52, n (%)

26 (53,1%)

Diferença não ajustada em proporções (IC 99,5% )

39,06%* (12,46 , 65,66)

Análise de sensibilidade: excluindo o requisito de PCR normalizado (<1 mg / dL) da definição de remissão sustentada

Respondedores

27 (55,1%)

Diferença nas taxas de resposta (IC 99.5%)

35,10 (7,80; 62,40)

Valor de p a

0,0004

Análise de sensibilidade: independentemente da adesão ao regime de redução gradual prednisona

Respondedores

26 (53,1%)

Diferença nas taxas de resposta (IC 99,5%)

39,06 (12,46; 65,66)

Valor de p a

< 0,0001

Análise de sensibilidade: Pacientes que completaram o estudo

Respondedores

15 (62,5%)

Diferença nas taxas de resposta (IC 99,5%)

47,69 (9,61; 85,76)

Valor de p a

0,0005

Desfecho secundário importante

Remissão sustentada (Grupos TCZ versus PBO+52)

Respondedores na semana 52, n (%)

26 (53,1%)

Diferença não ajustada em proporções (IC 99,5%)

35,41%** (10,41 ; 60,41)

Análise de sensibilidade: excluindo o requisito de PCR normalizado (<1 mg / dL) da definição de remissão sustentada

Respondedores

27 (55,1%)

Diferença nas taxas de resposta (IC 99,5%)

21,77 (-5,46; 48,99)

Valor de p a

0,0292

Análise de sensibilidade: independentemente da adesão ao regime de redução gradual prednisona

Respondedores

26 (53,1%)

Diferença nas taxas de resposta (IC 99,5%)

35.41 (10,41; 60,41)

Valor de p a

0,0002

Análise de sensibilidade: Pacientes que completaram o estudo

Respondedores

15 (62,5%)

Diferença nas taxas de resposta (IC 99,5%)

36,41 (-1,40; 74,23)

Valor de p a

0,0127

Outros desfechos secundários

Tempo até a primeira crise de ACG¹ (Grupos TCZ versus PBO+26)

0,28**

HR (IC 99%)

(0,12; 0,66)

Tempo até a primeira crise de ACG¹ (Grupos TCZ versus PBO+52)

0,48

HR (IC 99%)

(0,20; 1,16)

Tempo até a primeira Crise de ACG¹ (Pacientes recidivantes; Grupos TCZ versus PBO +26)

0,42

HR (IC 99%)

(0,14; 1,28)

Tempo até a primeira Crise de ACG¹ (Pacientes recidivantes; Grupos TCZ versus versus PBO + 52)

0,67

HR (IC 99%)

(0,21; 2,10)

Tempo até a primeira Crise de ACG¹ (Pacientes de início recente; Grupos TCZ versus PBO +26)

0,20***

HR (IC 99%)

(0,05; 0,76)

Tempo até a primeira Crise de ACG¹ (Pacientes de início recente; Grupos TCZ versus PBO + 52)

0,35

HR (IC 99%)

(0,09; 1,42)

Dose cumulativa de glicocorticoide (mg)

Mediana na Semana (Grupos TCZ versus PBO+262 )

1862,00**

Mediana na Semana 52 (Grupos TCZ versus PBO +522 )

1862,00**

Endpoints Exploratórios

Taxa anualizada de recaída. Semana 52 §

0,67

Média (DP)

(1,10)

* p<0,0001
** p<0,005 (limiar significativo para testes primário e secundário importante de superioridade).
***Valor de p descritivo <0,.005
1 análise do tempo (em dias) entre remissão clínica e a primeira crise da doença
2 valores de p determinados usando análise de Van Eteren para dados não paramétricos
a Valor de p calculado usando método Cochran-Mantel-Haenszel .
§ análises estatísticas não foram realizadas.
N/A= Não se aplica.
HR = Razão de chances.
IC = Intervalo de confiança.
TCZ: Tocilizumabe.
PBO: placebo.
QW: administração semanal.
Q2W: administração em semanas alternadas.

No estudo WA28119, os resultados de SF-36 foram separados em escores físico e mental resumidos (PCS e MCS, respectivamente). A alteração media de PCS entre o valor basal e a semana 52 foi maior (demonstrando mais melhora) nos grupos com administração de Tocilizumabe semanal e em semanas alternadas [4,10 e 2,76, respectivamente] do que nos dois grupos placebo (PBO) [PBO mais 26 semanas: -0,28, PBO mais 52 semanas: -1,49], embora apenas a comparação entre Tocilizumabe semanal mais 26 semanas de redução gradual de prednisona e grupo placebo mais 52 semanas de redução gradual de prednisona (5,59, IC 99%: 0,86, 10,32) tenham apresentado uma diferença estatisticamente significativa (p = 0,0024). Para MCS, a alteração média entre o valor basal e o da semana 52 para os grupos com Tocilizumabe semanal e em semanas alternadas [7,28 e 6,12, respectivamente] foi maior do que no grupo placebo mais 52 semanas de redução gradual de prednisona [2,84] (embora as diferenças não tenham sido estatisticamente significantes [p = 0,0252 para semanal, p = 0,1468 para semanas alternadas]) e semelhante a do grupo com placebo mais 26 semanas de redução gradual de prednisona [6,67].

A avaliação geral do paciente sobre atividade da doença foi analisada em um escala analógica visual (VAS) de 0 a 100 mm. A alteração média na VAS geral do paciente entre o valor basal e a semana 52 foi menor (apresentando maior melhora) nos grupos com administração de Tocilizumabe semanal e em semanas alternadas [-19,0 e -25,3, respectivamente] do que nos dois grupos com placebo [PBO mais 26 semanas: -3,4; PBO mais 52 semanas, -7,2], embora apenas o grupo com Tocilizumabe em semanas alternadas mais 26 semanas de redução gradual de prednisona apresentasse uma diferença estatisticamente significativa em comparação com placebo [PBO mais 26 semanas de redução gradual de prednisona, p = 0,0059 e PBO mais 52 semanas de redução gradual de prednisona p = 0,0081].

As alterações dos escores FACIT – Fadiga entre o valor basal e a semana 52 foram calculadas para todos os grupos. As alterações médias [DP] dos escores foram as seguintes: Tocilizumabe semanal mais 26 semanas 5,61 [10,115], Tocilizumabe em semanas alternadas mais 26 semanas 1,81 [8,836], PBO mais 26 semanas 0,26 [10,702] e PBO mais 52 semanas -1,63 [6,753].

As alterações dos escores EQ5D entre o valor basal e a semana 52 foram Tocilizumabe semanal mais 26 semanas 0,10 [0,198], Tocilizumabe em semanas alternadas mais 26 semanas 0,05 [0,215], PBO mais 26 semanas 0,07 [0,293] e PBO mais 52 semanas -0,02 [0,159].

Escores mais elevados sinalizam melhora em FACIT-Fadiga e EQ5D.

A eficácia de Tocilizumabe intravenoso no tratamento de AIJS ativa foi avaliada em um estudo de 12 semanas, randomizado, duplo-cego, placebo controlado, de grupo paralelo e dois braços. 12 Pacientes (tratados com ou sem MTX) foram randomizados (TCZ: placebo = 2:1) para um de dois grupos de tratamento: 75 pacientes receberam infusões de Tocilizumabe a cada duas semanas, tanto de 8 mg/kg para pacientes ≥ 30 kg ou 12 mg/kg para pacientes abaixo de 30 kg, e 37 pacientes receberam infusões de placebo a cada duas semanas. Redução de corticosteroides pode ocorrer a partir de seis semanas para pacientes que atingiram uma resposta ACR-AIJ 70. Após 12 semanas ou no momento do resgate, por causa do agravamento da doença, os pacientes foram tratados, na fase de extensão aberta, na dosagem adequada ao peso.

O desfecho primário foi a proporção de pacientes com, pelo menos, 30% de melhora nos critérios da medida ACR para AIJ (ACR-AIJ 30) na semana 12 e ausência de febre (sem registro de temperatura ≥ 37,5 ºC nos sete dias precedentes). Oitenta e cinco por cento (64/75) dos pacientes tratados com TCZ e 24,3% (9/37) dos pacientes tratados com placebo alcançaram esse desfecho. Essas proporções são altas e significativamente diferentes (p < 0,0001).

A porcentagem de pacientes que alcançaram respostas ACR-AIJ 30, 50,70 e 90 é mostrada na tabela a seguir. Respostas são mantidas na extensão aberta. 13

Tabela 10 – Taxas de resposta de ACR-AIJ na semana 12 (porcentagem de pacientes)

Taxa de resposta

Placebo

N = 37

ACR – AIJ 30

24,3%

ACR – AIJ 50

10,8%

ACR – AIJ 70

8,1%

ACR – AIJ 90

5,4%

p < 0,0001, Tocilizumabe versus placebo.

Naqueles pacientes tratados com Tocilizumabe, 85% que tinham febre devida à AIJS na linha de base não apresentaram febre (sem registro de temperatura ≥ 37,5 ºC nos 14 dias precedentes) na semana 12 versus somente 21% dos pacientes placebo (p < 0,0001) e 64% de pacientes tratados com Tocilizumabe com rash característico da AIJS na linha de base não apresentaram rash na semana 12 versus 11% dos pacientes placebo (p = 0,0008).

Houve redução estatisticamente significativa da dor em pacientes tratados com Tocilizumabe na semana 12, em comparação com pacientes do grupo que utilizava placebo. A mudança média ajustada na escala visual analógica (EVA) de dor após a semana 12 do tratamento com Tocilizumabe foi uma redução de 41 pontos em uma escala de 0 – 100, comparada à redução de 1 para pacientes do grupo que utilizava placebo (p < 0,0001).

As respostas para características sistêmicas estão mantidas na extensão aberta.

Dos 31 pacientes do grupo placebo e 70 do grupo Tocilizumabe que receberam corticosteroides orais na linha de base, oito pacientes do grupo placebo e 48 do grupo Tocilizumabe atingiram resposta ACR – AIJ 70 na semana 6 ou 8, permitindo redução da dose de corticosteroide. Dezessete (24%) dos pacientes que receberam Tocilizumabe versus 1 (3%) dos pacientes do grupo placebo foram capazes de reduzir a dose de corticosteroide em, pelo menos, 20%, sem apresentar agudização da doença ou ocorrência de sintomas sistêmicos na semana 12 (p = 0,028). Reduções nos corticosteroides continuaram, com 44 dos pacientes livres de corticosteroides orais, na semana 44, mantendo as respostas ACR. 13

Na semana 12, a proporção de pacientes tratados com Tocilizumabe que mostraram melhora clínica minimamente significativa no CHAQ-DI (definido como diminuição da pontuação total ≥ 0,13) foi significativamente maior que em pacientes que receberam placebo, 77% versus 19% (p < 0,0001). As respostas foram mantidas na extensão aberta. 13

Cinquenta dos 75 (67%) dos pacientes tratados com Tocilizumabe apresentaram hemoglobina abaixo do LLN na linha de base. Quarenta (80%) desses pacientes com hemoglobina reduzida tiveram aumento em suas hemoglobinas para intervalos normais na semana 12, em comparação com somente 2 de 29 (7%) dos pacientes placebo com hemoglobina abaixo do LLN na linha de base (p < 0,0001). Quarenta e quatro (88%) dos pacientes tratados com Tocilizumabe que tinham níveis reduzidos de hemoglobina na linha de base apresentaram aumento nos níveis de hemoglobina ≥ 10 g/L na semana 6 versus 1 (3%) paciente do grupo que utilizava placebo (p < 0,0001).

A proporção de pacientes tratados com Tocilizumabe que apresentavam trombocitose na linha de base e que tiveram uma contagem de plaquetas normal na semana 12 foi significativamente maior em relação aos pacientes do grupo que utilizava placebo, 90% versus 4%, (p < 0,0001).

Observou-se redução acentuada e rápida nos níveis médios dos reagentes de fase aguda PCR, VHS e amiloide A sérico após administração de Tocilizumabe. 12

Um estudo de 52 semanas, aberto e multicêntrico para avaliar a farmacocinética / farmacodinâmica e a segurança, (WA28118), foi conduzido em pacientes pediátricos com AIJS, com idade dentre 1 e 17 anos, para determinar a dose subcutânea apropriada de Tocilizumabe. O estudo alcançou perfis de farmacocinética/ farmacodinâmica e de segurança comparáveis ao regime de Tocilizumabe intravenoso.

Os pacientes elegíveis receberam doses de Tocilizumabe de acordo com o peso corporal, sendo que pacientes com peso corporal ≥ 30 kg (n = 26) receberam dose de 162mg de Tocilizumabe a cada semana (QW) e pacientes com peso corporal abaixo de 30 kg (n = 25) receberam dose de 162 mg de Tocilizumabe a cada 10 dias (n= 8) ou a cada duas semanas (Q2W) (n = 17) por 52 semanas. Dos 51 pacientes, 26 (51%) eram virgens de tratamento com MTX e 25 (49%) já haviam recebido Tocilizumabe intravenoso e trocaram pelo Tocilizumabe subcutâneo no período basal.

Resultados exploratórios de eficácia mostraram que o Tocilizumabe subcutâneo melhorou todos os parâmetros exploratórios de eficácia, incluindo o Índice de Atividade da Doença – Artrite Juvenil (JADAS) – 71, para pacientes virgens de tratamento com Tocilizumabe; e houve a manutenção de todos os parâmetros exploratórios de eficácia para os pacientes que trocaram o tratamento com Tocilizumabe intravenoso para o subcutâneo, durante todo curso do estudo para pacientes de ambos os grupos de peso corporal (abaixo de 30 kg e ≥30 kg).

Referências Bibliográficas

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17. Clinical Study Report – Protocol NA25220. A randomized, double-blind, parallel group study of the safety and effect on clinical outcome of Tocilizumabe SC versus placebo SC in combination with traditional diseasemodifying antirheumatic drugs (DMARDs), in patients with moderate to severe active rheumatoid arthritis. Report No. 1050274 – December 2012 (SC-II).
18. Clinical Study Report - WA19924 - A multi-center, randomized, blinded, parallel-group study of the reduction of signs and symptoms during monotherapy treatment with tocilizumab (TCZ) 8 mg/kg intravenously (IV) versus adalimumab (ADA) 40 mg subcutaneously (SC) in patients with rheumatoid arthritis - Report No 1048572 - July 2012. (CDS Vs 8.0).
19. Clinical Study Report – WA19926 − A multi-center, randomized, double blind, parallel group study of the safety, disease remission and prevention of structural joint damage during treatment with tocilizumab (TCZ), as a monotherapy and in combination with methotrexate (MTX), versus methotrexate in patients with early, moderate to severe rheumatoid arthritis. Roche Report No. 1050322 (April 2013) (CDS Vs 10.0).
20. Clinical Study Report - Study WA28119. A randomized, multi-center, double-blind placebo controlled Phase III superiority study conducted to assess the efficacy and safety of tocilizumab in patients with Giant Cell Arteritis. Roche Report No 1068326 – October 2016 (CDS Vs 12.0).
21. Clinical Study Report - Study WA28117. Phase Ib, Open-Label, Multicenter Study to Investigate the Pharmacokinetics, Pharmacodynamics, and Safety of Tocilizumab following Subcutaneous Administration to Patients with Polyarticular Juvenile Idiopathic Arthritis. Roche Report No 1060252 – November 2016.
22. Clinical Study Report - Study WA28118. A Phase Ib, Open-Label, Multicenter Study to Investigate the Pharmacokinetics, Pharmacodynamics, and Safety of Tocilizumab Following Subcutaneous Administration to Patients With Systemic Juvenile Idiopathic Arthritis. Report No 1079841 - Dec 2017.

Características Farmacológicas

Tocilizumabe é um anticorpo monoclonal humanizado antirreceptor de IL-6 humana da subclasse das imunoglobulinas (Ig) IgG1. Tocilizumabe liga-se aos receptores de IL-6 solúveis e de membrana (sIL-6R e mIL-6R) e inibe a sinalização intracelular mediada pelos complexos sIL-6R e mIL-6R. A IL-6 é uma citocina pró-inflamatória pleiotrópica, multifuncional, produzida por diversos tipos celulares envolvidos na função parácrina local, bem como na regulação de processos fisiológicos e patológicos sistêmicos, tais como a indução de secreção de imunoglobulinas, a ativação de células T, a indução de proteínas hepáticas de fase aguda e a estimulação da hematopoiese. A IL-6 está relacionada à patogênese de várias doenças, incluindo doenças inflamatórias, osteoporose e neoplasias.

Existe a possibilidade de Tocilizumabe afetar as defesas do hospedeiro contra infecções e malignidade. O papel da inibição do receptor de IL-6 no desenvolvimento de malignidade é desconhecido.

Em estudos clínicos com Tocilizumabe em AR, foram observadas reduções rápidas na concentração sérica de proteína C reativa (PCR), fibrinogênio e amiloide A sérico e na velocidade de hemossedimentação (VHS). Foram observadas elevações nos níveis de hemoglobina, por meio dos efeitos de Tocilizumabe na produção de hepcidina estimulada pela IL-6, aumentando, assim, a disponibilidade de ferro .

No estudo WA28119, foram observadas reduções rápidas semelhantes em PCR e VHS juntamente com aumentos discretos na concentração de hemoglobina corpuscular média.

Em indivíduos saudáveis que receberam Tocilizumabe em doses de 2 a 28 mg/kg, a contagem absoluta de neutrófilos atingiu seu nível mais baixo de três a cinco dias após a administração. Posteriormente, a contagem de neutrófilos retornou para o seu nível basal de forma dose dependente. Pacientes com artrite reumatoide e arterite de células gigantes mostraram um padrão semelhante na contagem absoluta de neutrófilos após a administração de Tocilizumabe.

A farmacocinética (PK) de Tocilizumabe caracteriza-se por eliminação não linear, que é uma combinação de eliminação linear e eliminação de Michaelis-Menten . A parte não linear da eliminação de Tocilizumabe leva a um aumento na exposição que é mais do que proporcional à dose. Os parâmetros farmacocinéticos de Tocilizumabe não se alteram com o tempo. Por causa da dependência da depuração total em relação às concentrações séricas de Tocilizumabe, a meia-vida de Tocilizumabe também depende da concentração e varia com o nível de concentração sérica. Análises de farmacocinética populacional em qualquer população de pacientes testados até agora indicam que não há relação entre a depuração aparente e a presença de anticorpos antidroga.

A farmacocinética em indivíduos saudáveis e pacientes com AR sugere que a farmacocinética (PK) é semelhante entre as duas populações.

A tabela a seguir mostra parâmetros de PK secundários previstos por modelo de cada um dos quatro esquemas de administração aprovados. O modelo de PK populacional (popPK) foi desenvolvido a partir da análise de um conjunto de dados composto de um banco de dados intravenoso de 1793 pacientes dos estudos WA17822, WA17824, WA18062 e WA18063 e do conjunto de dados intravenoso e subcutâneo de 1759 pacientes dos estudos WA22762 e NA25220. A C média está incluída na tabela porque para os esquemas de administração com diferentes intervalos entre as doses a concentração média no período de administração caracteriza melhor a exposição comparativa do que ASC τ .

Tabela 11 – Média ± DP dos parâmetros PK em estado de equilíbrio após doses IV e SC em AR

IV

SC

Parâmetro PK TCZ

162 mg QW

C máx (mcg/mL)

49,8 ± 21,0

C vale (mcg/mL)

43,0 ± 19,8

C média (mcg/mL)

47,4 ± 20,5

Acúmulo C máx

5,27

Acúmulo C vale

6,30

Acúmulo C média ou ASC τ *

6,32

* τ = 4 semanas para esquemas IV, 2 semanas ou 1 semana para os dois esquemas SC, respectivamente.

Em concentrações séricas elevadas, quando a depuração total de Tocilizumabe é dominada pela depuração linear, foi derivada uma meia-vida terminal de aproximadamente 21,5 dias a partir das estimativas de parâmetro populacional.

Embora depois da administração intravenoso a concentração máxima (C máx ) aumente proporcionalmente à dose entre doses de 4 e 8 mg/kg intravenoso a cada 4 semanas, um aumento maior do que o proporcional à dose foi observado na concentração média (C média ) e na concentração de vale (C vale ). Em estado de equilíbrio dinâmico, Cmédia e Cvale foram 3,2 e 32 vezes maiores com 8 mg/kg, em comparação com 4 mg/kg, respectivamente. Exposições depois do esquema com 162 mg SC 1x/sem foram maiores em 4,6 (C média ) a 7,5 vezes (C vale ), em comparação com o esquema de 162 SC 2/2 sem.

As taxas de acúmulo para ASC e C máx depois de múltiplas doses de 4 e 8 mg/kg 4/4 sem são baixas, enquanto que as taxas de acúmulo são maiores para C vale (2,62 e 2,47). As taxas de acúmulo depois de múltiplas doses do esquema subcutâneo foram mais elevadas do que depois do esquema intravenoso com as maiores taxas para C vale (6,02 e 6,30). O maior acúmulo para C vale era esperado com base na contribuição da depuração não linear em concentrações mais baixas.

Para C máx , mais de 90% do estado de equilíbrio foi atingido depois da 1a infusão intravenoso e depois da 12a injeção subcutâneo e a 5a injeção subcutâneo nos esquemas 1x/sem e 2/2 sem, respectivamente. Para ASC τ e C média , 90% do estado de equilíbrio foi atingido depois da 1ª e 3ª infusões para os esquemas de 4 mg/kg e 8 mg/kg IV, respectivamente, e depois 6a e 12a injeções para os esquemas de 162 mg 2/2 sem e 1x/sem, respectivamente. Para C vale , aproximadamente 90% do estado de equilíbrio foi atingido depois da 4a infusão IV, a 6ª e 12ª injeções para os respectivos esquemas SC.

A análise de PK populacional identificou o peso corporal como uma covariável significativa com impacto sobre a farmacocinética de Tocilizumabe. Quando recebem a medicação intravenoso em dose calculada em mg/kg, está previsto que os indivíduos com peso corpóreo acima de 100 kg apresentam exposições médias em estado de equilíbrio mais elevadas do que os valores médios para a população de pacientes. Portanto, doses de Tocilizumabe acima de 800 mg por infusão não são recomendadas para pacientes com 100 kg ou mais. Por causa da dose constante empregada para administração subcutâneo de Tocilizumabe, não são necessárias modificações por essa via de administração.

A farmacocinética de Tocilizumabe em pacientes com ACG foi determinada usando um modelo PK populacional a partir da análise de um conjunto de dados composto de 149 pacientes com ACG tratados com 162 mg subcutâneo por semana ou com 162 mg subcutâneo em semanas alternadas. O modelo desenvolvido tinha a mesma estrutura que o modelo PK populacional desenvolvido antes, com base nos dados de pacientes com AR.

Tabela 12 - Média ± DP prevista para parâmetros PK em estado de equilíbrio depois da administração SC em ACG

SC

Parâmetro PK de Tocilizumabe

162 mg QW

C máx (mcg/mL)

73 ± 30,4

C vale (mcg/mL)

68,1± 29,5

C média (mcg/mL)

71,3 ± 30,1

Acúmulo C máx

8,88

Acúmulo C vale

9,59

Acúmulo C média ou ASC τ *

10,91

* τ = 2 semanas ou 1 semana para os dois regimes SC, respectivamente.

O perfil em estado de equilíbrio depois de administração semanal de Tocilizumabe foi quase constante, com muito pouca flutuação entre valores de vale e pico, enquanto que houve flutuações substanciais para a dose de Tocilizumabe em semanas alternadas. Aproximadamente 90% do estado de equilíbrio (ASC τ ) foi atingido na semana 14 nos grupos com administração em semanas alternadas e na semana 17, nos grupos com administração semanal.

A farmacocinética de Tocilizumabe em pacientes com AIJP foi caracterizada por intermédio de análise farmacocinética populacional que incluiu 237 pacientes que foram tratados com 8 mg/kg intravenoso a cada 4 semanas (pacientes pesando ≥ 30 kg), 10 mg/kg intravenoso a cada 4 semanas (pacientes pesando abaixo de 30 kg), 162 mg subcutâneo a cada 2 semanas (pacientes pesando ≥ 30 kg), ou 162 mg subcutâneo a cada 3 semanas (pacientes pesando abaixo de 30 kg).

Tabela 13 – Média prevista ± DP de parâmetros PK em estado de equilíbrio após administração IV ou SC em pacientes AIJP

IV

SC

Parâmetro PK TCZ

162 mg/kg Q3W inferior a 30 kg

C máx (µg/mL)

75,5 ± 24,1

C vale (µg/mL)

18,4 ± 12,9

C média (µg/mL)

45,5 ± 19,8

C máx de acumulação

1,32

C vale de acumulação

2,08

C média de acumulação ou ASC* τ

1,46

* τ = 4 semanas em regime IV, 2 semanas ou 3 semanas para os dois regimes SC, respectivamente.

Após a administração IV, aproximadamente 90% do estado de equilíbrio foi atingido na semana 12 para a dose de 10 mg/kg (BW < 30 kg) e na semana 16 para a dose de 8 mg/kg (BW ≥ 30 kg). Após a administração SC, aproximadamente 90% do estado de equilíbrio foi atingido na semana 12 para ambos os regimes de 162 mg subcutâneo Q2W e Q3W.

A farmacocinética de Tocilizumabe em pacientes com AIJS foi caracterizada pela análise de farmacocinética populacional, que incluiu 140 pacientes que foram tratados com 8mg/kg intravenoso a cada 2 semanas (Q2W) (pacientes com peso corporal ≥ 30kg), 12 mg/kg intravenoso a cada 2 semanas (Q2W) (pacientes com peso corporal abaixo de 30 kg), 162 mg subcutâneo a cada semana (QW) (pacientes com peso corporal ≥ 30kg) e 162 mg subcutâneo a cada 10 dias ou a cada 2 semanas (Q2W) (pacientes com peso corporal abaixo 30 kg).

Tabela 14 – Média ± DP prevista para parâmetros PK em estado de equilíbrio após administração IV ou SC em AIJS

IV

SC

Parâmetro PK de Tocilizumabe

162mg Q2W abaixo de 30kg

C máx (µg/mL)

134 ± 58,6

C vale (µg/mL)

65,9 ± 31,3

C média (µg/mL)

101 ± 43,2

Acúmulo C máx

1,88

Acúmulo C vale

3,21

Acúmulo C média ou ASCτ *

2,27

* τ = 2 semanas para regimes IV, 1 ou 2 semanas para os dois regimes SC, respectivamente.

Após a dose IV, aproximadamente 90% do estado de equilíbrio foi atingido na semana 8 em ambos os regimes de dose, 12 mg/kg e 8 mg/kg, a cada duas semanas. Após a dose SC, aproximadamente 90% do estado de equilíbrio foi atingido na semana 12 para ambos os regimes de dose de 162 mg, uma vez por semana e duas vezes por semana.

Depois da administração subcutâneo em pacientes com AR e ACG, a meia-vida de absorção foi em torno de 4 dias. A biodisponibilidade para a formulação subcutâneo foi 80%.

Em pacientes com ACG, os valores medianos de Tmáx foram 3 dias depois da administração semanal de Tocilizumabe e de 4,5 dias depois da administração de Tocilizumabe em semanas alternadas.

Após a administração subcutâneo em pacientes com AIJP, a meia-vida de absorção foi de cerca de 2 dias e a biodisponibilidade para a formulação subcutâneo em pacientes com AIJP foi de 96%.

Após administração subcutâneo em pacientes com AIJS, a meia-vida de absorção foi em torno de 2 dias e a biodisponibilidade para a formulação subcutâneo foi de 95%.

Após administração IV, Tocilizumabe é eliminado da circulação em duas fases (eliminação bifásica). Em pacientes com AR, o volume de distribuição central foi de 3,5 litros, e o volume de distribuição periférico foi de 2,9 litros, o que resultou em volume de distribuição de 6,4 litros no estado de equilíbrio.

Em pacientes com ACG, o volume central de distribuição foi de 4,09 litros, o volume periférico de distribuição foi 3,37 litros, resultando em um volume de distribuição no estado de equilíbrio de 7,46 litros.

Em pacientes pediátricos com AIJP, o volume de distribuição central foi de 1,98 L, o volume de distribuição periférico foi de 2,1 L, o que originou um volume de distribuição de 4,08 L no estado de equilíbrio.

Em pacientes pediátricos com AIJS, o volume de distribuição central foi de 1,87 L, o volume de distribuição periférico foi de 2,14 L, resultando em um volume de distribuição de 4,01 L no estado de equilíbrio.

A depuração total de Tocilizumabe depende de sua concentração no sangue e resulta da soma das depurações lineares e não lineares. A depuração linear estimada pela análise farmacocinética populacional foi de 12,5 mL/h em pacientes com AR, 6,7 mL/h em pacientes com ACG, 5,8 mL/h em pacientes pediátricos com AIJP e 5,7 mL/h em pacientes pediátricos com AIJS. A depuração não linear, dependente da concentração, desempenha um papel importante quando as concentrações de Tocilizumabe são baixas.

Quando a via de depuração não linear está saturada, isto é, com concentrações mais altas de Tocilizumabe, a depuração é determinada principalmente pela depuração linear. Devido à dependência da depuração total em relação às concentrações séricas de Tocilizumabe, t 1/2 de Tocilizumabe também é dependente de concentração e pode ser calculada apenas em determinado nível de concentração sérica.

Em pacientes com AR, no estado de equilíbrio, a meia-vida é de até 11 dias para dose de 4 mg/kg e de 13 dias para 8 mg/kg a cada quatro semanas, na administração intravenosa em pacientes com artrite reumatoide. Para administração subcutânea, a meia-vida aparente dependente de concentração é de até 13 dias para 162 mg por semana e 5 dias para 162 mg em semanas alternadas em pacientes com artrite reumatoide em estado de equilíbrio dinâmico. Em concentrações séricas elevadas, quando a depuração total de Tocilizumabe é dominada pela depuração linear, uma t1/2 terminal de aproximadamente 21,5 dias foi derivada a partir de estimativas de parâmetro populacional.

Em pacientes com ACG, em estado de equilíbrio, t1/2 efetiva de Tocilizumabe variou entre 18,3 e 18,9 dias para o esquema de 162 mg por semana e entre 4,2 e 7,9 dias para 162 mg em semanas alternadas. Em concentrações séricas elevadas, quando a depuração total de Tocilizumabe é dominada pela depuração linear, uma t 1/2 efetiva de aproximadamente 32 dias foi derivada a partir de estimativas de parâmetro populacional.

Em crianças com AIJP, a meia-vida efetiva de Tocilizumabe intravenoso é de até 17 dias para as duas categorias de peso corporal (dose de 8 mg/kg para peso corporal ≥ 30 kg ou dose de 10 mg/kg para peso corporal abaixo de 30 kg) durante um intervalo de dosagem no estado de equilíbrio. Após a administração subcutânea, a meia-vida efetiva de Tocilizumabe em pacientes com AIJP é de até 10 dias para as duas categorias de peso corporal (regime Q2W para peso corporal ≥ 30 kg ou regime Q3W para peso corporal inferior a < 30 kg) durante um intervalo de dosagem no estado de equilíbrio.

Em crianças com AIJS, a meia-vida efetiva de Tocilizumabe intravenoso é de até 16 dias para ambos regimes de dose, 12 mg/kg e 8 mg/kg, a cada duas semanas, durante o intervalo de dose no estado de equilíbrio. Após a administração subcutânea, a meia-vida efetiva de Tocilizumabe em pacientes com AIJS é de até 14 dias para ambos os regimes, de 162 mg, a cada semana ou cada duas semanas, durante o intervalo de doses no estado de equilíbrio.

Não foram conduzidos estudos formais sobre o efeito da insuficiência hepática na farmacocinética de Tocilizumabe.

Não foram conduzidos estudos formais sobre o efeito da insuficiência renal na farmacocinética de Tocilizumabe.

Na análise de farmacocinética populacional, a maioria dos pacientes com AR e ACG apresentava função renal normal ou insuficiência renal leve. Insuficiência renal leve (depuração de creatinina estimada pela fórmula de Cockcroft-Gault) não teve impacto na farmacocinética de Tocilizumabe.

Aproximadamente um terço dos pacientes no estudo WA28119 tiveram insuficiência renal moderada na linha de base (depuração de creatinina estimada de 30 – 59 mL/min). Nestes pacientes, nenhum impacto na exposição ao Tocilizumabe foi notado.

O ajuste da dose não é necessário para pacientes com insuficiência renal leve ou moderada.

A análise da farmacocinética populacional de pacientes adultos com AR e ACG demonstrou que sexo e raça não afetam a farmacocinética de Tocilizumabe. Não é necessário ajuste de dose nesses fatores demográficos.

Não foram conduzidos estudos de carcinogenicidade com Tocilizumabe. Dados pré-clínicos disponíveis mostraram a contribuição da citocina pleiotrópica IL-6 para a progressão maligna e resistência à apoptose de diversos tipos de câncer . Os dados não sugerem risco significativo para início e progressão de câncer durante terapia com Tocilizumabe. Além disso, em um estudo de toxicidade crônica conduzido durante seis meses em macacos Cynomolgus, não foram observadas lesões proliferativas nem tampouco em camundongos deficientes em IL-6 que apresentam depleção crônica de IL-6.

Estudos padrão de genotoxicidade em células procarióticas e eucarióticas foram todos negativos.

Dados pré-clínicos não sugerem efeitos de um análogo de Tocilizumabe na fertilidade. Não foram observados efeitos em órgãos endócrinos ou do sistema reprodutor em um estudo de toxicidade crônica em macacos Cynomolgus nem alteração do desempenho reprodutivo em camundongos machos e fêmeas deficientes em IL-6.

Quando Tocilizumabe foi administrado a macacos Cynomolgus no início da gestação, não foram observados efeitos deletérios diretos ou indiretos na gestação ou no desenvolvimento embriofetal.

Em um estudo de toxicidade embriofetal conduzido em macacos Cynomolgus , observou-se discreto aumento no risco de abortamento / óbito embriofetal após exposição sistêmica elevada (acima de 100 vezes a exposição em humanos) no grupo que recebeu dose alta de 50 mg/kg/dia, em comparação com os grupos que receberam placebo ou dose baixa. A incidência de aborto ocorreu dentro do histórico previsto para macacos Cynomolgus em cativeiro, e casos isolados de aborto / óbito embrionário não demonstraram relação com a dose e duração do tratamento com Tocilizumabe. Embora a IL-6 não pareça ser uma citocina fundamental para o crescimento fetal ou para o controle imunológico da interface maternofetal, a relação entre esse achado e Tocilizumabe não pode ser excluída.

Observou-se a transferência de um análogo murino (componente genético) de Tocilizumabe no leite de camundongos lactantes.

O tratamento com um análogo murino não resultou em toxicidade em ratos jovens. Em particular, não houve comprometimento do crescimento esquelético, função imunológica e maturação sexual.

O perfil de segurança não clínico de Tocilizumabe no macaco Cynomolgus não sugere diferença entre as vias de administração intravenoso e subcutâneo.

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