Magaldrato + SimeticonaBula do Princípio Ativo

Magaldrato + Simeticona - Para que serve?

Na hiperacidez gástrica e na flatulência decorrentes de qualquer etiologia. Pirose , distúrbios funcionais do estômago (intolerância a certos alimentos ou medicamentos), irritação gástrica devido ao consumo de álcool, fumo ou café. Magaldrato + Dimeticona é especialmente indicado quando os distúrbios acima se acompanharem de retenção de gases, eructações frequentes, meteorismo, aerofagia ou distensão abdominal.

Magaldrato + Simeticona: Contraindicação de uso

.Este medicamento não deve ser utilizado em casos de hipersensibilidade conhecida aos componentes da fórmula e de insuficiência renal.

Este medicamento é contraindicado para menores de 12 anos de idade.

Não existe experiência suficiente no tratamento desta faixa etária com o produto.

Magaldrato + Simeticona: Posologia e como usar

Em casos de distúrbios gástricos leves, como distúrbios funcionais do estômago (intolerância a certos alimentos ou medicamentos), irritação gástrica devido ao consumo de álcool, fumo ou café, especialmente quando associados a quadros de flatulência e distensão abdominal por excesso de gases, a dose recomendada é de um comprimido ou duas colheres de chá (10 mL) da suspensão quando da ocorrência de sintomas, quatro vezes ao dia, de preferência uma hora após as refeições e ao deitar, ou a critério médico.

Não ultrapassar a dose máxima de oito comprimidos ou 80 mL da suspensão por dia. Esta dose máxima não deve ser administrada por período superior a duas semanas.

Se os sintomas persistirem por mais de duas semanas durante o tratamento, um exame clínico deve ser realizado a fim de excluir alguma doença maligna.

Os comprimidos, de sabor agradável, não devem ser deglutidos por inteiro, mas mastigados e dissolvidos inteiramente na boca. O frasco da suspensão deve ser agitado antes de ser usado.

Magaldrato + Simeticona - Reações Adversas

Frequência/ Sistema de classificação de órgão

Muito rara

Desconhecida

Distúrbios do sistema nervoso central

Neurotoxicidade, encefalopatia **

Distúrbios gastrointestinais

Constipação , náusea , vomito e dor abdominal

Distúrbios de metabolismo e nutrição

Manifestações de toxicidade por alumínio e magnésio também incluem: Hipofosfatemia que pode levar a raquitismo renal e osteomalácia

* As reações adversas incluídas como termos preferenciais são baseados na versão 21.0 do MedDRA.
** Em pacientes com insuficiência renal e durante o uso prolongado de altas doses, sais de magnésio podem causar depressão do sistema nervoso central e alumínio pode ser depositado, particularmente em tecido nervoso e ósseo, e depleção de fosfato pode ocorrer.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificação de Eventos Adversos a Medicamentos - VIGIMED, disponível em http://portal.anvisa.gov.br/vigimed, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal. Informe também a empresa através do seu serviço de atendimento.

Magaldrato + Simeticona: Interações medicamentosas

A administração concomitante de antiácidos contendo alumínio e bebidas ácidas (sucos de fruta, vinho, etc.) aumenta a absorção intestinal do alumínio. O mesmo se aplica a comprimidos efervescentes contendo ácido cítrico ou tartárico.

Uma vez que antiácidos podem prejudicar a absorção de outros medicamentos administrados concomitantemente, a princípio deve haver um intervalo de uma a duas horas entre a administração de Magaldrato + Dimeticona e outros medicamentos.

A coadministração de Magaldrato + Dimeticona com digoxina , isoniazida , compostos de ferro , indometacina e clorpromazina pode levar a uma pequena diminuição na absorção. A coadministração de Magaldrato + Dimeticona pode levar a uma potencialização dos efeitos anticoagulantes dos derivados da cumarina.

Da mesma forma que outros preparados antiácidos, Magaldrato + Dimeticona pode reduzir a absorção de medicamentos como tetraciclinas, derivados de quinolonas ( ciprofloxacino , ofloxacino e norfloxacino ), benzodiazepínicos, bisfosfonatos, derivados imidazólicos ( fluconazol e outros), cimetidina , e hormônios tireoidianos. A absorção de levodopa aumenta quando administrada simultaneamente com Magaldrato + Dimeticona.

Magaldrato + Simeticona: Precauções

Em pacientes com insuficiência renal e durante o tratamento prolongado em altas doses, o alumínio pode ser depositado, particularmente em tecido nervoso e ósseo, e também pode ocorrer depleção de fosfato. Em pacientes com função renal reduzida ( clearance de creatinina < 30 mL/min), Magaldrato + Dimeticona somente deve ser utilizado se houver monitoramento dos níveis plasmáticos de magnésio e alumínio. Os níveis de alumínio não devem exceder 40 ng/mL.

Manifestações de toxicidade por alumínio e magnésio podem ocorrer, incluindo: hipermagnesemia, hipofosfatemia e podem levar a raquitismo renal e osteomalácia e sintomas de absorção excessiva de alumínio, como constipação e encefalopatia induzida por alumínio.

A não ser em indicações muito especiais sob cuidadosa supervisão médica, aconselha-se não ultrapassar a dose máxima de oito comprimidos ou 80 mL da suspensão (16 colheres de chá) por dia nem administrar esta dose diária máxima durante período superior a duas semanas. Se os sintomas persistirem por mais de duas semanas durante o tratamento, deve-se realizar um exame clínico para excluir a presença de alguma doença maligna.

O pH elevado do suco gástrico aumenta o risco de colonização da mucosa gástrica por organismos patogênicos, os quais podem, por exemplo, levar a uma incidência maior de pneumonia nosocomial em pacientes sujeitos a ventilação artificial.

Uma vez que os comprimidos mastigáveis de Magaldrato + Dimeticona tem baixa concentração de sódio, eles podem ser utilizados por pacientes com pressão arterial elevada.

Um comprimido mastigável de Magaldrato + Dimeticona contém cerca de 1,014 g de sorbitol , ou seja, até 8,1 g de sorbitol são ingeridos diariamente quando se observam as instruções posológicas.

Durante a gravidez, Magaldrato + Dimeticona deve ser usado apenas por curto período a fim de evitar sobrecarga de alumínio para o feto. Estudos em animais demonstraram que os sais de alumínio podem ter efeitos prejudiciais sobre a descendência. Os compostos de alumínio passam para o leite. Devido à baixa absorção, acredita-se não haver risco para o recém-nascido.

Os efeitos de Magaldrato + Dimeticona na fertilidade masculina e feminina não são conhecidos devido à ausência de dados.

Categoria B de risco na gravidez (magaldrato); categoria C de risco na gravidez ( simeticona ) - Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe seu médico se estiver amamentando.

Magaldrato + Dimeticona não deve ser administrado a crianças menores de 12 anos, uma vez que não existe experiência suficiente no tratamento desta faixa etária com o produto.

Não existem restrições ou cuidados especiais quanto ao uso de Magaldrato + Dimeticona por pacientes idosos.

Não devem fazer uso prolongado da dose máxima, exceto sob expressa recomendação e vigilância médica.

Somente devem fazer uso de Magaldrato + Dimeticona com regular monitoração dos níveis séricos de magnésio e alumínio. O nível sérico de alumínio não deve ultrapassar 40 ng/mL. Nesses pacientes, pode ocorrer altas concentrações plasmáticas e teciduais (depósitos de alumínio no tecido nervoso e ósseo), além de fenômenos de superdosagem.

Devem ter cuidadosa e particular atenção devido à possível relação entre elevados níveis de alumínio sérico e o desenvolvimento de encefalopatias. No tratamento a longo-prazo, as concentrações de alumínio no sangue devem ser avaliadas regularmente e não exceder 40 ng/mL.

O comprimido mastigável de Magaldrato + Dimeticona contém amido de milho. Magaldrato + Dimeticona não contém sacarose.

Magaldrato + Dimeticona pode ser administrado a pacientes com hipertensão arterial, pois contém baixo teor de sódio. Pacientes com doenças renais não devem usar esse produto sem prescrição médica.

Não há nenhum efeito conhecido de Magaldrato + Dimeticona na habilidade de dirigir e operar máquinas.

Magaldrato + Simeticona: Ação da substância no organismo

Resultados de Eficácia

O uso de antiácidos como o magaldrato na terapia dos transtornos cloridropépticos mantém sua importância devido à capacidade comprovada de neutralização quase imediata do pH intragástrico, o que se reflete na redução da sintomatologia. 1 A eficácia clínica está estabelecida há várias décadas, e recentes evidências indicam que o uso de antiácidos como primeiro passo na terapêutica escalonada (step-up) das doenças ácido-relacionadas é tão eficaz quanto o uso dos IBPs, além de econômica. 2,3 A ação do magaldrato sobre o pH intragástrico foi avaliada em um estudo comparativo em voluntários adultos com um antiácido à base de carbonato de cálcio e carbonato de magnésio (doses equimolares) e com um placebo; a pH-metria intragástrica por um período de três horas mostrou elevação consistente do pH durante os primeiros 30 minutos após a administração dos antiácidos, com diferença significativa em relação ao placebo (p<0,05). Somente o Magaldrato + Dimeticona proporcionou aumento estatisticamente significativo do pH durante os primeiros 5 minutos, demonstrando um início de ação mais rápido. 4 Estes resultados confirmam os observados em um estudo sobre o perfil circadiano do pH gástrico em pacientes sob cuidados intensivos tratados com magaldrato: 10 mL a cada duas horas mantiveram o pH entre 6 e 7 num período de 24 horas. 5 O uso de simeticona para redução de gases em processos gastrintestinais visa a complementar a terapêutica básica e permitir melhora da sintomatologia, uma vez que de 50 a 60% de todos os pacientes com sintomas digestivos têm transtornos funcionais do trato gastrintestinal. 6 Um estudo duplo-cego comparando os efeitos da simeticona e do placebo sobre sintomas digestivos relacionados principalmente com a presença de gases mostrou melhora altamente significativa (p<0,001) dos sintomas combinados com inclusão de simeticona. A alteração na frequência dos sintomas relacionados ao gás também apresentou uma diferença significativa (p<0,001) a favor da simeticona, assim como a gravidade dos sintomas (p<0,001). Adicionalmente, a escala global de avaliação revelou benefícios altamente significativos da simeticona em comparação com placebo, demonstrando que a simeticona é um agente eficaz e seguro para a melhora dos sintomas dos transtornos funcionais do trato digestivo superior. 6

A eficácia da simeticona sobre os sintomas gastrintestinais relacionados com a presença de gases foi comprovada em um estudo duplo-cego, cruzado, comparativo com placebo. Os resultados mostraram que 82% dos pacientes tratados com simeticona se beneficiaram da terapia, em comparação com 35% dos que tomaram placebo (p<0,05), melhorando todos os sintomas relativos à presença de gases. Da mesma forma, a melhora observada com a simeticona foi muito mais rápida do que a vista com placebo (p<0,05). A preferência pela simeticona foi significativamente maior do que por placebo (p<0,01) 7 .

Referências Bibliográficas

1. Scarpignato C, et al. Acid supression therapy: where do we go from here. Dig Dis 2006;24(1-2):11-46.
2. Ford AC, Moayyedi P. Managing dyspepsia. Curr Gastroenterol Rep 2009;11(4):288-94.
3 . Van Marrewijk CJ, et al. Effect and cost-effectiveness of step-up versus step-down treatment with antacids, H2-receptor antagonists, and proton pump inhibitors in patients with new onset dyspepsia (DIAMOND study): a primary-care-based randomised controlled trial. Lancet 2009;373(9659):215-25.
4. Sulz MC, te al. Comparison of two antacid preparations on intragastric acidity – a twocentre open randomised cross-over placebo-controlled trial. Digestion 2007;75(2-3):69-73.
5. Dammann HG, et al. [Effects of magaldrate on circadian profile of gastric juice pH in medical intensive care patients.] Dtsch Med Wochenschr 1981;106(44):1457-8.
6 . Bernstein JE, Kasich AM. A double-blind trial of simethicone in functional disease of the upper gastrointestinal tract. J Clin Pharmacol 1974;14(11-12):617-23.
7 . Bernstein JE, Schwartz SR. An evaluation of the effectiveness of simethicone in acute upper gastrointesinal distress. Curr Ther Res Clin Exp 1974;16(6):617-20.

Características Farmacológicas

O magaldrato (aluminato de magnésio hidratado), princípio ativo de Magaldrato + Dimeticona, não é uma simples mistura física dos dois componentes - magnésio e alumínio - mas uma monossubstância em que estes elementos são ligados de maneira a formar uma entidade química. Como se comprovou experimentalmente, a atividade adsorvente e neutralizante deste composto é bastante elevada, superando consideravelmente a proporcionada por uma simples mistura. Uma vez que a ativação intragástrica de Magaldrato + Dimeticona (liberação dos hidróxidos de alumínio e magnésio) é proporcional ao grau de acidez gástrica, o seu efeito neutralizante se adapta automaticamente às necessidades momentâneas de cada caso, evitando a neutralização total ou até a formação de um meio gástrico alcalino, indesejável por várias razões. Por esta autorregulação, o pH obtido pelo Magaldrato + Dimeticona oscila dentro da faixa ideal de pH, de 3,5 a 5,0, não ultrapassando este último valor mesmo com administrações repetidas e prolongadas. A simeticona age fisicamente reduzindo a tensão superficial das bolhas de gás formadas por razões diversas no tubo digestivo, eliminando-as. Não sendo absorvida, a tolerabilidade da simeticona é excelente, não tendo sido relatados quaisquer efeitos colaterais com o seu uso, mesmo por tempo prolongado.

O magaldrato presente em Magaldrato + Dimeticona é um composto de estrutura química uniforme formado por uma ligação firme de hidróxido de alumínio e hidróxido de magnésio , que se apresenta como substância finamente dividida e, portanto, de grande superfície total com forte atividade superficial, o que explica em parte sua alta capacidade de neutralização (tamponamento) e a rapidez do seu efeito. A ação do magaldrato está baseada na neutralização do ácido gástrico: 800 mg de magaldrato neutralizam cerca de 18-25 mEq de ácido clorídrico. A atividade antiácida é atribuída à ligação de prótons aos íons sulfato e hidróxido da camada intersticial entrelaçada, fazendo com que a estrutura entrelaçada se decomponha durante a neutralização. Também ocorre ligação “dose-dependente” e “pH-dependente” a ácidos biliares e lisolecitina. Em complemento à sua capacidade de neutralização, o magaldrato contribui para a atividade de citoproteção da mucosa pela estimulação da síntese de prostaglandina E2 (PGE2) endógena. Relatou-se, ainda, que ocorre um aumento da gastrina sérica basal e uma diminuição da densidade das células-G antrais, permanecendo inalterada a secreção de ácido gástrico na administração de magaldrato, refletindo uma ação direta independente do pH sobre as células–G antrais. A simeticona é uma mistura de dimetilpolissiloxanos que têm atividade antiflatulente e antifisética. Atua no estômago e nos intestinos alterando a tensão superficial das bolhas de gás e do muco, permitindo sua coalescência, o que resultará na aceleração da passagem do gás através o trato digestivo, além de participar do processo de citoproteção, e de inibir na concentração de 64-128 mg/l o crescimento de cepas de Helicobacter pylori.

O magaldrato não é absorvido no trato gastrintestinal. Durante o processo de neutralização, pequenas quantidades de íons magnésio e alumínio são liberadas e, durante o trânsito intestinal, convertidas em fosfatos solúveis e excretadas pela evacuação. A mesma proporção de cátions é absorvida. Um pequeno aumento no nível de alumínio sérico pode ocasionalmente ser encontrado estável em pessoas com função renal saudável. A simeticona não é absorvida no trato digestivo, sendo excretada de forma inalterada pelas fezes.

O uso prolongado de antiácidos contendo alumínio pode reduzir a absorção de fosfato.

A toxicidade aguda para antiácidos não foi determinada devido à baixa absorção (10% para magnésio e cerca de 1% para alumínio) e excreção renal relativamente rápida. Em pacientes com função renal prejudicada podem ocorrer altos níveis plasmáticos e teciduais de alumínio (depósitos de alumínio predominantemente nos nervos e no tecido ósseo) e fenômenos de superdose. O potencial mutagênico do magaldrato ainda não foi suficientemente investigado. Para compostos de alumínio não há evidência relevante de potencial mutagênico. Não há estudos sobre potencial carcinogênico do magaldrato nem da dimeticona, nem estudos sobre embriotoxicidade em animais. Não há evidência de algum risco ou malformação em humanos. Efeitos embriotóxicos e fetotóxicos foram observados com outros compostos de alumínio. Estudos em ratos mostraram aumento da mortalidade pós-natal e desenvolvimento neuromotor retardado.

Fonte do conteúdo

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento Riopan Plus ® .

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