TerconazolBula do Princípio Ativo

Terconazol - Para que serve?

Terconazol creme é indicado no tratamento da candidíase vulvovaginal (monilíase).

Terconazol: Contraindicação de uso

Terconazol é contraindicado para pacientes que apresentam hipersensibilidade ao Terconazol, a outros derivados imidazólicos ou a qualquer um dos excipientes.

Terconazol: Posologia e como usar

A parte sombreada da figura do aplicador indica a quantidade máxima de creme a ser administrada.

Terconazol é um medicamento de uso intravaginal.

Um aplicador completamente preenchido com aproximadamente 5 g de creme a 0,8%, conforme indicado na figura a seguir, deve ser inserido profundamente na vagina, uma vez ao dia, ao deitar-se, durante cinco dias consecutivos.

Leia atentamente as instruções do modo de uso presentes no final da bula.

Terconazol - Reações Adversas

Reações adversas são eventos adversos que são considerados razoavelmente associados ao uso de Terconazol, com base na avaliação das informações sobre eventos adversos disponíveis. Uma relação causal com Terconazol não pode ser estabelecida de forma confiável em casos individuais.

Adicionalmente, como os estudos clínicos são conduzidos sob condições amplamente variáveis, as taxas de reação adversa observadas nos estudos clínicos do medicamento não podem ser diretamente comparadas às taxas nos estudos clínicos de outros medicamentos e podem não refletir as taxas observadas na prática clínica.

A segurança de Terconazol creme vaginal e supositórios vaginais foi avaliada em 3287 pacientes mulheres que participaram de 30 estudos clínicos para o tratamento de vulvovaginite . Os 30 estudos incluíram 8 estudos clínicos de fase aberta e 22 estudos duplo-cego e avaliaram a segurança dos esquemas posológicos usando supositórios vaginais de Terconazol de 40 mg e 80 mg e creme vaginal de Terconazol de 0,4% e 0,8%.

Reações adversas relatadas por ≥ 1% das pacientes tratadas com Terconazol nestes 30 estudos clínicos são apresentadas na Tabela 1.

Tabela 1: Reações adversas relatadas por ≥ 1% das pacientes tratadas com Terconazol em 30 estudos clínicos

Classe de Sistema/Órgão

Terconazol
(n = 3287)
%

Distúrbios do Sistema Nervoso

13,3

Distúrbios do Sistema Reprodutivo e das Mamas

3,9

Dismenorreia

3,0

Prurido genital

2,6

Desconforto genital

2,0

Dor genital

1,2

Distúrbios Gerais e Condições do Local de Administração

2,6

Reações adversas relatadas por < 1% das pacientes tratadas com Terconazol em 30 estudos clínicos são apresentadas na Tabela 2.

Tabela 2: Reações adversas relatadas por < 1% das pacientes tratadas com Terconazol em 30 estudos clínicos

Classe de Sistema/Órgão

Reação Adversa

Distúrbios Gerais e Condições do Local de Administração

Calafrios

Pirexia

Em adição às reações adversas relatadas durante os estudos clínicos e listadas anteriormente, foram identificadas as reações adversas listadas a seguir por categoria de freqüência estimada de taxas de relatos espontâneos durante o período de pós-comercialização com Terconazol .

a : Sintomas de gripe englobam outros eventos, incluindo náusea, vômitos , mialgia, artralgia e mal-estar, assim como febre e calafrios.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em www. anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Terconazol: Interações medicamentosas

O efeito terapêutico de Terconazol não é afetado pelo uso de anticoncepcionais orais. Os níveis de estradiol e progesterona não diferiram significativamente quando o creme vaginal de Terconazol a 0,8% foi administrado a voluntárias sadias em uso de contraceptivos orais de baixa dosagem.

Terconazol: Precauções

Terconazol é indicado apenas para uso tópico na vulva ou intravaginal, não sendo indicado para uso oral ou oftálmico.

Anafilaxia e necrólise epidérmica tóxica foram relatadas durante o tratamento com Terconazol. Caso essas reações ocorram, o tratamento deve ser descontinuado.

Descontinuar o uso e não submeter a novo tratamento com Terconazol as pacientes que apresentarem sensibilidade, irritação, febre, calafrios ou sintomas semelhantes aos da gripe durante o uso. Terconazol contém um ingrediente de base oleosa que pode danificar diafragmas contraceptivos de borracha ou preservativos de látex e diminuir sua eficácia. Portanto, produtos com base oleosa, tais como Terconazol , óleo mineral , óleos vegetais ou vaselina não devem ser usados concomitantemente ao diafragma ou preservativo de látex.

Na ausência de resposta ao tratamento com Terconazol creme, devem-se realizar estudos microbiológicos adequados (exame direto do esfregaço vaginal, clarificado com KOH e/ou cultura), para se confirmar o diagnóstico e excluir outros patógenos.

O efeito terapêutico de Terconazol creme não é afetado pela menstruação.

Os estudos clínicos conduzidos com Terconazol intravaginal, com doses de até 240 mg incluíram pacientes grávidas e não grávidas. Nos recém-nascidos não foram reveladas reações adversas atribuíveis ao medicamento. Os estudos em animais com doses de até 40 mg/kg, por via oral, não revelaram efeitos tóxicos sobre os fetos. Devido à absorção intravaginal, Terconazol não deve ser usado no primeiro trimestre de gravidez, a menos que o médico considere essencial para o bem-estar da paciente.

Terconazol pode ser usado durante o segundo e terceiro trimestre de gravidez se o potencial benefício superar os possíveis riscos ao feto.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Não se sabe se Terconazol é excretado no leite materno. Portanto, deve-se ter cautela quando Terconazol for utilizado durante a lactação. Caberá ao médico decidir entre suspender a amamentação ou prescrever Terconazol à mãe, considerando a importância desta terapia na sua situação atual.

Não ocorreu comprometimento da fertilidade quando Terconazol até 40 mg/kg/dia foi administrado por via oral a ratas fêmeas por um período de três meses.

A eficácia e a segurança de Terconazol em crianças ainda não foram estabelecidas.

Deve-se ter uma higiene pessoal rigorosa, com as seguintes medidas: lavar sempre e cuidadosamente as mãos; após cada micção, enxugar a vulva sem friccionar o papel higiênico; evitar contaminação fecal com o órgão genital externo; trocar diariamente as roupas íntimas, lavando-as com agentes detergentes.

Não são conhecidos os efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas.

Terconazol: Ação da substância no organismo

Resultados de Eficácia

Em seis estudos envolvendo 236 mulheres que usaram creme vaginal de Terconazol 0,8% por 5 dias, as taxas de cura micológicas foram de 89% e 92% após uma e quatro semanas, respectivamente. Noventa e dois por cento das participantes apresentaram ausência de sinais de eritema vaginal ou vulvar ou edema em uma semana, e 94% apresentaram ausência destes sinais em quatro semanas.

Referência bibliográfica

J. Kell Williams, M.D. Clinical Evaluation of Terconazole: Efficacv and Safety. The Journal of Clinical Practice in Sexuality (Special Issue), p. 24-31, 1991.

Características Farmacológicas

O Terconazol é um agente antifúngico sintético triazólico. Em concentrações fungistáticas, Terconazol inibe a transformação das células leveduriformes em micélio e inibe a síntese de ergosterol dependente do citrocromo P-450, que é um componente vital da membrana celular do fungo.

O Terconazol é ativo “in vitro” contra várias cepas de Candida albicans .

A maior parte da dose de Terconazol aplicada por via intravaginal (média > 60%) permanece na área vaginal. A absorção pela circulação sistêmica é lenta e limitada (< 20%). A concentração plasmática máxima de Terconazol ocorre de 5 a 10 horas após a aplicação do creme. A exposição sistêmica ao medicamento é aproximadamente proporcional à dose aplicada. A taxa e a extensão da absorção de Terconazol é similar em pacientes com candidíase vulvovaginal (grávidas ou não-grávidas) e em pacientes saudáveis.

O Terconazol é altamente ligado às proteínas (94,9%), e o grau de ligação é independente da concentração do medicamento.

O Terconazol é absorvido sistemicamente e é extensivamente metabolizado (> 95%).

Através de vários estudos, a média da meia-vida de eliminação do plasma de Terconazol não metabolizado variou de 6,4 a 8,5 horas. A excreção a partir da circulação sistêmica após a aplicação de uma dose intravaginal radioativa ocorre tanto por via renal (3 a 10%) quanto fecal (2 a 6%).

Não há um aumento significativo na concentração plasmática máxima ou na exposição global [área sob a curva (AUC)] após aplicações múltiplas diárias de creme.

Não houve evidências de teratogenicidade quando Terconazol foi administrado por via oral até 40 mg/kg/dia (25 x a dose humana intravaginal recomendada da formulação do supositório , 50 x a dose humana intravaginal recomendada da formulação de creme vaginal a 0,8%, e 100 x a dose humana intravaginal da formulação de creme vaginal a 0,4%) em ratos, ou 20 mg/kg/dia em coelhos, ou em ratos por via subcutânea até 20 mg/kg/dia.

Dosagens iguais ou inferiores a 10 mg/kg/dia não produziram embriotoxicidade; entretanto, houve um atraso na ossificação fetal com doses de 10 mg/kg/dia em ratos. Houve certa evidência de embriotoxicidade em coelhos e ratos com doses de 20-40 mg/kg. Em ratos, isto refletiu como uma redução no tamanho da ninhada e no número de jovens viáveis e redução do peso fetal. Houve também um atraso na ossificação e uma incidência aumentada de variantes esqueléticas.

A dose sem efeito de 10 mg/kg/dia resultou em um nível médio de pico plasmático de Terconazol em ratas grávidas de 0,176 mcg/mL, que excede em 44 e 30 vezes, respectivamente, o nível médio de pico plasmático encontrado em indivíduos normais após administração intravaginal do creme vaginal de Terconazol a 0,4% (0,004 mcg/mL) e a 0,8% (0,006 mcg/mL), e em 17 vezes o nível médio do pico plasmático (0,010 mcg/mL) encontrado em indivíduos normais após administração intravaginal de supositório vaginal de 80 mg de Terconazol.

Essa avaliação de segurança não leva em conta uma possível exposição do feto através da transferência direta de Terconazol de uma vagina irritada por difusão através das membranas amnióticas.

Não foram realizados estudos para determinação do potencial carcinogênico de Terconazol.

O Terconazol não se mostrou mutagênico quando testado “in vitro ” para indução de mutações microbianas pontuais (teste de Ames) ou para indução de transformação celular, ou “in vivo” por quebras cromossômicas (teste do micronúcleo) ou mutações dominantes letais em células germinativas de camundongo.

Não ocorreu comprometimento da fertilidade quando foram administradas doses orais de até 40 mg/kg/dia de Terconazol em ratas fêmeas por um período de 3 meses.

Estudos demonstraram que 42,4% das pacientes apresentaram alívio nos sintomas após três dias de tratamento com Terconazol. Como este foi o primeiro dia em que se analisou o alívio dos sintomas, não é possível saber, com base nos dados disponíveis, se o alívio dos sintomas ocorre anteriormente.

Fonte do conteúdo

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento Gyno-Fungix ® .

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