Insulina AsparteBula do Princípio Ativo

Insulina Asparte - Para que serve?

Insulina Asparte é indicado para o tratamento de diabetes mellitus .

Insulina Asparte: Contraindicação de uso

Hipersensibilidade à Insulina Asparte ou a qualquer um dos excipientes do produto.

Este medicamento é contraindicado para menores de 2 anos de idade.

Insulina Asparte: Posologia e como usar

Insulina Asparte é administrado por via subcutânea na parede abdominal, na coxa, na parte superior do braço, na região deltoide ou na região glútea. Os locais de injeção devem ser sempre alternados dentro da mesma região a fim de diminuir o risco de lipodistrofia. Assim como com todas as insulinas, a injeção subcutânea na parede abdominal garante uma absorção mais rápida do que nos outros locais de injeção.

A duração da ação irá variar de acordo com a dose, local de injeção, fluxo sanguíneo, temperatura e nível da atividade física. Entretanto, o início de ação mais rápido comparado com a insulina humana regular é mantido apesar do local de injeção.

Substâncias adicionadas à Insulina Asparte podem causar degradação da Insulina Asparte.

Este produto não deve ser diluído ou misturado com outros medicamentos. Exceções são a mistura com insulina NPH (Neutral Protamine Hagedorn) em uma seringa para uso subcutâneo ou e os fluidos de infusão.

Leia cuidadosamente as instruções a seguir antes de utilizar Insulina Asparte. Se você não seguir cuidadosamente as instruções de uso, você poderá injetar uma dose muito alta ou muito baixa de insulina, o que pode levar a um aumento ou uma diminuição excessiva do nível de açúcar no sangue.

Insulina Asparte é um sistema de aplicação de insulina preenchido que permite ajuste de dose. Doses de 1 a 60 unidades, em incrementos de 1 unidade, podem ser selecionadas. Insulina Asparte foi desenvolvido para ser utilizado com agulhas da Novo Nordisk de até 8 mm de comprimento. Como medida de prevenção, sempre carregue um sistema de aplicação de insulina reserva no caso de perder ou danificar seu Insulina Asparte.

Sua FlexPen ® deve ser manuseada com cuidado.

Se ela for derrubada, danificada ou quebrada, há riscos de vazamento de insulina. Isto pode causar imprecisão na dose, o que pode levar ao aumento ou à diminuição excessiva do nível de açúcar no sangue.

Você pode limpar a parte externa de sua FlexPen ® utilizando algodão umedecido em álcool. Não a deixe de molho, nem lave ou lubrifique, pois pode danificar a caneta.

Não preencha sua FlexPen ® novamente.

Verifique o nome e a cor rótulo de sua caneta para ter certeza de que ela contém o tipo correto de insulina. Isso é especialmente importante se você utiliza mais de um tipo de insulina. Se você selecionar e injetar o tipo errado, seu nível de açúcar no sangue pode aumentar ou diminuir muito.

Use sempre uma agulha nova para cada aplicação. Isso reduz o risco de contaminação, infecção e vazamento de insulina, bloqueio de agulhas e imprecisão de dose.

Cuidado para não entortar ou danificar a agulha antes do uso.

Antes de cada injeção, pequenas quantidades de ar podem ser acumuladas no carpule durante o uso normal.

Certifique-se sempre de que a gota apareça na ponta da agulha antes de injetar. Isso garante o fluxo de insulina. Se nenhuma gota aparecer, a insulina não será aplicada, mesmo que o contador de dose possa mover-se. Isso pode indicar agulha bloqueada ou danificada.

Verifique sempre o fluxo de insulina antes de injetar. Se o fluxo não for verificado, uma dose muito baixa ou nenhuma dose de insulina pode ser injetada. Isso pode levar ao aumento do nível de açúcar no sangue.

Verifique se o seletor de dose está zerado.

Use sempre o contador de dose e o indicador de dose para ver quantas unidades você selecionou antes de injetar a insulina.

Não conte pelos cliques do sistema de aplicação. Se você selecionar e injetar a dose errada, seu nível de açúcar no sangue pode aumentar ou diminuir muito. Não use a escala residual, ela apenas mostra aproximadamente a quantidade restante de insulina em sua caneta.

Insira a agulha na pele. Utilize a técnica de injeção indicada pelo seu médico ou enfermeiro.

Sempre remova a agulha após cada injeção e guarde seu Insulina Asparte sem a agulha rosqueada. Isso reduz o risco de contaminação, infecção, vazamento de insulina, bloqueio da agulha e imprecisão de dose.

Cuidadores devem ser cautelosos para manusear agulhas usadas para reduzir o risco de perfurações e infecção cruzada.

Descarte seu Insulina Asparte usado cuidadosamente sem a agulha rosqueada.

As agulhas não devem ser compartilhadas. Isso pode levar a infecção cruzada.

Insulina Asparte não deve ser compartilhado. Sua medicação pode ser prejudicial à saúde de outras pessoas.

Mantenha sempre seu dispositivo e agulhas fora do alcance de outras pessoas, especialmente crianças.

As agulhas e Insulina Asparte não devem ser compartilhados. O carpule não deve ser preenchido novamente.

Insulina Asparte não deve ser utilizado se não estiver com aspecto límpido e incolor ou se tiver sido congelado.

O paciente deve ser orientado a descartar a agulha após cada aplicação.

Em caso de emergência em pacientes que já utilizam Insulina Asparte (hospitalização ou mal funcionamento da caneta de insulina), Insulina Asparte pode ser retirado de Insulina Asparte com uma seringa de insulina de 100 U.

Insulina Asparte é um sistema de aplicação preenchido desenvolvido para ser usado com agulhas descartáveis da Novo Nordisk de até 8 mm de comprimento.

Insulina Asparte possuir identificação por cor e é acompanhado de uma bula com instruções de uso para serem seguidas. As instruções de uso estão descritas no final desta bula.

Insulina Asparte pode ser usado para infusão de insulina subcutânea contínua (CSII) em sistemas de bombas apropriados para infusão de insulina.

A infusão de insulina subcutânea contínua deve ser administrada na parede abdominal. Os locais de infusão devem ser alternados. Quando usado com bomba de infusão de insulina, Insulina Asparte não deve ser misturado com outra insulina.

Os pacientes utilizando CSII devem ser muito bem instruídos quanto ao uso de sistema de bomba e usar o correto reservatório e cateter para a bomba. O conjunto de infusão (cateter e cânula) deve ser trocado de acordo com as instruções fornecidas com o conjunto de infusão. Os pacientes administrando Insulina Asparte por CSII devem ter disponível uma insulina alternativa para uso em caso de falha no sistema da bomba.

Insulina Asparte somente pode ser misturado com insulina NPH (Neutral Protamine Hagedorn) em uma seringa para aplicação subcutânea. Se Insulina Asparte for misturado com insulina NPH, Insulina Asparte deve ser aspirado na seringa primeiramente e a mistura resultante deve ser injetada imediatamente após misturar. A mistura de insulinas não deve ser administrada por via intravenosa ou utilizada em bomba de infusão subcutânea de insulina.

Se necessário, Insulina Asparte pode ser administrado por via intravenosa, o que deve ser realizado somente por profissionais de saúde.

Para o uso intravenoso, os sistemas de infusão com Insulina Asparte 100 U/mL em concentrações de 0,05 U/mL a 1,0 U/mL de Insulina Asparte em fluidos de infusão de cloreto de sódio 0,9%, dextrose 5% ou dextrose 10%, incluindo cloreto de potássio 40 mmol/L utilizando bolsas de infusão de polipropileno são estáveis em temperatura ambiente por 24 horas. Embora sejam estáveis durante esse tempo, certa porção de insulina será adsorvida inicialmente na bolsa. É necessário o monitorando da glicemia durante a infusão.

Insulina Asparte não deve ser utilizado se não estiver com aspecto límpido e incolor ou se tiver sido congelado. Insulina Asparte pode ser usado em um sistema de bomba de infusão (CSII) como descrito na seção “Método de Administração”. Os cateteres cujo material da superfície interna é feito de polietileno e poliolefina foram avaliados e são compatíveis com uso em bomba.

Posologia do Insulina Asparte

Insulina Asparte apresenta início de ação mais rápido e com menor duração da ação do que a insulina humana regular. Devido ao início de ação mais rápido, Insulina Asparte dever ser usado imediatamente antes da refeição ou quando necessário logo após a refeição. Devido à menor duração de ação, Insulina Asparte apresenta um menor risco de causar episódios de hipoglicemia noturna.

A dose de Insulina Asparte é individual e determinada de acordo com as necessidades do paciente. Normalmente, deve ser utilizado em associação com uma insulina de ação intermediária ou de ação prolongada utilizada pelo menos uma vez ao dia.

A necessidade individual de insulina em adultos e crianças está normalmente entre 0,5 e 1,0 U/Kg/dia. Em um tratamento de regime basalbolus, 50 a 70% da insulina necessária pode ser fornecida por Insulina Asparte e o restante por insulina de ação intermediária ou de ação prolongada.

Como com todas as insulinas, em pacientes idosos e pacientes com disfunção renal ou hepática, o monitoramento da glicose deve ser intensificado e a dose de Insulina Asparte deve ser ajustada individualmente.

Insulina Asparte pode ser usado em crianças substituindo a insulina humana regular quando um início de ação rápido for necessário. Por exemplo, nos horários de aplicação da insulina prandial.

O ajuste de dose de Insulina Asparte e da dose da insulina basal pode ser necessário quando ocorre a transferência de uma outra insulina.

Insulina Asparte - Reações Adversas

As reações adversas observadas em pacientes utilizando Insulina Asparte são principalmente devido ao efeito farmacológico da insulina.

A reação adversa mais frequentemente relatada durante o tratamento é hipoglicemia. A frequência de hipoglicemia varia com a população de pacientes, regime posológico e nível de controle glicêmico.

No início do tratamento com insulina, anomalias de refração, edema e reações no local de aplicação (dor, rubor, prurido, inflamação, equimose, edema e urticária ) podem ocorrer. Estas reações são, geralmente, transitórias. Melhora rápida do controle glicêmico pode estar associada com neuropatia dolorosa aguda, que é, geralmente, reversível. A intensificação da terapia com insulina com melhora intensa e repentina do controle glicêmico pode estar associada com a piora temporária da retinopatia diabética, enquanto o controle glicêmico melhorado a longo prazo diminui o risco de progressão da retinopatia diabética.

Distúrbios do sistema imune

Incomum: urticária, erupções cutâneas, eritema

Muito rara: reações anafiláticas*

Distúrbios do metabolismo e nutrição

Muito comum: hipoglicemia*

Distúrbios do sistema nervoso

Rara: neuropatia periférica (neuropatia dolorosa)

Distúrbios da visão

Incomum: distúrbios de refração

Incomum: retinopatia diabética

Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo

Incomum: lipodistrofia*

Distúrbios gerais e condições do local de administração

Incomum: reações no local de administração

Incomum: edema

* Vide descrição das principais reações adversas.

A ocorrência de reações de hipersensibilidade generalizada (incluindo erupção cutânea generalizada, prurido, sudorese, transtorno gastrintestinal, edema angioneurótico, dificuldade de respiração, palpitação e redução na pressão) é muito rara mas pode ser potencialmente uma ameaça à vida.

A reação adversa mais frequentemente relatada é a hipoglicemia. Ela pode ocorrer se a dose de insulina for muito alta em relação à necessidade. Geralmente, os sintomas de hipoglicemia podem ocorrer repentinamente. Eles incluem suor frio, pele fria e pálida, fadiga , nervosismo ou tremor, ansiedade , cansaço ou fraqueza incomuns, confusão, dificuldade de concentração, sonolência, fome excessiva, alterações na visão, cefaléia, náusea e palpitações.

A hipoglicemia grave pode levar à inconsciência e/ou convulsões e pode resultar em dano temporário ou permanente da função cerebral ou até a morte.

Em estudos clínicos, a frequência de hipoglicemia varia com a população de pacientes, regime posológico e nível de controle glicêmico.

Durante os estudos clínicos as taxas gerais de hipoglicemia não diferiram entre pacientes tratados com Insulina Asparte comparado com insulina humana.

Lipodistrofia (incluindo lipohipertrofia, lipoatrofia) pode ocorrer no local da injeção. Alterar o local da injeção reduz o risco de desenvolver tais reações.

Em caso de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Insulina Asparte: Interações medicamentosas

Sabe-se que vários medicamentos interagem com o metabolismo da glicose.

Antidiabéticos orais, inibidores da monoaminooxidase (IMAOs), beta-bloqueadores, inibidores da enzima conversora da angiotensina (ECA), salicilatos, esteroides anabólicos e sulfonamidas.

Contraceptivos orais , tiazidas, glicocorticoides, hormônios da tireoide , simpatomiméticos, hormônio do crescimento e danazol .

Os agentes beta-bloqueadores podem mascarar os sintomas da hipoglicemia.

Octreotida/lanreotida podem aumentar ou diminuir as necessidades de insulina.

Insulina Asparte: Precauções

Antes de viajar entre zonas de fuso horário diferente o paciente deve procurar orientação médica, já que isso pode significar que o paciente deve usar a insulina e fazer as refeições em períodos diferentes.

A dosagem inadequada ou a descontinuação do tratamento, especialmente no diabetes tipo 1, pode levar à hiperglicemia e cetoacidose diabética.

A omissão de uma refeição ou exercícios físicos não planejados e extenuantes pode causar hipoglicemia.

Hipoglicemia pode ocorrer se a dose de insulina for muito alta em relação à necessidade do paciente.

Pacientes cujo controle glicêmico encontra-se melhorado, por exemplo, por terapia insulínica intensificada, podem ter alteração em seus sintomas usuais de alerta de hipoglicemia, e devem ser advertidos adequadamente. Geralmente, os sintomas de alerta podem desaparecer em pacientes com diabetes há muito tempo.

Um resultado da farmacodinâmica dos análogos de insulina de ação rápida é que se ocorrer hipoglicemia, ela pode ocorrer mais próximo de uma injeção comparada com insulina humana regular.

Já que administração de Insulina Asparte deve estar diretamente relacionada com a refeição, o rápido início da ação deve ser considerado em pacientes com doenças ou medicação concomitantes em que uma absorção retardada dos alimentos é esperada.

As doenças concomitantes, especialmente as infecções e condições febris, normalmente aumentam as necessidades de insulina do paciente.

Doenças concomitantes nos rins, no fígado , ou que afetam as glândulas adrenal, hipófise ou tireoide podem requerer alteração da dose de insulina.

Quando os pacientes são transferidos entre diferentes tipos de insulina, os primeiros sintomas de alerta de hipoglicemia podem se tornar menos pronunciados do que aqueles experimentados com a insulina anterior.

A transferência de um paciente para outro tipo ou marca de insulina (por exemplo, concentração ou fabricante) deve ser realizada sob rígida supervisão médica e pode requerer alteração de dosagem ou do número de injeções diárias daqueles utilizados com a insulina habitual. Se um ajuste de dose for necessário, ele pode ocorrer na primeira dose ou durante as primeiras semanas ou meses.

Assim como com qualquer terapia insulínica, podem ocorrer reações no local de injeção, incluindo dor, rubor, urticária, inflamação, equimose, edema e prurido. A alternância contínua do local de injeção dentro de uma mesma área reduz o risco de desenvolver essas reações.

As reações desaparecem dentro de poucos dias a poucas semanas. Em ocasiões raras, as reações no local da injeção podem levar à descontinuação do tratamento com Insulina Asparte.

Casos de insuficiência cardíaca congestiva foram relatados quando tiazolidinedionas foram usadas em combinação com insulina, especialmente em pacientes com fatores de risco para o desenvolvimento da insuficiência cardíaca congestiva. Deve-se ter isto em mente se o tratamento combinado de tiazolidinediona e insulinas for considerado. Se a combinação for utilizada, os pacientes devem ser observados quanto aos sinais e sintomas de insuficiência cardíaca congestiva, ganho de peso e edema. Tiazolidinedionas devem ser discontinuadas se ocorrer piora dos sintomas cardíacos.

Os pacientes devem ser instruídos a sempre conferir o rótulo da insulina antes da injeção para evitar a troca acidental entre Insulina Asparte e outras insulinas.

A administração de insulina pode causar o aparecimento de anticorpos anti-insulina. Em casos raros, a presença destes anticorpos pode gerar a necessidade de ajuste de dose com o objetivo de prevenir o aparecimento de hiperglicemia ou hipoglicemia.

A habilidade do paciente em se concentrar e reagir pode ser prejudicada como resultado da hipoglicemia. Isto pode representar um risco em situações em que esta habilidade for importante (por exemplo, ao dirigir um carro ou operar máquinas).

Os pacientes devem ser avisados a tomar precauções para evitar a hipoglicemia ao dirigir, o que é particularmente importante naqueles pacientes cujos sinais de alerta da hipoglicemia estão ausentes ou reduzidos ou que apresentam episódios frequentes de hipoglicemia.

Categoria de risco na gravidez: B.

Insulina Asparte pode ser usado durante a gravidez. Dados de dois estudos clínicos randomizados controlados (322 + 27 grávidas expostas) não indicaram nenhuma reação adversa da Insulina Asparte na gravidez ou na saúde do feto/recém-nascido quando comparado à insulina humana regular.

Recomenda-se um controle intensificado da glicemia e monitoramento das mulheres com diabetes (diabetes Tipo 1, diabetes Tipo 2 ou diabetes gestacional ) durante a gravidez e quando há intenção de engravidar. As necessidades de insulina geralmente declinam no primeiro trimestre, e subsequentemente aumentam durante o segundo e terceiro trimestres.

Após o parto, as necessidades de insulina retornam rapidamente aos níveis pré-gravidez.

Não há restrições ao tratamento com Insulina Asparte durante a amamentação. O tratamento com insulina de mães que amamentam não representa nenhum risco ao bebê. Entretanto, pode ser necessário ajustar a dosagem de Insulina Asparte.

Se você está grávida não pare de usar sua insulina e procure orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Este medicamento pode causar doping .

Insulina Asparte: Ação da substância no organismo

Resultados de Eficácia

Dois estudos de segurança e eficácia, abertos, controlados com comparador ativo, com seis meses de duração 1,2 foram realizados para comparar a segurança e eficácia de Insulina Asparte e Insulina Asparte em pacientes adultos com diabetes tipo 1. Visto que os desenhos e os resultados dos estudos foram muito similares, os dados mostrados são apenas de um estudo. Insulina Asparte foi administrado subcutaneamente imediatamente antes das refeições e insulina humana regular foi administrada subcutaneamente 30 minutos antes das refeições. A insulina humana NPH foi administrada como insulina basal em dose única diária ou em doses divididas. Alterações ma HbA1c e as taxas de incidência de hipoglicemia grave (determinada pelo número de eventos que requer intervenção por terceiros) foram comparáveis entre os dois tratamentos neste estudo assim como no outro estudo clínico mencionado. Cetoacidose diabética não foi relatada em nenhum dos estudos com adultos e nenhum dos grupos de tratamento.

Tabela 1. Administração subcutânea de Insulina Asparte em pacientes com diabetes tipo 1 (24 semanas; n=882) 2

Insulina Asparte + insulina NPH

N

286

HbA1c inicial (%)*

8,0 ± 1,2

Alteração da HbA1c inicial (%)

0,0 ± 0,8

Diferença entre os tratamentos na média da HbA1c (95% intervalo de confiança)

-0,2 (-0,3, -0,1)

Dose de insulina inicial (UI/Kg/24 horas)*

0,7 ± 0,2

Dose de insulina no final do estudo (UI/Kg/ 24 horas)*

0,7 ± 0,2

Pacientes com hipoglicemia grave (n, %)**

54 (19%)

Peso corporal inicial (Kg)*

75,9 ± 13,1

Variação de peso inicial (Kg)*

0,9 ± 2,9

* Valores são a média ± DP.
** Hipoglicemia grave se refere à hipoglicemia associada com sintomas do sistema nervosa central e que requerem a intervenção de outra pessoa ou hospitalização.

Um estudo de segurança e eficácia, aberto, controlado com comparador ativo, com seis meses de duração3 foi realizado para comparar a segurança e eficácia de Insulina Asparte e insulina humana regular em pacientes com diabetes tipo 2 (Tabela 2). Insulina Asparte foi administrado subcutaneamente imediatamente antes das refeições e insulina humana regular foi administrada subcutaneamente 30 minutos antes das refeições. Insulina humana NPH foi administrada como insulina basal em dose única diária ou em doses divididas. Alterações na HbA1c e as taxas de hipoglicemia grave (determinada pelo número de eventos que requer intervenção por terceiros) foram comparáveis em ambos os tratamentos.

Tabela 2. Administração subcutânea de Insulina Asparte em pacientes com diabetes tipo 2 (6 meses; n=176) 3

Insulina Asparte + insulina NPH

N

90

86

HbA1c inicial (%)*

8,1 ± 1,2

7,8 ± 1,1

Alteração da HbA1c inicial (%)

-0,3 ± 1,0

-0,1 ± 0,8

Diferença entre os tratamentos na média da HbA1c (95% intervalo de confiança)

-0,1 (-0,4, -0,1)

Dose de insulina inicial (UI/Kg/24 horas)*

0,6 ± 0,3

0,6 ± 0,3

Dose de insulina no final do estudo (UI/Kg/ 24 horas)*

0,7 ± 0,3

0,7 ± 0,3

Pacientes com hipoglicemia grave (n, %)**

0,7 ± 0,3

5 (8%)

Peso corporal inicial (Kg)*

88,4 ± 13,3

85,8 ± 14,8

Variação de peso inicial (Kg)*

1,2 ± 3,0

0,4 ± 3,1

* Valores são a média ± DP.
** Hipoglicemia grave se refere a hipoglicemia associada com sintomas do sistema nervosa central e que requerem a intervenção de outra pessoa ou hospitalização.

Insulina Asparte (n = 187) ou insulina humana regular (n = 96). Insulina NPH foi administrada como insulina basal. Insulina Asparte demonstrou controle glicemico comparável ao da insulina humana regular, como medido pela alteração na HbA1c (Tabela 3) e ambos os grupos de tratamentos tiveram incidência de hipoglicemia comparáveis. A administração subcutânea de Insulina Asparte e insulina humana regular também foi comparada em um estudo de segurança e eficácia com crianças com diabetes tipo 1 ( n = 26) com idade entre 2 e 6 anos com efeito similar na HbA1c e na hipoglicemia 5 .

Tabela 3. Administração subcutânea de Insulina Asparte em crianças com diabetes tipo 1 (24 semanas; n=283) 4

Insulina Asparte + insulina NPH

N

187

96

HbA1c inicial (%)*

8,3 ± 1,2

8,3 ± 1,3

Alteração da HbA1c inicial (%)

0,1 ± 1,0

0,1 ± 1,1

Diferença entre os tratamentos na média da HbA1c (95% intervalo de confiança)

0,1 (-0,5, -0,1)

Dose de insulina inicial (UI/Kg/24 horas)*

0,4 ± 0,2

0,6 ± 0,2

Dose de insulina no final do estudo (UI/Kg/ 24 horas)*

0,4 ± 0,2

0,7 ± 0,2

Pacientes com hipoglicemia grave (n, %)**

11 (6%)

9 (9%)

Cetoacidose diabética (n, %)

10 (5%)

2 (2%)

Peso corporal inicial (Kg)*

50,6 ± 19,6

48,7 ± 15,8

Variação de peso inicial (Kg)*

2,4 ± 2,6

* Valores são a média ± DP.
** Hipoglicemia grave se refere a hipoglicemia associada com sintomas do sistema nervosa central e que requerem a intervenção de outra pessoa ou hospitalização.

Um estudo de segurança e eficácia, aberto e randomizado6 comparou Insulina Asparte (n = 157) versus insulina humana regular (n =165) em 322 mulheres grávidas com diabetes tipo 1. Dois terços das pacientes incluídas já estavam grávidas quando entraram no estudo. A taxa de malformações congênitas foi de 5,7% com Insulina Asparte versus 7,3% com insulina humana. A diferença não foi estatisticamente significativa. 80% das pacientes em ambos os grupos alcançou HbA1c média abaixo de 6,5% durante a gravidez, e não houve diferença significativa na incidência de hipoglicemia materna.

A Insulina Asparte reduz de maneira eficiente a glicemia e as excursões glicêmicas com menos eventos hipoglicêmicos noturnos. Estudos clínicos controlados foram conduzidos em aproximadamente 2.000 pacientes, comparando Insulina Asparte (Insulina Asparte) com insulina humana. A terapia intensificada com Insulina Asparte resultou em um controle metabólico superior quando comparado à insulina humana em portador de diabetes tipo 1, quando avaliada a HbA1c após 6 meses de tratamento.

Referências Bibliográficas

1. Estudo: ANA/DCD/035 de segurança e eficácia com seis meses de duração, multicêntrico, multinacional, randomizado, paralelo, aberto, comparando a insulina humana análoga X14 (insulina asparte) com a insulina humana regular como insulina prandial em regime de múltiplas injeções em pacientes com diabetes tipo 1.
2. Estudo: ANA/DCD/036 de segurança e eficácia com seis meses de duração, multicêntrico, randomizado, paralelo, aberto, comparando a insulina humana análoga X14 (insulina asparte) e insulina humana regular, com a insulina humana como insulina prandial em regime de múltiplas injeções em pacientes com diabetes tipo 1.
3. Estudo: ANA/DCD/037 de segurança e eficácia com seis meses de duração, multicêntrico, randomizado, paralelo, aberto, comparando a insulina humana análoga X14 (insulina asparte) e a insulina humana regular, com a insulina humana como insulina prandial em regime de múltiplas injeções em pacientes com diabetes tipo 2.
4. Estudo: ANA-2126 Terapia basal/ bolus com insulina asparte (NovoRapid ® ) versus insulina humana regular (Novolin ® R) ou insulina lispro (Humalog ® ) em combinação com a NPH: estudo aberto, randomizado, grupos paralelos, multicêntrico em crianças e adolescentes com diabetes tipo 1.
5. Estudo: ANA-1415 Terapia com insulina asparte prandial versus terapia com insulina humana prandial em crianças de 2 a 6 anos de idade com diabetes tipo 1. Estudo de segurança e eficácia randomizado, multicêntrico, aberto e cruzado.
6. Estudo: ANA-1474 de segurança e a eficácia randomizado, grupos paralelos, aberto, multinacional comparando a insulina asparte (NovoRapid ® ) com a insulina humana (Novolin ® R), usado em regime de injeções múltiplas, no tratamento de diabetes tipo 1 em gestantes, focando nos resultados de hipoglicemia materna e na gravidez.

Características Farmacológicas

Insulina Asparte apresenta um início de ação mais rápido comparado à insulina humana regular, juntamente com uma concentração de glicose reduzida, como avaliado dentro das primeiras quatro horas após uma refeição. Insulina Asparte tem uma menor duração de ação comparado à insulina humana regular após injeção subcutânea.

Quando Insulina Asparte é injetado subcutaneamente, o início de ação ocorre de 10 a 20 minutos da injeção. O efeito máximo é exercido entre 1 e 3 horas após a injeção. A duração de ação é de 3 a 5 horas.

A Insulina Asparte é equipotente à insulina humana regular em base molar.

Estudos clínicos com pacientes com diabetes Tipo 1 demonstraram uma glicemia pós-prandial inferior com Insulina Asparte quando comparado com insulina humana regular. Em dois estudos abertos de longa duração com pacientes com diabetes Tipo 1, compreendendo 1070 e 884 pacientes, respectivamente, Insulina Asparte reduziu a hemoglobina glicada em 0,12 pontos percentuais [95% I.C. 0,03;0,22] e 0,15 pontos percentuais [95% I.C. 0,05;0,26] quando comparado à insulina humana regular;a uma diferença de limitada significância clinica.

Um estudo farmacocinético/farmacodinâmico duplo-cego cruzado, randomizado comparando Insulina Asparte com insulina humana regular foi realizado com pacientes idosos com diabetes tipo 2 (19 pacientes com idade de 65 a 83 anos, idade média 70 anos). As diferenças relativas nas propriedades farmacodinâmicas (GIR max ,AUCGIR, 0-120 min) entre Insulina Asparte e insulina humana regular em idosos foram similares àquelas observadas em voluntários sadios e em pacientes mais jovens com diabetes.

Quando administrado em crianças, Insulina Asparte demonstrou controle similar da glicose a longo prazo quando comparado à insulina humana regular. Um estudo clínico comparando insulina humana regular pré-prandial com Insulina Asparte pós-prandial foi realizado com crianças pequenas (26 pacientes com idade de 2 a 6 anos) e um estudo farmacocinético/farmacodinâmico de dose única foi realizado em crianças (6-12 anos) e adolescentes (13-17 anos). O perfil farmacodinâmico da Insulina Asparte nas crianças foi similar ao observado em adultos.

Estudos clínicos em pacientes com diabetes Tipo 1 demonstraram um risco reduzido de hipoglicemia noturna com Insulina Asparte quando comparado com insulina humana regular. O risco de hipoglicemia durante o dia não foi significativamente aumentado.

Um estudo clínico comparando a segurança e eficácia da Insulina Asparte versus insulina humana regular no tratamento de mulheres grávidas com diabetes Tipo 1 (322 grávidas expostas (Insulina Asparte: 157; insulina humana regular: 165)) não indicou nenhum efeito adverso da Insulina Asparte na gravidez ou na saúde do feto/recém-nascido. Adicionalmente, os dados de um estudo clínico incluindo 27 mulheres com diabetes gestacional, randomizadas para tratamento com Insulina Asparte versus insulina humana (Insulina Asparte: 14; insulina humana regular: 13) demonstraram perfis de segurança similares entre os tratamentos assim como aumento significativo no controle da glicemia pós-prandial no grupo tratado com Insulina Asparte.

Na molécula de Insulina Asparte, a substituição do aminoácido prolina pelo ácido aspártico na posição B28 reduz a tendência à formação de hexâmeros, conforme observado com a insulina humana regular. Insulina Asparte é, portanto, mais rapidamente absorvido da camada subcutânea em comparação à insulina humana regular.

O tempo para atingir a concentração máxima é, em média, metade daquele para a insulina humana regular. Uma concentração plasmática máxima média de 492 pmol/L foi atingida em 40 minutos após uma dose subcutânea de 0,15 U/Kg de peso corporal em pacientes com diabetes tipo 1. As concentrações de insulina retornam ao nível basal em aproximadamente 4 a 6 horas após a aplicação.

A taxa de absorção foi relativamente mais lenta em portadores de diabetes tipo 2, resultando em uma C max menor (352 ± 240 pmol/L) e um t max mais tardio (60 minutos). A variabilidade intraindividual no tempo para a concentração máxima é significativamente menor para Insulina Asparte do que para a insulina humana regular, enquanto a variabilidade intraindividual no C max para Insulina Asparte é maior.

As propriedades farmacocinéticas e farmacodinâmicas de Insulina Asparte foram investigadas em crianças (6-12 anos) e adolescentes (13-17 anos) com diabetes Tipo 1. A Insulina Asparte foi rapidamente absorvida em ambos os grupos de idade, com t max similares aos dos adultos. Entretanto, a C max diferiu entre os grupos de idade, enfatizando a importância da titulação individual de Insulina Asparte.

As diferenças relativas nas propriedades farmacocinéticas entre Insulina Asparte e insulina humana regular em pacientes idosos (65-83 anos, idade média 70 anos) com diabetes tipo 2 foram similares àquelas observadas em voluntários sadios e em pacientes mais jovens com diabetes. Uma taxa de absorção diminuída foi observada em idosos, resultando em um t max posterior (82 minutos (faixa interquartil: 60-120)), enquanto o C max foi similar ao observado em pacientes mais jovens com diabetes tipo 2 e levemente menor do que em pacientes com diabetes tipo 1.

Um estudo farmacocinético de dose única de Insulina Asparte foi realizado com 24 voluntários com função hepática variando de normal a severamente alterada. Em pacientes com disfunção hepática a taxa de absorção foi reduzida e mais variável, resultando em t max atrasado de 50 min, aproximadamente, em pacientes com função hepática normal à 85 min em pacientes com disfunção hepática moderada e severa. AUC, C max e CL/F foram similares em pacientes com função hepática reduzida comparado com pacientes com função hepática normal.

Um estudo farmacocinético de dose única de Insulina Asparte foi realizado com 18 voluntários com função renal variando de normal a severamente alterada. Nenhum efeito aparente dos valores de clearance da creatinina na AUC, CL/F e C max de Insulina Asparte foi encontrado. Os dados foram limitados em pacientes com disfunção renal moderada e severa. Pacientes com disfunção renal que necessitam de tratamento com diálise não foram investigados.

Dados não clínicos não revelam perigo especial para humanos, tendo como base os estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e toxicidade para reprodução. Em testes in vitro, incluindo a ligação aos receptores de insulina e de IGF-1 e efeitos no crescimento celular, a Insulina Asparte se comportou de maneira extremamente similar à insulina humana. Estudos também demonstraram que a dissociação da ligação com o receptor de insulina da Insulina Asparte é equivalente à da insulina humana.

Insulina Asparte: Interacao com alimentos

O álcool pode intensificar ou reduzir o efeito hipoglicêmico da insulina.

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Fonte: Bula do Profissional do Medicamento NovoRapid ® FlexPen ® , NovoRapid ® e NovoRapid ® Penfill ® .

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