GlucagonBula do Princípio Ativo

Glucagon - Para que serve?

Glucagon é indicado no tratamento de reações hipoglicêmicas graves que podem ocorrer em crianças e adultos portadores de diabetes mellitus tratados com insulina.

Glucagon: Contraindicação de uso

Glucagon: Posologia e como usar

Administrar por injeção subcutânea ou intramuscular. O paciente normalmente responderá ao tratamento dentro de 10 minutos. Quando o paciente recuperar a consciência, administrar carboidratos por via oral, para restaurar os níveis de glicogênio no fígado e prevenir a reincidência da hipoglicemia . Se o paciente não responder ao tratamento dentro de 10 minutos, deve-se administrar glicose intravenosa.

O frasco-ampola contém uma tampa plástica protetora, colorida, à prova de violações. Para reconstituir o produto, a tampa plástica deverá ser removida.

Posologia do Glucagon

Administrar 1 mg.

Administrar 1 mg (crianças acima de 25 kg ou acima de 6-8 anos) ou 0,5 mg (crianças abaixo de 25 kg ou abaixo de 6-8 anos).

Glucagon pode ser usado no tratamento de hipoglicemia aguda em crianças e adolescentes.

Glucagon pode ser usado em pacientes idosos.

Glucagon pode ser usado em pacientes com insuficiência renal ou hepática.

Glucagon - Reações Adversas

As reações adversas graves são muito raras. Náusea, vômito e dor abdominal podem ocorrer ocasionalmente. Reações de hipersensibilidade, incluindo reação anafilática, foram relatadas como muito raras (menos de 1 caso por 10.00 pacientes).

As frequências dos eventos adversos considerados relacionados ao tratamento com Glucagon durante os estudos clínicos e/ou monitoramento pós-comercialização estão demonstradas abaixo. Eventos adversos que não foram observados nos estudos clínicos, mas que foram relatados espontaneamente, estão apresentados como reação muito rara (<1/10.000). Entretanto, experiência póscomercialização está sujeita a subnotificação e esta taxa de relato deve ser interpretada.

Sistema ou órgão

Reações adversas

Distúrbios do sistema imune

Reações de hipersensibilidade, incluindo reação/choque anafilático.

Distúrbios gastrintestinais

Comum ≥ 1/100 a <1/10

Náusea

Incomum ≥ 1/1.000 a < 1/100

Vômito

Rara ≥ 1/10.000 a < 1/1.000

Dor abdominal

Com base nos dados de estudos clínicos e experiência pós-comercialização, espera-se que a frequência e a gravidade das reações adversas observadas na população pediátrica sejam iguais as de adultos.

Com base nos dados de estudos clínicos e experiência pós-comercialização, espera-se que a frequência e a gravidade das reações adversas observadas em idosos ou pacientes com insuficiência renal ou hepática sejam iguais as da população geral.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificação de Eventos Adversos a Medicamentos - Vigimed, disponível em http://portal.anvisa.gov.br/vigimed, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Glucagon: Superdose

Em caso de superdose com glucagon, o paciente pode apresentar náusea e vômito. Devido ao seu pequeno tempo de meia vida, os sintomas serão temporários.

Em caso de doses substancialmente acima da faixa aprovada, o nível de potássio sérico pode diminuir, devendo ser monitorado e corrigido, se necessário.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Glucagon: Interações medicamentosas

Reação antagônica ao Glucagon.

Glucagon pode perder sua capacidade em aumentar a glicose sanguínea ou, paradoxalmente, pode até mesmo causar hipoglicemia.

Glucagon pode aumentar o efeito anticoagulante da varfarina.

Pacientes em uso de beta-bloqueadores podem esperar um aumento nos batimentos cardíacos e na pressão sanguínea.

Esse aumento será temporário devido a meia-vida curta do Glucagon. O aumento da pressão sanguínea e no ritmo dos batimentos cardíacos pode necessitar de terapia em pacientes com doença coronariana arterial.

Não são conhecidas interações entre Glucagon e outros medicamentos quando Glucagon é utilizado na indicação aprovada.

Glucagon: Precauções

Devido a instabilidade do Glucagon em solução, ele deve ser usado imediatamente após a reconstituição e não deve ser administrado por infusão intravenosa.

A borracha interna da tampa da seringa contém látex de borracha natural o qual pode causar reações alérgicas em indivíduos sensíveis ao látex.

Para prevenir a reincidência da hipoglicemia, carboidratos orais devem ser ingeridos pelo paciente para reestabelecer o nível de glicogênio do fígado, após a resposta ao tratamento.

O Glucagon não agirá adequadamente em pacientes cujo glicogênio hepático esteja esgotado. Por esta razão, o Glucagon tem pouco ou nenhum efeito quando o paciente estiver em jejum prolongado, ou se apresentar baixos níveis de adrenalina, hipoglicemia crônica ou hipoglicemia causada pela ingestão excessiva de álcool.

O Glucagon, ao contrário da adrenalina, não tem qualquer efeito sobre a fosforilase muscular e, portanto, não auxilia na transferência de carboidratos a partir do glicogênio presente no musculo esquelético.

O Glucagon age de forma antagônica à insulina, portanto, deve-se ter cuidado se Glucagon for utilizado em pacientes com insulinoma ou Glucagonoma.

O Glucagon estimula a liberação de catecolaminas. Na presença de feocromocitoma, o Glucagon pode fazer com que o tumor libere grandes quantidades de cetocolamina, que irá causar uma reação de hipersensibilidade aguda.

O médico deve orientar sobre qualquer cuidado adicional necessário para pacientes idosos.

Após um evento de hipoglicemia, a habilidade de concentração e reação do paciente pode estar prejudicada. O paciente não deve dirigir ou operar máquinas após um evento de hipoglicemia.

Não existem incompatibilidades conhecidas para o Glucagon.

O Glucagon não atravessa a placenta humana. O uso de Glucagon por mulheres grávidas com diabetes tem sido relatado e nenhum risco foi constatado quanto à gravidez e à saúde do bebê ou recém-nascido. Portanto, Glucagon pode ser usado por mulheres grávidas.

Categoria “A” de risco na gravidez.

Este medicamento pode ser utilizado durante a gravidez desde que sob prescrição médica ou do cirurgião-dentista.

O Glucagon é eliminado da corrente sanguínea rapidamente, principalmente pelo fígado (T1/2 = 3-6 minutos). Portanto, é esperado que a quantidade excretada no leite durante amamentação após o tratamento de reações hipoglicêmicas graves seja extremamente baixa. Como o Glucagon é degradado no trato digestivo e não pode ser absorvido na forma intacta, não exercerá qualquer efeito metabólico no bebê. Glucagon pode ser usado durante a lactação.

Estudos de reprodução em animais não foram conduzidos com Glucagon . Estudos em ratos demonstraram que o Glucagon não influência na fertilidade.

Glucagon: Ação da substância no organismo

Resultados de Eficácia

Glucagon contém Glucagon, um agente hiperglicemiante que mobiliza o glicogênio hepático para liberação na corrente sanguínea como glicose. A substância ativa presente em Glucagon é um polipeptídio idêntico ao Glucagon humano natural, processado por engenharia genética, isolado e purificado.

Em diversos estudos, foi comprovado que pequenas doses de Glucagon são de grande utilidade para o gerenciamento das hipoglicemias graves em pacientes com diabetes tipo 1 e tipo 2.

O Glucagon é muito utilizado na emergência, pois sua eficácia está ligada à sua ação farmacológica restaurando a glicemia através de mecanismos fisiológicos.

Em resposta aos baixos níveis de glicose circulante, Glucagon é secretado dentro da veia porta pelas células-α das ilhotas pancreáticas. O principal local de ação do Glucagon é o fígado. Glucagon liga-se aos receptores específicos de Glucagon (GCGRs) na membrana plasmática dos hepatócitos, iniciando eventos de alerta para produção de cAMP intracelular que indica a produção de glicose, a qual é liberada no fluxo sanguíneo. O Glucagon age de modo rápido e transitório com uma meia-vida de minutos no plasma. A administração de Glucagon exógeno aumenta os níveis de glicose sanguínea em animais e humanos, o que é utilizado clinicamente para tratar episódios de hipoglicemia.

Referências Bibliográficas

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Características Farmacológicas

Glucagon é um agente hiperglicemiante que mobiliza o glicogênio hepático, o qual é liberado na corrente sanguínea como glicose.

Quando usado no tratamento de hipoglicemia grave, um efeito na glicose sanguínea é geralmente observado dentro de 10 minutos.

O Glucagon é degradado enzimaticamente no plasma sanguíneo e nos órgãos em que é distribuído. O fígado e os rins são os locais de maior depuração do Glucagon, cada órgão contribuindo com cerca de 30% de toda a taxa da depuração metabólica.

O Glucagon tem uma meia-vida curta no sangue de aproximadamente 3 a 6 minutos. A taxa de depuração metabólica do Glucagon em humanos é de aproximadamente 10 mL/kg/min.

Os dados pré-clínicos existentes não revelam perigo para humanos.

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