RisanquizumabeBula do Princípio Ativo

Risanquizumabe - Para que serve?

Risanquizumabe é indicado para o tratamento de psoríase em placas moderada a grave em pacientes adultos que são candidatos a terapia sistêmica ou fototerapia.

Risanquizumabe: Contraindicação de uso

Risanquizumabe não deve ser usado em pacientes alérgicos ao risanquizumabe ou a qualquer um dos componentes da formulação e em pacientes com infecções clinicamente ativas importantes (por ex: tuberculose ativa, veja "Quais cuidados devo ter ao usar o Risanquizumabe?").

Risanquizumabe: Posologia e como usar

Este medicamento deve ser utilizado exatamente como indicado pelo médico, farmacêutico ou enfermeiro.

Risanquizumabe é administrado na forma de 2 injeções.

O paciente e o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro decidirão se o paciente deve injetar Risanquizumabe por conta própria. Risanquizumabe não deve ser administrado a menos que o paciente tenha sido treinado por um médico, farmacêutico ou enfermeiro. Um cuidador do paciente também pode administrar as injeções de risanquizumabe após o treinamento.

Retire a embalagem da geladeira e deixe-a em temperatura ambiente, longe da luz direta do sol, por 15 a 30 minutos antes da injeção.

Lavar e secar as mãos.

Começar com uma seringa para a primeira injeção.

Para uma dose completa, são necessárias 2 injeções, uma após a outra.

Para a segunda seringa, injetar a pelo menos 3 cm da primeira injeção. Não injetar no mesmo local.

Antes de cada aplicação, limpar o local da injeção fazendo movimentos circulares com um lenço umedecido em álcool.

Segurar a seringa com a agulha tampada apontando para baixo, como mostrado na figura ao lado.

Verificar o líquido na seringa.

Segurar o corpo da seringa em uma mão entre o polegar e o indicador, como se fosse um lápis.

Apertar delicadamente a área da pele limpa com a outra mão e segurá-la com firmeza.

Inserir a agulha completamente na pele em um ângulo de aproximadamente 45 graus usando um movimento rápido e curto.

Manter a seringa estável no mesmo ângulo.

Lentamente empurrar o êmbolo até que todo o líquido seja injetado.

Puxar a agulha para fora da pele, mantendo a seringa no mesmo ângulo.

Lentamente retirar o polegar do êmbolo. A agulha será então coberta pelo protetor de agulha.

Não esfregar a pele onde foi injetado. O paciente pode apresentar um leve sangramento no local da injeção. Isto é normal.

Para uma dose completa, são necessárias 2 injeções, uma após a outra.

2 Injeções são necessárias.

Descartar as seringas usadas no recipiente de descarte especial, imediatamente após o uso.

Posologia do Risanquizumabe

A dose recomendada é de 150 mg (duas injeções de 75 mg) administradas por injeção subcutânea na semana 0, semana 4 e a cada 12 semanas, iniciando após a 2ª dose.

Se uma dose for esquecida, administrar a dose o mais rápido possível. Posteriormente, retomar a administração no dia e horário regular.

A segurança e eficácia de Risanquizumabe em pacientes pediátricos com menos de 18 anos de idade ainda não foram estabelecidas.

Não é necessário ajuste da dose.

Não foram realizados estudos específicos para avaliar o efeito de insuficiência hepática ou renal na farmacocinética de Risanquizumabe. Não se espera que estas condições tenham qualquer impacto significativo na farmacocinética dos anticorpos monoclonais e não se considera necessário ajuste na dose.

Risanquizumabe - Reações Adversas

Um grupo de 2.234 indivíduos foi tratado com Risanquizumabe nos estudos de desenvolvimento clínico em psoríase em placas, representando 2.167 indivíduos-ano de exposição ao medicamento. Destes, 1.208 indivíduos com psoríase receberam Risanquizumabe por pelo menos um ano.

Os dados dos estudos controlados por placebo e medicamento ativo foram agrupados para avaliar a segurança de Risanquizumabe por até 16 semanas. No total, 1.306 indivíduos foram avaliados no grupo Risanquizumabe 150 mg. Eventos adversos graves ocorreram em 2,4% no grupo Risanquizumabe (9,9 eventos/ 100 indivíduos-ano) comparado a 4,0% no grupo placebo (17,4 eventos/ 100 indivíduos-ano), 5,0% no grupo ustequinumabe (18,4 eventos/ 100 indivíduos-ano) e 3,0% no grupo adalimumabe (14,7 eventos/ 100 indivíduos-ano).

a Inclui: infecção do trato respiratório (viral, bacteriana ou não especificada), sinusite (incluindo aguda), rinite , nasofaringite, faringite (incluindo viral), tonsilite.
b Inclui: tinea pedis, tinea cruris, tinea corporis, pitiríase versicolor , tinea manuum, onicomicose.
c Inclui: cefaleia, cefaleia tensional, cefaleia sinusal.
d Inclui: fadiga, astenia.
e Inclui: hematoma no local da injeção, eritema, hematoma, hemorragia, irritação, dor, prurido, reação, edema .

Nas primeiras 16 semanas, as infecções ocorreram em 22,1% do grupo tratado com Risanquizumabe (90,8 eventos/ 100 indivíduos-ano) em comparação com 14,7% do grupo placebo (56,5 eventos/ 100 indivíduos-ano), 20,9% do grupo ustequinumabe (87,0 eventos/ 100 indivíduosano) e 24,3% do grupo adalimumabe (104,2 eventos/ 100 indivíduos-ano). A maioria dos casos foi não grave e de gravidade leve a moderada e não levou à descontinuação do Risanquizumabe.

Ao longo de todo o programa de psoríase, incluindo a exposição a longo prazo ao Risanquizumabe, a taxa de infecções (75,5 eventos por 100 indivíduos-anos) foi semelhante à observada durante as primeiras 16 semanas de tratamento.

Até a Semana 52, a frequência das reações adversas foi semelhante ao perfil de segurança observado durante as primeiras 16 semanas de tratamento. Até a Semana 52, as taxas de eventos adversos graves ajustadas pela exposição por 100 indivíduos-ano foram 9,4 para indivíduos tratados com Risanquizumabe e 10,9 para aqueles tratados com ustequinumabe. Para os indivíduos expostos a um máximo de 77 semanas com Risanquizumabe, não foram identificadas novas reações adversas em comparação com as primeiras 16 semanas de tratamento.

Como com todas as proteínas terapêuticas, existe o potencial para imunogenicidade com Risanquizumabe. A detecção da formação de anticorpos é altamente dependente da sensibilidade e especificidade do ensaio. Além disso, a incidência observada de anticorpos positivos (incluindo anticorpos neutralizantes) em um ensaio, pode ser influenciada por vários fatores, incluindo metodologia do ensaio, manipulação da amostra, momento de coleta da amostra, medicações concomitantes e doença de base. Por esses motivos, a comparação da incidência de anticorpos ao risanquizumabe com a incidência de anticorpos para outros produtos pode ser equivocada.

Para indivíduos tratados com Risanquizumabe na dose clínica recomendada por até 52 semanas nos estudos clínicos de psoríase, foram detectados anticorpos antimedicamento e anticorpos neutralizantes em 24% (263/1079) e 14% (150/1079) dos indivíduos avaliados, respectivamente.

Para a maioria dos indivíduos, os anticorpos para o risanquizumabe, incluindo os anticorpos neutralizantes, não foram associados a alterações na resposta clínica ou segurança. Entre os poucos indivíduos (aproximadamente 1%; 7 / 1.000 na semana 16 e 6/598 na semana 52) com altos títulos de anticorpos (> 128), a resposta clínica pareceu estar reduzida. A incidência de reações no local da injeção é numericamente mais alta nos indivíduos com anticorpos antifármacos positivos comparados com os indivíduos negativos para estes anticorpos no curto prazo (16 semanas: 2,7% versus 1,3%) e no tratamento a longo prazo (> 52 semanas: 5,0% vs 3,3%). As reações no local da injeção foram, em sua maioria, leves e moderadas em gravidade, e nenhuma levou à interrupção do Risanquizumabe.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - Notivisa, disponível em http://www.anvisa.gov.br/ hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Risanquizumabe: Interações medicamentosas

Não se espera que Risanquizumabe seja metabolizado por enzimas hepáticas ou sofra eliminação renal. Não são esperadas interações medicamentosas entre Risanquizumabe e inibidores, indutores ou substratos de enzimas que metabolizam medicamentos e ajustes de dose não são necessários.

Foi realizado um estudo de interação medicamentosa em indivíduos com psoríase em placas para avaliar o efeito da administração repetida de risanquizumabe na farmacocinética dos substratos de sondas sensíveis do citocromo P450 (CYP). A exposição da cafeína (substrato da CYP1A2), varfarina (substrato da CYP2C9), omeprazol (substrato da CYP2C19), metoprolol (substrato da CYP2D6) e midazolam (substrato da CYP3A), após o tratamento com risanquizumabe, foi comparável à exposição anterior ao tratamento com risanquizumabe, indicando ausência de interações medicamentosas clinicamente significativas por meio destas enzimas.

Análises de farmacocinética populacional indicaram que a exposição ao risanquizumabe não foi afetada por medicamentos concomitantes (metformina, atorvastatina , lisinopril , anlodipino, ibuprofeno , acetilsalicilato e levotiroxina) usados por alguns indivíduos com psoríase em placas durante os estudos clínicos.

A segurança e eficácia de Risanquizumabe em combinação com medicamentos imunossupressores , incluindo produtos biológicos, ou com fototerapia, não foram avaliadas.

Risanquizumabe: Precauções

Com o objetivo de melhorar a rastreabilidade de produtos biológicos, o nome comercial e o lote do medicamento utilizado devem ser devidamente registrados.

Caso ocorra uma reação de hipersensibilidade grave, a administração de Risanquizumabe deve ser descontinuada imediatamente e deve ser iniciada terapia apropriada.

Risanquizumabe pode aumentar o risco de infecções. Em pacientes com infecção crônica ou histórico de infecção recorrente, os riscos e benefícios devem ser considerados antes de se prescrever Risanquizumabe.

Pacientes devem ser instruídos a procurarem seu médico, caso desenvolvam sinais ou sintomas de infecção clinicamente importantes. Se um paciente desenvolver infecção ou não estiver respondendo à terapia padrão para a infecção, o paciente deve ser monitorado cuidadosamente e Risanquizumabe não deve ser administrado até que a infecção regrida.

Nos estudos clínicos de Fase 3 para psoríase, dos 72 indivíduos com tuberculose (TB) latente que foram tratados concomitantemente com Risanquizumabe e receberam tratamento para a infecção latente de forma apropriada, nenhum desenvolveu TB ativa durante o acompanhamento médio de 61 semanas utilizando risanquizumabe. Em pacientes com TB latente, deve-se considerar terapia anti-TB antes de iniciar o tratamento com Risanquizumabe.

O Risanquizumabe não deve ser administrado a pacientes com TB ativa.

Antes de iniciar a terapia com Risanquizumabe, a conclusão de todas as imunizações apropriadas deve ser considerada de acordo com as diretrizes atuais de imunização. Se um paciente tiver recebido vacinas vivas (viral ou bacteriana), é recomendado aguardar pelo menos 4 semanas antes de iniciar o tratamento com risanquizumabe. Os pacientes tratados com risanquizumabe não devem receber vacinas vivas durante o tratamento e por pelo menos 21 semanas após o tratamento.

Este medicamento contém 68,0 mg de sorbitol por dose de 150 mg. O efeito aditivo de produtos administrados concomitantemente contendo sorbitol (ou frutose ) e o consumo alimentar de sorbitol (ou frutose) deve ser levado em consideração.

Este medicamento contém menos de 1 mmol de sódio (23 mg) por dose de 150 mg, ou seja, essencialmente “sem sódio”.

O Risanquizumabe não tem ou apresenta influência pouco significativa na capacidade de dirigir e utilizar máquinas.

Os dados limitados disponíveis com o uso de Risanquizumabe em gestantes são insuficientes para informar quaisquer riscos associados ao medicamento.

Um estudo avançado de toxicidade no desenvolvimento pré e pós-natal foi realizado em macacos cynomolgus. Macacas cynomolgus grávidas receberam semanalmente doses subcutâneas de risanquizumabe de 5 e 50 mg/kg a partir do dia 20 de gestação até ao parto e os macacos cynomolgus (mãe e filhotes) foram acompanhados durante 6 meses (180 dias) após o parto. Estas doses produziram exposições até aproximadamente 70 vezes a exposição clínica da dose máxima recomendada em seres humanos (MRHD). Não foram observadas mortes nos fetos/filhotes e/ou malformações relacionadas ao medicamento.

Não houve efeitos sobre o crescimento e desenvolvimento dos filhotes, incluindo avaliação de parâmetros externos, viscerais, esqueléticos e neurocomportamentais e parâmetros de imunotoxicologia do desenvolvimento. Nos filhotes, as concentrações séricas médias aumentaram de maneira dose-dependente e foram aproximadamente 20-90% das respectivas concentrações maternas. Após o parto, a maioria das macacas cynomolgus adultas e todos os filhotes dos grupos tratados com risanquizumabe apresentaram concentrações séricas mensuráveis de risanquizumabe até 91 dias após o parto. As concentrações séricas estavam abaixo dos níveis detectáveis em 180 dias após o parto.

Categoria B: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

As mulheres com potencial para engravidar devem utilizar um método contraceptivo eficaz durante o tratamento e por pelo menos 21 semanas após a última dose do tratamento.

Não há dados disponíveis sobre a presença de risanquizumabe no leite humano, sobre os efeitos no bebê amamentado ou sobre os efeitos na produção de leite. Embora a IgG humana seja secretada no leite humano, os dados publicados sugerem que os anticorpos no leite materno não entram na circulação neonatal e infantil em quantidades substanciais.

Dos 2234 indivíduos com psoríase em placas, expostos ao risanquizumabe em estudos clínicos, 243 tinham 65 anos ou mais e 24 indivíduos tinham 75 anos ou mais. Portanto, há informações limitadas em indivíduos ≥ 65 anos de idade. No geral, não foram observadas diferenças na exposição de risanquizumabe entre indivíduos idosos e mais jovens que receberam Risanquizumabe.

Risanquizumabe: Ação da substância no organismo

Resultados de Eficácia

A eficácia e segurança de Risanquizumabe foram avaliadas em 2.109 indivíduos com psoríase em placas moderada a grave em quatro estudos multicêntricos, randomizados, duplo-cegos (ULTIMMA-1, ULTIMMA-2, IMMHANCE e IMMVENT).

Os indivíduos admitidos tinham 18 anos de idade ou mais e apresentavam psoríase em placas com envolvimento da área de superfície corpórea (BSA) ≥ 10%, versão estática da Avaliação Global pelo Médico (sPGA) ≥3 na avaliação geral (espessura/endurecimento da placa, eritema e escamação) da psoríase em uma escala de gravidade de 0 a 4, e Indice de gravidade da psoríase por área (PASI) ≥ 12.

Em geral, os indivíduos apresentaram uma pontuação PASI basal mediana de 17,8 e BSA mediana de 20%. A pontuação sPGA basal foi grave em 19,3% dos indivíduos. Um total de 9,8% dos indivíduos do estudo apresentaram histórico de artrite psoriásica diagnosticada.

Em todos os estudos, 30,9% dos indivíduos não haviam sido expostos previamente a terapias biológicas e terapias sistêmicas não biológicas, 38,1% dos indivíduos haviam recebido fototerapia prévia, 48,3% haviam recebido terapia sistêmica não biológica prévia, 42,1% haviam recebido terapia biológica, e 23,7% haviam recebido pelo menos um agente anti-TNF alfa para o tratamento da psoríase.

Os estudos ULTIMMA-1 e ULTIMMA-21 admitiram 997 indivíduos (598 randomizados para Risanquizumabe 150 mg, 199 para ustequinumabe 45 mg ou 90 mg e 200 para placebo). Os indivíduos receberam tratamento na semana 0, semana 4 e, posteriormente a cada 12 semanas, após as doses iniciais na semana 0 e semana 4. Os resultados são apresentados na Tabela 1 e Figura 1.

Tabela 1. Resultados de Eficácia em Adultos com Psoríase em Placas nos estudos ULTIMMA-1 e ULTIMMA-2

ULTIMMA-1

ULTIMMA-2

Placebo (N=98) n (%)

sPGA pele sem lesões ou quase sem lesões (0 ou 1)

Semana 12

9 (9,2)

Semana 16

5 (5,1)

Semana 52

sPGA pele sem lesões (0)

Semana 16

3 (3,1)

Semana 52

PASI 75

Semana 12

8 (8,2)

Semana 52

PASI 90

Semana 16

2 (2,0)

Semana 52

PASI 100

Semana 16

2 (2,0)

Semana 52

Todas as comparações de Risanquizumabe versus Ustequinumabe e placebo atingiram p <0,001, exceto para PASI 75 na Semana 52 no estudo ULTIMMA-2, onde p = 0,001.
a Desfechos coprimários versus placebo.

Figura 1. Evolução da alteração percentual média a partir do período basal do PASI nos estudos ULTIMMA-1 e ULTIMMA-2

RZB = risanquizumabe.
UST = ustequinumabe.
p < 0,001 em cada timepoint.

O exame de idade, sexo, raça, peso corporal (≤130 kg), pontuação PASI basal, artrite psoriásica concomitante, tratamento sistêmico não biológico prévio, tratamento biológico prévio e falha no tratamento com biológico prévio não identificou diferenças na resposta ao Risanquizumabe entre esses subgrupos.

Foram observadas melhoras na psoríase envolvendo o couro cabeludo, as unhas e as palmas e plantas na Semana 16 e na Semana 52 em indivíduos tratados com Risanquizumabe.

O estudo IMMHANCE 2 admitiu 507 indivíduos (407 randomizados para Risanquizumabe 150 mg e 100 para placebo). Os indivíduos receberam tratamento na Semana 0, Semana 4 e a cada 12 semanas. Os indivíduos que estavam originalmente em tratamento com Risanquizumabe e tiveram uma resposta sPGA de pele sem lesões ou quase sem lesões na Semana 28 foram randomizados novamente para continuar com Risanquizumabe a cada 12 semanas ou ter o tratamento descontinuado.

Na Semana 16, Risanquizumabe foi superior ao placebo nos desfechos coprimários de sPGA de pele sem lesões ou quase sem lesões (83,5% Risanquizumabe vs 7,0% placebo) e PASI 90 (73,2% Risanquizumabe vs 2,0% placebo). Mais indivíduos que utilizaram Risanquizumabe apresentaram pele sem lesões [sPGA 0 (46,4% Risanquizumabe vs 1,0% placebo) ou PASI 100 [47,2% Risanquizumabe vs 1,0% placebo] na Semana 16. Os indivíduos que receberam Risanquizumabe também apresentaram maior probabilidade de ter uma resposta PASI 75 quando comparada com placebo (88,7% Risanquizumabe vs 8,0% placebo).

Dos 31 indivíduos do estudo IMMHANCE com tuberculose (TB) latente, que não receberam tratamento da infecção latente durante o estudo, nenhum desenvolveu TB ativa durante o acompanhamento médio de 55 semanas utilizando risanquizumabe.

O estudo IMMVENT 3 admitiu 605 indivíduos (301 randomizados para Risanquizumabe e 304 para adalimumabe). Os indivíduos randomizados para Risanquizumabe receberam 150 mg de tratamento na Semana 0, Semana 4 e a cada 12 semanas após a 2ª dose. Os indivíduos randomizados para adalimumabe receberam 80 mg na Semana 0, 40 mg na Semana 1 e 40 mg a cada duas semanas até a Semana 15.

Resultados semelhantes para Risanquizumabe na Semana 16 foram vistos tanto no estudo IMMVENT quando comparados aos demais estudos clínicos (Tabela 2 e Figura 2).

Tabela 2. Resultados de eficácia na Semana 16 em adultos com psoríase em placas no estudo IMMVENT

Adalimumabe (N=304) n (%)

sPGA de pele sem lesões ou quase sem lesões a

183 (60,2)

PASI 75

273 (90,7)

218 (71,7)

PASI 90 a

144 (47,4)

PASI 100

70 (23,0)

Todas as comparações atingiram.
a < 0,001 a Desfechos coprimários.

Para indivíduos que tiveram PASI 50 a < PASI 90 com adalimumabe na Semana 16 e foram randomizados novamente, as diferenças nas taxas de resposta PASI 90 entre a troca para Risanquizumabe e a continuação de adalimumabe foram observadas logo após 4 semanas da rerandomização (49,1% vs 26,8 %, respectivamente). Sessenta e seis porcento (35/53) dos indivíduos atingiram PASI 90 após 28 semanas de Risanquizumabe, em comparação com 21,4% (12/56) que continuaram a receber adalimumabe. Outros níveis de resposta também foram maiores após nova randomização para Risanquizumabe: 39,6% PASI 100, 39,6% sPGA sem lesões e 73,6% sPGA sem lesões ou quase sem lesões tiveram resposta após a troca para Risanquizumabe, em comparação com 7,1% PASI 100, 7,1% sPGA sem lesões e 33,9% sPGA sem lesões ou quase sem lesões que continuaram recebendo adalimumabe.

Figura 2. Evolução da PASI 90 após nova randomização no estudo IMMVENT

ADA/ADA: Indivíduos randomizados para adalimumabe e que continuaram com adalimumabe.
ADA/RZB: Indivíduos randomizados para adalimumabe e que trocaram para Risanquizumabe.
p<0,05 na Semana 4 e p < 0,001 em cada time point, a partir da Semana 8.

Nos 270 pacientes que mudaram de adalimumabe para Risanquizumabe sem um período de washout, o perfil de segurança foi semelhante àquele dos pacientes que iniciaram Risanquizumabe após o washout de quaisquer terapias sistêmicas anteriores.

Em uma análise integrada de indivíduos respondedores PASI 100 que receberam Risanquizumabe nos estudos ULTIMMA-1 e ULTIMMA-2 na Semana 16, destes, 79,8% (206/258) dos indivíduos que continuaram com Risanquizumabe mantiveram a resposta na Semana 52. Dentre os respondedores PASI 90 na Semana 16, 88,4% (398/450) dos indivíduos mantiveram a resposta na Semana 52.

Entre os indivíduos com resposta sPGA de pele sem lesões ou quase sem lesões na Semana 28 no estudo IMMHANCE, 87,4% (97/111) dos indivíduos rerandomizados para continuar o tratamento com Risanquizumabe mantiveram essa resposta na Semana 52 em comparação com 61,3% (138/225) dos que foram re-randomizados para retirada de Risanquizumabe.

Significativamente mais indivíduos tratados com Risanquizumabe obtiveram pontuação 0 ou 1 [sem impacto na qualidade de vida relacionada à saúde] no Índice de Qualidade de Vida em Dermatologia (DLQI) na Semana 16 em comparação ao placebo, ao adalimumabe ou ustequinumabe (Tabela 3). A melhora na qualidade de vida relacionada à saúde se manteve até a Semana 52 (estudos ULTIMMA-1 e ULTIMMA-2).

Tabela 3. Qualidade de vida relacionada à saúde nos estudos ULTIMMA-1, ULTIMMA-2 e IMMVENT

ULTIMMA-1

ULTIMMA-2

IMMVENT

Risanquizumabe

Adalimumabe

(N=304) n (%)

DLQI 0 ou 1

Semana 16

148 (48,7)

Semana 52

Todas as comparações de Risanquizumabe versus ustequinumabe, adalimumabe e placebo atingiram p < 0,001.

Nos estudos ULTIMMA-1 e ULTIMMA-2 foram demonstradas melhoras significativamente maiores nos sintomas de psoríase (coceira, dor, vermelhidão e queimação, conforme medido pela Pontuação de Sintomas de Psoríase [PSS]) com Risanquizumabe comparado ao placebo na Semana 16. Uma proporção significativamente maior de indivíduos utilizando Risanquizumabe atingiram índice PSS 0 (sem sintomas) na Semana 16 em comparação com ustequinumabe e com placebo. Na Semana 52, 55,7% (333/598) dos indivíduos utilizando Risanquizumabe relataram ausência de coceira, dor, vermelhidão ou queimação.

Ansiedade e depressão , medidas pela Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS), melhoraram no grupo com Risanquizumabe na Semana 16 em comparação com aqueles que receberam placebo nos estudos ULTIMMA-1 e ULTIMMA-2.

Uma melhora maior no Questionário de Limitações no Trabalho (WLQ) na Semana 16 foi alcançada em indivíduos que receberam Risanquizumabe em comparação com aqueles que receberam adalimumabe no estudo IMMVENT.

Os dados não clínicos não revelaram riscos especiais para seres humanos, com base em estudos de toxicidade de doses repetidas, incluindo avaliações farmacológicas da segurança, em estudo de toxicidade reprodutora e no desenvolvimento em macacos cynomolgus com doses de até 50 mg/kg/semana (produzindo exposições de cerca de 70 vezes a exposição clínica na dose humana máxima recomendada [MRHD]).

Estudos de carcinogenicidade não foram realizados com Risanquizumabe. Em um estudo de toxicologia crônica de 26 semanas em macacos cynomolgus com doses de até 50 mg/kg/semana (cerca de 70 vezes a exposição clínica na MRHD), não foram observadas lesões préneoplásicas ou neoplásicas.

Não foram realizados estudos de mutagenicidade com Risanquizumabe.

Estudos em macacos cynomolgus com doses de até 50 mg/kg/semana (cerca de 70 vezes a exposição clínica na MRHD) com Risanquizumabe não indicaram efeitos nocivos diretos ou indiretos na fertilidade masculina ou feminina. No estudo de toxicologia de doses repetidas de 26 semanas, a histopatologia dos órgãos reprodutores de macacos cynomolgus machos e fêmeas não revelou qualquer resultado adverso relevante. Em um estudo de doses repetidas de 26 semanas em macacos cynomolgus machos sexualmente maduros, não foram observados efeitos nos parâmetros de fertilidade masculina.

Em um estudo de toxicologia de 26 semanas com doses subcutâneas semanais de até 50 mg/kg, não foram observados efeitos adversos em macacos cynomolgus machos e fêmeas com exposições cerca de 70 vezes superiores à exposição clínica na MRHD.

Referências Bibliográficas

1. Gordon KB, Strober B, Lebwohl M et al. Efficacy and safety of risankizumab in moderate-to-severe plaque psoriasis (UltIMMa-1 and UltIMMa-2): results from two double-blind, randomised, placebo-controlled and ustekinumab-controlled phase 3 trials. Lancet. 2018 Aug 7. pii: S0140-6736(18)31713-6. doi: 10.1016/S0140-6736(18)31713-6.
2. Blauvelt A, Papp KA, Gooderham M et al. RISANKIZUMAB EFFICACY/SAFETY IN MODERATETO-SEVERE PLAQUE PSORIASIS: 16-WEEK RESULTS FROM IMMHANCE.Acta Dermato-Venereaologica. Volume 98 2018 Supplement N0 216 (P066). Presented at 5th World Psoriasis & Psoriatic Arthritis Conference 2018 June 27– 30, 2018 Stockholm, Sweden.
3. Reich K, Gooderham M, Thaci D et al. Efficacy and Safety of Risankizumab Compared with Adalimumab in Patients with Moderate-to-Severe Plaque Psoriasis: Results from the Phase 3 IMMvent Trial. Poster presented at 27th European Academy of Dermatology and Venerology Congress; September 12-16, 2018; Paris, France. Poster P1813.

Características Farmacológicas

O risanquizumabe é um anticorpo monoclonal humanizado ( imunoglobulina G1 [IgG1]) bloqueador da interleucina-23. Este ativo é produzido em células de ovário de hamster chinês (CHO), utilizando a tecnologia de DNA recombinante.

Grupo farmacoterapêutico: Imunossupressores, inibidores da interleucina, código ATC L04AC16.

O risanquizumabe é um anticorpo monoclonal humanizado IgG1 que se liga seletivamente com alta afinidade à subunidade p19 da citocina humana interleucina 23 (IL-23) e inibe sua interação com o complexo do receptor da IL-23. A IL-23 é uma citocina habitualmente presente no corpo humano que está envolvida em respostas inflamatórias e imunes. A IL-23 dá suporte ao desenvolvimento, manutenção e ativação de células Th17, que produzem IL-17A, IL-17F e IL-22, bem como outras citocinas pró-inflamatórias, e desempenha um papel fundamental na condução de doenças autoimunes inflamatórias, como a psoríase. A IL-23 é regulada positivamente na pele lesionada em comparação com a pele não lesionada de pacientes com psoríase em placas. Ao bloquear a ligação da IL-23 ao seu receptor, o risanquizumabe inibe a sinalização celular dependente de IL-23 e a liberação de citocinas pró-inflamatórias.

O risanquizumabe não se liga à IL-12 humana, que compartilha a subunidade p40 com a IL-23.

Em um estudo de indivíduos com psoríase, a expressão de genes associados ao eixo IL-23/IL-17 foi diminuída na pele após doses únicas de risanquizumabe. Reduções na espessura da epiderme, infiltração de células inflamatórias e expressão de marcadores da doença psoriásica também foram observadas nas lesões psoriásicas.

O risanquizumabe apresentou farmacocinética linear com aumento proporcional à dose na exposição em intervalos de dose de 18 a 300 mg e 0,25 a 1 mg/kg, administrados por via subcutânea e 200 a 1200 mg e 0,01 a 5 mg/kg administrados por via intravenosa.

Após administrações subcutâneas de risanquizumabe, as concentrações plasmáticas máximas foram atingidas entre 3-14 dias após a administração com biodisponibilidade absoluta estimada de 89%.

Com o regime de administração em indivíduos com psoríase (150 mg na Semana 0, Semana 4 e após as duas doses iniciais, a cada 12 semanas), a concentração plasmática no estado de equilíbrio e a concentração plasmática máxima estimada são de 12 e 2 µg/mL, respectivamente.

A média (± desvio padrão) do volume de distribuição no estado de equilíbrio (Vss) foi de 11,4 (±2.7) L, nos estudos de Fase 3 em pacientes com psoríase, indicando que a distribuição de risanquizumabe é limitada, principalmente aos espaços vascular e intersticial.

Em terapias com anticorpos monoclonais, as IgG são tipicamente degradadas em pequenos peptídeos e aminoácidos por meio de vias catabólicas, do mesmo modo que as IgG endógenas. Não se espera que risanquizumabe seja metabolizado pelas enzimas do citocromo P450.

A depuração sistêmica média (± desvio padrão) do risanquizumabe foi de 0,3 (± 0,1) L/dia nos estudos de Fase 3 em pacientes com psoríase. A meia-vida média de eliminação terminal de risanquizumabe variou de 28 a 29 dias nos estudos de Fase 3 em pacientes com psoríase.

Sendo um anticorpo monoclonal IgG1, não se espera que risanquizumabe passe por filtração glomerular nos rins ou seja excretado como uma molécula intacta na urina.

O risanquizumabe exibiu uma farmacocinética linear com aumentos aproximadamente proporcionais à dose na exposição sistêmica (Cmax e AUC) nos intervalos de dose avaliados de 18 a 300 mg ou 0,25 a 1mg / Kg na administração subcutânea em indivíduos saudáveis e indivíduos com psoríase.

A farmacocinética de risanquizumabe em pacientes pediátricos não foi estabelecida.

Dos 2.234 indivíduos com psoríase em placas expostos ao Risanquizumabe, 243 tinham 65 anos ou mais e 24 indivíduos tinham 75 anos ou mais. No geral, não foram observadas diferenças na exposição, segurança e eficácia de risanquizumabe entre indivíduos idosos e mais jovens que receberam Risanquizumabe.

Não foram realizados estudos específicos para determinar o efeito da insuficiência renal ou hepática na farmacocinética de risanquizumabe. Com base na análise de farmacocinética populacional, os níveis séricos de creatinina, clearance de creatinina ou dosagem de enzimas hepáticas (ALT/AST/bilirrubina), não apresentaram impacto significativo no clearance de risanquizumabe em indivíduos com psoríase.

Sendo um anticorpo monoclonal IgG1, o risanquizumabe é eliminado principalmente por meio de catabolismo intracelular e não se espera que sofra metabolismo via enzimas hepáticas do citocromo P450 ou eliminação renal.

O clearance de risanquizumabe e o volume de distribuição aumentam com o aumento do peso corporal, o que pode resultar em uma eficácia reduzida em indivíduos com peso corporal elevado (> 130 kg). No entanto, esta observação é baseada em um número limitado de indivíduos. Atualmente, não é recomendado ajuste da dose com base no peso corporal.

O clearance de risanquizumabe não foi significativamente influenciado pelo sexo ou raça em indivíduos adultos com psoríase em placas. Não foram observadas diferenças clinicamente significativas na exposição ao risanquizumabe em indivíduos chineses ou japoneses em comparação com indivíduos caucasianos em um estudo clínico de farmacocinética.

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