IpriflavonaBula do Princípio Ativo

Ipriflavona - Para que serve?

É indicado para o tratamento da Osteoporose pós-menopausica e senil.

Ipriflavona: Contraindicação de uso

Ipriflavona: Posologia e como usar

1 cápsula de 300 mg, duas vezes ao dia, de 12 em 12 horas.

Ipriflavona - Reações Adversas

Durante o tratamento com a ipriflavona podem ocasionalmente manifestar-se: reações de hipersensibilidade (erupção cutânea e prurido); distúrbios gastrointestinais (náusea, vômito , gastralgia e diarréia); vertigens ou tonturas.

Eventualmente podem ser observadas reduções de eritrócitos e leucócitos, aumento das transaminases (TGO e TGP) e da bulirrubinemia, aumento dos níveis de nitrogênio sangüíneo.

Ipriflavona: Interações medicamentosas

No caso de administração a pacientes que estejam em tratamento com anticoagulantes cumarínicos , a ipriflavona determina um aumento da atividade dessas substâncias; aconselha-se desta forma monitoragem dos parâmetros da coagulação e, se necessário, ajustar a dosagem do fármaco anticoagulante . Não foram observadas interações com hipoglicemiantes orais (sulfoniluréias) em pacientes diabéticos.

Ipriflavona: Precauções

Ipriflavona deverá ser administrado com cautela em pacientes com alterações hepáticas ou renais graves e alterações hematológicas. Nos casos de tratamento a longo prazo, é aconselhável efetuar controles periódicos dos parâmetros hematológicos e da função hepática e renal. Não existem informações sobre a segurança do produto na infância.

A ipriflavona apresenta possibilidade de ultrapassar a barreira placentária, dessa forma, como medida preventiva, não se aconselha à administração do produto em casos de gravidez suspeita ou confirmada. O produto deverá ser administrado com cautela durante a amamentação, tendo sido demonstrado em estudos com animais, a passagem do produto pelo leite materno.

Não existe ainda experiência suficiente estabelecendo as indicações e posologia do medicamento para crianças.

Ipriflavona: Ação da substância no organismo

Características Farmacológicas

Ipriflavona contém ipriflavona, um derivado isoflavônico que de acordo com os dados demonstrados em diversos modelos de osteoporose experimental pode inibir a perda da massa óssea (osteólise) e de favorecer tanto a diferenciação quanto a estimulação dos osteoblastos com uma conseqüente deposição de tecido ósseo recém formado (osteosíntese). Esse efeito verifica-se através de um mecanismo direto e outro indireto através da potencialização dos efeitos dos estrógenos endógenos sobre o metabolismo ósseo.

Além disso, verificou-se que a ipriflavona não exerce qualquer efeito estrogênico direto nos diversos modelos experimentais. Foi demonstrado "in vitro" que a ipriflavona reduz a liberação do cálcio marcado (radioativo) de culturas de tecido ósseo fetal de rato, efeito evidente mesmo na presença da ação estimulante sobre a liberação de cálcio exercida pelo paratormônio ou pela prostaglandina PGE2.

A ipriflavona aumenta o efeito inibidor da calcitonina e do estriol sobre a reabsorção óssea provocada pelo paratormônio. Nos estudos "in vivo", na osteopatia experimental por dieta pobre em cálcio e vitamina D no rato, a ipriflavona apresenta um efeito sobre a densidade e o peso da estrutura óssea e sobre o conteúdo do cálcio. Na osteoporose induzida pelos glicocorticóides no rato, a administração da ipriflavona aumenta, com relação aos grupos de controle, a densidade das metáfises distais e tende a aumentar a densidade das diáfises femurais.

Na rata ovariectomizada, a ipriflavona administrada contemporaneamente aos estrógenos aumenta os níveis séricos de calcitonina e inibe a reabsorção óssea, com efeito mais evidente comparativamente ao efeito dos estrógenos administrados isoladamente. No rato recém-nascido, a ipriflavona inibe a desmineralização óssea provocada pelo calcitriol . No diabete provocado pela estreptozocina em ratos, a ipriflavona inibe a redução da densidade óssea e do conteúdo de cálcio e fosfato ósseo, sem influenciar o nível de diabetes .

Na clínica, a ipriflavona demonstrou-se eficaz na prevenção e no tratamento da osteoporose pósmenopáusica e senil. Os sintomas característicos da doença regridem durante as primeiras semanas do tratamento tais como: dor em repouso, dor à locomoção, aos movimentos de rotação e de flexão e outros.

Os parâmetros indicativos da massa óssea melhoram e estabilizam-se após os primeiros meses de tratamento, como por exemplo: aumento da densidade óssea e a parada de sua redução, diminuição do número de desabamentos vertebrais, de fraturas vertebrais por compressão e das fraturas espontâneas ou traumáticas dos ossos longos. A atividade antiosteoporótica e tolerabilidade da ipriflavona permanecem constantes durante o tratamento a longo prazo.

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