OmeprazolBula do Princípio Ativo

Omeprazol - Para que serve?

O omeprazol sódico por via intravenosa está indicado quando a administração do omeprazol na forma farmacêutica comprimidos está impossibilitada.

Omeprazol: Contraindicação de uso

Hipersensibilidade conhecida ao omeprazol, benzimidazóis substituídos ou a qualquer outro componente da fórmula.

O uso deste medicamento é contraindicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida ao omeprazol sódico ou aos demais componentes da formulação.

Omeprazol: Posologia e como usar

Omeprazol Magnésico deve ser administrado por via oral, pela manhã, ingerindo os comprimidos inteiros com meio copo de líquido (água).

Omeprazol Magnésico pode ser administrado com ou sem alimentos.

O comprimido não deve ser partido, mastigado ou esmagado.

Nos casos de pacientes com dificuldade para deglutir, o comprimido pode ser disperso em meio copo de água sem gás ou de suco de fruta, mexendo até o comprimido se desintegrar. Não utilizar leite ou água carbonada para dispersar o comprimido. A dispersão deve ser ingerida ou administrada através de sonda nasogástrica (SNG) em até 30 minutos.

Se persistirem microgrânulos aderidos à parede do copo, adicionar um pouco de líquido, mexer e ingerir ou, conforme a necessidade, administrar por SNG o seu conteúdo.

Os microgrânulos não devem ser mastigados ou esmagados.

Se o paciente se esquecer de tomar uma dose de Omeprazol Magnésico, deverá tomá-lo assim que lembrar, mas se estiver próximo ao horário da próxima dose, não é necessário tomar a dose esquecida, deverá apenas tomar a próxima dose, no horário habitual. O paciente não deve tomar o dobro da dose para compensar uma dose individual esquecida.

Injeção intravenosa direta: a solução para injeção intravenosa é obtida por reconstituição do pó liófilo contido no frasco-ampola, com 10 mL da solução diluente que o acompanha.

A estabilidade do omeprazol sódico é pH dependente e, para assegurar a estabilidade da solução reconstituída, nenhum outro tipo de diluente deve ser utilizado.

Pode ocorrer descoloração da solução se a técnica utilizada para reconstituição for incorreta.

A solução reconstituída deve ser utilizada apenas para injeção intravenosa, não devendo ser adicionada a soluções para infusão. Após reconstituição, a injeção deve ser aplicada lentamente, com velocidade média de no mínimo 2,5 mL/min até um máximo de 4 mL/min. A solução obtida deve ser utilizada em até 4 (quatro) horas após sua reconstituição. Despreze qualquer solução não utilizada após este período de tempo.

Posologia do Omeprazol

A dose usual em casos de úlcera gástrica é de 20 mg por via oral 1 vez ao dia. O alívio dos sintomas é rápido e a cicatrização ocorre no prazo de 4 semanas na maioria dos casos. Naqueles pacientes que não obtiveram cicatrização neste período de tempo, recomenda-se um período adicional de 4 semanas, dentro do qual geralmente ocorre a cicatrização.

Nos pacientes com úlcera gástrica pouco responsivos recomenda-se a dose diária de 40 mg por um período de 8 semanas, dentro do qual geralmente ocorre a cicatrização.

A dose recomendada em pacientes com úlcera duodenal ativa é de 20 mg 1 vez ao dia. O alívio dos sintomas é rápido e a cicatrização ocorre no prazo de 2 semanas na maioria dos casos. Naqueles pacientes que não obtiveram cicatrização neste período de tempo, recomenda-se um período adicional de 2 semanas, dentro do qual geralmente ocorre a cicatrização.

Nos pacientes com úlcera duodenal pouco responsivos recomenda-se a dose diária de 40 mg por um período de 4 semanas, dentro do qual geralmente ocorre a cicatrização.

A eficácia de Omeprazol Magnésico não é afetada pelo tratamento concomitante com anti-inflamatórios não-esteroidais e recomenda-se a manutenção da duração do tratamento.

A dose usual em casos de esofagite de refluxo é de 20 mg por via oral 1 vez ao dia. O alívio dos sintomas é rápido e a cicatrização ocorre no prazo de 4 semanas na maioria dos casos. Naqueles pacientes que não obtiveram cicatrização neste período de tempo, recomenda-se um período adicional de 4 semanas, dentro do qual geralmente ocorre a cicatrização.

Nos pacientes com esofagite de refluxo grave recomenda-se a dose diária de 40 mg, por um período de 8 semanas, dentro das quais usualmente ocorre a cicatrização.

Recomenda-se uma dose inicial de 60 mg, 1 vez ao dia, que deverá ser ajustada individualmente e por um período de tempo que será determinado pela evolução clínica do paciente. Todos os pacientes com doença grave e resposta inadequada a outros tratamentos foram efetivamente controlados e em mais de 90% dos pacientes, com doses entre 20 e 120 mg diárias. Doses acima de 80 mg diárias devem ser divididas em duas tomadas.

Para prevenir a recidiva em pacientes pouco responsivos com úlcera gástrica, recomenda-se a administração diária de 20 mg de Omeprazol Magnésico. Se necessário, a dose pode ser aumentada para 40 mg, 1 vez ao dia.

Para prevenção de recidiva em pacientes com úlcera duodenal e para o tratamento de manutenção de pacientes com esofagite de refluxo cicatrizada, a dose recomendada é de 10 mg 1 vez ao dia. Se necessário, a dose pode ser aumentada para 20-40 mg 1 vez ao dia.

Recomenda-se 40 mg na noite anterior à cirurgia, seguida de 40 mg na manhã do dia da cirurgia.

Para assegurar a cicatrização em pacientes com úlcera péptica ativa, usar dosagem para úlceras duodenais e gástricas.

Se o paciente mantiver Helicobacter pylori positivo, a terapia utilizada pode ser repetida.

Nos casos de pacientes com úlceras gástricas ou duodenais ou erosões gastroduodenais sob tratamento contínuo ou não com anti-inflamatórios não-esteroidais, a dose recomendada de Omeprazol Magnésico é de 20 mg 1 vez ao dia. O alívio dos sintomas é rápido e, a cicatrização ocorre no prazo de 4 semanas na maioria dos casos.

Naqueles pacientes que não obtiveram cicatrização neste período de tempo, recomenda se um período adicional de 4 semanas, dentro do qual geralmente ocorre a cicatrização.

Para prevenção das erosões gastroduodenais, úlceras gástricas ou duodenais, e sintomas dispépticos associados ao AINE, a dose recomendada de Omeprazol Magnésico é de 20 mg 1 vez ao dia.

Para o alívio dos sintomas em pacientes com dor/desconforto epigástrico, com ou sem azia , a dose recomendada é 20 mg uma vez ao dia.

Os pacientes podem responder adequadamente a 10 mg diários e, portanto, esta dose pode ser considerada como a dose inicial.

Se o controle dos sintomas não tiver sido obtido após 4 semanas de tratamento com 20 mg diários, recomenda-se investigação adicional.

Se necessário, a dose pode ser aumentada para 20 mg e 40 mg, respectivamente.

Dados disponíveis do uso em crianças (de 1 ano ou mais) sugerem que a farmacocinética, dentro das doses recomendadas, seja similar àquela relatada em adultos.

Não é necessário ajuste de dose para pacientes com função renal comprometida.

Em paciente com função hepática comprometida, dose diária de 10-20 mg geralmente é suficiente, visto que, nestes pacientes, a biodisponibilidade e a meia-vida plasmática de omeprazol estão aumentadas.

Não é necessário ajuste de dose para pacientes idosos.

Em pacientes que, por algum motivo, o tratamento por via oral não esteja indicado, como por exemplo, naqueles gravemente enfermos, recomenda-se a administração intravenosa de 40 mg de omeprazol sódico, uma vez ao dia.

Esta administração proporciona redução imediata da acidez gástrica e uma redução média de aproximadamente 90% em um período de 24 (vinte e quatro) horas.

Em pacientes com síndrome de Zollinger-Ellison, a dose inicial recomendada de omeprazol sódico administrada por via intravenosa é de 60 mg, uma vez ao dia. Doses diárias maiores podem ser necessárias e devem ser ajustadas individualmente. Quando a dose exceder 60 mg diários, esta deve ser dividida e administrada a cada 12 horas.

Para indivíduos portadores de úlcera gástrica ou duodenal, sem sangramento ativo, a dose deve ser de 40 mg, uma vez ao dia. Em caso de sangramento ativo, a dose diária deve ser de 40 mg a cada 12 horas.

Para profilaxia de aspiração, quando a administração intravenosa é preferida, omeprazol sódico 40 mg, via intravenosa, deve ser administrado uma hora antes da cirurgia. Caso a cirurgia sofra atraso de mais de 2 horas, devese administrar uma injeção adicional de 40 mg.

Omeprazol - Reações Adversas

As seguintes reações adversas ao fármaco foram identificadas ou suspeitas no programa dos estudos clínicos de omeprazol e no uso pós-comercialização. Nenhuma foi considerada dose-relacionada.

Comum (≥1/100 e <1/10), incomum (≥ 1/1000 e < 1/100), rara (≥ 10000 e < 1000), muito rara (< 1/10000).

Durante tratamento prolongado tem sido observado aumento na frequência de cistos glandulares gástricos. Essas alterações são uma consequência fisiológica da pronunciada inibição da secreção ácida, sendo benignas e parecendo ser reversíveis.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

O omeprazol sódico é bem-tolerado, e as reações adversas são geralmente leves e reversíveis. Algumas reações foram relatadas; entretanto, em muitos casos, não foi possível estabelecer relação consistente com o tratamento.

Durante o tratamento prolongado, foram observados com alta frequência o aparecimento de cistos glandulares gástricos. Essas alterações são consequências fisiológicas da pronunciada inibição de ácido, sendo benignas e parecendo ser reversíveis.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Omeprazol: Superdose

Foram recebidos raros relatos de superdosagem com omeprazol. Foram descritas na literatura doses de até 560 mg e foram recebidos relatos ocasionais de doses únicas orais que atingiram até 2.400 mg de omeprazol (120 vezes a dose clínica recomendada geralmente).

Náusea, vômito, tontura, dor abdominal, diarreia e cefaleia foram relatados na superdosagem de omeprazol. Também foram descritos, em casos individuais: apatia, depressão e confusão.

Os sintomas descritos em relação à superdosagem com omeprazol foram transitórios e não foi relatada nenhuma consequência grave devido à superdosagem de omeprazol.

A taxa de eliminação não foi alterada (cinética de primeira ordem) com doses elevadas e não foi necessário nenhum tratamento específico.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Não existem informações disponíveis sobre os efeitos de doses excessivas em seres humanos e não há recomendações específicas para seu tratamento.

Doses únicas intravenosas de até 80 mg de omeprazol sódico foram bem toleradas. Doses intravenosas de até 200 mg em único dia e de até 520 mg por um período de 3 (três) dias foram administradas sem que houvesse aparecimento de efeitos adversos.

O omeprazol não é removido por hemodiálise . Em uma eventual superdosagem, o tratamento deve ser sintomático e de suporte.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Omeprazol: Interações medicamentosas

A supressão da acidez gástrica, obtida durante o tratamento com omeprazol e outros inibidores da bomba de prótons, pode reduzir ou elevar a absorção de fármacos cuja absorção depende do pH gástrico.

Assim como com outros medicamentos que reduzem a acidez intragástrica, a absorção de fármacos como cetoconazol , itraconazol e erlotinibe pode diminuir, enquanto que pode aumentar para fármacos como a digoxina , durante o tratamento com omeprazol. No tratamento concomitante com omeprazol (20 mg/dia) e digoxina houve aumento de 10% na biodisponibilidade da digoxina em pacientes saudáveis (aumentando até 30% em 2 de 10 pacientes).

O omeprazol inibe sua principal enzima de metabolização, CYP2C19. Portanto, o metabolismo de fármacos também metabolizados pelo CYP2C19 administrados em concomitância com omeprazol, tais como diazepam , fenitoína , varfarina (R-varfarina) ou outros antagonistas da vitamina K e cilostazol , pode ser retardado. É recomendada a monitoração de pacientes recebendo fenitoína, sendo que a redução da dose de fenitoína pode ser necessária. Entretanto, em pacientes sob tratamento contínuo com fenitoína, o tratamento concomitante com Omeprazol Magnésico na dosagem de 20 mg/dia não alterou a concentração sanguínea de fenitoína. Em pacientes recebendo varfarina ou outros antagonistas da vitamina K, é recomendada a monitorização do RNI (razão normalizada internacional) e uma redução da dose de varfarina (ou outro antagonista da vitamina K) pode ser necessária. Pacientes em tratamento contínuo com varfarina concomitantemente com Omeprazol Magnésico 20 mg diariamente, entretanto, não apresentaram alterações no tempo de coagulação. A administração de omeprazol em doses de 40 mg a indivíduos saudáveis em estudo cruzado, aumentou a C max e AUC para cilostazol em 18% e 26% respectivamente, e um de seus metabólitos ativos em 29% e 69% respectivamente.

Resultados de estudos em indivíduos saudáveis mostraram uma interação farmacocinética/farmacodinâmica entre o clopidogrel (300 mg dose de ataque/75 mg dose de manutenção diária) e omeprazol (80 mg diariamente, ou seja, quatro vezes a dose recomendada), resultando em diminuição da exposição ao metabólito ativo de clopidogrel por uma média de 46%, ocasionando diminuição da inibição máxima (ADP induzida) de agregação plaquetária por uma média de 16%.

No entanto, é incerto até que ponto esta interação é clinicamente importante. Em estudos: prospectivo (mas incompleto) randomizado (em mais de 3760 pacientes, comparando placebo com omeprazol 20 mg em pacientes tratados com clopidogrel e ácido acetilsalicílico ) e não-randomizados, análises post-hoc de dados de grandes estudos randomizados e prospectivos, de resultados clínicos (em mais de 47000 pacientes) não apresentaram qualquer evidência de risco aumentado para eventos cardiovasculares quando clopidogrel e IBP, incluindo o omeprazol, foram administrados concomitantemente.

Os resultados de uma série de estudos observacionais são inconsistentes no que diz respeito ao risco aumentado de eventos cardiovasculares tromboembólicos, quando o clopidogrel é administrado em conjunto com um IBP.

Quando clopidogrel foi administrado em conjunto com uma combinação de dose fixa de esomeprazol 20 mg + 81 mg de ácido acetilsalicílico comparado ao clopidogrel sozinho em um estudo em voluntários saudáveis, houve uma diminuição da exposição em quase 40% do metabólito ativo de clopidogrel. No entanto, os níveis máximos de inibição de agregação plaquetária (ADP induzida) nesses indivíduos eram os mesmos do clopidogrel e o clopidogrel + os grupos combinados (esomeprazol + AAS) de produtos, provavelmente devido à administração concomitante de doses baixas de ácido acetilsalicílico.

O omeprazol também é metabolizado parcialmente pela enzima CYP3A4, mas não inibe esta enzima. Portanto, o omeprazol não afeta o metabolismo de outros medicamentos metabolizados pela CYP3A4, tais como a ciclosporina , lidocaína , quinidina, estradiol , eritromicina e budesonida .

Os resultados de uma série de estudos de interação com omeprazol versus outros fármacos demonstraram que 20-40 mg de omeprazol administrados diariamente não tem influência sobre quaisquer outras enzimas CYP relevantes para o metabolismo de medicamentos, como demonstrado pela falta de interação metabólica com os substratos da CYP1A2 (como, cafeína e teofilina ), CYP2C9 (como Svarfarina, piroxicam , diclofenaco e naproxeno ), CYP2D6 (como metoprolol e propranolol ) e CYP2E1 (como álcool).

A administração concomitante de omeprazol e tacrolimo pode aumentar os níveis séricos de tacrolimo.

Os níveis de metotrexato podem aumentar em caso de administração concomitante com inibidores da bomba de prótons. Em caso de administração de doses altas de metotrexato, deve-se considerar a necessidade de descontinuação temporária do omeprazol.

Foi relatada a interação de omeprazol com alguns fármacos antirretrovirais. Não são conhecidos a importância clínica e os mecanismos dessas interações relatadas. O aumento do pH gástrico durante o tratamento com omeprazol pode alterar a absorção do fármaco antirretroviral. Outro possível mecanismo de interação é via CYP2C19. Para alguns fármacos antirretrovirais, como atazanavir e nelfinavir, níveis séricos reduzidos foram relatados quando administrados juntamente com omeprazol e, portanto, a administração concomitante não é recomendada. Para outros fármacos antirretrovirais, como o saquinavir , níveis séricos elevados foram relatados. Existem também alguns fármacos antirretrovirais para os quais níveis séricos inalterados foram relatados quando administrados com omeprazol.

Como o omeprazol é metabolizado por CYP2C19 e CYP3A4, fármacos conhecidos por inibir a CYP2C19 ou CYP3A4 ou ambas (como a claritromicina e voriconazol ) podem levar a um aumento dos níveis séricos de omeprazol por diminuir sua taxa de metabolização. O tratamento concomitante com voriconazol resultou em mais que o dobro da exposição ao omeprazol. Uma vez que altas doses de omeprazol são bem toleradas, o ajuste da dose de omeprazol não é necessário durante o uso concomitante temporário. Fármacos conhecidas por induzir CYP2C19 e CYP3A4 ou ambas (como a rifampicina e Erva de São João - Hypericum perforatum ) podem levar à diminuição dos níveis séricos de omeprazol por aumentar a sua taxa de metabolização.

Durante tratamento concomitante de omeprazol e claritromicina ocorre aumento nas concentrações plasmáticas de ambas as substâncias, mas não há interação com metronidazol ou amoxicilina. Estes antimicrobianos são usados junto com o omeprazol no tratamento de erradicação do Helicobacter pylori .

A utilização de omeprazol sódico em pacientes em terapia com clopidogrel leva a redução da eficácia deste fármaco uma vez que se trata de uma pró-medicação que é metabolizada pelo CYP2C19, resultando em seu metabólito ativo.

A competição pela isoenzima com o omeprazol leva a prejuízo na terapêutica deste agregante plaquetário. Desta forma, o uso concomitante de omeprazol e clopidogrel deve ser evitado.

A absorção de alguns fármacos pode ser alterada devido à diminuição da acidez intragástrica. Portanto, pode-se prever que, durante o tratamento com omeprazol sódico, a absorção de cetoconazol diminuirá, assim como durante o tratamento com outros inibidores da secreção ácida, ou com antiácidos . Não foi encontrada interação com a administração concomitante de antiácidos ou alimentos. Como omeprazol sódico é metabolizado pelo fígado , mediante citocromo P450, pode prolongar a eliminação de diazepam, varfarina e fenitoína. Pacientes sob tratamento com varfarina ou fenitoína devem ser monitorados, podendo ser necessária uma redução da dose destes fármacos. Entretanto, em pacientes sob tratamento contínuo com fenitoína, o tratamento concomitante com omeprazol sódico, na dose de 20 mg/dia, não alterou a concentração sanguínea da fenitoína. Da mesma forma, pacientes em tratamento contínuo com varfarina concomitantemente com 20 mg/dia de omeprazol, não apresentaram alterações no tempo de coagulação.

Durante tratamento concomitante de omeprazol sódico com claritromicina, ocorre aumento nas concentrações plasmáticas de ambas as substâncias.

Estudos de interação medicamentosa de omeprazol sódico com outras medicações indicam que 20-40 mg de omeprazol sódico administrado repetidamente não têm influência sobre outros fármacos como cafeína, fenacetina, teofilina, piroxicam, diclofenaco, naproxeno, metoprolol, propranolol, etanol, ciclosporina, lidocaína, quinidina e estradiol.

Omeprazol: Precauções

Na presença de qualquer sintoma alarmante (como perda de peso não intencional, vômitos recorrentes, disfagia , hematêmese ou melena) e quando há suspeita ou presença de úlcera gástrica, a possibilidade de malignidade dessa lesão deve ser precocemente afastada, uma vez que o tratamento com Omeprazol Magnésico pode aliviar os sintomas e retardar o diagnóstico desta patologia.

Não é recomendada a administração concomitante de omeprazol com fármacos como o atazanavir e o nelfinavir.

Resultados de estudos em indivíduos saudáveis mostraram uma interação farmacocinética/farmacodinâmica entre o clopidogrel (300 mg dose de ataque/75mg dose de manutenção diária) e omeprazol (80 mg diariamente, ou seja, quatro vezes a dose recomendada), resultando em diminuição da exposição ao metabólito ativo de clopidogrel por uma média de 46%, ocasionando diminuição da inibição máxima de agregação plaquetária (ADP induzida) por uma média de 16%. Com base nestes dados, o uso concomitante de omeprazol e clopidogrel deve ser evitado.

Alguns estudos observacionais publicados sugerem que a terapia com inibidores da bomba de prótons (IBP) pode estar associada a um pequeno risco de fraturas relacionadas à osteoporose . Entretanto, em outros estudos similares este risco não foi encontrado.

Nos estudos clínicos conduzidos pela AstraZeneca (randomizados, duplo-cego e controlados) com omeprazol e esomeprazol, incluindo dois estudos abertos de longo prazo com 12 ou mais anos de duração, não houve indicações de associação entre estes IBPs e fraturas relacionadas à osteoporose.

Embora uma relação causal entre o uso de omeprazol ou esomeprazol e estas fraturas não tenha sido estabelecida, aconselha-se que os pacientes de risco para o desenvolvimento da osteoporose (ou de fraturas dela decorrentes) tenham um monitoramento clínico apropriado, de acordo com as diretrizes vigentes para estas condições.

Para informações referentes a ajuste de dose para pacientes com insuficiência hepática ver item " Posologia do Omeprazol ".

É improvável que Omeprazol Magnésico afete a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas.

Categoria de risco na gravidez: B.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Como para a maioria das substâncias medicamentosas, Omeprazol Magnésico não deve ser administrado quando houver suspeita ou durante a gravidez e a lactação, a não ser que, a critério médico, os benefícios do tratamento superem os riscos potenciais para o feto.

Doses até 80 mg durante 24 horas foram administradas em mulheres grávidas em trabalho de parto, não revelando qualquer efeito adverso para a criança.

Estudos em animais de laboratório não demonstraram evidências de risco com a administração de Omeprazol Magnésico durante a gravidez e lactação e não se observou toxicidade fetal ou efeitos teratogênicos.

Atenção: este medicamento contém açúcar (22 mg para os comprimidos de 10 mg e 20 mg e 45 mg para o comprimido de 40 mg), portanto, deve ser usado com cautela e a critério médico em pacientes portadores de diabetes .

Quando há suspeita de úlcera gástrica, a possibilidade de malignidade da lesão deve ser precocemente afastada, uma vez que o tratamento com omeprazol sódico pode aliviar os sintomas e retardar o diagnóstico desta patologia.

O omeprazol sódico não deve ser administrado quando houver gravidez suspeita ou confirmada ou durante a lactação, a não ser que, a critério médico, os benefícios do tratamento superem os riscos potenciais para o feto.

Estudos realizados evidenciaram que a administração de omeprazol sódico a mulheres grávidas em trabalho de parto, em doses de até 80 mg durante 24 (vinte e quatro) horas não acarretou qualquer efeito adverso para a criança. Além disso, estudos em animais de laboratório não demonstraram evidências de risco com a administração de omeprazol durante a gravidez e lactação e não se observaram toxicidade fetal, ou efeitos teratogênicos.

Categoria de risco na gravidez B: os estudos em animais não demonstraram risco fetal, mas também não há estudos controlados em mulheres grávidas.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Devem-se seguir as orientações gerais descritas anteriormente. Não é necessário o ajuste de doses para pacientes idosos.

Devido à escassez de dados na literatura sobre a segurança do uso do omeprazol sódico em crianças, seu uso não está recomendado nesta faixa etária.

Não há evidências de que omeprazol sódico diminua a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas.

Omeprazol: Ação da substância no organismo

Resultados de Eficácia

Em um estudo multicêntrico, duplo-cego, placebo-controlado, com 147 pacientes com úlcera duodenal diagnosticada por endoscopia , o percentual de pacientes cicatrizados (de acordo com o protocolo) foi significativamente maior nas Semanas 2 e 4 quando tratados com Omeprazol Magnésico 20 mg uma vez ao dia do que quando tratados com placebo (p ≤ 0,01).

Uma vez ao dia (n = 48)

Semana 2

Semana 4

27

*(p ≤ 0,01).

O alívio diurno e noturno completo da dor ocorreu significativamente mais rápido (p ≤ 0,01) em pacientes tratados com Omeprazol Magnésico 20 mg do que em pacientes tratados com placebo. No final do estudo, um número significantemente maior de pacientes que receberam Omeprazol Magnésico tiveram um alívio completo da dor durante o dia (p ≤ 0,05) e dor noturna (p ≤ 0,01).

Em um estudo multicêntrico, duplo-cego, com 293 pacientes com úlcera duodenal diagnosticada por endoscopia, a porcentagem de pacientes (de acordo com o protocolo) que tiveram cicatrização após 4 semanas foi significantemente maior nos pacientes tratados com Omeprazol Magnésico 20 mg uma vez ao dia quando comparados com pacientes tratados com ranitidina 150 mg duas vezes ao dia (p < 0.01).

Ranitidina 150 mg duas vezes ao dia

Uma vez ao dia (n = 148)

Semana 2

Semana 4

63

*(p < 0,01).

A cicatrização foi significantemente mais rápida em pacientes tratados com Omeprazol Magnésico do que naqueles tratados com ranitidina 150 mg duas vezes ao dia (p < 0,01).

Um estudo randomizado, multicêntrico, duplo-cego, com 105 pacientes com úlcera duodenal diagnosticada por endoscopia comparou Omeprazol Magnésico 20 mg e 40 mg com ranitidina 150 mg duas vezes ao dia nas Semanas 2, 4 e 8. Nas Semanas 2 e 4 ambas as doses de Omeprazol Magnésico foram significativamente superiores (de acordo com o protocolo) à ranitidina, porém a dose de 40 mg não foi superior a dose de 20 mg de Omeprazol Magnésico e na Semana 8 não houve diferença significativa entre os grupos.

Ranitidina

150mg dias vezes ao dia (n = 35)

Semana 2

*83

53

Semana 4

*97

82

Semana 8

94

*(p ≤ 0,01).

Três estudos randomizados, duplocegos em pacientes com infecção por H. pylori e úlcera duodenal (n = 558) compararam Omeprazol Magnésico associado com claritromicina e amoxicilina versus claritromicina e amoxicilina. Dois estudos (1 e 2) foram realizados em pacientes com úlcera duodenal ativa e o outro estudo (3) foi realizado em pacientes com histórico de úlcera duodenal nos últimos 5 anos, porém sem diagnóstico de úlcera no início do estudo. O regime de doses dos estudos foi de Omeprazol Magnésico 20 mg duas vezes ao dia, claritromicina 500 mg duas vezes ao dia e amoxicilina 1 g duas vezes ao dia, por 10 dias; ou claritromicina 500 mg duas vezes ao dia e amoxicilina 1 g duas vezes ao dia, por 10 dias. Nos estudos 1 e 2, os pacientes que receberem omeprazol foram tratados por mais 18 dias com Omeprazol Magnésico 20 mg uma vez ao dia. Os desfechos dos estudos foram erradicação do H. pylori e cicatrização da úlcera duodenal (apenas nos estudos 1 e 2). Nos três estudos o resultado para H. pylori foi testado através do CLOtest ® , histologia e cultura. O H. pylori foi considerado erradicado para um determinado paciente se pelo menos dois dos testes fossem negativos e nenhum positivo.

A associação de omeprazol com claritromicina e amoxicilina foi efetiva da erradicação de H. pylori .

Intenção de tratar

Estudo 1

37 [27, 48] (n = 84)

Estudo 2

36 [26, 47] (n = 83)

Estudo 3

32 [23, 42] (n = 99)

Foram incluídos na análise pacientes com úlcera duodenal confirmada (úlcera ativa, estudo 1 e 2; histórico de úlcera nos últimos 5 anos, estudo 3) e infecção por H. pylori no início do estudo definida como pelo menos dois dos três testes positivos: CLOtest®, histologia e/ou cultura. Foram incluídos na análise pacientes que completaram o estudo. Adicionalmente, pacientes descontinuados do estudo devido a reações adversas à droga de estudo foram incluídos na análise de falha do tratamento. O impacto da erradicação na recorrência da úlcera não foi estabelecido em pacientes com histórico de úlcera.
Foram incluídos na análise pacientes com H. pylori e úlcera duodenal confirmadas no início do estudo. Todas as desistências foram consideradas como falha do tratamento.
* (p < 0,05) versus claritromicina e amoxicilina.

Quatro estudos (4, 5, 6 e 7) randomizados, duplocegos e multicêntricos avaliaram Omeprazol Magnésico 40 mg uma vez ao dia associado com claritromicina 500 mg três vezes ao dia, por 14 dias, seguido de Omeprazol Magnésico 20 mg uma vez ao dia (estudos 4, 5 e 7) ou Omeprazol Magnésico 40 mg uma vez ao dia (estudo 6) por mais 14 dias em pacientes com úlcera duodenal ativa associada à H. pylori . Os estudos 4 e 5 foram conduzidos nos Estados Unidos e Canadá e contemplaram 242 e 256 pacientes, respectivamente. A infecção por H. pylori e úlcera duodenal foram confirmadas em 219 pacientes do estudo 4 e 228 pacientes do estudo 5. Estes estudos compararam o regime de associação com Omeprazol Magnésico e monoterapia com claritromicina. Os estudos 6 e 7 foram conduzidos na Europa e contemplaram 154 e 215 pacientes, respectivamente. A infecção por H. pylori e úlcera duodenal foram confirmadas em 148 pacientes do estudo 6 e 208 pacientes do estudo 7. Estes estudos compararam o regime de associação e monoterapia com omeprazol. Os resultados das análises de eficácia destes estudos são apresentados abaixo. A erradicação de H. pylori foi definida como ausência de resultado positivo nos testes (histologia ou cultura) após 4 semanas do término do tratamento e dois testes negativos foram requeridos para ser considerado erradicado de H. pylori . Na análise de acordo com o protocolo, foram excluídos os seguintes pacientes: desistentes, pacientes sem teste de H. pylori após o término do tratamento e pacientes que não foram avaliados para H. pylori , pois foi identificada presença de úlcera ao final do tratamento.

A associação de omeprazol e claritromicina se mostrou eficaz na erradicação de H. pylori .

Claritromicina

Estudo 4

31 [18, 47] (n = 42)

Estudo 5

39 [24, 55] (n = 44)

Estudo 6

NA

Estudo 7

NA

Estatisticamente significante maior que a monoterapia com claritromicina (p < 0,05).
Estatisticamente significante maior que a monoterapia com omeprazol (p < 0,05).

A associação de omeprazol e claritromicina não demonstrou diferença significativa na cicatrização da úlcera quando comparada com o omeprazol isoladamente.

A associação de omeprazol e claritromicina foi efetiva na erradicação de H. pylori e reduziu a recorrência de úlcera duodenal.

H. pylori não erradicado#

Estudo 4

60 (n = 88)

Estudo 5

60 (n = 106)

Estudos fora dos EUA

6 meses após tratamento

Estudo 6

46 (n = 78)

Estudo 7

43 (n = 107

Estudo

68 (n = 71)

# Status da erradicação de H. pylori determinada no mesmo momento da determinação da recorrência de úlcera.
Resultados combinados dos braços Omeprazol Magnésico + claritrimicina, Omeprazol Magnésico e claritrimicina.
Resultados combinados dos braços Omeprazol Magnésico + claritrimicina e Omeprazol Magnésico
* (p ≤ 0,01) versus proporção com recorrência de úlcera duodenal sem erradicação de H. pylori .

Em estudo multicêntrico, duplo-cego, com omeprazol 40 mg uma vez ao dia, 20 mg uma vez ao dia e placebo, com 520 pacientes diagnosticados com úlcera gástrica por endoscopia foram observados os seguintes resultados:

Placebo

(n = 104)

Semana 4

30,8

Semana 8

48,1

** (p < 0,01) Omeprazol Magnésico 40 mg ou 20 mg versus placebo.
+ (p < 0,05) Omeprazol Magnésico 40 mg versus 20 mg.

Para um grupo selecionado de pacientes com úlcera de tamanho igual ou menor a 1 cm, não foi identificada diferença nas taxas de cicatrização entre 40 mg e 20 mg nas Semanas 4 ou 8. Para pacientes com úlcera maior que 1 cm, 40 mg foi significantemente mais eficaz que 20 mg na Semana 8.

Um estudo duplo-cego avaliou 602 pacientes com úlcera gástrica diagnosticada por endoscopia tratados com omeprazol 40 mg uma vez ao dia, 20 mg uma vez ao dia e ranitidina 150 mg duas vezes ao dia.

Ranitidina

150 duas vezes ao dia (n = 199)

Semana 4

56,3

Semana 8

78,4

** (p < 0,01) Omeprazol Magnésico 40 mg versus ranitidina.
++ (p < 0,01) Omeprazol Magnésico 40 mg versus 20 mg.

Um estudo placebo controlado foi conduzido na Escandinávia para comprar a eficácia de omeprazol 20 mg e 10 mg uma vez ao dia por até 4 semanas no tratamento de azia e outros sintomas da esofagite de refluxo em pacientes sem esofagite erosiva.

Os resultados são mostrados abaixo:

Placebo

20 mg uma vez ao dia

Uma vez ao dia

Todos os pacientes

13 (n = 105)

Pacientes com esofagite de refluxo confirmada

(n = 59)

a Definido como resolução completa da azia.
* (p < 0,005) versus 10 mg.
+ (p < 0,005) versus placebo.

Em um estudo aberto com 136 pacientes com condição patológica de hipersecreção, como a síndrome de Zollinger-Ellison com ou sem múltiplos adenomas endócrinos, Omeprazol Magnésico diminuiu significativamente a secreção de ácido gástrico e controlou os sintomas associados como a diarreia, anorexia e dor. Uma faixa de doses de 20 mg a cada dois dias a doses de 360 mg por dia mantiveram a secreção ácida basal abaixo de 10 mEq/hr em pacientes sem histórico de cirurgia gástrica e abaixo de 5 mEq/hr em pacientes que fizeram a cirurgia.

As doses iniciais foram tituladas de acordo com a necessidade do paciente e alguns ajustes foram necessários para alguns pacientes ao passar do tempo. Omeprazol Magnésico foi bem tolerado nas doses altas por períodos longos (> 5 anos para alguns pacientes). Na maioria dos pacientes com síndrome de Zollinger-Ellison, os níveis séricos de gastrina não foram afetados pelo uso de Omeprazol Magnésico. Porém, em alguns pacientes o nível de gastrina sérica aumentou quando comparado com o inicio do tratamento.

Pelos menos 11 pacientes com síndrome de Zollinger-Ellison tratados por longos períodos com Omeprazol Magnésico desenvolveram cancêr gástrico. Acredita-se que estes achados sejam uma manifestação da condição subjacente, conhecidamente associada a este tipo de tumor, ao invés de resultado da administração de Omeprazol Magnésico.

Um estudo randomizado, duplo-cego comparativo de cicatrização incluiu pacientes com úlcera duodenal e/ou úlcera gástrica (> 3mm de diâmetro e pelo menos 1 mm de profundidade) em tratamento com AINEs e/ou pacientes com mais que 10 erosões no estômago ou duodeno. Sucesso no tratamento foi definido como completa reepitelização da cratera ulcerosa, menos que 5 erosões no estômago ou duodeno e sintomas de dispepsia não mais que moderados.

Os resultados são apresentados na Tabela a seguir:

Taxas de sucesso no tratamento

Estudo / nº de pacientes

Misoprostol 200 μg quatro vezes ao dia

I-1001 n=541

Semana 8

I-1002 n=921

56,4 (50,7-62,0)

Semana 8 &

71,1 (66,0-76,3)

*p < 0,001 (vs ranitidina).
# p = 0,001 (vs ranitidina).
& p = não significativo para todas comparações.

O omeprazol 20 mg ou 40 mg uma vez ao dia foi efetivo na cicatrização da úlcera duodenal, úlcera gástrica e/ou erosões e após 8 semanas os sintomas de dispepsia não foram mais que moderados em aproximadamente 75-80% dos pacientes em tratamento com AINEs. O omeprazol 20 mg ou 40 mg uma vez ao dia obteve sucesso no tratamento em uma proporção significantemente maior de pacientes quando comparado com a ranitidina 150 mg duas vezes ao dia em pacientes que precisaram continuar o tratamento com AINE e obteve taxa semelhante de sucesso no tratamento quando comparado com misoprostol 200 μg quatro vezes ao dia.

Pacientes que obtiveram sucesso de tratamento nos dois estudos de cicatrização e que continuaram o tratamento com AINEs foram randomizados e incluídos em estudos de acompanhamento e receberam tratamento ativo ou placebo durante 6 meses. Falha no tratamento foi definida como: presença de úlcera duodenal ou úlcera gástrica ou mais que 10 erosões ou descontinuação devido aos eventos adversos ou sintomas de dispepsia moderados ou severos. No terceiro estudo randomizado, duplo-cego (I-1003) realizado com pacientes em tratamento com AINE com histórico de dispepsia ou úlcera péptica e sintomas de dispepsia não mais que moderados no início do estudo a recorrência de úlcera péptica (4,7% vs 16,7%) e recorrência dos sintomas (8,2% vs 20,0%) foi menos comum no tratamento com omeprazol vs placebo, respectivamente.

Taxa de remissão

Estudo / nº de pacientes

Valor p

I-1001 n=432

0.004

I-1002 n=732

*p=0,001

**p<0,0001

I-1003 n=177

p=0,0005

I-1004 n = 169

p=0,0005

*Omeprazol vs misoprostol.
**Omeprazol vs placebo.

O omeprazol 20 mg uma vez ao dia diminuiu significantemente o desenvolvimento de lesões gastroduodenais associadas ao uso de AINE e/ou sintomas de dispepsia comparada com placebo. Falha no tratamento foi significantemente menos provável com omeprazol 20 mg uma vez ao dia do que com ranitidina 150 mg duas vezes ao dia ou misoprostol 200 μg duas vezes ao dia.

Três estudos controlados, duplo-cegos, randomizados compararam a eficácia e segurança de omeprazol versus cimetidina , ranitidina e placebo em pacientes com dor/desconforto epigástrico, com ou sem azia. Estes estudos contemplaram 2145 pacientes, dos quais 897 foram tratados com omeprazol 20 mg uma vez ao dia, 410 com omeprazol 10 mg uma vez ao dia, 196 com ranitidina 150 mg a noite, 220 com cimetidina duas vezes ao dia e 6092 com placebo. Adicionalmente dados de 1386 pacientes incluídos em 2 estudos abertos randomizados de omeprazol em comparação com a combinação alginato de sódio + bicarbonato de sódio + carbonato de cálcio e com ranitidina deram suporte à eficácia e segurança do produto. A variável de eficácia primária foi a resolução completa dos sintomas de dispepsia em todos os estudos com exceção do estudo comparativo com ranitidina no qual este foi o desfecho secundário, enquanto que o desfecho primário foi a não necessidade de tratamentos adicionais ou testes diagnósticos. A tabela a seguir mostra os resultados de eficácia primária destes estudos.

Resultados dos estudos de dispepsia associada à acidez gástrica

Estudo

% de pacientes com resolução total dos sintomas (ITT/APT)

SH-OMD0001

35

28,4

26,2

17,1

SH-OMD0007

42,5

43,1

26

I-1512

47

33

50

35

BU-OMD0001

41

15

BU-OMD0003

61

Alginato de sódio + bicarbonato de sódio + carbonato de cálcio 10 ml quatro vezes ao dia

40

APT: Todos pacientes tratados.
ITT: Intenção de Tratar.

O omeprazol 10 e 20 mg foi significativamente mais eficaz que o placebo em alívio geral dos sintomas de dispepsia em pacientes com dispepsia funcional ou não investigada. O omeprazol 20 mg foi o regime terapêutico testado mais eficaz. Comparações diretas com a combinação alginato de sódio + bicarbonato de sódio + carbonato de cálcio ou com cimetidina demonstraram superioridade de ambas às doses de omeprazol.

O omeprazol reduziu a acidez e volume do conteúdo gástrico em pacientes com risco de aspiração durante a anestesia geral. Diversas doses, formulações e regimes de dose foram testados.

Resultados dos estudos de profilaxia de aspiração ácida

Estudo

Resultados- % de sucesso no tratamento

I-805

Omeprazol 80: 90%

Placebo: 50%

I-821

Omeprazol 80: 63%

Placebo: 45%

I-825

Omeprazol 80: 83%

Ranitidina150/150: 100%

Placebo: 28%

I-830

Omeprazol 40/40: 87%

Omeprazol 80: 73%

Omeprazol 40/40

Metoclopramida: 100%

Omeprazol 80/ metoclopramida: 81%

I-831

Omeprazol 40/40: 90%

Omeprazol 80:90%

Placebo:80%

I-833

Omeprazol 40/40: 84%

Omeprazol 80:73%

Ranitidina 150/150: 84%

Ewart et al

Omeprazol 40/40: 100%

Ranitidina 150/150: 94%

I-823

Omeprazol 80:70%

I-836

Omeprazol 40/40: 100%

I-826

Omeprazol 40:76%

Omeprazol 80:55%

Placebo:9%

I-822

Omeprazol 1 hora antes: 89%

Omeprazol 3 horas antes: 41%

Placebo: 14%

I-804b

Omeprazol 40: 56%

Omeprazol 80: 38%

Placebo: 50

I-804a

Omeprazol 20: 80%

Omeprazol 40: 20%

Omeprazol 80: 20%

Placebo: 20%

O omeprazol é um fármaco já amplamente estudado na literatura mundial e sua eficácia já foi bem comprovada em inúmeros estudos.

A administração do omeprazol, assim como de qualquer inibidor de bomba de prótons, na forma endovenosa, traz como vantagem uma supressão da secreção ácida mais rápida além de uma melhor biodisponibilidade do fármaco do que quando administrado na forma oral 1 .

Com relação à redução na secreção ácida, o omeprazol sódico demonstrou ser efetivo com redução da secreção ácida basal de 33,9 mmol/h para 9,5 mmol/h após dose única de 40 mg 2 .

Para o tratamento da doença do refluxo gastroesofágico (com ou sem esofagite erosiva), o omeprazol já provou ser efetivo para alívio dos sintomas e cicatrização das lesões, sendo recomendado nos principais consensos e diretrizes atuais 3 .

Na doença ulcerosa péptica (DUP), sua eficácia também já foi amplamente estudada. Quando associada à infecção por Helicobacter pylori os estudos atestam a eficácia do omeprazol como componente dos esquemas de erradicação da bactéria 4 .

Na DUP não relacionada ao H. pylori , como na síndrome de Zollinger-Ellison, sua eficácia também já foi comprovada embora haja necessidade de doses mais elevadas do que quando a lesão é associada à infecção 5 .

Características Farmacológicas

O omeprazol, uma mistura racêmica de dois enantiômeros ativos, reduz a secreção ácido-gástrica através de mecanismo de ação altamente seletivo. É um inibidor específico da bomba de prótons nas células parietais. O omeprazol age rapidamente e proporciona controle através da inibição reversível da secreção ácido-gástrica com uma dose diária.

O omeprazol é uma base fraca, concentrada e transformada na forma ativa em ambiente altamente ácido dos canalículos intracelulares dentro da célula parietal, onde inibe a enzima H+K+- ATPase (bomba de prótons). Este efeito na etapa final do processo de formação ácido-gástrica é dose dependente e promove uma inibição altamente efetiva, tanto da secreção ácida basal quanto da estimulada, independentemente do estímulo.

Todos os efeitos farmacodinâmicos observados podem ser explicados pelo efeito do omeprazol na secreção ácida.

Omeprazol Magnésico atua de forma específica, exclusivamente nas células parietais, não possuindo ação sobre receptores de acetilcolina e histamina.

O início de ação de Omeprazol Magnésico é rápido, e o controle reversível da secreção ácida é obtido com, geralmente, 20 mg ao dia.

Dose única oral diária de Omeprazol Magnésico oferece uma rápida e efetiva inibição da secreção ácida gástrica diurna e noturna, com efeito máximo atingido dentro dos primeiros 4 dias de tratamento.

Com Omeprazol Magnésico 20 mg, uma diminuição média de pelo menos 80% de acidez intragástrica em 24 horas é mantida em pacientes com úlcera duodenal. Com esta diminuição média, há um pico de produção ácida depois da estimulação de pentagastrina, que é aproximadamente 70% em 24 horas depois da administração da dose.

Doses orais de Omeprazol Magnésico 20 mg mantêm o pH intragástrico > 3 por um período médio de 17 horas dentro de 24 horas em pacientes com úlcera duodenal.

Como consequência da redução da secreção ácida e da acidez intragástrica, omeprazol reduz/normaliza de forma dose-dependente a exposição ácida do esôfago em pacientes com doença do refluxo gastroesofágico.

A inibição da secreção ácida está relacionada à área sob a curva da concentração plasmática versus tempo (AUC) de omeprazol e não à concentração plasmática real no devido tempo.

Não foi observado fenômeno de taquifilaxia durante o tratamento com omeprazol.

Helicobacter pylori está associado à úlcera péptica, incluindo úlceras duodenais e gástricas. O H. pylori é o principal fator no desenvolvimento da gastrite . O ácido gástrico e o H. pylori agem conjuntamente como principais fatores no desenvolvimento da úlcera péptica.

O H. pylori é o principal fator no desenvolvimento de gastrite atrófica, o qual está associado com o aumento de risco de desenvolvimento de câncer gástrico.

A erradicação do H. pylori com omeprazol e antimicrobianos está associada a um rápido alívio nos sintomas, altos índices de cicatrização das lesões mucosas e remissão à longo prazo da úlcera péptica, reduzindo complicações como sangramento gastrointestinal assim como a necessidade para tratamento antissecretor prolongado.

Durante o tratamento com fármacos antisecretores há aumento da gastrina sérica em resposta à redução de secreção ácida. Também ocorre aumento da cromogranina A (CgA) em resposta à acidez gástrica reduzida. O nível aumentado de CgA pode interferir em investigações de tumores neuroendócrinos. Dados de literatura indicam que o tratamento com inibidores da bomba de prótons deve ser interrompido entre 5 e 14 dias antes das medições de CgA. Se os níveis não estiverem normalizados, novas medições devem ser realizadas.

Um aumento do número de células enterocromafins, possivelmente relacionado com o aumento dos níveis séricos de gastrina, tem sido observado em crianças e adultos, durante o tratamento a longo prazo com omeprazol. Os resultados são considerados sem relevância clínica.

Durante tratamento em longo prazo foi relatado um aumento na frequência de cistos glandulares gástricos. Estas inibições são uma consequência fisiológica da inibição pronunciada da secreção ácida, são benignas e parecem ser reversíveis.

A acidez gástrica reduzida devido a qualquer motivo, incluindo tratamento com inibidores da bomba de prótons, aumenta a contagem gástrica de bactérias normalmente presentes no trato gastrointestinal. O tratamento com medicamentos que reduzem a acidez gástrica pode levar a um risco um pouco maior de infecções gastrointestinais, como por Salmonella e Campylobacter e também, possivelmente, Clostridium difficile em pacientes hospitalizados.

O omeprazol magnésico é instável em meio ácido sendo administrado oralmente como grânulos de revestimento entérico. A absorção de omeprazol é rápida com picos de concentração plasmática ocorrendo de 1 a 2 horas após a dose.

A absorção de omeprazol ocorre no intestino delgado e é, geralmente, completada entre 3-6 horas. A ingestão concomitante de alimentos não influi na biodisponibilidade do omeprazol. A disponibilidade sistêmica (biodisponibilidade) de omeprazol com uma dose oral única de Omeprazol Magnésico é aproximadamente 40%. Após administração repetida de doses diárias, a biodisponibilidade aumenta para aproximadamente 60%. O volume aparente de distribuição em pacientes saudáveis é aproximadamente 0,3 L/kg de peso corporal. A taxa de ligação protéica é de aproximadamente 95%.

O omeprazol é completamente metabolizado pelo sistema citocromo P450 (CYP). A maior parte do seu metabolismo é dependente do polimorficamente expresso CYP2C19, responsável pela formação do hidroxiomeprazol, o principal metabólito plasmático.

A parte restante é dependente de outra isoforma específica, CYP3A4, responsável pela formação de omeprazol sulfona. Como consequência da alta afinidade de omeprazol pela CYP2C19, há um potencial para inibição competitiva e interações medicamentosas metabólicas fármaco-fármaco com outros substratos para CYP2C19. No entanto, devido à baixa afinidade pela CYP3A4, o omeprazol não tem potencial para inibir o metabolismo de outros substratos da CYP3A4.

Os parâmetros abaixo refletem principalmente a farmacocinética em indivíduos com uma enzima funcional CYP2C19, metabolizadores rápidos.

A depuração plasmática total é de cerca de 30-40 L/h após uma única dose. A meia-vida de eliminação plasmática de omeprazol é normalmente menor que uma hora, tanto após dose única oral, quanto doses repetidas. A AUC do omeprazol aumenta com a administração repetida. Esse aumento é dosedependente e resulta em uma relação não-linear dose-AUC após administração repetida.

Este tempo- e dose-dependência se deve a uma diminuição do metabolismo de primeira passagem e depuração sistêmica, provavelmente causados por uma inibição da enzima CYP2C19 pelo omeprazol e/ou seus metabólitos (por exemplo, a sulfona). O omeprazol é completamente eliminado do plasma entre as doses, sem tendência para a acumulação durante a administração única diária.

Nenhum metabólito parece ter efeito sobre a secreção de ácido gástrico. Quase 80% da dose oral de omeprazol são excretadas como metabólitos na urina e o restante nas fezes, originados principalmente da secreção biliar.

Metabolizadores lentos: aproximadamente 3% da população caucasiana e 15-20% da de asiáticos não têm uma enzima CYP2C19 funcional, e são chamados de metabolizadores lentos. Em tais indivíduos, provavelmente o metabolismo do omeprazol é catalisado principalmente pela CYP3A4. Após a administração repetida de dose única diária de omeprazol 20 mg, a AUC média foi de 5 a 10 vezes superior nos metabolizadores lentos do que em indivíduos com uma enzima CYP2C19 funcional (metabolizadores rápidos). O pico médio das concentrações plasmáticas também foi mais elevado, em 3-5 vezes. Estes resultados não têm implicações para a posologia de Omeprazol Magnésico.

No estudo de interação alimentar SH-OME-0008, a ingestão concomitante de alimentos não impactou a extensão da absorção do omeprazol proveniente dos comprimidos de LOSEC, conforme avaliado por meio da área sob a curva da concentração plasmática versus tempo (AUC), com a estimativa da razão alimentado/jejum da AUC sendo 1,00 (IC 95%: 0,84-1,18). Portanto, não se espera que a ingestão concomitante de alimentos influencie o efeito do omeprazol na supressão da acidez gástrica ou a eficácia clínica dos comprimidos de Omeprazol Magnésico.

O metabolismo do omeprazol em pacientes com doença hepática é insuficiente, resultando em aumento da AUC. O omeprazol não demonstrou qualquer tendência de acúmulo com doses únicas diárias.

A farmacocinética de omeprazol, incluindo biodisponibilidade sistêmica e taxa de eliminação, permanecem inalteradas em pacientes com função renal reduzida.

A taxa de metabolismo do omeprazol é um pouco reduzida em indivíduos idosos (75-79 anos de idade).

Dados disponíveis do uso em crianças (de 1 ano ou mais) sugerem que a farmacocinética, dentro das doses recomendadas, seja similar àquela relatada em adultos.

Em estudos realizados em ratos tratados em longo prazo com omeprazol, foi observado hiperplasia das células ECL (enterocromafins) gástricas e carcinoides. Estas alterações são o resultado da hipergastrinemia secundária para a inibição ácida. Foram encontrados dados similares após tratamento com antagonistas de receptor H2, inibidores da bomba de prótons e após fundectomia parcial. Portanto, estas alterações não são originadas de efeitos diretos de um único fármaco.

O omeprazol reduz a secreção ácida gástrica por meio de mecanismo de ação altamente seletivo. Este medicamento produz inibição específica da enzima H+/K+-ATPase (“bomba de prótons”) nas células parietais. Esta ação farmacológica, dose-dependente, inibe a etapa final da formação de ácido no estômago, proporcionando, assim, uma inibição altamente efetiva, tanto da secreção ácida basal, quanto na estimulada, independentemente do estímulo. O omeprazol atua de forma específica, exclusivamente nas células parietais, não possuindo ação sobre receptores de acetilcolina e histamina.

O início da ação deste medicamento é rápido e o controle reversível da secreção ácida é obtido com uma única administração diária.

Dose diária única do medicamento oferece uma rápida e efetiva inibição da secreção ácida gástrica com efeito máximo atingido dentro dos primeiros 4 (quatro) dias de tratamento.

Não foi observado até o momento, fenômeno de taquifilaxia durante o tratamento com omeprazol sódico.

A taxa de ligação proteica é de aproximadamente 95%.

O omeprazol é completamente metabolizado, principalmente no fígado, no sistema citocromo P450, mais especificamente na isoenzima CYP2C19 (e em menor grau CYP3A4), sendo seus metabólitos desprovidos de ação significante na secreção ácida. Aproximadamente 80% da dose administrada é excretada como metabólitos na urina e o restante é encontrado nas fezes.

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