Propionato de FluticasonaBula do Princípio Ativo

Propionato de Fluticasona - Para que serve?

O Propionato de Fluticasona exerce atividade anti-inflamatória potente nos pulmões. Reduz os sintomas e as exacerbações da asma em pacientes previamente tratados com broncodilatadores isolados ou com outra terapia profilática.

Os casos de asma grave necessitam de avaliação médica contínua, uma vez que pode ocorrer óbito. Os pacientes com asma grave apresentam sintomas constantes e exacerbações frequentes, além de capacidade física limitada e pico de fluxo expiratório (PFE) inferior a 60% do calculado na fase basal, com variabilidade maior que 30%; de modo geral, não retornam totalmente à condição normal após o uso de broncodilatadores. Esses pacientes necessitam de inalação de altas doses ou de tratamento com corticosteroides orais. A piora súbita dos sintomas pode requerer aumento da dose de corticosteroides, que devem ser administrados com urgência e sob supervisão médica.

Crianças a partir de 1 ano de idade, que necessitem de medicação preventiva para a asma, incluindo-se os pacientes não controlados por medicação profilática atualmente disponível no mercado.

Estudos clínicos demonstram que o uso regular do Propionato de Fluticasona por via inalatória tem efeitos benéficos sobre a função pulmonar, reduzindo os sintomas da DPOC, a frequência e a gravidade das exacerbações e a necessidade de terapia adicional com corticosteroides orais.

Observou-se também a redução da taxa de declínio do estado de saúde do paciente.

Propionato de Fluticasona tem um efeito anti-inflamatório nos pulmões.

O fármaco reduz os sintomas e as exacerbações da asma em pacientes previamente tratados apenas com broncodilatadores ou com outro tratamento profilático.

Episódios sintomáticos relativamente breves podem ser tratados com o uso de broncodilatadores de ação rápida. No entanto, exacerbações mais prolongadas requerem, além desses, o uso de tratamento oral ou injetável com corticosteroides o mais breve possível, a fim de controlar a inflamação.

Ao iniciar o tratamento com Propionato de Fluticasona, muitos pacientes dependentes de corticosteroides sistêmicos para o controle adequado dos sintomas podem reduzir significativamente ou eliminar a necessidade de corticosteroides orais por várias semanas ou meses.

A terapia de manutenção subsequente com um corticoide inalatório pode ser realizada usando-se a formulação em inalador de doses pressurizado (spray) ou em pó (Diskus).

A terapia de manutenção subsequente com um corticoide inalatório pode ser realizada usando-se a formulação em inalador de doses pressurizado (spray) ou em pó (Diskus).

Propionato de Fluticasona: Contraindicação de uso

O uso de Propionato de Fluticasona é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da fórmula.

Categoria B de risco na gravidez. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Propionato de Fluticasona: Posologia e como usar

Antes de usar Propionato de Fluticasona, leia atentamente as instruções abaixo.

O dispositivo Propionato de Fluticasona está lacrado em um invólucro laminado metálico. O invólucro fornece proteção contra a umidade e deve ser aberto apenas quando for usado pela primeira vez. Depois de aberto, o invólucro laminado deve ser descartado.

Quando você retirar o inalador Propionato de Fluticasona do cartucho e remover o invólucro, ele estará na posição “fechado”.

Um inalador Diskus ® novo contém 60 doses cuidadosamente medidas, na forma de pó, e higienicamente protegidas. Não requer manutenção nem troca de refil. O indicador de doses, localizado na parte superior do dispositivo, informa quantas doses ainda restam.

Os números de 5 a 0 aparecerão na cor vermelha como um alerta de que restam apenas algumas doses.

Caso haja indicação de duas inalações consecutivas, você deve fechar o Diskus® e repetir todas as etapas mencionadas acima.

Propionato de Fluticasona só deve ser usado por inalação oral.

Deve-se alertar os pacientes sobre a natureza profilática da terapia com Propionato de Fluticasona por inalação e sobre a necessidade de utilizar regularmente o produto mesmo na ausência de sintomas.

A resposta à terapia é observada de quatro a sete dias após o início do tratamento, embora os pacientes que nunca usaram corticoides inalatórios possam obter algum benefício já nas primeiras 24 horas.

A dose do Propionato de Fluticasona deve ser ajustada de acordo com a resposta individual.

Deve-se orientar os pacientes a procurar auxílio médico caso observem que o alívio proporcionado por broncodilatadores de curta ação se tornou menos efetivo ou necessitem de um número de inalações maior do que o prescrito.

Recomenda-se que a dose prescrita seja administrada, no mínimo, em duas inalações.

Propionato de Fluticasona só deve ser usado por inalação oral.

Deve-se alertar os pacientes sobre a natureza profilática da terapia com Propionato de Fluticasona por inalação e sobre a necessidade de utilizar regularmente o produto mesmo na ausência de sintomas.

A resposta à terapia é observada de quatro a sete dias após o início do tratamento, embora os pacientes que nunca usaram corticoides inalatórios possam obter algum benefício já nas primeiras 24 horas.

Os pacientes devem ser orientados a procurar o médico caso observem que o alívio proporcionado por broncodilatadores de curta ação se tornou menos efetivo ou necessitem de um número de inalações maior do que o prescrito.

Doses de 100 a 1.000 mcg duas vezes ao dia.

Deve-se orientar os pacientes a tomar uma dose inicial apropriada para a gravidade da doença.

Asma leve

100 a 250 mcg duas vezes ao dia

Asma moderada

250 a 500 mcg duas vezes ao dia

Asma grave

500 a 1.000 mcg duas vezes ao dia

A dose pode, então, ser ajustada até que se atinja o controle ou reduzida ao mínimo efetivo de acordo com a resposta individual.

Alternativamente, pode-se padronizar a dose inicial de Propionato de Fluticasona como a metade da dose total diária de dipropionato de beclometasona ou o equivalente administrado por inalador dosimetrado.

Doses de 50 a 200 mcg duas vezes ao dia.

Deve-se lembrar que apenas Propionato de Fluticasona 50 mcg é adequado para administração nessas dosagens.

Em muitos casos pediátricos, a asma é bem controlada com o regime de 50 a 100 mcg duas vezes ao dia. Para os pacientes cuja asma não é suficientemente controlada com essa dose, pode-se alcançar benefício adicional com aumento de dose até 200 mcg duas vezes ao dia.

As crianças devem tomar uma dose inicial de Propionato de Fluticasona apropriada para a gravidade da doença. No entanto, a dose pode ser ajustada até que se atinja o controle ou reduzida ao mínimo efetivo de acordo com a resposta individual.

Esse dispositivo não é recomendado para os pacientes dessa faixa etária.

A dose recomendada para adultos é de 500 mcg duas vezes ao dia.

Deve-se lembrar que apenas Propionato de Fluticasona 250 mcg é adequado para administração nessa dose.

Os pacientes devem estar cientes de que é preciso utilizar Propionato de Fluticasona diariamente para alcançar o benefício ideal, o que ocorre, em geral, no período de três a seis meses. Caso não haja melhora após esse tempo, o paciente deve passar por nova avaliação médica.

Não há necessidade de ajuste de dose para pacientes idosos nem para os que têm insuficiência hepática ou renal.

Antes de usar Propionato de Fluticasona, leia atentamente as instruções abaixo.

Antes de utilizá-lo pela primeira vez ou caso você não use o inalador há uma semana ou mais, remova o protetor do bocal, apertando delicadamente suas laterais. Agite bem o inalador e libere um jato de ar para verificar se o aparelho funciona bem.

Não apresse a execução dos passos 3 e 4. É importante inspirar o mais lentamente possível antes de acionar o inalador. Pratique em frente ao espelho nas primeiras vezes. Se perceber uma névoa sair do topo do inalador ou dos cantos de sua boca, comece novamente a partir do passo 2.

Caso haja necessidade de uso de espaçador, recomenda-se seguir cuidadosamente as instruções do médico, que deve ser informado sobre qualquer dificuldade.

Deve-se limpar o inalador pelo menos uma vez por semana.

Não coloque a lata de metal na água.

Propionato de Fluticasona Spray só deve ser usado por inalação oral.

Deve-se alertar os pacientes sobre a natureza profilática da terapia com Propionato de Fluticasona por inalação e sobre a necessidade de utilizar regularmente o produto mesmo na ausência de sintomas.

A dosagem do Propionato de Fluticasona deve ser ajustada de acordo com a resposta individual.

Recomenda-se que a dose prescrita seja administrada, no mínimo, em duas inalações.

Os pacientes que apresentam dificuldade de manipular o inalador podem recorrer a um espaçador para usar Propionato de Fluticasona Spray.

A resposta à terapia é observada de quatro a sete dias após o início do tratamento, embora os pacientes que nunca usaram corticoides inalatórios possam obter algum benefício já nas primeiras 24 horas. Os pacientes devem ser orientados a procurar o médico caso observem que o alívio proporcionado por broncodilatadores de curta ação se tornou menos efetivo ou necessitem de um número de inalações maior do que o prescrito.

Doses de 100 a 1.000 mcg duas vezes ao dia.

Deve-se orientar os pacientes a tomar uma dose inicial apropriada para a gravidade da doença.

Asma leve

100 a 250 mcg duas vezes ao dia

Asma moderada

250 a 500 mcg duas vezes ao dia

Asma grave

500 a 1.000 mcg duas vezes ao dia

A dose pode, então, ser ajustada até que se atinja o controle ou reduzida ao mínimo efetivo de acordo com a resposta individual.

Alternativamente, pode-se padronizar a dose inicial de Propionato de Fluticasona como a metade da dose total diária de dipropionato de beclometasona ou o equivalente administrado por inalador dosimetrado.

Doses de 50 a 200 mcg duas vezes ao dia.

Deve-se lembrar de que somente Propionato de Fluticasona Spray 50 mcg é adequado para administração nas doses acima.

Em muitos casos pediátricos, a asma é bem controlada com a utilização de 50 a 100 mcg duas vezes ao dia. Para os pacientes cuja asma não é suficientemente controlada com essa dose, pode-se alcançar benefício adicional com aumento de dose até 200 mcg duas vezes ao dia.

As crianças devem tomar uma dose inicial de Propionato de Fluticasona apropriada para a gravidade da doença. No entanto, a dose pode ser ajustada até que se atinja o controle ou reduzida ao mínimo efetivo de acordo com a resposta individual.

A apresentação em spray do Propionato de Fluticasona talvez não ofereça a dose pediátrica necessária. Nesse caso, deve-se considerar uma apresentação alternativa do medicamento (como o pó para inalação).

O Propionato de Fluticasona é benéfico no controle dos sintomas frequentes e persistentes da asma em crianças dessa faixa etária.

Estudos clínicos conduzidos com crianças dessa idade demonstraram que o controle ideal dos sintomas da asma é alcançado com doses de 100 mcg, duas vezes ao dia, administradas com o auxílio de um espaçador com máscara.

O diagnóstico e o tratamento da asma devem passar por revisão regular.

A dose recomendada para adultos é de 500 mcg duas vezes ao dia.

Deve-se lembrar que somente Propionato de Fluticasona Spray 250 mcg é adequado para administração nessa dosagem.

Os pacientes devem estar cientes de que é preciso utilizar Propionato de Fluticasona Spray diariamente para alcançar o benefício ideal, o que ocorre, em geral, no período de três a seis meses.

Caso não haja melhora após esse tempo, o paciente deve passar por nova avaliação médica.

Não há necessidade de ajuste de dose para pacientes idosos nem para os que têm insuficiência hepática ou renal.

Uso inalatório.

Os pacientes devem ser informados sobre a natureza profilática do tratamento com Propionato de Fluticasona e que o medicamento deve ser tomado regularmente, mesmo quando estiverem assintomáticos.

Propionato de Fluticasona deve ser administrado como um aerossol produzido por um nebulizador de jato, conforme indicado por um médico.

Como a aplicação do fármaco pode ser afetada por uma variedade de critérios, consulte as instruções do fabricante do nebulizador.

O uso de Propionato de Fluticasona com nebulizadores ultrassônicos em geral não é recomendado.

Propionato de Fluticasona não deve ser injetado.

Propionato de Fluticasona destina-se a inalação oral, e o uso de um bocal é recomendado. Se o uso de uma máscara facial for necessário, pode ocorrer inalação nasal.

A melhora máxima na asma pode ser atingida em quatro a sete dias após o início do tratamento. No entanto, Propionato de Fluticasona demonstrou ter um efeito terapêutico nas 24 horas após o início do tratamento para pacientes que não receberam tratamento anterior com corticoides inalatórios.

Se os pacientes concluírem que o alívio com broncodilatadores de curta duração se torna menos eficaz ou se precisarem de mais inalações do que o normal, devem buscar orientação médica.

Para ajudar na administração de pequenos volumes da suspensão, ou caso seja desejável prolongar o tempo de utilização, a suspensão de Propionato de Fluticasona pode ser diluída imediatamente antes do uso em solução salina estéril. Qualquer solução não utilizada que sobrar no copo do nebulizador deve ser descartada.

Como muitos nebulizadores operam com fluxo contínuo basal, é provável que a droga nebulizada seja liberada no ambiente. Portanto, Propionato de Fluticasona deve ser administrado em um local bem ventilado, principalmente em hospitais, aonde vários pacientes podem estar usando nebulizadores ao mesmo tempo.

500 a 2.000 microgramas duas vezes ao dia.

1.000 microgramas duas vezes ao dia.

Os pacientes devem receber uma dose inicial de Propionato de Fluticasona apropriada à gravidade de sua doença. Em seguida, a dose deve ser ajustada até que o controle seja atingido ou então reduzida até a dose mínima eficaz, de acordo com a resposta de cada paciente.

Uma dose na faixa máxima é recomendada para o tratamento de exacerbações agudas da asma por até sete dias após a exacerbação. A partir de então, deve-se considerar a redução da dose.

Não é necessário ajustar a dose em pacientes idosos ou naqueles com insuficiência hepática ou renal.

Propionato de Fluticasona deve ser administrado com um respirador ou nebulizador e apenas sob orientação médica. O produto não deve ser injetado nem administrado por via oral, e sim inalado.

Consulte as instruções do fabricante para uso do nebulizador.

É importante assegurar que o conteúdo da ampola esteja bem misturado antes do uso. Segure a ampola horizontalmente pela parte superior e agite-a para garantir a completa homogeneização dando algumas batidas com o dedo indicador da outra mão na parte inferior da ampola. Repita este processo várias vezes até que todo o conteúdo da ampola esteja completamente misturado.

Para abrir gire a guia de torção na parte superior da ampola.

É aconselhável administrar através de um bocal.

Se estiver usando uma máscara facial, proteger a pele com creme de barreira, ou lavar o rosto completamente após o tratamento.

Propionato de Fluticasona - Reações Adversas

As reações comuns, muito comuns e incomuns são geralmente determinadas a partir de dados de estudos clínicos. As reações raras e muito raras são determinadas, de modo geral, com base em relatos espontâneos.

Candidíase oral e da garganta (pode ocorrer em alguns pacientes. É possível obter alívio fazendo-se a lavagem da boca com água após o uso do produto. A candidíase sintomática pode ser tratada com terapia antifúngica tópica, sem que se descontinue o uso de Propionato de Fluticasona.

Pneumonia (em pacientes com DPOC); rouquidão (pode ocorrer em alguns pacientes; é controlada com a lavagem da boca com água imediatamente após a inalação); equimose.

Hipersensibilidade cutânea.

Candidíase esofágica.

Angioedema (normalmente edema facial e orofaríngeo); síndrome de Cushing , características da síndrome de Cushing, supressão adrenal, retardo do crescimento, redução da densidade mineral óssea, catarata e glaucoma ; hiperglicemia ; ansiedade , distúrbios do sono e mudanças comportamentais, inclusive hiperatividade e irritabilidade (predominantemente em crianças); broncoespasmo paradoxal.

Em caso de eventos adversos, notifique-os ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em portal.anvisa.gov.br/notivisa, ou à Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Candidíase oral e garganta.

A candidíase oral ocorre em alguns pacientes. Esses pacientes devem enxaguar a boca com água após usar a medicação. A candidíase sintomática pode ser tratada com antifúngicos tópicos, sem interrupção do tratamento com Propionato de Fluticasona.

Disfonia, equimose.

Em alguns pacientes, Propionato de Fluticasona pode causar disfonia. Pode ser benéfico enxaguar a boca com água imediatamente após a inalação.

Reações de hipersensibilidade cutâneas.

Candidíase esofágica

Hiperglicemia, angioedema (principalmente edema facial e orofaríngeo), sintomas respiratórios (dispneia e/ou broncoespasmo), reações anafiláticas, ansiedade, distúrbios do sono e alterações do comportamento, incluindo hiperatividade e irritabilidade (predominantemente em crianças), síndrome de Cushing, características cushingoides, supressão adrenal, retardo do crescimento, redução da densidade mineral óssea, catarata, glaucoma, broncoespasmo paradoxal.

Atenção: este produto é um medicamento cuja concentração e forma farmacêutica é nova no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em portal.anvisa.gov.br/notivisa, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Propionato de Fluticasona: Interações medicamentosas

Em circunstâncias normais, as baixas concentrações plasmáticas do Propionato de Fluticasona são alcançadas, após a inalação, por causa do grande efeito do metabolismo de primeira passagem e do alto clearance sistêmico mediado pela CYP3A4 no intestino e no fígado . Portanto, é improvável a ocorrência de interações medicamentosas clinicamente significativas.

Um estudo sobre interação medicamentosa em voluntários sadios mostrou que o ritonavir (um potente inibidor da CYP3A4) pode aumentar significativamente a concentração plasmática do Propionato de Fluticasona, gerando concentrações séricas de cortisol bastante reduzidas. Durante o uso pós comercialização houve relatos de interações medicamentosas clinicamente significativas em pacientes que receberam Propionato de Fluticasona intranasal ou inalatório e ritonavir, o que resultou em efeitos corticosteroides sistêmicos, como síndrome de Cushing e supressão adrenal. Por isso, o uso concomitante de Propionato de Fluticasona e ritonavir deve ser evitado, a menos que os benefícios potenciais para o paciente sejam maiores que o risco de efeitos colaterais sistêmicos.

Estudos demonstraram que outros inibidores da CYP3A4 ( eritromicina e cetoconazol ) produzem discreto aumento da exposição sistêmicaao Propionato de Fluticasona sem reduções séricas notáveis da concentração de cortisol. Não obstante, ainda é necessário cuidado ao coadministrar inibidores potentes da CYP3A4 (como o cetoconazol), já que há potencial de aumento da exposição sistêmica ao Propionato de Fluticasona.

Sob circunstâncias normais, concentrações plasmáticas baixas de Propionato de Fluticasona são atingidas após a dose inalada, devido ao extenso metabolismo de primeira passagem e ao alto clearance sistêmico, mediado pelo citocromo P450 3A4 no intestino e no fígado. Desse modo, interações medicamentosas clinicamente significativas mediadas por Propionato de Fluticasona são improváveis.

Um estudo de interações medicamentosas em indivíduos sadios demonstrou que ritonavir (um inibidor altamente potente do citocromo P450 3A4) pode aumentar muito as concentrações plasmáticas de Propionato de Fluticasona, resultando em concentrações séricas de cortisol significativamente reduzidas. Durante o uso pós-comercialização, houve relatos de interações medicamentosas clinicamente significativas em pacientes em tratamento com Propionato de Fluticasona intranasal ou inalatório e ritonavir, resultando em efeitos corticosteroides sistêmicos, inclusive síndrome de Cushing e supressão adrenal. Portanto, o uso concomitante de Propionato de Fluticasona e ritonavir deve ser evitado, a menos que o benefício potencial para o paciente supere o risco de efeitos colaterais de corticosteroides sistêmicos.

Estudos demonstraram que outros inibidores do citocromo P450 3A4 produzem aumentos insignificantes (eritromicina) e mínimos (cetoconazol) na exposição sistêmica a Propionato de Fluticasona, sem reduções relevantes nas concentrações séricas de cortisol. Não obstante, aconselha-se cautela ao coadministrar inibidores potentes do citocromo P450 3A4 (como, por exemplo, cetoconazol), pois existe o potencial de aumento da exposição sistêmica a Propionato de Fluticasona.

Propionato de Fluticasona: Precauções

É improvável que Propionato de Fluticasona provoque algum efeito sobre a capacidade de dirigir veículos ou de operar máquinas.

A toxicologia mostrou apenas os efeitos de classe típicos de corticosteroides potentes, mesmo assim só com doses superiores às propostas para uso terapêutico. Não se identificaram novos efeitos em testes de toxicidade repetida, estudos de reprodução nem estudos de teratogenicidade.

O Propionato de Fluticasona é desprovido de atividade mutagênica in vitro e in vivo e não demonstrou potencial carcinogênico emroedores. É, ao mesmo tempo, não irritante e não sensibilizante em modelos animais.

Não há dados sobre a fertilidade em humanos. Estudos em animais não indicaram efeitos do Propionato de Fluticasona sobre a fertilidade em homens ou mulheres.

Há dados limitados em mulheres grávidas. A administração de Propionato de Fluticasona durante a gravidez só deve ser considerada se o benefício para a mãe justificar o possível risco para o feto.

Os resultados de um estudo epidemiológico retrospectivo não identificou um risco maior de malformações congênitas maiores (MFCs) após a exposição ao Propionato de Fluticasona quando comparado a outros corticosteroides inalatórios, durante o primeiro trimestre de gravidez.

Estudos de reprodução em animais demonstraram somente os efeitos característicos da exposição sistêmica a glicocorticosteroides em doses maiores do que as terapêuticas recomendadas para inalação.

Não existem estudos sobre a excreção de Propionato de Fluticasona no leite materno.

Quando se medem os níveis plasmáticos de ratas lactantes, após administração subcutânea, existem evidências da presença de propionato de Propionato de Fluticasona no leite desses animais. Nos seres humanos, os níveis plasmáticos após aplicação inalatória de Propionato de Fluticasona nas doses recomendadas parecem baixos.

A administração durante a lactação só deve ser considerada se o benefício para a mãe justificar o possível risco para a criança.

Categoria B de risco na gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

O aumento do uso de β 2 -agonistas inalatórios de curta duração indica a deterioração do controle da asma. Nessas condições, deve-se reavaliar o planejamento do controle da doença.

A deterioração súbita e progressiva do controle da asma é potencialmente perigosa, devendo-se avaliar o aumento da dose de corticosteroides. Nos pacientes considerados sob risco, recomenda-se instituir o monitoramento diário do pico de fluxo expiratório ( peak flow ).

Verificou-se aumento da notificação de pneumonia em estudos sobre pacientes com DPOC que receberam Propionato de Fluticasona na dose de 500 mcg. Os médicos devem estar atentos para o possível desenvolvimento de pneumonia nos pacientes com DPOC tratados com Propionato de Fluticasona, já que as características clínicas da pneumonia e da exacerbação da DPOC podem sobrepor-se com frequência.

A ocorrência de efeitos sistêmicos é possível com quaisquer corticosteroides administrados por via inalatória, particularmente com a prescrição de altas doses por períodos prolongados. Entretanto, esses efeitos se tornam muito menos prováveis do que quando se administram corticosteroides orais.

Os possíveis efeitos sistêmicos associados ao Propionato de Fluticasona incluem: síndrome de Cushing, características da síndrome de Cushing, supressão adrenal, retardo do crescimento em crianças e adolescentes, diminuição da densidade óssea, catarata e glaucoma. Portanto, é importante, no uso de corticosteroides inalatórios, manter a dose efetiva mínima.

Recomenda-se a monitorização regular da estatura das crianças sob tratamento prolongado com corticosteroides inalatórios.

Em razão da possibilidade de resposta adrenal insuficiente, os pacientes sob transferência de terapia com esteroides orais para terapia com Propionato de Fluticasona por via inalatória necessitam de cuidado especial e monitorização regular da função adrenocortical.

Após a introdução do Propionato de Fluticasona inalatório, a suspensão da terapia sistêmica deve ser gradual, e os pacientes devem ser estimulados a portar um cartão de alerta que indique a possibilidade de precisarem de terapia complementar com corticosteroides em caso de crise.

A possibilidade de resposta suprarrenal, devem sempre ser consideradas em situações de emergência (incluindo cirurgia), e também em situações eletivas passíveis de produzirem stress, especialmente em pacientes que tomam doses elevadas por um longo período de tempo.

Tratamento adicional com corticosteroide apropriado a uma determinada situação clínica deve ser considerado.

A substituição do tratamento com esteroide sistêmico por terapia inalatória pode, algumas vezes, evidenciar alergias, tais como rinite ou eczema , anteriormente mascaradas pela droga sistêmica.

O tratamento com Propionato de Fluticasona não deve ser interrompido abruptamente.

Houve relatos raros de aumento dos níveis de glicose sanguínea, e isso deve ser considerado na prescrição do medicamento para pacientes com histórico de diabetes mellitus.

Assim como ocorre em todos os casos de uso de corticosteroides inalatórios, é necessário cuidado especial com os pacientes que sofrem de tuberculose pulmonar ativa ou quiescente.

Houve também relatos de interações medicamentosas clinicamente significativas durante o uso pós comercialização, em pacientes que receberam Propionato de Fluticasona e ritonavir, o que resultou em efeitos corticosteroides sistêmicos, como síndrome de Cushing, e supressão adrenal. Por isso, deve-se evitar o uso concomitante de Propionato de Fluticasona e ritonavir, a menos que os benefícios potenciais sejam maiores que o risco de efeitos colaterais sistêmicos.

Broncoespasmo paradoxal, com aumento imediato de sibilos após administração, pode ocorrer, assim como em outras terapias inalatórias.

O tratamento deve ser instituído imediatamente com um broncodilatador de ação rápida por via inalatória. Propionato de Fluticasona deve ser interrompido imediatamente, o paciente avaliado, e instituída terapêutica, se necessário.

Este medicamento contém lactose.

Deve-se observar como o paciente utiliza Propionato de Fluticasona Spray para garantir que o uso do inalador esteja sincronizado com a inspiração e assegurar a ótima liberação do medicamento nos pulmões.

A deterioração súbita e progressiva do controle da asma é potencialmente perigosa, devendo-se avaliar o aumento da dose de corticosteroides. Nos pacientes considerados sob risco, recomenda-se instituir o monitoramento diário do pico de fluxo expiratório ( peak flow ).

O aumento do uso de β 2 -agonistas de curta duração indica a deterioração do controle da asma. Nessas condições, deve-se reavaliar o planejamento do monitoramento da doença.

A ocorrência de efeitos sistêmicos é possível com quaisquer corticosteroides administrados por via inalatória, particularmente com a prescrição de altas doses por períodos prolongados. Entretanto, esses efeitos se tornam muito mais prováveis quando se administram corticosteroides orais. Os possíveis efeitos sistêmicos associados ao propionato de Propionato de Fluticasona incluem: síndrome de Cushing, supressão adrenal, retardo do crescimento em crianças e adolescentes, diminuição da densidade óssea, catarata, glaucoma e coriorretinopatia central serosa. Portanto, é importante, no uso de corticosteroides inalatórios, manter a dose efetiva mínima.

Recomenda-se o monitoramento regular da estatura das crianças sob tratamento prolongado com corticosteroides inalatórios.

Em razão da possibilidade de resposta adrenal insuficiente, os pacientes sob transferência de terapia com corticoides orais para terapia com propionato de Propionato de Fluticasona por via inalatória necessitam de cuidado especial e monitoramento regular da função adrenocortical.

Após a introdução do propionato de Propionato de Fluticasona inalatório, a suspensão da terapia sistêmica deve ser gradual, e os pacientes devem ser estimulados a portar um cartão de alerta que indique a possibilidade de precisarem de terapia complementar com corticosteroides em caso de crise.

A possibilidade de comprometimento da resposta adrenal deve sempre ser considerada em situações de emergência (incluindo cirurgia), e em situações capazes de produzir stress, especialmente em pacientes que tomam doses elevadas por um longo período de tempo. O tratamento adicional com uma dose apropriada de corticosteroide deve ser considerado em determinadas condições clínicas.

A substituição do tratamento com corticoide sistêmico por terapia inalatória pode, algumas vezes, evidenciar alergias, tais como rinite ou eczema, anteriormente mascaradas pela droga sistêmica. O tratamento com Propionato de Fluticasona não deve ser interrompido abruptamente.

Houve relatos raros de aumento dos níveis de glicose sanguínea (ver a seção Reações Adversas), e isso deve ser considerado na prescrição do medicamento para pacientes com histórico de diabetes mellitus .

Assim como ocorre em todos os casos de uso de corticosteroides inalatórios, é necessário cuidado especial com os pacientes que sofrem de tuberculose pulmonar ativa ou quiescente.

Durante o uso pós-comercialização, houve também relatos de interações medicamentosas clinicamente significativas em pacientes que receberam propionato de Propionato de Fluticasona e ritonavir, o que resultou em efeitos corticosteroides sistêmicos, como síndrome de Cushing e supressão adrenal. Por isso, deve-se evitar o uso concomitante de propionato de Propionato de Fluticasona e ritonavir, a menos que os benefícios potenciais sejam maiores que o risco de efeitos colaterais corticosteroides sistêmicos. Como em outros tratamentos inalatórios, pode ocorrer broncoespasmo paradoxal, com aumento imediato no chiado após a dose. Este sintoma deve ser tratado imediatamente com a inalação de um broncodilatador de ação rápida. Propionato de Fluticasona deve ser interrompido imediatamente, o paciente avaliado e aplicado tratamento alternativo se necessário.

Propionato de Fluticasona não se destina a uso como monoterapia para o alívio dos sintomas decorrentes de broncoespasmo agudo, quando um broncodilatador inalatório de ação curta (como, por exemplo, salbutamol ) também é necessário. Propionato de Fluticasona é indicado para o tratamento diário regular e como tratamento anti-inflamatório em exacerbações agudas da asma.

A asma grave requer a avaliação médica regular, pois pode representar ameaça à vida. O agravamento súbito dos sintomas pode exigir um aumento da dose de corticosteroide, que deve ser administrado sob supervisão médica de emergência.

Propionato de Fluticasona não substitui os corticosteroides injetáveis ou orais em uma situação de emergência.

Os pacientes em tratamento com Propionato de Fluticasona têm de ser advertidos de que, se suas condições clínicas se deteriorarem, eles não devem aumentar a dose nem a frequência da administração, mas devem buscar orientação médica.

É aconselhável administrar Propionato de Fluticasona por meio de um bocal, para evitar a possibilidade de alterações atróficas da pele facial, que podem ocorrer com o uso prolongado com uma máscara.

Quando uma máscara facial for usada, a pele exposta deve ser protegida pelo uso de um creme de barreira ou pela lavagem meticulosa do rosto após o uso.

O tratamento prolongado com Propionato de Fluticasona deve ser reduzido gradualmente, e não suspenso abruptamente, a não ser sob supervisão médica.

Este produto contém Propionato de Fluticasona, que está incluído na lista de substâncias proibidas da Agência Mundial Antidoping.

Este medicamento pode causar doping .

Propionato de Fluticasona: Ação da substância no organismo

Resultados de Eficácia

Um estudo epidemiológico retrospectivo observacional de coorte utilizando registros eletrônicos de saúde do Reino Unido foi utilizado para avaliar o risco de malformações congênitas maiores (MFCs) após a exposição ao Propionato de Fluticasona por via inalatória no primeiro trimestre e Propionato de Fluticasona + salmeterol em relação ao corticosteroide inalatório sem Propionato de Fluticasona.

Nenhum comparador placebo foi incluído neste estudo.

Dentro do grupo de asma de 5362 grávidas expostas a corticosteroides inalatórios no primeiro trimestre, foram encontrados 131 MFCs; 1612 (30%) foram expostas ao Propionato de Fluticasona ou salmeterol + Propionato de Fluticasona, das quais foram encontrados 42 MFCs diagnosticados.

A odds ratio ajustada para MFCs diagnosticadas por 1 um ano foi 1,1 (95% IC: 0,5 – 2.3) para mulheres com asma moderada expostas ao Propionato de Fluticasona versus mulheres expostas a corticoides inalatórios sem Propionato de Fluticasona e 1,2 (95% IC: 0,7 – 2,0) para mulheres com asma importante a grave.

Não foi encontrada diferença no risco de MFCs após a exposição no primeiro trimestre ao Propionato de Fluticasona isolado versus salmeterol + Propionato de Fluticasona. Riscos absolutos de MFMs ao longo de todos os estratos de gravidade variaram de 2,0 a 2,9 a cada 100 grávidas expostas ao Propionato de Fluticasona o que é comparável aos resultados de um estudo com 15.840 grávidas não expostas às terapias de asma na General Practice Research Database . (2,8 eventos de MFCs a cada 100 grávidas).

Em um estudo randomizado com 395 pacientes foi comparada a eficácia do Propionato de Fluticasona 2000 mcg versus budesonida 2000 mcg na melhora da função pulmonar e das exacerbações.

A Propionato de Fluticasona foi superior a budesonida no que se refere ao percentual de dias livres de sintomas, gravidade das exacerbações, utilização de medicação de resgate e melhora do VEF 1 .

A duração das exacerbações foi menor no grupo tratado com Propionato de Fluticasona quando comparado ao grupo tratado com budesonida (18,5 vs 23,6 dias, respectivamente). A Propionato de Fluticasona foi mais efetiva do que a budesonida com melhora clínica significativa da função pulmonar e redução do escore dos sintomas diurnos da asma em pacientes com asma grave.

Referência

HEINIG, JH. et al. The effect of high-dose fluticasone propionate and budesonide on lung function and asthma exacerbations in patients with severe asthma. Respir Med, 93(9): 613-20, 1999.

Há uma redução significativa dos sintomas de DPOC e uma melhoria da função pulmonar, independente da idade do paciente, sexo, da função pulmonar, tabagismo ou atopia. Isto pode resultar numa significativa melhoria na qualidade de vida.

Um estudo multi-centrico, randomizado, duplo-cego, de grupo paralelo foi realizado por Manjra et al. (2000), a fim de avaliar a eficáciado Propionato de Fluticasona nebulizado quando comparado com prednisolona oral em crianças com exacerbações agudas de asma.

Crianças recrutadas para o estudo com idades de 4 a 16 anos, tiveram o diagnóstico estabelecido de asma, e apresentaram exacerbações agudas de asma (definido como um PFE de 40 a 75% do previsto). Os pacientes foram randomizados para receber os seguintes tratamentos, durante sete dias: Propionato de Fluticasona suspensão para nebulização 1 mg duas vezes ao dia e comprimidos de placebo uma vez ao dia (n = 165), ou placebo da suspensão para nebulização duas vezes por dia e comprimidos de prednisolona, uma vez por dia (2 mg / kg / dia durante 4 dias, em seguida, 1 mg / kg / dia ou a metade da dose original, durante 3 dias, n = 156).

As variáveis primárias de eficácia no estudo, PFE manhã e à noite, aumentaram em ambos os grupos durante o período de tratamento de 7 dias. Assim, a média de PFE matinal (± desvio padrão) aumentou de 178 ± 68 para 255 ± 881 min -1 no grupo Propionato de Fluticasona e de 183 ± 70 para 272 ± 841 min -1 no grupo prednisolona. A média de PFE noite aumentou de 198 ± 81para 236 ± 821 min -1 no grupo Propionato de Fluticasona e de 186 ± 85para 244 ± 861 min -1 no grupo prednisolona. Os pacientes no grupo Propionato de Fluticasona tiveram um aumento significativamente maior da linha de base na média PFE manhã do que aqueles no grupo de prednisolona (771 min -1 vs 441 min -1 , respectivamente, IC = 2,1, 16,8, P = 0,034), e um aumento maior em média PFE oite do que os pacientes no grupo de prednisolona (651 min -1 vs 581 min -1 , respectivamente), os dois grupos de tratamento eram equivalentes no que diz respeito ao PFE noite, com intervalo de confiança de 90% dentro de ± 15 L min -1 (IC = -3,3, 10,9). Para as variáveis secundárias de eficácia ambos os grupos de tratamento foram semelhantes em termos de escores de sintomas, e reduziram os seguintes sintomas durante o período de tratamento de 7 dias: tosse , produção de escarro, chiado, dispneia, o uso de broncodilatador, e número de despertares noturnos devido à asma. PFE clinica melhorou em ambos os grupos, de tal modo que para os pacientes no grupo Propionato de Fluticasona PFE foi de 179 ± 75 L min -1 no dia 1 e 264 ± 83 L min -1 no dia 7.

Os valores correspondentes para os pacientes no grupo prednisolona foram 170 ± 72 L min -1 e 248 ± 85 L min -1 , respectivamente. O aumento do PFE foi significativamente maior para os pacientes no grupo do Propionato de Fluticasona comparado com o grupo de prednisolona (diferença = 11,4 L min -1 , IC = 2,8, 20, p = 0,029). Ambos os tratamentos produziram uma melhoria clínica VEF1, CVF e fluxo expiratório forçado entre 25 e 75% da sua capacidade vital (FEF25 a 75%), de tal forma que para o grupo de Propionato de Fluticasona, estes parâmetros aumentaram 0,351, 0,351 e 0,481 sec -1 , respectivamente. Os valores correspondentes para o grupo prednisolona foram 0,371, 0,451 e 0,41 sec -1 . Não houve diferenças nesses parâmetros entre os grupos. Este estudo demonstrou que, em crianças com exacerbação aguda da asma, Propionato de Fluticasona nebulizada a uma dose de 1 mg duas vezes por dia é pelo menos tão eficaz quanto a prednisolona oral na melhoria dos sintomas e PFE noite, mas é significativamente melhor para a melhoria média PFE e PFE clínica após 7 dias.

Referências

1 - Nikander K, Turpeinen M, Wollmer P. The conventional ultrasonic nebulizer proved inefficient in nebulising a suspension. Journal of Aerosol Medicine (1999); 12(2): 47-53.
2 - Manjra AI, Price J, Lenney W, Hughes S, Barnacle H. Efficacy of nebulized fluticasone propionate compared with oral prednisolone in children with an acute exacerbation of asthma. Resp Med 2000; 94: 1206-1214.

Características Farmacológicas

A biodisponibilidade absoluta do Propionato de Fluticasona após administração com cada um dos inaladores disponíveis foi estimada com base nos estudos de dados farmacocinéticos inalatórios e intravenosos e na comparação desses dados.

Nos indivíduos adultos e sadios, estimou-se a biodisponibilidade absoluta do Propionato de Fluticasona na versão diskus em 7,8% e a do Propionato de Fluticasona na versão spray em 10,9%. Nos pacientes com asma ou DPOC, observou-se um pequeno grau de exposição sistêmica ao Propionato de Fluticasona.

A absorção sistêmica do Propionato de Fluticasona ocorre sobretudo através dos pulmões e é inicialmente rápida e posteriormente prolongada.

O restante da dose inalada pode ser ingerido, mas sua contribuição com a exposição sistêmica é mínima em virtude da baixa solubilidade em água e do metabolismo de primeira passagem, o que resulta em disponibilidade oral menor que 1%. Há aumento linear da exposição sistêmica quando se eleva a dose administrada por via inalatória.

O Propionato de Fluticasona tem grande volume de distribuição no estado de equilíbrio (aproximadamente 300 litros). A ligação às proteínas plasmáticas é de 91%.

O Propionato de Fluticasona é removido com rapidez da circulação sistêmica, principalmente pelo metabolismo a um ácido carboxílico inativo pela enzima 3A4 do citocromo P450 (CYP3A4). Deve-se tomar cuidado na administração concomitante de inibidores conhecidos da CYP3A4, já que existe risco potencial de aumentar a exposição sistêmica ao Propionato de Fluticasona.

A disposição do Propionato de Fluticasona caracteriza-se pelo elevado clearance plasmático (1.150 mL/min) e pela meia-vida terminal de aproximadamente 8 horas. O clearance renal do Propionato de Fluticasona é desprezível (<0,2%) e não atinge 5% como metabólito.

O Propionato de Fluticasona, quando inalado nas doses recomendadas, apresenta potente ação anti-inflamatória glicocorticosteroide sobre os pulmões, o que resulta na redução dos sintomas e da exacerbação da asma. Há também redução significativa dos sintomas da DPOC e melhora da função pulmonar independente da idade, do sexo, da função pulmonar basal, da condição tabágica e do estado atópico. Esses benefícios proporcionam melhora significativa da qualidade de vida do paciente.

O início do efeito terapêutico do medicamento é de quatro a sete dias após o início do tratamento, embora alguns benefícios possam ser aparentes já nas primeiras 24 horas para os pacientes que não tenham recebido esteroides inalatórios anteriormente.

No tratamento da asma, o início do efeito terapêutico do medicamento é de quatro a sete dias após o início do tratamento, embora alguns benefícios possam ser aparentes já nas primeiras 24 horas par a os pacientes que não tenham recebido corticoides inalatórios anteriormente.

O Propionato de Fluticasona, quando inalado nas doses recomendadas, apresenta potente ação anti-inflamatória glicocorticosteroide sobre os pulmões, o que resulta na redução dos sintomas e da exacerbação da asma.

Fonte do conteúdo

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento Flixotide Diskus, Flixotide Spray e Flixotide Nebules.

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