GriseofulvinaBula do Princípio Ativo

Griseofulvina - Para que serve?

Griseofulvina é indicado para o tratamento de infecções micóticas (tinhas) da pele, couro cabeludo, pés ( pé de atleta ) e unhas (onicomicose), onde a terapia tópica é considerada imprópria ou falha.

Griseofulvina é efetivo no tratamento dermatofitose causadas por Microsporum canis , Tricofiton rubrum , Tricofiton verrucosum e Epidermofiton ssp.

Griseofulvina: Contraindicação de uso

Hipersensibilidade à griseofulvina ou aos demais componentes da fórmula.

Griseofulvina é contraindicado para pacientes com porfiria estabelecida, insuficiência hepatocelular ou lúpus eritematoso e patologias associadas.

Griseofulvina é contraindicado durante a gravidez e a lactação.

Categoria de risco na gravidez: X.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.

Griseofulvina: Posologia e como usar

Os comprimidos de Griseofulvina devem ser administrados por via oral após as refeições.

Posologia do Griseofulvina

A dose usual é de 500 mg diários em dose única ou fracionada, após as refeições. Em condições graves, até o dobro desta quantidade pode ser administrada, reduzindo-se ao nível mais baixo quando ocorrer resposta clínica.

A dose diária é de 10 mg de griseofulvina por quilograma de peso corpóreo, em dose única ou fracionada, após as refeições.

O tempo de duração do tratamento depende do tipo de infecção e do tempo necessário para a substituição normal dos tecidos infectados. Até doze meses podem ser necessários para infecções recalcitrantes.

Para a completa erradicação da infecção, o tratamento com Griseofulvina deve ser combinado com medidas gerais de cuidados e higiene, com especial atenção aos locais de infecção.

O uso associado de antimicóticos tópicos pode auxiliar a remoção de fungos.

Griseofulvina - Reações Adversas

Griseofulvina geralmente é bem tolerado. Reações de urticária e erupções cutâneas foram notadas em alguns casos. Tem havido queixas ocasionais de cefaleia e desconforto gástrico os quais, na maioria dos casos, regrediram durante o tratamento. Casos de tontura , fadiga , granulocitopenia e leucopenia também foram relatados.

A ocorrência de fotossensibilidade associada ao tratamento com griseofulvina foi registrada. Houve também raros relatos de precipitação de lúpus eritematoso e condições associadas, eritema multiforme, necrólise tóxica epidermal e condições relacionadas, neuropatia periférica, confusão com comprometimento da coordenação e candidíase oral.

Griseofulvina pode raramente causar colestase, aumento das enzimas hepáticas e hepatite .

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Griseofulvina: Interações medicamentosas

Griseofulvina pode diminuir a resposta aos anticoagulantes cumarínicos administrados concomitantemente. Medicamentos indutores de enzimas hepáticas, tais como os barbituratos, podem reduzir a eficácia do tratamento com Griseofulvina.

Barbitúricos podem reduzir a efetividade do tratamento com Griseofulvina ao interferir sua absorção gastrointestinal.

Sangramento fora do período menstrual, amenorreia e falha na terapia contraceptiva foram relatados em pacientes que tomavam griseofulvina e esteroides contraceptivos orais .

É aconselhável considerar o uso adicional de precauções contraceptivas durante o tratamento com Griseofulvina e também por um período de um mês após o término do mesmo.

Os pacientes devem ser avisados de que houve relatos de aumento dos efeitos do álcool pela griseofulvina.

A griseofulvina pode elevar falsamente os níveis urinários do ácido vanililmandélico (VMA).

Griseofulvina: Precauções

A griseofulvina pode induzir aneuploidia e atraso na meiose de oócitos em camundongo. Esses efeitos foram demonstrados 17 horas após a administração oral de altas doses de griseofulvina. A administração de altas doses de griseofulvina em ratas prenhas foi associada à fetotoxicidade e deformidades na cauda.

Tem sido reportado que a administração a longo prazo de altas doses de griseofulvina com alimentos induz hepatomas em camundongos e tumores na tireoide em ratos mas não em hamsters. Os efeitos em camundongos pode estar associado a efeitos específicos da espécie no metabolismo de porfirina.

Esta possível desruptura pela griseofulvina pode estar associada à anormal segregação da divisão celular.

Estudos de genotoxicidade in vitro e in vivo tem demonstrado que a griseofulvina causa aberrações cromossômicas estrutural e numericamente, incluindo aneuploidia

A griseofulvina é capaz de produzir aneuploidia (segregação anormal dos cromossomos após a divisão celular) em células de mamíferos expostas in vitro e in vivo ao medicamento. A griseofulvina pode danificar as células do esperma e desta forma, quando o homem fizer uso de Griseofulvina ele deve evitar a concepção durante o tratamento ou dentro de seis meses após o término do mesmo.

Não há evidências da segurança da griseofulvina na gravidez. A administração de altas doses deste fármaco em ratas prenhas foi associada à fetotoxicidade e deformidades na cauda. Alguns casos de anormalidades fetais humanas foram observados. Portanto, mulheres não devem engravidar durante o tratamento ou no período de um mês após o término do mesmo. Se ocorrer gestação, deve-se procurar um aconselhamento genético.

Relatou-se que a administração de altas doses de griseofulvina na alimentação a longo prazo induziu o aparecimento de hepatomas em camundongos e tumores na tireoide de ratos.O significado clínico destas descobertas para o homem é desconhecido. Em função destes dados, Griseofulvina não deve ser usado profilaticamente.

Griseofulvina é contraindicado na gravidez. Não existem evidências da segurança da griseofulvina na gravidez humana.

Mulheres não devem engravidar durante o tratamento ou no período de um mês após o término do mesmo. Se ocorrer gestação, deve-se procurar um aconselhamento genético.

Não se sabe se a griseofulvina é excretada no leite. A segurança em crianças de mães que estejam amamentando não foi estabelecida.

Para a completa erradicação da infecção, o tratamento com Griseofulvina deve ser feito em conjunto com medidas de higiene pessoais, com atenção especial aos reservatórios (locais) de infecção.

Em alguns pacientes Griseofulvina pode afetar a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas. Ocorreram relatos ocasionais de tontura, confusão mental com comprometimento da coordenação motora e o aumento dos efeitos do álcool.

Griseofulvina: Ação da substância no organismo

Resultados de Eficácia

O estudo original por Blank e Roth (1959), embora de desenho aberto com número reduzido de pacientes, demonstrou que a griseofulvina é capaz de induzir uma taxa de resposta de 80% em dermafitoses. Tinea corpori, T. pedis e T. capitis foram removidas e houve melhora dentro de três semanas. Onicomicose requer três a quatro meses para melhora e houve taxa de relapso de 30%. (Blank H, Roth FJ (1959) The treatment of dermatomycoses with orally administered griseofulvin; Archives of Dermatology 79: 259-266)

Características Farmacológicas

A griseofulvina inibe a mitose da célula fúngica através do rompimento da estrutura do fuso mitótico impedindo a metáfase da divisão celular. A griseofulvina é depositada em graus variantes nas células precursoras da queratina da pele, cabelos e unhas tornando a queratina resistente à invasão fúngica.

Quando a queratina infectada é liberada, ela é substituída por tecido saudável.

Griseofulvina não é efetivo em infecções causadas por Candida albicans (monilia), Aspergilli, Malassezia furfur ( Pitiríase versicolor ) e Nocardia sp.

Após a administração oral, a griseofulvina é absorvida principalmente no duodeno. Os picos de concentração plasmática do fármaco (aproximadamente 1-2 μg/mL) ocorrem aproximadamente quatro horas após sua administração. Concentrações de aproximadamente 12-25 μg/g são mantidas na pele durante administração a longo prazo, enquanto os níveis séricos permanecem em níveis de 1-2 μg/mL.

Quando o medicamento é descontinuado, ele não é detectável na pele após dois dias e no plasma, após quatro dias. A griseofulvina apresenta uma meia-vida de eliminação de 9-24 horas e é metabolizada no fígado . O principal metabólito é a 6-dimetil-griseofulvina que é microbiologicamente inativa. Os metabólitos são excretados principalmente nas fezes. A griseofulvina é também excretada no suor.

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