IodixanolBula do Princípio Ativo

Iodixanol - Para que serve?

Este produto medicinal se destina somente para uso diagnóstico.

Meio de contraste radiográfico para angiocardiografia, angiografia cerebral (convencional), arteriografia periférica (convencional), angiografia abdominal (angiografia digital por subtração - DSA), urografia, venografia, tomografia computadorizada (TC) realçada por contraste. Mielografia lombar, torácica e cervical.

Iodixanol: Contraindicação de uso

Hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula. Tireotoxicose franca. Histórico de reação de hipersensibilidade grave ao iodixanol.

Iodixanol: Posologia e como usar

Como todos os produtos parenterais, Iodixanol deve ser inspecionado visualmente para detectar a presença de partículas, alterações da coloração ou da integridade do frasco, antes do seu uso.

O produto deve ser aspirado em uma seringa, imediatamente antes d a utilização. Os frascos são destinados a uso único (com exceção do frasco de 500mL); assim qualquer quantidade não usada deve ser descartada. Única exceção ocorre para o frasco de 500 mL que é indicado para uso em doses múltiplas co m bomba de infusão pelo período máximo de um dia. Qualquer quantidade não usada do meio de contraste que permanecer no frasco e todos os equipos devem ser descartad os ao fim do dia.

Iodixanol deve ser aquecido à temperatura corporal (37ºC) antes de sua administração.

Não se observaram incompatibilidades com outros produtos. Contudo, o Iodixanol não deve ser misturado diretamente com outras medicações. Deve -se usar uma seringa separada.

Os frascos de 500 mL de meio de contraste devem ser usados exclusivamente com bombas infusoras automáticas, aprovadas para este volume. Deve -se usar um único procedimento de perfuração.

O equipo que segue para o paciente , a partir da bomba injetora automática, deve ser trocado após cada paciente. A apresentação de 500 mL é para múltiplas doses. Usar somente por um período de um dia (24 horas). Qualquer quantidade não usada do meio de contra ste que permanecer no frasco e todos os equipos devem ser descartados ao fim do dia. É essencial seguir as instruções do fabricante da bomba injetora automática.

Posologia

A dose pode variar dependendo do tipo do exame, a idade, o peso, o débito cardíaco , o estado geral do paciente e a técnica utilizada. Em geral, se usa concentração e volume de iodo aproximadamente iguais aos de outros meios de contraste radiológico iodados utilizados atualmente. Entretanto, também foram obtidas informações diagnósticas adequadas em alguns estudos com injeção de Iodixanol com concentração de iodo um pouco menor.

Deve -se garantir a hidratação adequada antes e após a administração, da mesma forma que para com os outros meios de contraste.

O produto é destinado para uso intravenoso, intra-arterial e intratecal.

As seguintes doses podem ser utilizadas como referência As doses fornecidas para uso intra -arterial correspondem a uma única injeção, que pode ser repetida.

Indicação/exame

Volume por injeção

Uso intra-arterial

Arteriografias

Adultos

Cerebral seletiva

Aortografia

Periférica

Visceral seletiva por DSA

Angiocardiografia

Adultos

Injeção ventricular esquerda e raiz aórtica

30-60 mL

Arteriografia coronariana seletiva

4-8 mL

Crianças

De acordo com a idade, peso e patologia (dose total máxima recomendada 10 mL/kg)

(1) Ambas as dosagens estão documentadas, porém 270 mgI/mL é a dose recomendada na maioria dos casos.

Indicação/exame

Volume por injeção

Uso intravenoso

Urografia

Adultos

40-80 mL ( 2 )

Crianças < 7 kg

2-4 mL/kg

Crianças > 7 kg

2-3 mL/kg Todas as dosagens dependem da idade, peso corporal e patologia (máx. 50 mL)

Venografia

50-150 mL ( por perna )

TC com contraste

TC de crânio, adultos

50-150 mL

TC de corpo, adultos

75-150 mL

Crianças, TC de crânio e de corpo

2-3 mL/kg até 50 mL (em alguns casos até 150 mL podem ser administrados)

(2) Em casos selecionados se pode exceder os 80 mL.

Indicação/exame

Volume

Uso intratecal, Somente adultos

Mielografia torácica e lombar (injeção lombar)

10-12 mL ( 3 )

10 mL ( 3 )

Mielografia cervical (injeção lombar ou cervical)

10-12 mL ( 3 )

10 mL ( 3 )


(3) Para reduzir ao mínimo as possíveis reações adversas não se deve exc eder a dose total de 3,2 g de iodo.

Iodixanol - Reações Adversas

Abaixo estão listadas possíveis reações adversas relacionadas a procedimentos radiográficos que incluíram o uso de iodixanol.

Os efeitos indesejáveis associado s ao Iodixanol são geralmente leves a moderados e de natureza transitória. Reações graves, assim co mo fatalidades, são observadas apenas em ocasiões muito raras, que podem incluir insuficiência renal aguda à crônica, choque anafilático /ana filactóide , reações de hipersensibilidade aco mpanhadas de reações cardíacas (Síndrome de Kounis), parada cardíaca ou parada cardiorrespiratória e infarto do miocárdio. As reações cardíacas podem ser decorrentes de uma doença oculta ou do procedimento. As reações de hipers ensibilidade apresentam-se co mo sintomas respiratórios ou cutâneos, tais como dispneia , erupção cutânea, eritema, urticária , prurido, reação de pele, edema angioneurótico, hipotensão , febre , edema de laringe, broncoespasmo ou edema pulmonar .

Em pacientes com doenças autoimunes, casos de vasculite e Síndrome de Stevens-Johnson foram observados.

Elas podem aparecer imediatamente após a injeção ou em até alguns dias dep ois. As reações de hipersensibilidade podem ocorrer independentemente da dose ou do modo de administração e sintomas leves podem representar os primeiros sinais de reação anafilactóide grave.

A administração do meio de contraste deve ser interrompida imedi atamente e, se necessário, terapia específica deve ser instituída através do acesso vascular. Os pacientes em uso de betabloqueadores podem apresentar -se com sintomas atípicos de hipersensibilidade, os quais podem ser erroneamente interpretados co mo sendo reação vagal.

Um aumento transitório da S -creatinina é comum após o uso de meios de contraste iodados, mas geralmente não tem relevância clínica.

As frequências listadas são baseadas em documentação clínica interna e estudos publicados, compreendendo mais de 48.000 pacientes.

Trombocitopenia .

Hipersensibilidade.

Reação anafilactoide, choque anafilático.

Agitação, ansiedade .

Estado de confusão.

Cefaleia .

Vertigem.

Acidente cerebrovascular, anormalidades sens oriais como alterações no paladar, amnesia, parestesia , síncope .

Coma, disfunção motora, distúrbios de consciência, convulsão , encefalopatia induzida por contraste (incluindo alucinação), tremor.

Cegueira transitória, diminuição da acuidade visual.

Arritmia (incluindo bradicardia, taquicardia), infarto do miocárdio.

Parada cardíaca.

Insuficiência cardíaca , hipocinesia ventricular, isquemia miocárdica , parada cardiorrespiratória, anormalidades na condução, trombose na artéria coronária, angina pectoris, espasmo arterial.

Rubor.

Hipotensão.

Hipertensão, isquemia.

Espasmo arterial, trombose, tromboflebite, choque.

Tosse .

Dispneia.

Edema pulmonar, parada respiratória, insuficiência respiratória.

Náuseas, vômitos .

Dor/desconforto abdominal.

Pancreatite aguda, pancreatite agravada, aumento da glândula salivar.

Rash , prurido, urticaria.

Angioedema , eritema.

Dermatite bolhosa, síndrome de Stevens-Johnson, eritema multiforme, necrólise epidérmica tóxica, pustulose exantemática generalizada aguda, erupção cutânea medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistêmicos, erupção medicamentosa, dermatite alérgica, esfoliação da pele.

Dor nas costas , espasmo muscular .

Artralgia.

Comprometimento da função renal incluindo insuficiência renal aguda.

Sensação de calor, dor no peito .

Dor, desconforto, tremores (calafrios), pirexia, reações no local de aplicação incluindo extravasamento.

Sensação de frio, condição astênica ( fadiga , tontura ).

Iodismo.

As reações adversas após o uso intratecal podem ser retardadas e se apresentar algumas horas ou mesmo dias após o procedimento. A frequência é semelhante à da punção lombar simples.

Irritação meníngea associada a fotofobia , meningismo e meningite química franca foi observada associada ao uso de outros meios de contraste não -iônicos. A possibilidade de meningite infecciosa deve ser considerada.

Hipersensibilidade, reação anafilática/anafilactóide.

Cefaleia (pode ser severa e duradoura).

Tontura, encefalopatia transitória induzida por contraste (amnesia, alucinação, confusão).

Vômitos.

Náusea.

Espasmo muscular.

Calafrios, dor no local de aplicação.

Hipersensibilidade.

Cefaleia.

Dor abdominal.

Náusea.

Vômito.

Hemorragia vaginal.

Pirexia.

Dor no local de aplicação, calafrios.

Dor no local de aplicação.

Calafrios.

Hipersensibilidade, reação anafilática/anafilactoide.

Calafrios.

Hipersensibilidade, reação anafilática/anafilactoide.

Diarreia , dor abdominal, náusea.

Vômitos.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Iodixanol: Interações medicamentosas

Todos os meios de contraste iodados podem interferir nos testes da função tireoidiana, pois a capacidade de ligação da tireoide ao iodo pode ser reduzida durante várias semanas. Altas concentrações de meio de contraste no soro e na urina podem interferir nos exames laboratoriais para bilirrubina, proteínas ou substâncias inorgânicas (por exemplo, ferro , cobre, cálcio e fosfato). Estas substâncias, portanto, não devem ser analisadas no dia do exame.

O uso de meios de contraste iodados pode resultar em um comprometimento transitório da função renal e isto pode precipitar acidose lática em pacientes diabéticos que fazem us o de metformina .

Em pacientes tratados com interleucina -2 menos de duas semanas antes da injeção de um meio de contraste iodado, detectou -se um risco mais elevado de reações tardias (sintomas gripais ou reações cutâneas).

Há evidências de que o uso de beta bloqueadores são um fator de risco para reações anafilactóides em exames radiológicos com meios de contraste (como hipotensão severa).

Iodixanol: Precauções

Histórico positiva de alergia, asma ou reações indesejáveis aos meios de contraste iodados indica a necessidade de serem adotadas precauções especiais. Nestes casos, pode-se considerar a pré-medicação com corticosteróides ou antagonistas H1 e H2 da histamina.

O risco de reações sérias relacionadas ao uso de iodixanol é considerado como remoto. Não obstante, os meios de contraste iodados podem causar reações anafilactóides ou outras manifestações de hipersensibilidade. Por conseguinte, deve-se planejar antecipadamente uma conduta terapêutica com as medicações e os equipamentos necessários disponíveis para o tratamento imediato, para o caso de ocorrer uma reação séria. É aconselhável usar sempre uma cânula ou cateter permanente para acesso intravenoso rápido durante todo o procedimento radiográfico.

A possibilidade de reações de hipersensibilidade graves, incluindo risco de vida e reaç ões anafiláticas/anafilactóide s fata is, deve sempre ser considerada. A maioria dos efeitos indesejáveis graves ocorrem nos primeiros 30 minutos. Podem ocorrer reações de hipersensibilidade tardias (1 hora ou mais após a administração do contraste).

Os pacientes devem ser mantidos em observação durante pelo menos 30 minutos após a administração de Iodixanol.

Pacientes utilizando betabloqueadores podem apresentar sintomas atípicos de hipersensibilidade que podem ser mal interpretados como reação vagal.

Os meios de contraste não -iônicos iodados exercem menos efeitos sobre o sistema de coagulação in vitro , em comparação co m os meios de contraste iônicos. A coagulação foi observada quando o sangue permanece em contato com a seringa, contendo meio de contraste não -iônico. O uso de seringas de plástico, ao invés d e seringa s de vidro, diminui, mas não elimina , a probabilidade de coagulação.

Foram reportados eventos tromboembólicos, graves, raramente fatais, causando infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral durante procedimentos de a ngiocardiografia com meios de contraste iônicos e não -iônicos. Inúmeros fatores, tais como duração do procedimento, material d o cateter e da seringa, doenças pré -existentes, medicações concomitantes, podem contribuir para o desenvolvimento de eventos tromboembólicos. Por esta razão, deve -se prestar muita atenção à técnica angiográfica utilizada, incluindo cuidado extremo com a manipulação do fio-guia e cateter, uso de sistemas coletores e/ou de 3 vias, lavagem frequente do cateter co m solução salina heparinizada, minimiza ção do tempo de duração do procedimento, a fim de diminuir o risco de trombose e embolia relacionado ao procedimento.

Instalações avançadas de suporte à vida devem estar prontamente disponíveis.

Deve -se tomar cuidado com pacientes com homocistinúria (risco de tromboembolismo).

Deve -se assegurar a hidratação adequada antes e após a administração de meios de contraste. Isto se aplica especialmente aos pacientes com mieloma múltiplo, diabete mellitus, disfunção renal, assim como recém-nascidos, crianças pequenas e idosos. Crianças com idade < 1 ano e especialmente os neonatos são susceptíveis a alterações hemodinâmicas e distúrbios eletrolíticos.

Deve -se também ter cuidado com os pacientes com cardiopatias graves e hipertensão pulmonar, pois podem desenvolver alterações hemodinâmicas ou arritmias. Raramente ocorrem reações gra ves que apresentam risco à vida e fatalidades de origem cardiovascular, como parada cardíaca ou cardiorrespiratória e infarto do miocárdio.

Os pacientes com patologia cerebral aguda, tumores ou histór ico de epilepsia estão predispostos a convulsões e merecem cuidados especiais. Além disso, os etilistas e pacientes que fazem uso abusivo de drogas apresentam um risco elevado para convulsões e reações neurológicas.

Recomenda -se precaução na aplicação intravascular em pac ientes com acidente vascular cerebral agudo ou hemorragia intracraniana aguda, bem como em pacientes com alterações da barreira hematoencefálica, edema cerebral ou desmielinização aguda.

O maior fator de risco para a nefropatia induzida por contraste é o comprometimento da função renal. Diabete mellitus e volume de meio de contraste administrado são fatores que contribuem na presença de comprometimento da função renal. Outros fatores preocupantes são desidratação , arteriosclerose avançada, má perfusão renal, e a presença de outros fatores que podem ser nefrotóxic os, tais co mo certos medicamentos e exposição a outras nefrotoxinas, como cert os medicamentos e procedimentos cirúrgicos.

Para prevenir a insuficiência renal aguda depois da administ ração de meios de contraste, deve -se ter a cautela especial co m os pacientes apresentando disfunção renal pré -existente e diabete mellitus, uma vez que são pacientes de risco. Os pacientes com paraproteinemias (mielomatose e macroglobulinemia de Waldenström) também estão sob risco.

Os meios de contraste iodados podem ser utilizados por pacientes em hemodiálise , por serem removidos pelo processo de diálise.

Existe o risco de desenvolvimento de acidose lática quando meios de contrate iodados são administrados a pacientes diabéticos tratados com metformina, particularmente n aqueles com disfunção renal. Para reduzir o risco de acidose lática, o nível de creatinina sérica deve ser medido em pacientes diabéticos tratados com metformina antes da administração intravascular de meios de contraste iodados, e as seguintes precauções devem ser to madas nas circunstâncias abaixo:

A administração de metformina deve ser interrompida no momento da administração do meio de contraste e não deve ser retomada antes de 48 horas, a menos que a função renal/creatinina sérica esteja normal.

A metformina deve ser interrompida e o exame com uso de meio de contraste deve ser adiado por 48 horas. A metformina deve somente ser rei niciada se a função renal não estiver diminuída (se a creatinina sérica não estiver aumentada) comparada aos valores anteriores à administração do contraste.

Nos casos de emergência em que a função renal está comprometida ou é desconhecida, o médico deve avaliar o risco/benefício do exame com uso de meio de contraste e as seguintes precauções devem ser implementada s: a metformina deve ser interro mpida. O paciente deve estar completamente hidratado antes da administração do meio de contraste e por 24 horas após a administração ; A função renal ( p.ex. a creatinina sérica), o ácido láctico sérico e o pH sanguíneo devem ser monitorados. Um pH menor que 7,25 ou um nível de ácido láctico maior que 5 mmol/L são indicativos de acidose lática. O paciente deve ser mantido em observa ção para verificar se existem sintomas de acidose lática , como vô mitos, sonolência, náusea, dor epigástrica, anorexia , hiperpneia, letargia, diarreia e sede.

Deve -se ter cautela especial c om os pacientes apresentando alterações graves da função renal e hepática, porque a eliminação do meio de contraste pode estar significativamente retardada. Os pacientes sob hemodiálise podem receber meios de contraste para procedimentos radiológicos, não sendo necessária a correlação do momento da administração do meio de contraste com a sessão de hemodiálise.

A administração de meios de contraste iodados pode agravar os sintomas d e miastenia gravis.

Aos pacientes com feocromocito ma submetidos a procedimentos intervencionistas, deve -se administrar alfabloqueadores como profilaxia para evitar crises hipertensivas.

Pacientes com risco de tireotoxicose devem ser cuidadosamente avaliados antes do uso de quaisquer meios de contraste iodados.

Deve -se ter cuidado especial com os pacientes com hipertireoidismo .

Pacientes com bócio multinodular podem estar sob risco de desenvolver hipertireoidismo após a administração de meios de contraste iodados.

Deve -se ter cuidado com recém-nascidos prematuros que recebem meios de contraste, pois há possibilidade de induzir hipotireoidismo transitório.

No caso de grávidas que receberam meios de contraste durante a gestação, deve -se verificar a função tireoidiana dos neonatos durante a primeira semana de vida. É recomendável repetir o teste da função da tireoide entre 2 a 6 semanas de idade , especialmente em casos de recém-nascidos com baixo peso ou prematuros.

Devido à isotonicidade de Iodixanol, é provável que o extravasamento cause menos dor local e edema extravascular, em comparação a meios de contraste hiperosmolares. Em caso de extravasamento, recomenda -se a elevação do membro e o resfriamento do local afetado como medidas de rotina. A descompressão cirúrgica pode ser necessária nos casos de síndrome compartimental.

Após a administração do meio de contraste, o paciente deve permanecer sob o bservação por pelo menos 30 minutos, uma vez que a maioria d os efeitos adversos graves ocorrem neste período. Entretanto, reações de hipersensibilidade podem aparecer após algumas horas ou dias da administração do contraste. O paciente deve permanecer no ambiente hospitalar, mas não necessariamente no setor de radiologia, por 1 hora após a última injeção e deve retornar ao setor de radiologia se apresentar qualquer sintoma.

Após mielografia, o paciente deve permanecer em repouso com a cabeça e o tórax elevados a cerca de 20º durante uma hora. Em seguida, pode -se caminhar com cuidado, contudo, evitando se inclinar e se abaixar. A cabeça e o tórax devem ser mantidos elevados durante as primeiras 6 horas, caso o paciente permane ça no leito. Os pacientes suspeitos de terem baixos limiares para convulsões devem ficar em observação durante este período. Os pacientes ambulatoriais não devem ficar completamente a sós durante as primeiras 24 horas após o exame.

Não é recomendável dirigir veículos ou op erar máquinas durante as primeiras 24 horas seguintes a um exame intratecal.

O procedimento de Histerossalpingografia não deve ser feito em pacientes grávidas ou na presença de doença inflamatória pélvica aguda (DIP).

Não há estudos sobre a capacidade de dirigir ou operar máquinas. Porém, não é recomendável dirigir ou operar máquinas por uma hora após a última injeção ou por 24 horas após procedimento por via intratecal.

Não se estabeleceu a segurança do Iodixanol para uso durante a gestação humana. A avaliação dos estudos com animais de laboratório não indicou efeitos nocivos diretos ou indiretos no que diz respeito à reprodução, des envolvimento do embrião ou do feto, curso da gestação e desenvolvimento peri e pós-natal.

Sempre que possível, deve -se evitar a exposição à radiação durante a gestação e os benefícios de um exame radiológico, com ou sem meios de contraste, devem ser cuidadosamente ponderados contra os possíveis riscos envolvidos. O produto não deve ser usado na gravidez a menos que o benefício se sobreponha ao risco e o exame seja considerado essencial pelo médico.

A função da tireoide deve ser verificada em recém-nascidos durante a primeira semana de vida após a administração de meios de contraste iodados para a mãe durante a gravidez. A repetição dos exames da função da tireoide é recomendada em 2 a 6 semanas de idade, particularmente em recém-nascidos co m baixo peso ou pr ematuros.

Os meios de contraste têm baixo índice de excreção no leite materno humano e quantidades mínimas são absorvidas pelo intestino. A amamentação pode ser mantida normalmente quando os meios de contraste ioda dos são administrados à mãe.

Este medica mento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Iodixanol: Ação da substância no organismo

Resultados de eficácia

Iodixanol foi administrado em 1244 pacientes adultos. Os agentes comparadores administrados em 861 pacientes adultos incluíram meios de contraste não iônicos de baixa osmolaridade e iônicos de alta e baixa osmolaridade. Aproximadamente metade (590) dos pacientes que receberam Iodixanol tinha idade igual ou acima de 60 anos e a idade média era de 56 anos (variação de 18 a 90 anos). Dos 1244 pacientes, 806 (65%) eram homens e 438 (35%) eram mulheres. A distribuição racial: 85% eram caucasianos, 12% negros, <1% oriental e 3% outra raça ou desconhecida. A informação demográfica para o conjunto de pacientes que recebeu um agente de contraste comparador foi semelhante.

A eficácia foi avaliada em 1235 pacientes que receberam Iodixanol e 855 que receberam outros meios de contraste, com base na qualidade da visualização do diagnóstico radiográfico (isto é, excelente, bom, ruim ou nenhuma) e na capacidade de fazer um diagnóstico (isto é, confirmou um diagnóstico anterior, considerado normal ou diagnosticou novos achados). Os resultados foram comparados aos dos controles ativos [ioxagalato, ioexol , iopromida e diatrizoato de meglumina sódica] em concentrações que eram similares às de Iodixanol.

Angiocardiografia, arteriografia cerebral, arteriografia periférica e arteriografia visceral foram avaliadas com uma ou ambas as concentrações de Iodixanol (270 mg I/mL ou 320 mg I/mL). Nestes estudos intra-arteriais, a classificação da visualização diagnóstica foi boa ou excelente em 100% dos pacientes e um diagnóstico radiológico foi realizado em todos (100%) os pacientes que receberam Iodixanol.

Em estudos intra-arteriais adicionais, a qualidade geral da visualização diagnóstica foi classificada como ótima na maioria dos pacientes e um diagnóstico radiológico foi feito em todos (100%) os pacientes aos quais Iodixanol foi administrado. Os resultados foram comparados aos dos controles ativos [ioxaglato, ioexol, diatrizoato de meglumina sódica]. O número de pacientes avaliados em cada indicação é informado abaixo.

A angiocardiografia foi avaliada em dois estudos clínicos duplo-cegos, randomizados, em 101 pacientes adultos que receberam Iodixanol 320 mg I/mL e em 97 que receberam ioexol 350 mg I/mL1. Sete estudos adicionais de angiocardiografia foram realizados em 217 pacientes adultos que receberam Iodixanol 320 mg I/mL, em 37 que receberam ioexol 350 mg I/mL, em 40 que receberam diatrizoato de meglumina sódica 370 mg I/mL e em 96 que receberam ioxaglato 320 mg I/mL2,3. A classificação da visualização foi boa ou excelente em 100% dos pacientes que receberam Iodixanol; um diagnóstico radiológico foi feito na maioria dos pacientes. Os resultados foram semelhantes aos dos controles ativos. Não foi obtida a confirmação dos achados radiológicos por outros métodos diagnósticos.

A aplicação em arteriografia cerebral foi avaliada em dois estudos clínicos, duplo-cegos, randomizados, em 51 pacientes adultos que receberam Iodixanol 320 mg I/mL e em 48 que receberam ioexol 300 mg I/mL4,5. Dois estudos adicionais em arteriografia cerebral foram realizados: um estudo cruzado envolvendo Iodixanol 270 mg I/mL e 320 mg I/mL (15 pacientes adultos), e outro estudo envolvendo Iodixanol 320 mg I/mL (40 pacientes) e ioxaglato 320 mg I/mL (40 pacientes). A classificação da visualização foi boa ou excelente em 100% dos pacientes que receberam Iodixanol e um diagnóstico radiológico foi feito na maioria dos pacientes. Os resultados foram semelhantes aos dos controles ativos. Não foi obtida a confirmação dos achados radiológicos por outros métodos diagnósticos.

A arteriografia periférica foi avaliada em dois estudos clínicos duplo-cegos, randomizados, em pacientes adultos que receberam Iodixanol 320 mg I/mL (49 pacientes), ioexol 350 mg I/mL (25 pacientes) e o ioxaglato 320 mg I/mL (25 pacientes). Quatro estudos adicionais em arteriografia periférica foram realizados com Iodixanol 270 mg I/mL (50 pacientes adultos), Iodixanol 320 mg I/mL (76 pacientes), ioexol 300 mg I/mL (37 pacientes) e iopromida 300 mg I/mL (47 pacientes). A classificação da visualização foi boa ou excelente em 100% dos pacientes que receberam Iodixanol; um diagnóstico radiológico foi feito na maioria dos pacientes. Os resultados foram semelhantes aos dos controles ativos. Não foi obtida a confirmação dos achados radiológicos por outros métodos diagnósticos.

A arteriografia visceral foi avaliada em dois estudos duplo-cegos, randomizados, em pacientes adultos que receberam Iodixanol 320 mg I/mL (55 pacientes adultos), ioexol 350 mg I/mL (27 pacientes) e ioxaglato 320 mg I/mL (25 pacientes). A classificação da visualização foi boa ou excelente em 100% dos pacientes que receberam Iodixanol; um diagnóstico radiológico foi feito na maioria dos pacientes. Os resultados foram semelhantes aos do ioexol. Não foi obtida a confirmação dos achados radiológicos por outros métodos. O risco adicional para a arteriografia renal com a administração de Iodixanol não pode ser analisado.

Estudos similares com angiografia digital por subtração (DSA) foram concluídos com achados comparáveis observados na arteriografia cerebral, arteriografia periférica e arteriografia visceral. Não foram conduzidos estudos para determinar a menor concentração efetiva.

Dois estudos multicêntricos com dois grupos de pacientes (Iodixanol 320 mg I/mL e ioexol 350 mg I/mL) em cada estudo foram conduzidos. Um total de 195 pacientes abaixo de 14 anos de idade foi incluído. Trinta e seis pacientes tinham menos de um mês; entre estas crianças três tinham menos que 24 horas de vida. Setenta e sete pacientes tinham entre um mês e dois anos de idade.

A eficácia foi avaliada por dois radiologistas independentes usando uma escala de quatro pontos para classificar a qualidade da visualização fornecida pelo meio de contraste (excelente, boa, ruim, inadequada).

Os investigadores consideraram que, para todos os pacientes, o exame forneceu a informação necessária para realizar um diagnóstico radiográfico. A qualidade geral da visualização foi excelente para 86% dos pacientes no grupo Iodixanol. Para um paciente no grupo ioexol a qualidade foi ruim devido a dificuldades técnicas.

O exame forneceu informação diagnóstica complementar para uma porcentagem semelhante de pacientes nos dois grupos de agentes de contraste. Em 41 de 92 pacientes (45%) no grupo Iodixanol e em 40 de 76 pacientes (53%) no grupo ioexol, o contraste forneceu informação anatômica adicional. Os dois estudos em cardioangiografia mostraram que o Iodixanol foi eficiente. Nenhuma diferença significante foi detectada entre os grupos Iodixanol e ioexol.

Urografia excretora, tomografia computadorizada realçada com contraste (TCRC) da cabeça, TCRC do corpo e venografia periférica foram estudadas com uma ou ambas concentrações de Iodixanol (270 mg I/mL ou 320 mg I/mL). Nestes estudos intravenosos, a classificação da visualização diagnóstica foi boa ou excelente em 96-100% dos pacientes e um diagnóstico radiológico foi feito em todos (100%) os pacientes que receberam Iodixanol. Os resultados foram comparados aos do controle ativo. O número de pacientes avaliados em cada indicação é fornecido abaixo.

A urografia excretora foi avaliada em um estudo clínico não controlado, aberto, em 40 pacientes onde 20 receberam Iodixanol 270 mg I/mL e 20 receberam Iodixanol 320 I/mL13, e em dois estudos clínicos randomizados, duplo-cegos, nos quais foram administrados Iodixanol 270 mg/mL (50 pacientes adultos), Iodixanol 320 mg I/mL (50 pacientes) e ioexol 300 mg I/mL (50 pacientes). A classificação da visualização foi boa ou excelente em 100% dos pacientes que receberam Iodixanol; um diagnóstico radiológico foi feito na maioria dos pacientes. Os resultados foram semelhantes aos do controle ativo. Não foi obtida a confirmação dos achados radiológicos por outros métodos diagnósticos.

A TCRC de cabeça foi avaliada em dois estudos clínicos duplo-cegos, randomizados, com administração de Iodixanol 270 mg I/mL (49 pacientes adultos), Iodixanol 320 mg I/mL (50 pacientes) e ioexol 300 mgI/mL (49 pacientes). A TCRC de corpo foi avaliada em três estudos clínicos randomizados, duplo-cegos, com a administração de Iodixanol 270 mg I/mL (104 pacientes adultos), Iodixanol 320 mg I/mL (109 pacientes) e ioexol 300 mg I/mL (101 pacientes). Tanto na TCRC de cabeça como de corpo, a classificação da visualização foi boa ou excelente em 100% dos pacientes que receberam Iodixanol; um diagnóstico radiológico foi feito na maioria dos pacientes. Os resultados foram semelhantes aos dos controles ativos. Não foi obtida a confirmação dos achados radiológicos por outros métodos diagnósticos.

A venografia periférica foi avaliada em dois estudos clínicos duplo-cegos, randomizados, em 46 pacientes adultos que receberam Iodixanol 270 mg I/mL e em 50 pacientes que receberam ioexol 300 mg I/mL. A classificação da visualização foi boa ou excelente em 100% dos pacientes que receberam Iodixanol; um diagnóstico radiológico foi feito na maioria dos pacientes. Os resultados foram semelhantes aos do controle ativo. Não foi obtida a confirmação dos achados radiológicos por outros métodos diagnósticos.

Dos dois estudos executados, um era um estudo de centro único e o outro era multicêntrico. Três grupos separados de pacientes foram avaliados em cada estudo, e 147 pacientes com idades entre 30 dias e 15 anos foram incluídos. Dentre estes pacientes, 47 receberam Iodixanol 270 mg I/mL, 50 receberam Iodixanol 320 mg |I/mL, enquanto 50 receberam ioexol 300 mg I/mL. Cinqüenta e cinco deles tinham menos de dois anos de idade. As doses de iodo injetadas variaram entre 0,23 e 1,07 g I kg/peso corpóreo (a média variou entre 0,49 e 0,58 g I kg/peso corpóreo). Um dos pacientes foi sedado.

A eficácia foi avaliada por dois radiologistas usando uma escala de quatro pontos para classificar a qualidade do realce fornecido pelo meio de contraste (excelente, boa, ruim, inadequada).

Os rins direito e esquerdo foram avaliados separadamente A informação geral da informação diagnóstica foi excelente ou boa para a maioria dos pacientes nos três grupos.

A menor proporção de informação diagnóstica excelente foi encontrada no grupo do ioexol 300 mg I/mL, tanto para o rim direito como para o rim esquerdo. No grupo do Iodixanol 270 mg I/mL as imagens de 3 pacientes (2 do rim direito e 1 do rim esquerdo) foram classificadas como ruim. Para 2 pacientes, as classificações foram inadequadas devido a falta de funcionamento do rim esquerdo. No grupo do Iodixanol 320 mg I/mL, a informação diagnóstica geral foi classificada como ruim em 5 pacientes(2 rins direitos e 3 rins esquerdos). Para um paciente a imagem foi considerada inadequada devido a falta de secreção do rim direito. No grupo do ioexol 300 mg I/mL, as imagens de 5 pacientes (4 rins direitos e 1 rim esquerdo) foram consideradas ruins. As imagens de dois pacientes foram classificadas como inadequadas: uma devido a um rim esquerdo displásico policístico e uma devido a um rim policístico.

Com relação à utilidade do realce do contraste, para a grande maioria dos pacientes o diagnóstico de referência foi confirmado ou pareceu consistente com os sintomas depois do exame com o contraste. Além disso, novos diagnósticos foram confirmados para 6 pacientes: 3 com Iodixanol 270 mg I/mL, 1 com Iodixanol 320 mg I/mL e 2 com ioexol.

Em relação à qualidade radiográfica, houve uma tendência dirigida à maior pontuação (qualidade diagnóstica geral excelente/boa) com Iodixanol, especialmente com Iodixanol 320 mg I/mL. Isto pode ser devido à maior concentração de iodo que, combinada com a isotonicidade do meio de contraste, pode causar menor efeito diurético; uma densidade um pouco mais alta do contraste no sistema coletor pode ser esperada. É, todavia, impossível interpretar tais diferenças sem relacioná-las à função renal. Os resultados não indicaram quaisquer diferenças entre os três grupos com relação à opacificação do parênquima renal.

Quatro estudos foram executados, duas TC da cabeça e duas TC do corpo, e entre estes havia dois estudos multicêntricos. Três grupos de pacientes em cada estudo foram avaliados; Iodixanol 270, Iodixanol 320 e ioexol 300, respectivamente. No total 296 pacientes com idades entre quatro dias e 17 anos foram incluídos, 57 com menos de dois anos de idade.

A maioria dos pacientes nos grupos de TC do corpo foi examinada devido a tumores ou doenças infecciosas. Noventa e seis pacientes receberam Iodixanol 270 mg I/mL, 100 receberam Iodixanol 320 mg I/mL, e 100 pacientes receberam ioexol 300 mg I/mL. As doses de iodo administradas variaram entre 0,24 e 1,87 g I kg/peso corpóreo (média variando entre 0,55 e 0,67 g I kg/peso corpóreo). Cento e sete pacientes foram sedados.

A eficácia foi avaliada por dois radiologistas usando uma escala de quatro pontos para classificar a qualidade do realce fornecido pelo meio de contraste, assim como de cada área do corpo examinada (excelente, boa, ruim, inadequada).

A informação diagnóstica geral foi excelente ou boa para todos os pacientes no grupo Iodixanol 270 mg I/mL, para 96% dos pacientes no grupo Iodixanol 320 mg I/mL e para 97% dos pacientes no grupo ioexol 300 mg I/mL. As imagens de 3 pacientes no grupo Iodixanol 320 mg I/mL foram classificadas como inadequadas. Para um paciente, o investigador considerou que não foi observao realce por provável infiltração do contraste durante a injeção; para os outros dois a razão foi a velocidade baixa de administração e artefatos, respectivamente. Devido a problema técnico, um paciente no grupo ioexol 300 mg I/mL também foi classificado como inadequado.

Com relação à consistência com o diagnóstico de referência, para metade dos pacientes nos grupos Iodixanol a TC com realce de contraste excluiu o diagnóstico de referência ou pareceu inconsistente com os sintomas atuais, enquanto que para o ioexol isto ocorreu em 42% dos pacientes. Para um paciente no grupo Iodixanol 320 mg I/mL a CT com realce de contraste não permitiu comparações com o diagnóstico de referência ou com os sintomas atuais, para outro paciente neste grupo nenhuma resposta foi registrada pelo investigador devido a provável infiltração do contraste. No grupo ioexol 300 mg I/mL, os resultados radiográficos não permitiram comparações com o diagnóstico de referência ou com os sintomas atuais em 3 pacientes.

Com relação à contribuição do agente de contraste para o diagnóstico radiográfico, os investigadores relataram que a confiança no diagnóstico aumentou em 82-83% dos pacientes entre os três grupos.

Informação geral diagnóstica excelente foi obtida com todos os meios de contraste. Não houve diferenças significativas entre os dois grupos Iodixanol e o grupo ioexol nas avaliações de eficácia.

A eficácia de Iodixanol 270 mg I/mL e 300 mg I/mL administrado por via intratecal para mielografia foi documentada em um programa clínico de fase III. Este programa compreendeu dois estudos independentes (estudos 1 e 2)18,19, ambos desenhados como estudos fase III, multicêntricos, randomizados, de grupos paralelos, duplo-cegos, com 3 grupos de tratamento. Setecentos e dez pacientes foram avaliados (398 no estudo 1 e 312 no estudo 2). Os estudos foram realizados em oito centros em seis países.

Em ambos os estudos o objetivo principal era comparar as eficácias radiográficas de Iodixanol 270 mg I/mL e 300 mg I/mL com Omnipaque 300 mg I/mL (estudo 1) e iotrolan 300 mg I/mL (estudo 2), respectivamente, administrados por via intratecal. Para ambos os estudos, o principal parâmetro foi a qualidade geral da informação diagnóstica obtida pelos diferentes contrastes em cada região particular da coluna (lombar, torácica e/ou cervical).

Em todos os grupos de meio de contraste, quase todas as imagens foram de qualidade boa ou excelente e de valor diagnóstico. Não houve diferença estatisticamente significante com relação à visualização adequada entre os três meios de contraste em ambos os estudos.

No estudo 1, 121 pacientes foram submetidos ao exame cervical, 62 com punção cervical e 59 com punção lombar. Quando se compara a proporção de pacientes com filmes excelentes versus a proporção de filmes não excelentes obtidos no grupo Iodixanol 320 com a proporção obtida no grupo Omnipaque 300, encontra-se uma diferença estatisticamente significante a favor de Iodixanol para a área cervical com punção cervical (p=0,009). Não houve diferença para Iodixanol 270 versus Omnipaque 300 para a injeção lombar (p=0,53) ou para a injeção cervical (p=0,52). Em geral, Iodixanol 320 forneceu maior número de filmes excelentes que Iodixanol 270 e Omnipaque 300 na área cervical.

No estudo 2, cinqüenta e quatro pacientes foram submetidos ao exame cervical, 12 com punção cervical e 42 com punção lombar. Não foi observada tendências clara com relação à qualidade da visualização radiográfica entre os grupos de meio de contaste devido ao número pequeno de pacientes.

No estudo 1, para a área lombar, uma proporção estatisticamente significante maior de filmes foi classificada como excelente com Iodixanol 320 em comparação com Omnipaque 300 (p=0,006). Não houve diferença entre Iodixanol 270 e Omnipaque 300 (p=0,43).

No estudo 2 não foi observada nenhuma diferença estatisticamente significante entre Iodixanol 320 e Iodixanol 270 versus iotrolan 300 (p=0,24 e p=0,58, respectivamente).

Teoricamente, a maior viscosidade de um meio de contraste dimérico pode influenciar a qualidade de visualização de estruturas anatômicas e isto pode ter se refletido em maior classificação de filmes excelentes com Iodixanol 320 mg I/mL. Embora apenas uma diferença mínima na qualidade radiográfica a favor do Iodixanol 320 tenha sido encontrada, este achado poder ser de maior importância em hospitais gerais com radiologistas menos experientes e equipamento de raios-X menos adequado. Portanto, a extensão das indicações para uso do Iodixanol em exames mielográficos é considerada bastante apropriada.

Não indicado. O uso por via intratecal aplica -se apenas para adultos.

Características farmacológicas

O Iodixanol é um meio de contraste radiológico não-iônico, isosmolar, dimérico, hexaiodinatado e solúvel em água. Soluções aquosas puras de Iodixanol em todas as concentrações clínicas relevantes apresentam uma osmolalidade inferior em relação àquela do sangue total e àquelas das potências correspondentes dos meios de contraste monoméricos não-iônicos. Iodixanol torna-se isotônico em contato com os fluidos corporais normais através da adição de eletrólitos. Os valores de osmolalidade e de viscosidade de Iodixanol são os seguintes:

O iodo organicamente ligado absorve radiação nos vasos sangüíneos/tecidos quando é injetado. Para a maioria dos parâmetros hemodinâmicos, clínico-químicos e da coagulação avaliados após a injeção intravenosa de Iodixanol em voluntários sadios, não se detectou qualquer desvio significativo com relação aos valores prévios à injeção. As poucas alterações observadas nos parâmetros laboratoriais foram leves e consideradas não apresentar importância clínica.

Iodixanol induz somente efeitos leves sobre a função renal nos pacientes. Em 64 pacientes diabéticos com níveis de creatinina sérica de 115 a 308 μmol/L, a utilização de Iodixanol resultou em 3% dos pacientes apresentando uma elevação na creatinina de > 44.2 μmol/L e 0% dos pacientes com uma elevação de > 88.4 μmol/L. A liberação de enzimas (fosfatase alcalina e N-acetil-β-glicosaminidase) a partir das células tubulares proximais é menor que após injeções de meios de contraste monoméricos não-iônicos e a mesma tendência é observada em comparação a meios de contraste iônicos diméricos. Iodixanol é também bem tolerado pelos rins.

Os parâmetros cardiovasculares, como a pressão diastólica final e a pressão sistólica do ventrículo esquerdo, a freqüência cardíaca e o intervalo QT, bem como o fluxo sangüíneo femoral, foram menos influenciados após a administração de Iodixanol quando comparado a outros meios de contraste, sempre que foram medidos.

O Iodixanol se distribui rapidamente no organismo, com uma meia-vida média de distribuição de cerca de 21 minutos. O volume de distribuição aparente é da mesma magnitude que o do líquido extracelular (0,26 l/kg de peso corpóreo), indicando que o Iodixanol é distribuído apenas no volume extracelular.

Nenhum metabólito foi detectado. A ligação à proteínas é inferior a 2%.

A meia-vida média de eliminação é de aproximadamente 2 horas em adultos normais. Em crianças, a eliminação do Iodixanol é prolongada (t1/2 de aproximadamente 4 horas em recém nascidos). O Iodixanol é excretado principalmente através dos rins por filtração glomerular. Cerca de 80% da dose administrada é recuperada não metabolizada na urina dentro de 4 horas e 97% dentro de 24 horas após a injeção intravenosa em voluntários sadios. Apenas cerca de 1,2% da dose injetada é excretada nas fezes dentro de 72 horas. A concentração urinária máxima surge cerca de 1 hora após a injeção. Na faixa de dose recomendada, não se observou uma cinética dependente da dose.

Após a administração intratecal, a meia-vida do Iodixanol é prolongada, refletindo a taxa de A aparente meia-vida de eliminação varia, mas com um valor médio em torno de 12 horas.

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