Pemetrexede DissódicoBula do Princípio Ativo

Pemetrexede Dissódico - Para que serve?

Pemetrexede Dissódico, em combinação com a cisplatina , é indicado para o tratamento de pacientes com mesotelioma pleural maligno irressecável ou não passível de cirurgia curativa.

Pemetrexede Dissódico, em combinação com cisplatina, como quimioterapia inicial, é indicado para o tratamento de pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas com histologia de células não escamosas localmente avançado ou metastático.

Pemetrexede Dissódico, como agente isolado, é indicado para o tratamento de manutenção em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas com histologia de células não escamosas localmente avançado ou metastático, cuja doença não progrediu após 4 ciclos de quimioterapia a base de platina.

Pemetrexede Dissódico, como agente isolado, após quimioterapia prévia, é indicado para o tratamento de pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas com histologia de células não escamosas localmente avançado ou metastático.

Pemetrexede Dissódico, em combinação com pembrolizumabe e quimioterapia à base de platina, é indicado para o tratamento de primeira linha em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas não escamoso, metastático e que não possuam mutação EGFR sensibilizante ou translocação ALK.

Pemetrexede Dissódico: Contraindicação de uso

Pemetrexede Dissódico é contraindicado para pacientes que tenham história de reação de hipersensibilidade grave ao pemetrexede ou a qualquer outro ingrediente usado na formulação.

Pemetrexede Dissódico: Posologia e como usar

Pemetrexede Dissódico deve ser administrado mediante a supervisão de um médico qualificado e experiente no uso de agentes antineoplásicos. Como com outros agentes antineoplásicos potencialmente tóxicos, o manuseio e preparação das soluções para infusão de Pemetrexede Dissódico devem ser feitos com precaução, na capela de fluxo laminar. O uso de luvas é recomendado. Se a solução de Pemetrexede Dissódico entrar em contato com a pele, lavar o local imediatamente e completamente com água e sabão. Se Pemetrexede Dissódico entrar em contato com mucosas, enxaguá-las abundantemente com água. Várias diretrizes publicadas estão disponíveis sobre o manuseio e classificação de agentes antineoplásicos. Não há um consenso se todos os procedimentos descritos nos diferentes guias são necessários ou recomendados.

Pemetrexede Dissódico não é vesicante. Não há um antídoto específico para o extravasamento de Pemetrexede Dissódico. Até o momento, houve alguns relatos de extravasamento de Pemetrexede Dissódico, que não foram avaliados como graves. O extravasamento de Pemetrexede Dissódico deve ser tratado conforme a prática padrão local para extravasamento de agentes não vesicantes.

A reconstituição e posterior diluição antes da infusão intravenosa somente é recomendada com cloreto de sódio injetável a 0,9% (sem conservante). Pemetrexede Dissódico é fisicamente incompatível com diluentes que contenham cálcio, incluindo Ringer Lactato e Ringer, que não devem ser, portanto, usados. A coadministração de Pemetrexede Dissódico com outras drogas e diluentes não foi estudada e, portanto, não é recomendada.

Posologia do Pemetrexede Dissódico

A dose recomendada de Pemetrexede Dissódico é de 500 mg/m 2 , administrada por infusão intravenosa em 10 minutos, no primeiro dia de cada ciclo de 21 dias. A dose recomendada de cisplatina é 75 mg/m 2 por infusão intravenosa em 2 horas, iniciando-se aproximadamente 30 minutos após o final da administração de Pemetrexede Dissódico no primeiro dia de cada ciclo de 21 dias. Os pacientes devem receber hidratação apropriada antes e/ou após receberem cisplatina. O tratamento com Pemetrexede Dissódico deve ser continuado até a progressão da doença de base.

A dose recomendada de Pemetrexede Dissódico é de 500 mg/m 2 , administrada por infusão intravenosa em 10 minutos, no primeiro dia de cada ciclo de 21 dias. A dose recomendada de cisplatina é 75 mg/m 2 por infusão intravenosa, iniciando aproximadamente 30 minutos após o final de administração de Pemetrexede Dissódico no primeiro dia de cada ciclo de 21 dias. Pacientes devem receber hidratação apropriada antes e/ou após receberem cisplatina. O tratamento com Pemetrexede Dissódico deve ser continuado até a progressão da doença de base.

A dose recomendada de Pemetrexede Dissódico, quando administrada com pembrolizumabe e quimioterapia à base de platina para o tratamento inicial de CPCNP não escamoso, metastático em pacientes com clearance de creatinina (calculado pela fórmula de Cockcroft-Gault) de 45 mL/min ou mais, é de 500 mg/m 2 administrada por infusão intravenosa em 10 minutos, depois de pembrolizumabe e antes da carboplatina ou cisplatina, no primeiro dia de cada ciclo de 21 dias por 4 ciclos. Após completar a terapia à base de platina, o tratamento com ALIMTA, com ou sem pembrolizumabe, deve ser administrado até progressão da doença ou toxicidade inaceitável. Veja também as bulas de pembrolizumabe e da carboplatina ou cisplatina.

A dose recomendada de Pemetrexede Dissódico é de 500 mg/m 2 , administrada por infusão intravenosa em 10 minutos, no primeiro dia de cada ciclo de 21 dias. O tratamento com Pemetrexede Dissódico deve ser continuado até a progressão da doença de base.

Erupção cutânea foi relatada em pacientes que não receberam corticosteroide previamente. O pré-tratamento com dexametasona (ou equivalente) reduz a incidência e intensidade das reações cutâneas. Nos estudos clínicos, 4 mg de dexametasona foram administrados por via oral, duas vezes ao dia (8 mg ao dia), no dia anterior, no dia da administração e no dia seguinte à dose de Pemetrexede Dissódico.

Para reduzir a toxicidade, pacientes tratados com Pemetrexede Dissódico devem ser instruídos a tomar diariamente uma dose oral baixa de ácido fólico ou polivitamínico com ácido fólico. Pelo menos 5 doses de ácido fólico (uma dose ao dia por 5 dias) devem ter sido administradas durante o período de 7 dias antes da primeira dose de Pemetrexede Dissódico, e a dose de ácido fólico deve ser administrada diariamente durante todo o tratamento, devendo ser interrompida quando se completarem 21 dias após a última dose do tratamento com Pemetrexede Dissódico. Os pacientes também devem receber uma injeção intramuscular de vitamina B 12 uma semana antes da primeira dose de Pemetrexede Dissódico e, então, a cada 3 ciclos (ou a cada 9 semanas). As injeções subsequentes de vitamina B 12 podem coincidir com o dia da administração de Pemetrexede Dissódico. Nos estudos clínicos, a dose de ácido fólico utilizada variou de 350 a 1.000 mcg (0,35 a 1 mg) e a dose de vitamina B 12 foi de 1.000 mcg. A dose oral de ácido fólico mais comumente usada nos estudos clínicos foi de 400 mcg (0,4 mg).

É recomendado que os pacientes sejam monitorados com hemograma completo , incluindo contagem diferencial e de plaquetas, antes de cada dose de Pemetrexede Dissódico. Os exames bioquímicos periódicos devem ser feitos para avaliar as funções hepática e renal.

A contagem absoluta de neutrófilos (CAN) deve ser > 1.500 células/mm 3 e de plaquetas > 100.000 células/mm 3 antes da administração de cada ciclo.

O ajuste da dose no início de cada ciclo subsequente ao primeiro deve ser baseado no nadir da contagem hematológica ou na toxicidade não hematológica máxima no ciclo anterior. O tratamento pode ser adiado para permitir a recuperação. À recuperação, os pacientes devem continuar o tratamento, usando as diretrizes das Tabelas 12 a 14 para o uso de Pemetrexede Dissódico como agente isolado ou em combinação com a cisplatina.

Tabela 13: Alteração da dose de Pemetrexede Dissódico (agente isolado ou em combinação) e cisplatina – Toxicidades Hematológicas

Nadir de CAN < 500/mm 3 e nadir de plaquetas > 50.000/mm 3

75% da dose anterior (Pemetrexede Dissódico e cisplatina)

Nadir de plaquetas < 50.000/mm 3 sem sangramento independentemente da contagem de neutrófilos

75% da dose anterior (Pemetrexede Dissódico e cisplatina)

Nadir de plaquetas < 50.000/mm 3 com sangramento a , independentemente da contagem de neutrófilos

50% da dose anterior (Pemetrexede Dissódico e cisplatina)

a Estes critérios atendem a definição da versão 2.0 do CTC (NCI 1998) do > sangramento Grau 2 do CTC.

Se os pacientes desenvolverem toxicidades não hematológicas (excluindo neurotoxicidade) Grau > 3, o tratamento deve ser suspenso até a resolução da toxicidade ou até que se retorne ao valor basal do paciente, quando do início do tratamento. O tratamento deve ser retomado de acordo com as diretrizes da Tabela 14.

Tabela 14: Alteração da dose de Pemetrexede Dissódico (agente isolado ou em combinação) e cisplatina – Toxicidades Não Hematológicas a,b

Dose de cisplatina (mg/m 2 )

Quaisquer toxicidades Graus 3 ou 4, exceto mucosite

75% da dose anterior

Qualquer diarreia que requeira hospitalização (independente do Grau) ou diarreia Graus 3 ou 4

75% da dose anterior

Mucosite Graus 3 ou 4

100% da dose anterior

a Critérios Comuns de Toxicidade (CTC) do National Cancer Institute (NCI).
b Excluindo neurotoxicidade.

No caso de neurotoxicidade, o ajuste de dose recomendado para Pemetrexede Dissódico e cisplatina está descrito na Tabela 14. Os pacientes devem descontinuar a terapia se ocorrer neurotoxicidade Graus 3 ou 4.

Tabela 15: Modificação da dose de Pemetrexede Dissódico (agente isolado ou em combinação) e cisplatina – Neurotoxicidade

Grau de toxicidade (CTC)

Dose de cisplatina (mg/m 2 )

0 - 1

100% da dose anterior

2

50% da dose anterior

A terapia com Pemetrexede Dissódico deve ser descontinuada se o paciente apresentar qualquer toxicidade hematológica ou não hematológica Graus 3 ou 4 após 2 reduções de dose ou imediatamente, caso ocorra neurotoxicidade Graus 3 ou 4.

Nos estudos clínicos, não houve indícios de que pacientes com 65 anos de idade ou mais tivessem risco aumentado de eventos adversos quando comparados a pacientes mais jovens. Nenhuma redução de dose, diferente daquelas recomendadas para todos os pacientes adultos, é especialmente recomendada para essa população de pacientes.

Nos estudos clínicos, os pacientes com clearance de creatinina de pelo menos 45 mL/min não necessitaram de ajuste de dose diferente daqueles recomendados para todos os pacientes. Um número insuficiente de pacientes com clearance de creatinina abaixo de 45 mL/min foi tratado, dificultando a recomendação de dose para esse grupo de pacientes. Portanto, pacientes cujo clearance de creatinina seja < 45 mL/min não devem receber Pemetrexede Dissódico [usar a fórmula padrão de Crockcroft e Gault ou a taxa de filtração glomerular (TFG) medida pelo método de clearance sérico Tc99m – DPTA].

Pemetrexede Dissódico não é amplamente metabolizado pelo fígado . Entretanto, pacientes com insuficiência hepática com bilirrubina > 1,5 vezes o limite superior da normalidade (LSN) ou aminotransferase > 3 vezes o LSN (sem metástase hepática) ou > 5 vezes o LSN (com metástases hepáticas) não foram especificamente estudados.

Pemetrexede Dissódico - Reações Adversas

A tabela abaixo fornece a frequência e intensidade dos efeitos indesejáveis que foram relatados em > 5% dos 168 pacientes com mesotelioma randomicamente designados para receber cisplatina e Pemetrexede Dissódico e 163 pacientes com mesotelioma randomicamente designados para receber cisplatina como agente isolado. Em ambos os braços de tratamento, estes pacientes virgens de quimioterapia receberam suplementação com ácido fólico e vitamina B12 durante todo o tratamento.

Classe do sistema orgânico

Frequência

Evento*

Pemetrexede Dissódico/cisplatina (N=168)

Cisplatina (N=163)

Todos os graus de toxicidade (%)

Toxicidade graus 3 e 4 (%)

Alterações dos Sistemas Sanguíneo e Linfático

Muito comum

3,1

Leucócitos

0,6

Hemoglobina

0,0

Plaquetas

0,0

Alterações Oculares

0,0

Alterações Gastrointestinais

Muito comum

5,5

Vômito

4,3

Estomatite / Faringite

0,0

Anorexia

0,6

Diarreia

0,0

Constipação

0,6

Comum

0,0

Alterações Gerais

9,2

Alterações de Nutrição e Metabolismo

0,6

Alterações do Sistema Nervoso

0,6

Comum

0,0***

Alterações Renais

Muito comum

1,2

Diminuição do Clearance de Creatinina**

1,8

Alterações da Pele e Tecidos Subcutâneos

Muito comum

0,0

0,0***

* Referente aos critérios comuns de toxicidade (CTC) versão 2.0, do National Cancer Institute (NCI) para cada Grau de toxicidade, exceto o termo diminuição do clearance de creatinina.
** Derivado do termo “renal/geniturinário – outro” do CTC.
*** Conforme os critérios comuns de toxicidade (CTC) do National Cancer Institute (NCI), disgeusia e alopecia devem ser somente relatadas como Grau 1 ou 2.
Muito comum: > 10%; comum > 5% e < 10% (para o objetivo dessa tabela foi usado o corte de 5% para a inclusão de todos os eventos onde o relator considerou possível relação causal com Pemetrexede Dissódico e cisplatina).

A toxicidade clinicamente relevante relatada em ≥ 1% e ≥ 5% (comum) dos pacientes randomicamente designados para receber Pemetrexede Dissódico e cisplatina inclui: aumento da AST (TGO), ALT (TGP) e Gama GT , infecção, neutropenia febril, insuficiência renal, dor no peito , pirexia e urticária .

A toxicidade clinicamente relevante relatada em < 1% (incomum) dos pacientes randomicamente designados para receber Pemetrexede Dissódico e cisplatina inclui arritmia e neuropatia motora.

A tabela abaixo fornece a frequência e intensidade dos efeitos indesejáveis considerados possivelmente relacionados à droga em estudo relatados em > 5% dos 839 pacientes com CPCNP randomizados para o estudo e que receberam cisplatina e pemetrexede, e 830 pacientes com CPCNP randomizados para o estudo e que receberam cisplatina e gencitabina. Todos os pacientes receberam a terapia do estudo como tratamento inicial de Câncer de Pulmão de Células Não Pequenas com Histologia de Células Não Escamosas localmente avançado ou metastático e pacientes de ambos os grupos de tratamento receberam suplementação com ácido fólico e vitamina B 12 durante todo o tratamento.

Classe do sistema orgânico

Frequência

Evento*

Pemetrexede Dissódico/cisplatina (N=839)

Gencitabina/cisplatina (N=830)

Todos os graus de toxicidade (%)

Toxicidade graus 3 e 4 (%)

Alterações dos Sistemas Sanguíneo e Linfático

Muito comum

9,9

Neutrófilos/ Granulócitos

26,7

Leucócitos

7,6

Plaquetas

12,7

Alterações Gastrointestinais

Muito comum

3,9

Vômito

6,1

Anorexia

0,7

Constipação

0,4

Estomatite/ Faringite

0,1

Diarreia sem Colostomia

1,6

Alterações Gerais e Condições do Local de Administração

0,0

Muito comum

4,9

Alterações do Sistema Nervoso

Comum

0,6

Disgeusia

0,0**

Alterações do Trato Urinário e Renal

0,5

Alterações da Pele e Tecidos Subcutâneos

0,5**

Comum

0,5

* Referente aos critérios comuns de toxicidade (CTC) do National Cancer Institute (NCI) para cada Grau de toxicidade (versão 2.0).
** Conforme os critérios comuns de toxicidade (CTC) do National Cancer Institute (NCI), disgeusia e alopecia devem ser somente relatados como Grau 1 ou 2.
Muito comum: > 10%; comum > 5% e < 10% (para o objetivo dessa tabela foi usado o corte de 5% para a inclusão de todos os eventos onde o relator considerou possível relação com Pemetrexede Dissódico e cisplatina).

A toxicidade clinicamente relevante que foi relatada em ≥ 1% e < 5% (comum) dos pacientes que foram randomicamente designados para receber cisplatina e pemetrexede inclui: aumento da AST (TGO), aumento da ALT (TGP), infecção, neutropenia febril, insuficiência renal, pirexia, desidratação, conjuntivite e diminuição do clearance de creatinina.

A toxicidade clinicamente relevante que foi relatada em < 1% (incomum) dos pacientes que foram randomicamente designados para receber cisplatina e pemetrexede inclui: aumento de Gama GT, dor no peito, arritmia e neuropatia motora.

A tabela a seguir fornece a frequência e intensidade dos efeitos indesejáveis considerados possivelmente relacionados à droga em estudo relatados em > 5% dos 441 pacientes randomizados para receber apenas pemetrexede e 222 pacientes randomizados para receber placebo. Todos os pacientes foram diagnosticados com CPCNP estadio IIIb ou IV e receberam quimioterapia prévia a base de platina. Os pacientes de ambos os braços do estudo de tratamento receberam suplementação com ácido fólico e vitamina B 12 durante todo o tratamento.

Classe do sistema orgânico

Frequência

Evento*

Pemetrexede Dissódico/cisplatina (N=441)

Gencitabina/cisplatina (N=222)

Todos os graus de toxicidade (%)

Toxicidade graus 3 e 4 (%)

Alterações dos Sistemas Sanguíneo e Linfático

0,5

Comum

0,5

Neutrófilos

0,0

Alterações Gastrointestinais

Muito comum

0,5

Anorexia

0,0

Comum

0,0

Mucosite/ Estomatite

0,0

Diarreia

0,0

Alterações Gerais

0,5

Alterações Hepatobiliares

Comum

0,0

AST (TGO)

0,0

Infecções e Infestações

0,0

Alterações do Sistema Nervoso

0,0

Alterações da Pele e do Tecido Subcutâneo

0,0

* Referente aos critérios CTCAE versão 3.0 do National Cancer Institute (NCI) para cada Grau de toxicidade.
Muito comum: > 10%; comum > 5% e < 10% (para o objetivo dessa tabela foi usado o corte de 5% para a inclusão de todos os eventos onde o relator considerou possível relação com Pemetrexede Dissódico).

A toxicidade (CTC) clinicamente relevante de qualquer Grau relatada em ≥ 1% e < 5% (comum) dos pacientes randomicamente designados para receber Pemetrexede Dissódico inclui: diminuição das plaquetas, diminuição do clearance de creatinina, constipação, edema , alopecia, aumento da creatinina, prurido/coceira, febre (na ausência de neutropenia), lesão da superfície ocular (incluindo conjuntivite), aumento da lacrimação e diminuição da taxa do filtrado glomerular.

A toxicidade (CTC) clinicamente relevante relatada em < 1% (incomum) dos pacientes randomicamente designados para receber Pemetrexede Dissódico inclui: neutropenia febril, reação alérgica/hipersensibilidade, neuropatia motora, eritema multiforme, insuficiência renal e arritmia supraventricular.

A tabela seguinte fornece a frequência e intensidade dos efeitos indesejáveis relatados em > 5% dos 265 pacientes randomicamente designados para receber Pemetrexede Dissódico como agente isolado, com suplementação de ácido fólico e vitamina B12 e dos 276 pacientes randomicamente designados para receber docetaxel como agente isolado. Todos os pacientes que foram diagnosticados com Câncer de Pulmão de Células Não Pequenas com Histologia de Células Não Escamosas localmente avançado ou metastático haviam recebido um esquema prévio de tratamento.

Classe do sistema orgânico

Frequência

Evento*

Pemetrexede Dissódico/cisplatina (N=256)

Gencitabina/cisplatina (N=276)

Todos os graus de toxicidade (%)

Toxicidade graus 3 e 4 (%)

Alterações dos Sistemas Sanguíneo e Linfático

Muito comum

4,3

Leucócitos

27,2

Neutrófilos/ Granulócitos

40,2

Comum

0,4

Alterações Gastrointestinais

Muito comum

1,8

Anorexia

2,5

Vômito

1,1

Estomatite/ Faringite

1,1

Diarreia

2,5

Comum

0,0

Alterações Gerais

5,4

Comum

0,0

Alterações Hepatobiliares

Comum

0,0

AST (TGO)

0,0

Alterações da Pele e Tecidos Subcutâneos

0,0

Comum

0,0

2,2**

* Referente aos critérios comuns de toxicidade (CTC) do National Cancer Institute (NCI) para valores laboratoriais para cada Grau de toxicidade (versão 2.0).
** Conforme os critérios comuns de toxicidade (CTC) do National Cancer Institute (NCI), alopecia deve ser somente relatada como Grau 1 ou 2.
Muito comum: > 10%; comum > 5% e < 10% (para o objetivo dessa tabela foi usado o corte de 5% para a inclusão de todos os eventos onde o relator considerou possível relação causal com Pemetrexede Dissódico).

A toxicidade (CTC) clinicamente relevante relatada em ≥ 1% e < 5% (comum) dos pacientes randomicamente designados para o tratamento com Pemetrexede Dissódico inclui: neuropatia sensorial, neuropatia motora, dor abdominal, creatinina aumentada, neutropenia febril, infecção sem neutropenia, reação alérgica/hipersensibilidade e eritema multiforme.

A toxicidade (CTC) clinicamente relevante relatada em < 1% (incomum) dos pacientes randomicamente designados para o tratamento com Pemetrexede Dissódico inclui arritmias supraventriculares. As toxicidades laboratoriais Graus 3 e 4 clinicamente relevantes foram semelhantes entre os resultados integrados de três estudos de fase 2 com Pemetrexede Dissódico como agente isolado (N=164) e o estudo de fase 3 com Pemetrexede Dissódico como agente isolado, com exceção da neutropenia (12,8% versus 5,3%, respectivamente) e elevação da alanina aminotransferase (15,2% versus 1,9%, respectivamente). Provavelmente, essas diferenças ocorreram por diferenças na população de pacientes, uma vez que os estudos de fase 2 incluíram pacientes que receberam múltiplos tratamentos para o câncer de mama e também pacientes com câncer de mama virgem de quimioterapia, as quais tinham metástase hepática e/ou testes de função hepática basal anormais.

A tabela seguinte fornece a frequência e intensidade dos efeitos indesejáveis, considerando a possibilidade de estarem relacionados com a medicação em estudo foram relatados em > 5% dos 800 pacientes randomicamente designados para receber Pemetrexede Dissódico na manutenção como agente isolado e 402 pacientes randomicamente designados para receber placebo. Todos os pacientes que foram diagnosticados com Câncer de Pulmão de Células Não Pequenas com Histologia de Células Não Escamosas em estadio IIIB ou IV, receberam terapia de manutenção imediatamente após 4 ciclos de tratamento a base de platina. Os pacientes de ambos os braços do estudo de tratamento receberam suplementação com ácido fólico e vitamina B 12 durante todo o tratamento.

Classe do sistema orgânico

Frequência

Evento*

Pemetrexede Dissódico/cisplatina (N=256)

Gencitabina/cisplatina (N=276)

Todos os graus de toxicidade (%)

Toxicidade graus 3 e 4 (%)

Alterações dos Sistemas Sanguíneo e Linfático

0,5

Comum

0,2

Neutrófilos

0,0

Alterações Gastrointestinais

Muito comum

0,2

Anorexia

0,0

Comum

0,0

Mucosite/ Estomatite

0,0

Alterações Gerais

0,5

Comum

0,0

Alterações Hepatobiliares

Comum

0,0

0,0

Alterações do Sistema Nervoso

0,2

Alterações da Pele e Tecidos Subcutâneos

0,0

* Referente aos critérios comuns de toxicidade (CTC) do National Cancer Institute (NCI) para valores laboratoriais para cada Grau de toxicidade (versão 3.0).
** Integrada as tabelas de reações adversas combinando os resultados dos estudos de manutenção com Pemetrexede Dissódico (N=663) e os estudos de continuação e manutenção com Pemetrexede Dissódico (N=539).
*** Nenhum dos efeitos indesejáveis acima foi grau 5.
Muito comum: > 10%; comum > 5% e < 10% (para o objetivo dessa tabela foi usado o corte de 5% para a inclusão de todos os eventos onde o relator considerou possível relação para Pemetrexede Dissódico. A única exceção foram os leucócitos, que foi mantido um perfil hematológico mais completo).

A toxicidade (CTC) clinicamente relevante relatada em ≥ 1% e  5% (comum) dos pacientes randomicamente designados para o tratamento com Pemetrexede Dissódico inclui: edema, diarreia, infecção, diminuição das plaquetas, constipação, febre (na ausência de neutropenia), creatinina aumentada, aumento da lacrimação, alopecia, prurido/coceira, diminuição do clearance de creatinina, redução da taxa de filtração glomerular, tontura , doença da superfície ocular (incluindo conjuntivite), neutropenia febril e neuropatia motora.

A toxicidade (CTC) clinicamente relevante relatada em < 1% (incomum) dos pacientes randomicamente designados para o tratamento com Pemetrexede Dissódico inclui: falência renal, reação alérgica/hipersensibilidade, eritema multiforme, embolismo pulmonar e arritmias supraventriculares.

A segurança de pembrolizumabe em combinação com pemetrexede e quimioterapia à base de platina foi avaliada em 488 pacientes com CPCNP não-escamoso recebendo 200 mg, 2 mg/kg ou 10 mg/kg de pembrolizumabe a cada 3 semanas em dois estudos clínicos. Nessa população de pacientes, as reações adversas mais frequentes foram náusea (47%), anemia (37%), fadiga (38%), neutropenia (22%), perda de apetite (21%), diarreia (20%) e vômitos (19%). As incidências de reações adversas de grau 3-5 foram 47% para a terapia com pembrolizumabe em combinação e 37% para quimioterapia em monoterapia. A maioria dos eventos adversos reportados para a terapia em combinação foram de gravidade grau 1 ou 2.

Em estudos clínicos, ocorreu sepse em aproximadamente 1% dos pacientes e em alguns casos foi fatal.

Nos estudos clínicos com Pemetrexede Dissódico foram relatados casos incomuns de esofagite .

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificação de Eventos Adversos a Medicamentos - Vigimed, disponível em http://portal.anvisa.gov.br/vigimed, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Pemetrexede Dissódico: Superdose

A toxicidade relacionada à superdose de Pemetrexede Dissódico inclui neutropenia, anemia, trombocitopenia, mucosite e erupção cutânea. As complicações possíveis envolvem supressão da medula óssea, manifestada por neutropenia, trombocitopenia e anemia. Além disso, pode ocorrer infecção com ou sem febre, diarreia e mucosite.

Caso ocorra a administração de superdose de Pemetrexede Dissódico, medidas gerais de suporte devem ser instituídas, a critério médico. O tratamento deve levar em consideração o uso de leucovorin (esquemas de doses intravenosas: uma dose de 100 mg/m2 seguida por doses de 50mg/m2 a cada 6 horas por 8 dias) ou timidina. A possibilidade de Pemetrexede Dissódico ser dialisado é desconhecida.

Em caso de intoxicação, ligue para 0800 722 6001 se você precisar de mais orientações.

Pemetrexede Dissódico: Interações medicamentosas

Pemetrexede Dissódico é eliminado primariamente pelos rins na forma inalterada, como resultado da filtração glomerular e secreção tubular. Estudos in vitro indicam que pemetrexede é ativamente secretado pela OAT3 (transportador de ânion orgânico 3). A administração concomitante de drogas e/ou substâncias nefrotóxicas secretadas pelos túbulos poderia resultar no retardo do clearance de pemetrexede.

Os resultados de estudos in vitro com microssomos hepáticos humanos sugerem que Pemetrexede Dissódico não causaria interações clinicamente significantes com drogas metabolizadas pelas isoenzimas CYP3A, CYP2D6, CYP2C9 e CYP1A2.

A farmacocinética de pemetrexede não é influenciada pela suplementação de ácido fólico oral ou vitamina B 12 intramuscular ou pela administração concomitante de cisplatina. O clearance total de platina não é afetado pela administração de Pemetrexede Dissódico.

Embora anti-inflamatórios não esteroidais (AINES) em doses moderadas possam ser administrados concomitantemente com Pemetrexede Dissódico em pacientes com função renal normal ( clearance de creatinina > 80 mL/min), deve-se ter cuidado quando se administrar AINES concomitantemente com Pemetrexede Dissódico em pacientes com insuficiência renal leve a moderada ( clearance de creatinina de 45 a 79 mL/min). Recomenda-se que pacientes com insuficiência renal leve a moderada evitem tomar AINES com meia-vida de eliminação curta por um período de 2 dias anteriores, no dia e 2 dias seguintes à administração de Pemetrexede Dissódico.

Na ausência de dados sobre a potencial interação entre Pemetrexede Dissódico e AINES com meia-vida longa, em pacientes com insuficiência renal leve a moderada, pacientes com este tipo de insuficiência e que estiverem sob tratamento com AINES, devem interromper a dose por pelo menos 5 dias anteriores ao tratamento, no dia, e 2 dias após a administração de Pemetrexede Dissódico. Se a administração concomitante de AINES for necessária, os pacientes devem ser monitorados de perto quanto à toxicidade, especialmente mielossupressão e toxicidade gastrointestinal.

Aspirina ® administrada em doses baixas a moderadas (325 mg a cada 6 horas) não afeta a farmacocinética de pemetrexede. O efeito de doses maiores de Aspirina ® sobre a farmacocinética de pemetrexede é desconhecido.

Não há dados/estudos disponíveis sobre a interação entre Pemetrexede Dissódico e álcool, nicotina , exames laboratoriais e não laboratoriais.

Uma vez que Pemetrexede Dissódico é de administração intravenosa, a interação com alimento é improvável.

Pemetrexede Dissódico: Precauções

Pemetrexede Dissódico pode suprimir a função da medula óssea, podendo ocorrer neutropenia, trombocitopenia e anemia (ou pancitopenia); a mielossupressão é normalmente a toxicidade dose-limitante.

No estudo de registro de Fase 3 em mesotelioma, foram relatadas menor toxicidade geral e reduções das toxicidades não hematológicas e hematológicas Graus 3 e 4, como neutropenia, neutropenia febril e neutropenia Graus 3 e 4 com infecção, quando o pré-tratamento com ácido fólico e vitamina B 12 foi administrado. Portanto, os pacientes devem receber ácido fólico e vitamina B 12 concomitantemente ao tratamento com Pemetrexede Dissódico como medida para reduzir a toxicidade relacionada ao tratamento.

Pemetrexede Dissódico é eliminado primariamente sem alteração através da excreção renal. Há experiência clínica limitada em pacientes com clearance de creatinina abaixo de 45 mL/min. Portanto, pacientes cujo clearance de creatinina seja < 45 mL/min não devem receber Pemetrexede Dissódico.

O efeito da presença de líquido no terceiro espaço (como derrame pleural e ascite ) com o uso de Pemetrexede Dissódico é desconhecido. Um estudo Fase 2 de Pemetrexede Dissódico em 31 pacientes com tumor sólido e presença estável de líquido no terceiro espaço não demonstrou diferença no clearance ou nas concentrações plasmáticas normalizadas pela dose, comparado aos pacientes sem acúmulo de líquido no terceiro espaço. Portanto, a drenagem do líquido acumulado no terceiro espaço antes do tratamento com Pemetrexede Dissódico deve ser considerada, mas não deve ser imprescindível.

Hemograma completo, incluindo contagem de plaquetas e bioquímicos periódicos devem ser realizados em todos os pacientes recebendo Pemetrexede Dissódico. Os pacientes devem ser monitorados no nadir e na recuperação; nos estudos clínicos, os exames foram feitos antes de cada dose e nos dias 8 e 15 de cada ciclo. Os pacientes não devem iniciar um novo ciclo de tratamento a menos que a CAN (Contagem Absoluta de Neutrófilos) seja > 1.500 células/mm 3 , a contagem de plaquetas seja > 100.000 células/mm 3 e o clearance de creatinina seja > 45 mL/min.

Não foram conduzidos estudos para avaliar o potencial carcinogênico de Pemetrexede Dissódico. Pemetrexede Dissódico mostrou ser clastogênico no ensaio in vivo com micronúcleo em camundongo, mas não foi mutagênico em múltiplos testes in vitro (ensaio de aberração cromossômica nas células de ovário de hamster chinês, ensaio de ames).

A administração de Pemetrexede Dissódico a camundongos prenhes resultou na diminuição do peso fetal, ossificação incompleta de algumas estruturas esqueléticas e palato em fenda. A administração de Pemetrexede Dissódico intravenoso na dose ≥ 0,1 mg/Kg/dia a camundongos machos (cerca de 1/1.666 da dose em mg/m 2 recomendada para humanos) resultou na diminuição da fertilidade, hipoespermia e atrofia testicular.

Não foram realizados estudos para avaliar o efeito do pemetrexede na capacidade de dirigir e operar máquinas. Entretanto, foi reportado que pemetrexede pode causar fadiga. Portanto, pacientes que estiverem sob tratamento com Pemetrexede Dissódico devem ter cuidado ao operar máquinas perigosas, incluindo automóveis.

Pemetrexede Dissódico não é recomendado para uso em crianças, pois a segurança e a eficácia não foram estabelecidas para esse grupo de pacientes.

Gravidez categoria D – o uso de Pemetrexede Dissódico deve ser evitado em mulheres grávidas devido ao risco potencial ao feto. Estudos experimentais em animais demonstraram toxicidade reprodutiva, tais como defeitos congênitos e outros efeitos sobre o desenvolvimento fetal, período de gestação ou desenvolvimento peri e pós-natal. Não é conhecido se Pemetrexede Dissódico ou seus metabólitos são excretados no leite humano. Devido a algumas drogas serem excretadas no leite humano e devido ao potencial de reações adversas graves de Pemetrexede Dissódico em lactentes, é recomendado que a amamentação seja descontinuada se a mãe estiver sendo tratada com Pemetrexede Dissódico.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Pemetrexede Dissódico: Ação da substância no organismo

Resultados de Eficácia

A segurança e eficácia de Pemetrexede Dissódico, em combinação com a cisplatina, foram avaliadas em pacientes com Mesotelioma Pleural Maligno (MPM) que não receberam quimioterapia prévia.

Um estudo multicêntrico, randomizado, simples-cego, em 448 pacientes com MPM que não receberam quimioterapia prévia, comparou a sobrevida de pacientes tratados com Pemetrexede Dissódico em combinação à cisplatina com a sobrevida de pacientes recebendo cisplatina isolada. Pemetrexede Dissódico foi administrado por via intravenosa em até 10 minutos na dose de 500 mg/m 2 e a cisplatina foi administrada por via intravenosa em até 2 horas na dose de 75 mg/m 2 , iniciandose aproximadamente 30 minutos após o término da administração de Pemetrexede Dissódico. Ambas as drogas foram dadas no Dia 1 de cada ciclo de 21 dias. Após tratamento de 117 pacientes, a toxicidade de células brancas e gastrointestinal (GI) conduziu a uma alteração no protocolo, a fim de se fazer a suplementação de ácido fólico e vitamina B 12 a todos os pacientes.

A análise primária desse estudo foi realizada na população de todos os pacientes aleatoriamente designados para um dos tratamentos do estudo (randomizados e tratados). Uma análise também foi realizada nos pacientes que receberam suplementação de ácido fólico e vitamina B 12 , conforme é recomendado para o tratamento com Pemetrexede Dissódico. Os resultados de eficácia foram semelhantes entre o grupo total de pacientes e o grupo que recebeu suplementação durante todo o tratamento. Os dados demográficos são apresentados na Tabela 1.

Tabela 1: Resumo das Características dos Pacientes do estudo com Mesotelioma Pleural Maligno

Características dos pacientes

Pacientes Randomizados e Tratados

Pacientes Suplementados durante todo o tratamento

Pemetrexede Dissódico/cisplatina (N=226)

Cisplatina (N=163)

Idade (anos)

Mediana (intervalo)

60 (19-82)

Sexo (%)

Homem

134 (82,2)

Mulher

29 (17,8)

Origem (%)

Caucasiano

153 (93,9)

Hispânico

7 (4,3)

Asiático

3 (1,8)

Descendente de africano

0

Estadio à Admissão (%)

I

12 (7,4)

II

27 (16,8)

III

49 (30,4)

IV

73 (45,3)

Não especificado

2 (1,2)

Diagnóstico/Histologia a (%)

Epitelial

113 (69,3)

Misto

25 (15,3)

Sarcomatoide

17 (10,4)

Outro

8 (4,9)

KPS b Basal (%)

70 - 80

69 (42,3)

90 - 100

94 (57,7)

a Apenas 67% dos pacientes tiveram diagnóstico histológico de mesotelioma maligno confirmado por revisão independente.
b Escala de Performance Status de Karnofsky.

A Tabela 2 resume os resultados de sobrevida de todos os pacientes tratados e randomizados, independentemente da suplementação com vitaminas e aqueles pacientes que receberam a suplementação desde a admissão no estudo.

Tabela 2: Eficácia de Pemetrexede Dissódico mais cisplatina vs. cisplatina para Mesotelioma Pleural Maligno

Parâmetro de eficácia

Pacientes Randomizados e Tratados

Pacientes Suplementados durante todo o tratamento

Pemetrexede Dissódico/cisplatina (N=226)

Cisplatina (N=163)

Sobrevida Global Mediana

10,0 meses

(95% IC)

(8,4-11,9)

Coeficiente de risco

0,77

0,75

Valor de p Log rank*

0,020

0,051

* Valor de p refere-se à comparação entre os braços.

Resultados semelhantes foram vistos na análise dos pacientes (N=303) com diagnóstico histológico confirmado de MPM. As análises demográficas exploratórias não apresentaram diferença aparente no que se refere à faixa etária. O pequeno número de pacientes não brancos não permitiu a avaliação de diferenças étnicas. O efeito em mulheres (sobrevida mediana de 15,7 meses com a combinação versus 7,5 meses com cisplatina isolada), entretanto, foi maior do que o efeito em homens (sobrevida mediana de 11 versus 9,4; respectivamente). Como em qualquer análise exploratória, não está claro se essa diferença é real ou se é um achado ao acaso. A resposta tumoral objetiva do MPM é difícil de ser mensurada pelos exames convencionais de imagem e os critérios de resposta não são um consenso universal. Entretanto, baseada nos critérios prospectivamente definidos, a taxa de resposta tumoral objetiva com Pemetrexede Dissódico mais cisplatina foi maior do que a taxa obtida com a cisplatina isolada. Houve também melhora da função pulmonar no grupo de Pemetrexede Dissódico mais cisplatina comparado ao grupo controle.

Os pacientes que receberam suplementação com ácido fólico e vitamina B12 durante todo o estudo receberam em média 6 e 4 ciclos de tratamento com Pemetrexede Dissódico/cisplatina (N=168) e cisplatina (N=163), respectivamente. Os pacientes que nunca receberam ácido fólico e vitamina B 12 receberam em média 2 ciclos em ambos os grupos de tratamento (N=32 e N=38 para os grupos de Pemetrexede Dissódico/cisplatina e cisplatina, respectivamente). Pacientes recebendo Pemetrexede Dissódico no grupo suplementado durante todo o estudo receberam uma intensidade de dose relativa de 93% da especificada no protocolo; pacientes tratados com cisplatina (no mesmo braço de Pemetrexede Dissódico) receberam 94% da intensidade da dose planejada. Pacientes tratados com cisplatina isolada receberam intensidade de dose de 96%.

A segurança e a eficácia de Pemetrexede Dissódico, em combinação com cisplatina, foram avaliadas em pacientes com Câncer de Pulmão de Células Não Pequenas com Histologia de Células Não Escamosas localmente avançado ou metastático (estadios IIIb e IV), como quimioterapia inicial.

Um estudo multicêntrico, randomizado, aberto, em 1.725 pacientes que não receberam quimioterapia prévia com estadio IIIb/IV de Câncer de Pulmão de Células Não Pequenas (CPCNP) foi conduzido para comparar a sobrevida global de pacientes tratados com Pemetrexede Dissódico em combinação com cisplatina (AC) versus gencitabina mais cisplatina (GC). Pemetrexede Dissódico foi administrado por via intravenosa em até 10 minutos na dose de 500 mg/m2 e a cisplatina foi administrada por via intravenosa na dose de 75 mg/m 2 após a administração de Pemetrexede Dissódico no Dia 1 de cada ciclo de 21 dias. A gencitabina foi administrada na dose de 1.250 mg/m 2 no Dia 1 e Dia 8 e a cisplatina foi administrada por via intravenosa na dose de 75 mg/m 2 após administração de gencitabina, no Dia 1 de cada ciclo de 21 dias. O tratamento foi administrado por um total de até 6 ciclos e os pacientes em ambos os grupos de tratamento receberam ácido fólico, vitamina B 12 e dexametasona.

As características demográficas dos pacientes da população intenção de tratamento (ITT) estão na Tabela 3. As características demográficas e das doenças foram bem equilibradas.

Tabela 3: Resumo das Características dos Pacientes do Estudo de CPCNP – Combinação com cisplatina

Característica do Paciente

Gencitabina mais cisplatina (GC) (N=863)

Idade (anos)

Mediana (intervalo)

61,0 (26,4-79,4)

Sexo

Homem/Mulher

70,1%/29,9%

Origem

Caucasiano

680 (78,8%)

Hispânico

23 (2,7%)

Asiático

141 (16,3%)

Descendente de africano

18 (2,1%)

Estadio à admissão

IIIb/IV

24,3%/75,7%

Histologia

CPCNP não escamosas a

634 (73,5%)

Adenocarcinoma

411 (47,6%)

Células grandes

77 (8,9%)

Outro b

146 (16,9%)

Escamosas

229 (26,5%)

ECOG PS c, d

0/1

35,6%/64,3%

Histórico de Tabagismo e

Sempre/nunca foi fumante

83,9%/16,1%

a Inclui adenocarcinoma, células grandes e outras histologias exceto as com tipo células escamosas.
b O subgrupo “outro” representa pacientes com diagnóstico primário de CPCNP nos quais a doença não foi claramente qualificada como adenocarcinoma, carcinoma de células escamosas ou carcinoma de células grandes.
c Eastern Cooperative Oncology Group Performance Status (ECOG PS).
d Não foi reportado ECOG PS para todos os pacientes randomizados. As porcentagens são representativas de um N=861 para o braço de Pemetrexede Dissódico mais cisplatina e N=861 para o braço de gencitabina mais cisplatina.
e O histórico de tabagismo foi coletado de 88% dos pacientes randomizados (N=757 para o braço de Pemetrexede Dissódico mais cisplatina e N=759 para o braço de gencitabina mais cisplatina).

Os pacientes receberam uma mediana de 5 ciclos de tratamento em ambos os grupos de estudo.

Os pacientes tratados com Pemetrexede Dissódico mais cisplatina receberam 94,8% da intensidade da dose relativa de Pemetrexede Dissódico especificada no protocolo e 95% da intensidade da dose relativa de cisplatina especificada no protocolo. Pacientes tratados com gencitabina mais cisplatina receberam 85,8% da intensidade da dose relativa de gencitabina especificada no protocolo e 93,5% da intensidade da dose relativa de cisplatina especificada no protocolo.

O desfecho primário desse estudo foi a sobrevida global. A sobrevida mediana foi de 10,3 meses no grupo de Pemetrexede Dissódico mais cisplatina e de 10,3 meses no grupo da gencitabina mais cisplatina, com coeficiente de risco ajustado de 0,94.

Tabela 4: Eficácia de Pemetrexede Dissódico mais cisplatina vs. gencitabina mais cisplatina no Tratamento de Primeira Linha para CPCNP – População ITT

Gencitabina mais cisplatina (N=863)

Sobrevida Global Mediana (95% IC)

10,3 meses (9,6-10,9)

Coeficiente de Risco Ajustado (HR) a, b (95% IC)

0,94 (0,84-1,05)

Sobrevida Mediana Livre de Progressão (95% IC)

5,1 meses (4,6-5,5)

Coeficiente de Risco Ajustado (HR) a, b (95% IC)

1,04 (0,94-1,15)

Taxa de Resposta Global (95% IC)

24,7% (21,8-27,6)

a Ajustado para sexo, estadio, base de diagnóstico e Performance Status .
b Um HR menor que 1,0 indica que a sobrevida é melhor no braço Pemetrexede Dissódico mais cisplatina (AC) do que no braço gencitabina mais cisplatina (GC). Em contrapartida, um HR maior que 1,0 indica que a sobrevida é melhor no braço GC do que no braço AC.

Uma análise pré-determinada do impacto da histologia do CPCNP na sobrevida global foi realizada. Foram observadas diferenças clinicamente relevantes na sobrevida com base na histologia, conforme demonstrado na Tabela 5. No tratamento com Pemetrexede Dissódico, agente isolado para segunda linha e estudo de manutenção, estas diferenças nos efeitos com base na histologia também foram observadas.

Tabela 5: Sobrevida Global com Pemetrexede Dissódico mais cisplatina vs. gencitabina mais cisplatina para CPCNP – Subgrupos Histológicos

Subgrupo Histológico

Sobrevida Global Mediana em Meses (95% IC)

Coeficiente de risco não ajustado (HR) a,b (95% IC)

Coeficiente de risco ajustado (HR) a,b,c (95% IC)

Pemetrexede Dissódico mais Cisplatina

Gencitabina mais Cisplatina

CPCNP não escamosas d (N=1.252)

0,84
(0,74-0,96)

Adenocarcinoma (N=847)

0,84
(0,71-0,99)

Células Grandes (N=153)

0,67
(0,48-0,96)

Outro e (N=252)

1,08
(0,81-1,45)

Células Escamosas (N=473)

1,23
(1,00-1,51)

a Um HR menor que 1,0 indica que a sobrevida é melhor no braço Pemetrexede Dissódico mais cisplatina (AC) do que no braço gencitabina mais cisplatina (GC). Em contrapartida, um HR maior que 1,0 indica que a sobrevida é melhor no braço GC do que no braço AC.
b Não ajustado para múltiplas comparações.
c HRs ajustados por ECOG PS, sexo, estadio da doença e base para diagnóstico patológico (histopatológico/citopatológico).
d Inclui adenocarcinoma, células grandes e outras histologias exceto as com o tipo células escamosas.
e O subgrupo “outro” representa pacientes com diagnóstico primário de CPCNP nos quais a doença não foi claramente qualificada como adenocarcinoma, carcinoma de células escamosas ou carcinoma de células grandes.

A segurança e a eficácia de Pemetrexede Dissódico foram avaliadas em pacientes com Câncer de Pulmão de Células Não Pequenas com Histologia de Células Não Escamosas estadio IIIb/IV em que não houve progressão da doença após 4 ciclos de quimioterapia a base de platina.

Um estudo multicêntrico, randomizado, duplo-cego, placebo-controlado foi conduzido com 663 pacientes com CPCNP estadio IIIb/IV em que não houve progressão da doença após 4 ciclos de quimioterapia a base de platina. Pacientes cuja doença não progrediu foram randomizados na forma 2:1 para receber Pemetrexede Dissódico ou placebo imediatamente após a quimioterapia a base de platina. Pemetrexede Dissódico foi administrado por via intravenosa em 10 minutos na dose de 500 mg/m 2 no Dia 1 em cada ciclo de 21 dias até a progressão da doença. Os pacientes em ambos os braços do estudo receberam ácido fólico, vitamina B 12 e dexametasona.

O estudo foi desenhado para demonstrar a superioridade da sobrevida livre de progressão (SLP) e da sobrevida global de Pemetrexede Dissódico em relação ao placebo. A SLP foi avaliada em uma revisão independente. As características dos pacientes da população intenção de tratar são apresentadas na Tabela 6. As características demográficas e da doença no momento em que os pacientes entraram no estudo foram bem balanceadas entre os braços do estudo.

Tabela 6: Tratamento de Manutenção – Resumo das Características dos Pacientes no estudo de CPCNP

Característica do Paciente

Placebo (N=222)

Idade (anos)

Mediana (intervalo)

60,4 (35,4-78,5)

Sexo

Homem/Mulher

72,5%/27,5%

Origem Étnica

Caucasiano

149 (67,1%)

Asiático Oriental

50 (22,5%)

Outros

23 (10,4%)

Estadio à admissão a

IIIb/IV

21,2%/78,8%

Histologia (%)

CPCNP não escamosas b

156 (70,3%)

Adenocarcinoma

106 (47,7%)

Células grandes

10 (4,5%)

Outro c

40 (18,0%)

Células escamosas

66 (29,7%)

ECOG PS d

0/1

38,3%/61,7%

Histórico de Tabagismo e

Sempre/nunca foi fumante

71,5%/28,5%

Tempo entre o início da introdução do tratamento e a randomização do estudo (meses)

Mediana (intervalo)

3,29 (2,7-5,1)

a O estadio à admissão não foi relatado para todos os pacientes randomizados. As porcentagens são representativas de um N=440 para o braço Pemetrexede Dissódico e N=222 para o braço placebo.
b Inclui pacientes com adenocarcinoma, células grandes e outros diagnósticos de histologias.
c O subgrupo “outro” representa pacientes com diagnóstico primário de CPCNP nos quais a doença não foi claramente qualificada como adenocarcinoma, carcinoma de células grandes ou carcinoma de células escamosas.
d Eastern Cooperative Oncology Group Performance Status (ECOG PS) não foi reportado para todos os pacientes randomizados. As porcentagens são representativas de um N=439 para o braço de Pemetrexede Dissódico e N=222 para o braço placebo.
e O histórico de tabagismo não foi relatado para todos os pacientes randomizados. As porcentagens são representativas de um N=437 para o braço Pemetrexede Dissódico e N=221 para o braço placebo.

Os pacientes receberam uma mediana de 5 ciclos de Pemetrexede Dissódico e 3,5 ciclos de placebo. Os pacientes tratados com Pemetrexede Dissódico receberam 95,7% da intensidade da dose relativa de Pemetrexede Dissódico.

Um total de 213 pacientes (48,3%) completaram ≥ 6 ciclos e um total de 98 pacientes (22,6%) completaram ≥ 10 ciclos do tratamento com Pemetrexede Dissódico.

Na população global do estudo, Pemetrexede Dissódico foi estatisticamente superior ao placebo em termos de sobrevida global (SG) [mediana de 13,4 meses versus 10,6 meses, HR=0,79 (IC 95%: 0,65-0,95), valor de p=0,012] e SLP [mediana de 4,0 meses versus 2,0 meses, HR=0,60 (IC 95%: 0,49-0,73), valor de p < 0,00001]. Foi observada uma diferença nos resultados dos tratamentos de acordo com a classificação histológica. Para a população de pacientes com CPCNP não escamosas Pemetrexede Dissódico foi superior ao placebo para SG [mediana de 15,5 meses versus 10,3 meses, HR=0,70 (IC 95%: 0,56-0,88)] e SLP [mediana de 4,4 meses versus 1,8 meses, HR=0,47 (IC 95%: 0,37- 0,60)]. Para a população de pacientes com CPCNP escamosas, Pemetrexede Dissódico não melhorou a SG em comparação com o placebo [mediana 9,9 meses versus 10,8 meses, HR=1,07 (IC 95%: 0,77- 1,50)] ou SLP [mediana de 2,4 meses versus 2,5 meses, HR=1,03 (IC 95%: 0,71-1,49)]. Esta diferença no efeito do tratamento para Pemetrexede Dissódico baseado na histologia demonstrando falta de benefício em histologia de células escamosas foi também observada nos estudos de primeira e segunda linha.

Os resultados de eficácia para a população global de pacientes são apresentados na Tabela 7 e os resultados de eficácia pelos subgrupos histológicos pré-especificados são apresentados na Tabela 8.

Tabela 7: Tratamento de Manutenção – Eficácia de Pemetrexede Dissódico vs. Placebo em CPCNP – População ITT

Parâmetro de Eficácia a,b

Placebo (N=222)

Sobrevida Global Medianac (95% IC)

10,6 meses (8,7-12,0)

Coeficiente de Riscoc (HR) (95% IC)

0,79 (0,65-0,95)

Valor de p

p=0,012

Sobrevida Mediana Livre de Progressão (95% IC)

2,0 meses (1,5-2,8)

Coeficiente de Risco (HR) c (95% IC)

0,60 (0,49-0,73)

Valor de p

p < 0,00001

a SLP e SG foram calculadas no período de randomização, após ter sido completado os 4 ciclos de quimioterapia a base de platina.
b Os valores fornecidos para SLP, baseados em revisão independente (Pemetrexede Dissódico N=387, Placebo N=194).
c São fornecidos os coeficientes de risco (HR) não ajustados: um HR < 1,0 indica que o resultado é melhor no braço Pemetrexede Dissódico do que no braço placebo do estudo.

Tabela 8: Tratamento de Manutenção – Eficácia em CPCNP por Subgrupos Histológicos a

Subgrupo Histológico

Sobrevida Global

Sobrevida Livre de Progressão b

Pemetrexede Dissódico Mediana (meses)

Placebo Mediana (meses)

HR c (IC 95%)

HR c (IC 95%)

CPCNP não escamosas d N=481

1,8

0,70 (0,56-0,88)

0,47 (0,37-0,60)

Adenocarcinoma N=328

2,7

0,73 (0,56-0,96)

0,51 (0,38-0,68)

Carcinoma de Células Grandes N=20

1,5

0,98 (0,36-2,65)

0,40 (0,12-1,29)

Outro e N=133

1,6

0,61 (0,40-0,94)

0,44 (0,28-0,68)

Células Escamosas N=182

2,5

1,07 (0,77-1,50)

1,03 (0,71-1,49)

a SLP e SG foram calculadas no período de randomização, após ter sido completado os 4 ciclos de quimioterapia a base de platina. Todos os resultados não ajustados para múltiplas comparações.
b Os valores fornecidos para SLP, baseados em revisão independente (Pemetrexede Dissódico N=387, Placebo N=194).
c São fornecidos coeficientes de risco (HR) não ajustados. Um HR < 1,0 indica que o resultado é melhor no braço Pemetrexede Dissódico do que no braço placebo do estudo. Um HR > 1,0 indica que o resultado é melhor no braço placebo do que no braço Pemetrexede Dissódico do estudo.
d Inclui pacientes com adenocarcinoma, carcinoma de células grandes e outras histologias.
e O subgrupo “outro” representa pacientes com diagnóstico primário de CPCNP nos quais a doença não foi claramente qualificada como adenocarcinoma, carcinoma de células grandes ou carcinoma de células escamosas.

A segurança e a eficácia de Pemetrexede Dissódico como agente isolado foram avaliadas em pacientes com Câncer de Pulmão de Células Não Pequenas com Histologia de Células Não Escamosas localmente avançado ou metastático (estadios III ou IV), após um esquema de quimioterapia prévia.

Um estudo de Fase 3 multicêntrico, randomizado, aberto, foi conduzido para comparar a sobrevida global de Pemetrexede Dissódico versus docetaxel. Pemetrexede Dissódico foi administrado por via intravenosa em 10 minutos na dose de 500 mg/m 2 e docetaxel foi administrado por via intravenosa em 1 hora, na dose de 75 mg/m 2 . Ambas as drogas foram dadas no Dia 1 de cada ciclo de 21 dias. Todos os pacientes tratados com Pemetrexede Dissódico receberam suplementação com ácido fólico e vitamina B 12 . O estudo foi desenhado para demonstrar sobrevida global superior ou não inferioridade de Pemetrexede Dissódico em comparação ao docetaxel. As características demográficas dos pacientes da população intenção de tratamento (ITT) estão na Tabela 9.

Tabela 9: Resumo das Características dos Pacientes do Estudo de CPCNP

Características dos pacientes

Docetaxel (N=288)

Idade (anos)

Mediana (intervalo)

57 (28-87)

Sexo (%)

Homem/Mulher

75,3/24,7

Estadio à Admissão (%)

III/IV

25,3/74,7

Diagnóstico/Histologia (%)

Adenocarcinoma

142 (49,3)

Células Escamosas

94 (32,6)

Broncoalveolar

1 (0,3)

Outro

51 (17,7)

Performance Status (%) a

0 – 1

240 (87,6)

2

34 (12,4)

a Não foi reportado o Performance Status para todos os pacientes randomizados. As porcentagens são representativas de um N=264 para o braço de Pemetrexede Dissódico e N=274 para o braço de docetaxel.

O desfecho primário desse estudo foi a sobrevida global. A sobrevida mediana foi de 8,3 meses no braço de Pemetrexede Dissódico e de 7,9 meses no braço de docetaxel, com coeficiente de risco de 0,99 (ver Tabela 10). O estudo não mostrou superioridade da sobrevida global com Pemetrexede Dissódico.

Tabela 10: Eficácia de Pemetrexede Dissódico vs. docetaxel para CPCNP – População ITT

Docetaxel (N=288)

Sobrevida Global Mediana (95% IC)

7,9 meses (6,3-9,2)

Coeficiente de Risco (HR) (95% IC)

0,99 (0,82-1,20)

Sobrevida Mediana Livre de Progressão (95% IC)

2,9 meses (2,7-3,4)

Coeficiente de Risco (HR) (95% IC)

0,97 (0,82-1,16)

Taxa de Resposta Global (95% IC)

8,3% (5,1-11,5)

Uma análise retrospectiva do impacto da histologia do CPCNP na sobrevida global foi realizada.

Foram observadas diferenças clinicamente relevantes na sobrevida com base na histologia, conforme demonstrado na Tabela 11. Essa diferença no efeito do tratamento com pemetrexede baseado na histologia, demonstra falta de eficácia na histologia de células escamosas, que também foi observado nos estudos de combinação de primeira linha e estudos de manutenção.

Tabela 11: Sobrevida Global para Pemetrexede Dissódico vs. docetaxel em CPCNP – Subgrupos Histológicos, População ITT

Subgrupo Histológico

Sobrevida Global Mediana em Meses (95% IC)

Coeficiente de risco não ajustado (HR) a,b (95% IC)

Coeficiente de risco ajustado (HR) a,b,c (95% Pemetrexede Dissódico IC)

Pemetrexede Dissódico

Docetaxel

CPCNP não escamosas d
(N=399)

0,78 (0,61-1,00)

Adenocarcinoma (N=301)

0,92 (0,69-1,22)

Células Grandes (N=47)

0,27 (0,11-0,63)

Outro e
(N=51)

0,57 (0,27-1,20)

Células Escamosas (N=172)

1,56 (1,08-2,26)

a Um HR menor que 1,0 indica que a sobrevida é melhor no braço Pemetrexede Dissódico do que no braço docetaxel. Em contrapartida, um HR maior que 1,0 indica que a sobrevida é melhor no braço docetaxel do que no braço Pemetrexede Dissódico.
b Não ajustado para múltiplas comparações. c HRs ajustados por Eastern Cooperative Oncology Group Performance Status (ECOG PS), tempo desde a primeira quimioterapia, estadio da doença e sexo.
d Inclui adenocarcinoma, células grandes e outras histologias exceto as com o tipo células escamosas.
e O subgrupo “outro” representa pacientes com diagnóstico primário de CPCNP nos quais a doença não foi claramente qualificada como adenocarcinoma, carcinoma de células escamosas ou carcinoma de células grandes.

A eficácia de pembrolizumabe em combinação com Pemetrexede Dissódico e quimioterapia com platina foi investigada em um estudo multicêntrico, randomizado, controlado e duplo cego – KEYNOTE- 189. O critério de elegibilidade chave era o câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) não escamoso, metastático sem tratamento sistêmico prévio para CPCNP metastático e sem aberrações gênomicas tumorais EGFR e ALK. Pacientes com doença auto-imune que necessitaram de terapia sistêmica dentro de dois anos de tratamento, condição médica que necessitasse de imunossupressão, ou que receberam mais do que 30Gy de radiação no tórax dentro de 26 semanas eram inelegíveis.

O tratamento com pembrolizumabe continuou até a progressão da doença definida no RECIST 1.1 conforme determinado pelo investigador, toxicidade inaceitável, ou máximo de 24 meses. A administração de pembrolizumabe foi permitida além da progressão da doença definida no RECIST pelo BICR ou além da descontinuação do pemetrexede se o paciente estivesse clinicamente estável e obtendo benefício clínico conforme determinado pelo investigador. Para os pacientes que completaram 24 meses de terapia ou resposta completa, o tratamento com pembrolizumabe poderia ser reiniciado na progressão da doença e administrado por até 1 ano adicional. A avaliação do status do tumor era realizada na semana 6 e semana 12 e, na sequencia, a cada 9 semanas. Pembrolizumabe em monoterapia foi oferecido aos pacientes recebendo placebo mais quimioterapia que tiveram progressão da doença independentemente verificada.

Entre os 616 pacientes no KEYNOTE-189 (410 pacientes no braço da combinação com pembrolizumabe e 206 no braço placebo mais quimioterapia), as características basais eram: idade mediana 64 anos (49% com 65 anos ou mais); 59% homens, 94% brancos e 3% asiáticos; 43% e 56% ECOG performance status de 0 e 1, respectivamente: 31% com PD-L1 PPT <1; e 18% com metástase cerebral tratada ou não tratada na linha de base. Um total de 67 pacientes no braço placebo mais quimioterapia fizeram o cross over para receber pembrolizumabe em monoterapia no momento da progressão da doença e 18 pacientes adicionais receberam um inibidor de checkpoint como terapia subsequente.

As medidas de desfecho primárias de eficácia foram SG e SLP (conforme avaliado pelo BICR utilizando RECIST 1.1). As medidas de desfecho secundárias de eficácia foram TRO e duração da resposta, conforme avaliado pelo BICR utilizando RECIST 1.1. A mediana de tempo de acompanhamento foi 10,5 meses (faixa: 0,2 – 20,4 meses). A tabela 12 resume as medidas chave de eficácia.

Tabela 12: Resposta à pembrolizumabe, Pemetrexede Dissódico e quimioterapia à base de platina em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP) não escamoso no KEYNOTE-189

Desfecho

Placebo + Pemetrexede Dissódico + Quimioterapia com platina
n=206

SG

Número (%) de pacientes com evento

108 (52%)

Razão de riscoa (95% IC)

0,49 (0,38; 0,64)

Valor de p b

< 0,00001

Mediana em meses (95% IC)

11,3 (8,7; 15,1)

SLP

Número (%) de pacientes com evento

166 (81%)

Razão de riscoa (95% IC)

0,52 (0,43; 0,64)

Valor de p b

< 0,00001

Mediana em meses (95% IC)

4,9 (4,7; 5,5)

Taxa de Resposta Objetiva

ORRc % (95% IC)

19% (14; 25)

% Resposta Completa

0,5%

% Resposta Parcial

18%

Valor de p d

< 0,0001

Duração da Resposta

Mediana em meses (faixa)

7.8
(2,1+; 16,4+)

% com duração ≥ 6 meses e

63%

% com duração ≥ 9 meses e

44%

a Baseado no modelo de riscos proporcionais de Cox estratificado.
b Baseado no teste log-rank estratificado.
c Baseado nos pacientes com a melhor resposta geral confirmada completa ou parcial.
d Baseado no método de Miettinen.
e Nuriminen estratificado por status de PD-L1, quimioterapia com platina e status de tabagismo e Baseado na estimativa de Kaplan-Meier.
ND = Não disponível.

Figura 1: Curva de Kaplan-Meier para sobrevida global por braço de tratamento no estudo KEYNOTE-189 (população intenção de tratar)

Figura 2: Curva de Kaplan-Meier para sobrevida livre de progressão por braço de tratamento no estudo KEYNOTE-189 (população intenção de tratar)

Os desfechos reportados pelos pacientes eram avaliados utilizando o EORTC QLQ-C30 e EORTC QLQ-LC13. Análises exploratórias dos pacientes recebendo a terapia de combinação com pembrolizumabe demonstraram status de saúde global estável pelo EORTC QLQ-C30 na semana 12 e semana 21 versus declínio nos pacientes recebendo placebo mais quimioterapia. Houve uma tendência no tempo prolongado para deterioração no EORTC QLQ-LC13/QLQ C30 desfecho de tosse , dispneia ou dores no peito observado em pacientes recebendo terapia combinada com pembrolizumabe.

Características Farmacológicas

Pemetrexede Dissódico é um agente antineoplásico antifolato que exerce sua ação através do rompimento de processos metabólicos folato-dependentes, essenciais para a replicação da célula. O pemetrexede dissódico heptaidratado tem a denominação química de sal dissódico de N-[4-[2- (2-amino-4,7-diidro-4-oxo-1H-pirrolo[2,3-d]pirimidina-5-il)etil]benzoil]-L-ácido glutâmico heptaidratado. É um sólido branco a quase branco, com fórmula molecular C 20 H 19 N 5 Na 2 O 6 •7H 2 O e peso molecular de 597,49.

Estudos in vitro demonstraram que pemetrexede atua como um antifolato de múltiplos alvos, através da inibição da timidilato sintetase (TS), da diidrofolato redutase (DHFR) e da ribonucleotídeo glicinamida formiltransferase (GARFT), que são enzimaschave folato-dependentes para a biossíntese de novo dos nucleotídeos de timidina e purina. Após a administração intravenosa, pemetrexede é transportado para dentro das células por ambos os sistemas de transporte de folato, ligado às proteínas de membrana e de carreadores de folato reduzidos. Uma vez na célula, pemetrexede é convertido nas formas de poliglutamato pela enzima folil poliglutamato sintetase. Baseado em dados in vitro , a ação farmacológica é esperada iniciar dentro de horas após a aplicação, entretanto a eficácia terapêutica é observada ao longo do tempo. As formas de poliglutamato são retidas nas células e são inibidoras ainda mais potentes de TS e GARFT. A poliglutamação é um processo dependente do tempo e da concentração e ocorre nas células tumorais e, em menor extensão, nos tecidos normais. Os metabólitos poliglutamatados têm maior meia-vida intracelular, resultando na ação prolongada da droga nas células malignas. Estudos com linhagem de células MSTO-211H de mesotelioma mostraram efeitos sinérgicos quando pemetrexede foi combinado com a cisplatina.

Pemetrexede Dissódico deve ser administrado somente por via intravenosa, tendo um volume de distribuição no estado de equilíbrio de 16,1 litros. Estudos in vitro indicam que pemetrexede está aproximadamente 81% ligado às proteínas plasmáticas. A ligação não é afetada pelo grau de insuficiência renal. Pemetrexede tem metabolismo hepático limitado. Pemetrexede é eliminado primariamente na urina, com 70% a 90% da dose recuperada inalterada dentro das primeiras 24 horas após a administração. O clearance plasmático total de pemetrexede é de 92 mL/min e a meia-vida de eliminação no plasma é de 3,5 horas em pacientes com função renal normal ( clearance de creatinina de 90 mL/min).

A exposição sistêmica total de pemetrexede (AUC) e a concentração plasmática máxima (C máx ) aumentam proporcionalmente com a dose. A farmacocinética do pemetrexede é consistente por múltiplos ciclos de tratamento.

Não foi observado nenhum efeito da idade sobre a farmacocinética de pemetrexede no intervalo de 26 a 80 anos.

A farmacocinética de pemetrexede não foi diferente em homens e mulheres.

A farmacocinética de pemetrexede foi semelhante em caucasianos e em descendentes de africanos. Não existem dados para comparar a farmacocinética com outros grupos étnicos.

Pacientes pediátricos não foram incluídos nos estudos clínicos.

Não foi observado nenhum efeito da elevação da transaminase oxaloacética (TGO/AST), da transaminase glutâmico-pirúvica (TGP/ALT) ou da bilirrubina total na farmacocinética de pemetrexede. Entretanto, estudos específicos em pacientes com insuficiência hepática não foram conduzidos.

O clearance plasmático de pemetrexede na presença de cisplatina diminui, conforme a função renal diminui, com o aumento da exposição sistêmica. Pacientes com clearance de creatinina de 45, 50 e 80 mL/min tiveram aumentos de 65%, 54% e 13%, respectivamente, na exposição sistêmica total (AUC) de pemetrexede, comparado a pacientes com clearance de creatinina de 100 mL/min.

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