Furoato de Fluticasona + Trifenatato de VilanterolBula do Princípio Ativo

Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol - Para que serve?

Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol é indicado para o tratamento sintomático de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) com VEF1 ‹ 70% do normal previsto (pós-broncodilatador) e em pacientes com histórico de exacerbação.

Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol: Contraindicação de uso

Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol é contraindicado em pacientes com alergia grave à proteína do leite ou que tenham demonstrado hipersensibilidade ao furoato de fluticasona, trifenatato de vilanterol ou qualquer excipiente.

Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol: Posologia e como usar

Quando utilizar o inalador Ellipta ® pela primeira vez, não é necessário verificar se esse dispositivo está funcionando corretamente e não é preciso prepará-lo especialmente para uso. Deve-se apenas seguir as instruções, passo a passo, a seguir.

O inalador Ellipta ® é fornecido em uma bandeja selada. Não abra a bandeja até que esteja pronto para inalar uma dose do medicamento.

Quando você estiver pronto para usar o inalador, remova a tampa da bandeja. A bandeja contém um sachê dessecante, cuja função é reduzir a umidade. Deve-se descartar esse dessecante. Não se deve ingerir nem inalar esse material.

Quando o inalador é retirado da bandeja selada, estará na posição “fechado”. Não abra o inalador até que esteja pronto para inalar uma dose do medicamento. Anote a “data de descarte” no rótulo do inalador. A data de descarte é 1 mês após a data de abertura da bandeja. Após essa data o inalador não deverá ser utilizado.

As instruções para o inalador Ellipta ® com 30 doses, a seguir, também se aplicam ao dispositivo com 14 doses.

A tampa do inalador Ellipta ® só deve ser aberta quando estiver pronto para administrar a dose. Se a tampa do inalador Ellipta ® for aberta sem inalar o medicamento, uma dose será perdida. A dose será mantida com segurança no inalador, mas não ficará mais disponível. O dispositivo Ellipta ® não permite administrar uma dose extra do medicamento acidentalmente ou uma dose dupla em uma mesma inalação.

Cada vez que você abrir essa tampa, você prepara uma dose de medicamento.

Esse visor mostra quantas doses de medicamento existem no inalador. Antes do inalador ser usado, ele mostra exatamente 30 doses. É indicada uma contagem regressiva por 1 cada vez que você abre a tampa.

Quando houver menos do que 10 doses, metade do contador aparece em vermelho. Após você ter usado a última dose, metade do contador de doses aparece em vermelho e o número 0 é exibido. Seu inalador agora está vazio. Se você abrir a tampa depois disso, o contador de doses mudará de metade em vermelho para completamente em vermelho.

O paciente poderá não sentir o gosto ou perceber o uso do medicamento, mesmo quando usar o inalador Ellipta ® corretamente.

Caso deseje limpar o bocal, use um pano seco antes de fechar a tampa.

Deslize a tampa para cima o mais distante possível até fechar o bocal.

O paciente deve enxaguar a boca com água sem engolir, depois de usar o inalador Ellipta ® . Isto vai fazer com que o paciente esteja menos propenso a desenvolver candidíase oral como efeito colateral.

Posologia do Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol

Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol é indicado apenas para inalação.

Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol deve ser administrado no mesmo horário do dia, todos os dias.

A decisão final sobre a dose pela manhã ou à noite, deve ser deixada a critério médico.

Se uma dose for esquecida, a próxima dose deve ser administrada no horário normal no dia seguinte. Após a inalação, o paciente deve lavar a boca com água, sem engolir.

Pacientes geralmente apresentaram melhora na função pulmonar dentro de 15 minutos da inalação de Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol . No entanto, o paciente deve ser informado que o uso diário é necessário para manter o controle dos sintomas da asma e que o uso deve ser contínuo mesmo quando estiver assintomático.

Se os sintomas aumentarem no período entre as doses, um beta2 agonista de curta ação deve ser administrado imediatamente para alívio.

Uma dose inicial de Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg deve ser considerada para adultos e adolescentes de 12 anos ou mais que necessitam de uma dose baixa a média de corsticosteroide inalado em combinação com um beta2 agonista de longa ação. Se os pacientes não estiverem adequadamente controlados com Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg, deve-se considerar um aumento da dose para 200/25 mcg, que pode fornecer melhora adicional no controle da asma. Pacientes devem ser regularmente avaliados por um profissional da saúde de forma que a concentração de furoato de fluticasona/trifenatato de vilanterol que eles estejam recebendo permaneça ideal e seja alterada apenas sob orientação médica.

A dose deve ser ajustada para a menor dose na qual o controle efetivo dos sintomas é mantido. Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 200/25 mcg deve ser considerado para adultos e adolescentes de 12 anos ou mais que necessitam de dose elevada de corticosteroides inalatório em combinação com um beta2 agonista de longa ação. A dose máxima recomendada é 200/25 mcg de Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol uma vez ao dia.

Pacientes com asma devem receber a concentração apropriada de furoato de fluticasona de acordo com a gravidade da sua doença.

Prescritores devem estar cientes que em pacientes com asma, 100 mcg de furoato de fluticasona administrada uma vez ao dia é aproximadamente equivalente à 250 mcg de propionato de fluticasona administrado duas vezes ao dia, enquanto 200 mcg de furoato de fluticasona é aproximadamente equivalente à 500 mcg de propionato de fluticasona administrado duas vezes ao dia.

A segurança e eficácia de Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol em crianças menores de 12 anos de idade não foi estabelecida. Nenhum dado está disponível.

Uma inalação de Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg uma vez ao dia.

Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 200/25 mcg não é indicado para pacientes com DPOC. Não há benefício adicional na concentração de 200/25 mcg quando comparada com a de 100/25 mcg e existe um risco potencial aumentado de pneumonia e reações adversas sistêmicas relacionadas ao uso de corticosteroide.

Pacientes normalmente apresentaram melhora na função pulmonar dentro de 16-17 minutos de inalação de Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol .

Não há relevância para o uso de Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol na população pediátrica dada a indicação para DPOC.

Nenhum ajuste de dose é necessário em pacientes com mais de 65 anos.

Nenhum ajuste de dose é necessário para pacientes com comprometimento renal.

Estudos em pacientes com insuficiência hepática leve, moderada e grave apresentou um aumento na exposição sistêmica ao furoato de fluticasona (C máx e ASC).

Deve-se tomar cuidado quanto à dosagem para pacientes com insuficiência hepática, pois eles podem ter mais risco de reações adversas sistêmicas associadas com corticosteroides.

Para pacientes com insuficiência hepática moderada e grave a dose máxima é a de 100/25 mcg.

Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol - Reações Adversas

Foram utilizados dados de extensos estudos clínicos sobre asma ou DPOC para determinar a frequência das reações adversas associadas ao Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol . No programa de desenvolvimento clínico de asma, ao todo 7.034 pacientes foram incluídos em uma avaliação integrada de reações adversas. No programa de desenvolvimento clínico de DPOC, ao todo 6.237 pacientes foram incluídos em uma avaliação integrada de reações adversas.

Os efeitos adversos mais comuns foram cefaleia e nasofaringite. O perfil de segurança foi semelhante em pacientes com asma e DPOC, excetuando-se por pneumonia e fraturas. Durante os estudos clínicos, pneumonia e fraturas foram mais frequentemente observadas em pacientes com DPOC.

Nasofaringite, cefaleia.

Pneumonia*, infecção do trato respiratório superior, bronquite , gripe , candidíase oral e de garganta, dor orofaríngea, sinusite , faringite , rinite , tosse , disfonia, dor abdominal, artralgia, dor nas costas , fraturas**, febre .

Extrassístoles**.

Em dois estudos replicados com um ano de duração em pacientes com DPOC (média VEF1 pós broncodilatador 45% previsto na triagem, desvio padrão (SD) 13%) com histórico de exacerbação no ano anterior (n=3.255), houve uma maior incidência de pneumonia (6%-7%) reportada em pacientes que receberam a combinação furoato de fluticasona (nas concentrações de 50, 100 e 200 mcg)/vilanterol 25 mcg do que em pacientes que receberam vilanterol 25 mcg em monoterapia (3%). Pneumonia com necessidade de hospitalização ocorreu em 3% dos pacientes que receberam furoato de fluticasona/vilanterol (todas as concentrações) e em <1% dos pacientes que receberam vilanterol. Nestes estudos, nove casos fatais de pneumonia foram reportados. Destes, sete foram reportados durante o tratamento com furoato de fluticasona/vilanterol 100/25 mcg, um durante o tratamento com furoato de fluticasona/vilanterol 100/25 mcg e um após o tratamento com vilanterol em monoterapia.

No SUMMIT, estudo multicêntrico, randomizado (HZC113782), 16.568 indivíduos receberam Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25mcg, furoato de fluticasona 100 mcg, vilanterol 25mcg, ou placebo, em média por 1,7 anos. Os indivíduos tinham DPOC moderada (média VEF1 pósbroncodilatador 60% previsto na triagem, SD 6%) e um histórico ou um risco aumentado de doença cardiovascular .

Eventos observados durante o tratamento

Número de indivíduos (%) [Taxa de eventos por 1000 Anos de Tratamento]

Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol

100/25 mcg

N=4,140

Furoato de fluticasona

100 mcg

N=4,157

Vilanterol

25 mcg

N=4,140

Placebo

N=4,131

Pneumonia

237 (6)

[39.5]

228 (5)

[42.4]

163 (4)

[27.7]

214 (5)

[38.4]

Pneumonia grave

140 (3)

[22.4]

146 (4)

[25.1]

104 (3)

[16.4]

127 (3)

[22.2]

Morte por pneumonia adjudicada

13 (<1)

[1.8]

10 (<1)

[1.5]

6 (<1)

[0.9]

9 (<1)

[1.4]

Em uma análise integrada de 11 estudos em pacientes com asma (7.034), a incidência de pneumonia (ajustada por exposição, devido ao baixo e limitado número de pacientes no grupo placebo) observada com furoato de fluticasona/vilanterol na concentração de 100/25 mcg (9,6/1000 pacientes ano) foi similar ao placebo (8.0/1000 pacientes ano). Houve uma incidência maior de pneumonia na concentração de 200/25 mcg (18,4/1000 pacientes ano) em comparação com a concentração de 100/25 mcg. Alguns dos eventos de pneumonia levaram à hospitalização com ambas as concentrações e não foram observadas diferenças na incidência de eventos graves entre as duas concentrações.

Eventos observados durante o tratamento

Número de indivíduos (%) [Taxa de eventos por 1000 Anos de Tratamento]

FF/VI 100/25

N=4,140

FF 100

N=4,157

VI 25

N=4,140

Placebo

N=4,131

Cardiovascular

735 (18)

[163]

699 (17)

[157]

707 (17)

[157]

695 (17)

[164]

Cardiovascular grave

350 (8)

[64.5]

320 (8)

[58.1]

337 (8)

[59.2]

318 (8)

[63.2]

Morte cardiovascular adjudicada

82 (2)

[11.7]

80 (2)

[11.6]

90 (2)

[12.9]

86 (2)

[13.0]

FF = furoato de fluticasona; VI - vilanterol.

Em dois estudos de 12 meses, em um total de 3.255 pacientes com DPOC, a incidência de fraturas ósseas em geral foi baixa em todos os grupos de tratamento, com maior incidência em todos os grupos do Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol (2%) comparado com o grupo trifenatato de vilanterol 25 mcg (< 1%). Embora houvesse mais fraturas nos grupos Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol em comparação com o grupo trifenatato de vilanterol 25 mcg, fraturas associadas geralmente com o uso de corticosteroides (por exemplo: compressão medular/fratura coluna, quadril e acetabular) ocorreram em < 1% dos grupos tratados com Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol e trifenatato de vilanterol.

Eventos observados durante o tratamento

Número de indivíduos (%) [Taxa de evento por 1000 Anos de Tratamento]

FF/VI 100/25

N=4,140

FF 100

N=4,157

VI 25

N=4,140

Placebo

N=4,131

Todas as fraturas

82 (2)

[13.6]

66 (2)

[12.8]

74 (2)

[13.2]

69 (2)

[11.5]

Fraturas comumente associadas ao uso de corticosteroide inalatório

23 (<1)

[3.4]

24 (<1)

[3.9]

17 (<1)

[2.4]

13 (<1)

[2.1]

FF = furoato de fluticasona; VI - vilanterol.

Em uma análise integrada de 11 estudos sobre asma (7.034 pacientes), a incidência de fraturas foi < 1% e geralmente associada com trauma.

Espasmos musculares.

Hiperglicemia .

Reações de hipersensibilidade, incluindo anafilaxia , angioedema , rash e urticaria; palpitações e taquicardia; ansiedade , tremor; broncoespasmo paradoxal.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em portal.anvisa.gov.br/notivisa, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol: Interações medicamentosas

Interações medicamentosas clinicamente significativas, causadas por furoato de fluticasona ou trifenatato de vilanterol em doses clínicas, são consideradas improváveis devido às baixas concentrações plasmáticas atingidas após a inalação.

Os bloqueadores beta-adrenérgicos podem enfraquecer ou antagonizar o efeito dos agonistas beta2-adrenérgicos. O uso simultâneo de betabloqueadores não-seletivos e seletivos deve ser evitado, a menos que haja real necessidade para a sua utilização.

O Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol são rapidamente eliminados por metabolismo extenso de primeira passagem, obtido pela enzima hepática CYP3A4.

Deve-se tomar cuidado quando coadministrar com fortes inibidores CYP3A4 (por exemplo, cetoconazol , ritonavir ), pois há a possibilidade de aumento da exposição sistêmica tanto ao furoato de fluticasona quanto ao vilanterol, o que poderia levar a um aumento no potencial de reações adversas. Um estudo de interação medicamentosa com repetição de dose CYP3A4 foi realizado em indivíduos saudáveis, com a combinação de furoato de fluticasona/vilanterol (200/25) e cetoconazol (400 mg), um forte inibidor da CYP3A4. A coadministração aumentou a ASC média (0-24) e C máx 36% e 33%, respectivamente. O aumento na exposição ao furoato de fluticasona foi associado a uma redução de 27% na concentração média ponderada de cortisol no soro de 0-24h. A coadministração aumentou a ASC(0-t) média e o C máx do trifenatato de vilanterol 65% e 22%, respectivamente. O aumento da exposição ao trifenatato de vilanterol não foi associado com um aumento nos efeitos sistêmicos relacionados à beta-agonistas na frequência cardíaca, potássio no sangue ou intervalo QTcF.

O Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol são substratos da glicoproteína-P (P-gp). Um estudo de farmacologia clínica em indivíduos saudáveis com trifenatato de vilanterol coadministrado com forte P-gp e verapamil inibidor moderado da CYP3A4 não indicou qualquer efeito significativo sobre a farmacocinética do vilanterol. Estudos de farmacologia clínica com um inibidor específico da P-gp e furoato de fluticasona não foram realizados.

A administração concomitante de outros medicamentos simpaticomiméticos (isoladamente ou como parte da terapia de associação) pode potencializar as reações adversas do furoato de fluticasona/vilanterol. Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol não deve ser usado em associação com outros beta2-adrenérgicos de longa ação.

Estudos de interação foram realizados apenas em adultos.

Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol: Precauções

Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol não deve ser usado para tratar sintomas de asma aguda ou uma exacerbação aguda de DPOC, para as quais é necessário um broncodilatador de ação rápida. Aumentar o uso de broncodilatadores de ação rápida para aliviar sintomas indica deterioração do controle e os pacientes devem ser examinados por um médico.

Pacientes não devem interromper a terapia com o Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol em asma ou DPOC, sem supervisão de um médico uma vez que os sintomas podem reaparecer após a interrupção.

Eventos adversos relacionados à asma e exacerbações podem ocorrer durante o tratamento com o Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol . Os pacientes devem ser orientados a continuar o tratamento, mas devem procurar um médico se os sintomas de asma permanecerem não controlados ou piorarem após o início do tratamento com Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol .

Pode ocorrer broncoespasmo paradoxal, com aumento imediato no chiado após a dose. Este sintoma deve ser tratado imediatamente com a inalação de um broncodilatador de ação rápida. Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol deve ser interrompido imediatamente, o paciente avaliado e aplicado tratamento alternativo se necessário.

Efeitos cardiovasculares, tais como arritmias cardíacas, por exemplo, taquicardia supraventricular e extrassístoles podem ser desencadeados com medicamentos simpatomiméticos, como o Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol . Em um estudo controlado por placebo em indivíduos com histórico ou com risco aumentado de doenças cardiovasculares, não houve aumento do risco de eventos cardiovasculares, eventos cardiovasculares graves ou morte cardiovascular adjudicada em pacientes recebendo Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol em comparação com placebo. No entanto, o Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol deve ser usado com cautela em pacientes com doença cardiovascular grave.

Para pacientes com insuficiência hepática moderada a grave, a dose 100/25 mcg deve ser utilizada e os pacientes devem ser monitorizados quando a reações adversas sistêmicas relacionadas com corticosteroides.

Efeitos sistêmicos podem ocorrer com quaisquer corticosteroides inalatório, particularmente em altas doses prescritas por longos períodos. Os efeitos são menos prováveis de ocorrer do que no caso de corticoides orais. Possíveis efeitos sistêmicos incluem a Síndrome de Cushing , supressão do eixo HPA, diminuição da densidade mineral óssea, retardo de crescimento em crianças e adolescentes, catarata , glaucoma e coriorretinopatia central serosa (CSCR), e mais raramente uma série de efeitos psicológicos ou comportamentais, incluindo hiperatividade psicomotora, distúrbios do sono, ansiedade, depressão ou agressividade (principalmente em crianças). Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol deve ser administrado com cautela em pacientes com tuberculose pulmonar ou em pacientes com infecções crônicas ou não tratadas.

Houve relatos de aumentos dos níveis de glicose no sangue e isso deve ser considerado quando se prescrever aos pacientes com fatores de risco ou histórico de diabetes mellitus .

Observou-se aumento de pneumonia em pacientes com DPOC recebendo Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol . Também houve aumento da incidência de pneumonia resultando em hospitalização. Em alguns casos esses eventos de pneumonia foram fatais. Os médicos devem permanecer vigilantes para o possível desenvolvimento de pneumonia em pacientes com DPOC, pois as características clínicas de tais infecções se sobrepõem aos sintomas de exacerbações da DPOC. Fatores de risco para pneumonia em pacientes com DPOC recebendo Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol incluem tabagismo , pacientes com histórico de pneumonia anterior, pacientes com IMC < 25 kg/m 2 e pacientes com VEF1 < 50% do previsto (volume expiratório forçado no primeiro segundo). Estes fatores devem ser considerados quando furoato de fluticasona/ trifenatato de vilanterol é prescrito e o tratamento deve ser reavaliado se ocorrer pneumonia. Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 200/25 mcg não é indicado para pacientes com DPOC. Não há nenhum benefício adicional da dose de 200/25 mcg em comparação com a dose de 100/25 mcg e existe um potencial aumento de risco de reações adversas relacionadas com corticosteroides sistêmicos.

Os pacientes com asma utilizando furoato de fluticasona/ trifenatato de vilanterol 200/25 mcg podem apresentar um risco maior de pneumonia em comparação com os que recebem furoato de fluticasona/ trifenatato de vilanterol 100/25 ou placebo. Nenhum fator de risco foi identificado.

Pacientes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de lactase ou má absorção de glicose-galacotose não devem tomar este medicamento.

O furoato de fluticasona ou vilanterol não tem ou tem influência insignificante sobre a capacidade de dirigir e utilizar máquinas.

Não há dados de fertilidade em humanos. Estudos em animais não indicaram efeito do trifenatato de vilanterol ou do furoato de fluticasona sobre a fertilidade.

Há informações limitadas sobre a excreção de furoato de fluticasona ou trifenatato de vilanterol e/ou seus metabólitos no leite humano.

Entretanto, outros corticosteroides e beta2-agonistas são detectados no leite humano. Um risco para recém-nascidos em aleitamento não pode ser excluído.

Deve-se tomar uma decisão quanto a descontinuar a amamentação ou descontinuar a terapia com Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol , considerando o benefício da amamentação para a criança e o benefício do tratamento para a mulher.

Estudos em animais demonstraram toxicidade reprodutiva em exposições que não são clinicamente significativas. Não existem ou existem dados limitados sobre a utilização de Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol em mulheres grávidas.

A administração de Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol para mulheres grávidas deve ser considerada apenas se o benefício esperado para a mãe for maior do que qualquer possível risco para o feto.

Categoria C de risco na gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Este medicamento contém lactose.

Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol: Ação da substância no organismo

Resultados de Eficácia

Três estudos de fase III, randomizados, duplos-cegos (HZA106827, HZA106829 e HZA106837) de diferentes durações avaliaram a segurança e eficácia de Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol em pacientes adultos e adolescentes com asma persistente. Todos os indivíduos estavam usando um CI (corticoide inalatório) com ou sem beta2 agonista de longa duração (LABA) por pelo menos 12 semanas antes da visita 1. No HZA106837, todos os pacientes apresentaram pelo menos uma exacerbação que exigiu tratamento com corticosteroides orais no ano que antecedeu a visita 1. HZA106827 com 12 semanas de duração, avaliou a eficácia de Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg [n=201] e FF (furoato de fluticasona) 100 mcg [n=205] comparado com placebo [n=203], todos administrados uma vez ao dia. HZA106829 com 24 semanas de duração, avaliou a eficácia de Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 200/25 mcg [n=197] e FF 200 mcg [n=194] ambos administrados uma vez ao dia comparado com propionato de fluticasona (PF) 500 mcg duas vezes ao dia [n=195].

No HZA106827/HZA106829 os objetivos primários de eficácia foram alteração do VEF1 basal na visita clínica (pré-broncodilatador e pós-dose) ao final do período de tratamento em todos os indivíduos e a média seriada de VEF1 ao longo de 24 horas, pós-dose calculada em um subgrupo de indivíduos no final do período do tratamento. O percentual de períodos de 24 horas livres de resgate durante o tratamento foi um parâmetro de avaliação secundário. Resultados dos objetivos primários e secundários nesses estudos estão descritos na Tabela 1.

Tabela 1 - Resultados dos objetivos de avaliação primários e principais secundários no HZA106827 e HZA106829

Nº do Estudo

HZA106827

Dose de tratamento de FF/VI* (mcg)

FF/V1/100/25 1 x ao dia em comparação com placebo 1 x ao dia

Alterações da linha de base no VEF1 pré-dose. Última observação realizada a termo (LOCF)

Diferença de tratamento valor p (IC de 95%)

172 mL p <0,001 (87.258)

Avaliação da média seriada do VEF1 de 0-24 horas pós-dose

Diferença de tratamento valor p (IC de 95%)

302 mL p <0,001 (178.426)

Alteração do período basal na porcentagem de períodos de 24 horas livre de resgate

Diferença de tratamento valor p (IC de 95%)

19,3% p <0,001 (13,0; 25,6)

Alteração do período basal na porcentagem de períodos de 24 horas livre de sintomas

Diferença de tratamento valor p (IC de 95%)

18,0% p <0,001 (12,0; 23,9)

Alteração do período basal no pico de fluxo expiratório pela manhã

Diferença de tratamento valor p (IC de 95%)

33,3 L/min p <0,001 (26,5; 40,0)

Alteração do período basal no pico de fluxo expiratório à noite

Diferença de tratamento valor p (IC de 95%)

28,2 L/min p <0,001 (21,7; 34,8)

* FF/VI = furoato de fluticasona/vilanterol; PF = propionato de fluticasona.

HZA106837 foi um estudo com tratamentos de duração variável (de um mínimo de 24 semanas para um máximo de 76 semanas com a maioria dos pacientes tratados por pelo menos 52 semanas). No HZA106837, os pacientes foram randomizados para receber Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg [n=1009] ou FF 100 mcg [n=1010] ambos administrados uma vez ao dia. O objetivo primário foi o tempo para a primeira exacerbação grave da asma. Uma exacerbação grave da asma é definida como a piora do quadro de asma exigindo o uso de corticosteroides sistêmicos por pelo menos 3 dias ou internação hospitalar ou visita à emergência. A alteração média do VEF1 pré-dose em relação ao período basal, também foi avaliada como objetivo secundário.

No HZA106837, o risco de apresentar uma exacerbação grave da asma em pacientes recebendo Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg foi reduzido em 20% comparado com a monoterapia de FF 100 mcg (razão de risco 0,795, p=0,036, IC de 95% (0,642; 0,985)). A taxa de exacerbações graves da asma por paciente por ano foi 0,19 no grupo FF 100 mcg (aproximadamente 1 em cada 5 anos) e 0,14 no grupo Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg (aproximadamente 1 a cada 7 anos). A razão da taxa de exacerbação para Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg em comparação com FF 100 mcg foi de 0,755 (IC de 95% 0,603; 0,945). Isto representa uma redução de 25% na taxa de exacerbação grave da asma para os indivíduos tratados com Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg comparado com FF 100 mcg (p=0,014). O efeito broncodilatador de 24 horas de Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol foi mantido ao longo do período de um ano de tratamento sem evidência de perda de eficácia (sem taquifilaxia). Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg demonstrou melhora consistente de 83 mL a 95 mL no VEF1 pré-dose avaliado em 12, 36 e 52 semanas e no desfecho quando comparado com FF 100 mcg (p<0,001 IC de 95% 52, 126 mL). Quarenta e quatro porcento dos pacientes no grupo Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg foram bem controlados (ACQ7 ≤0,75) no final do tratamento comparado com 36% dos indivíduos no grupo FF 100 mcg (p<0,001 IC de 95% 1,23; 1,82).

Em um estudo de 24 semanas (HZA1103091) em pacientes adultos e adolescentes com asma persistente não controlada, ambos Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg administrado uma vez ao dia à noite e salmeterol/propionato de fluticasona (PF) 50/250 mcg administradas duas vezes ao dia demonstraram melhoras na função pulmonar em relação ao período basal. Aumentos na média de VEF1, em relação ao período basal, de 341 mL (Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol ) e 377 mL (salmeterol/PF) demonstraram uma melhora geral na função pulmonar ao longo de 24 horas para ambos os tratamentos. A diferença da média ajustada do tratamento de 37 mL entre os grupos não foi estatisticamente significativa (p=0,162). Para VEF1 indivíduos no grupo furoato fluticasona/vilanterol alcançou uma mudança média do período basal LS de 281 mL e para o grupo do salmeterol/PF uma mudança de 300 mL; (a diferença na média ajustada de 19 mL (IC 95%: - 0,073; 0,034) não foi estatisticamente significativa (p=0,485)).

Um estudo de 24 semanas, grupo paralelo, randomizado, duplo-cego (201378) foi conduzido para demonstrar a não-inferioridade de Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg (FF/vilanterol) uma vez ao dia (usando uma margem de -100 mL para VEF1 pré-dose) em relação ao salmeterol/PF 50/250 mcg duas vezes ao dia em adultos e adolescentes cuja asma estava bem controlada após 4 semanas de tratamento com salmeterol/PF 50/250 mcg (medicação aberta) duas vezes ao dia (n=1504). Os indivíduos randomizados para FF/vilanterol uma vez ao dia mantiveram a função pulmonar comparável com aqueles randomizados para salmeterol/PF (diferença no VEF1 pré dose de +19 mL) [95% IC: -11, 49]). A variação da linha de base na porcentagem dos períodos de 24 horas livre de resgate foi comparável entre FF/vilanterol versus salmeterol/PF (diferença de 1,2% [95% IC: -0,5, 3,0]).

Nenhum estudo comparativo versus salmeterol/PF ou outra combinação de ICS/LABA foi conduzido para comparar apropriadamente os efeitos nas exacerbações da asma.

Um estudo de 24 semanas, randomizado, duplo-cego, controlado por placebo (FFA112059) avaliou a segurança e eficácia de FF 100 mcg uma vez ao dia [n=114] e PF 250 mcg duas vezes ao dia [n=114] em comparação com o placebo [n=115] em pacientes adultos e adolescentes com asma persistente. Todos os indivíduos estavam em doses estáveis de um CI por pelo menos 4 semanas antes da visita 1 (visita de avaliação inicial) e o uso de LABAs não foi permitido dentro das 4 semanas antecedentes à visita 1. O objetivo primário foi avaliar a variação do VEF1 de linha de base (pré-broncodilatador e de pré-dose), na visita clínica e no período final de tratamento. As variações da linha de base na porcentagem de períodos de 24 horas livre de resgate durante as 24 semanas de tratamento foi um objetivo secundário. Na 24ª semana, FF e PF aumentaram o VEF1 pré-dose em 146 mL (IC de 95% 36, 257 mL, p=0,009) e 145 mL (IC de 95% 33, 257 mL, p=0,011) respectivamente, comparado com placebo. Ambos FF e PF aumentaram a porcentagem dos períodos de 24 horas livre de resgate em 14,8% (IC de 95% 6,9; 22,7; p<0,001) e 17,9% (IC de 95% 10,0; 25,7; p<0,001) respectivamente em comparação com placebo.

O efeito broncoprotetor de Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg na resposta asmática precoce e tardia ao alérgeno inalado foi avaliado em um estudo cruzado, de quatro vias, de doses repetidas, controlado por placebo (HZA113126) em pacientes com asma leve. Os pacientes foram randomizados para receber Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg, FF 100 mcg, VI (trifenatato de vilanterol) 25 mcg ou placebo uma vez ao dia por 21 dias, seguido por uma introdução do alérgeno 1 hora após a dose final. O alérgeno utilizado foi ácaro de pó domiciliar, pelo de gato, ou pólen de bétula; a seleção foi feita com base em testes de avaliação inicial individuais. Medidas de VEF1 seriadas foram comparadas com os valores pré-alérgeno realizadas após a inalação salina (basal). De modo geral, os maiores efeitos sobre a resposta asmática precoce foram observados com Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg comparado com FF 100 mcg ou VI 25 mcg isolado. Ambos Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol (100/25 mcg) e FF 100 mcg virtualmente aboliram a resposta asmática tardia comparado com VI isolado. Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg forneceu proteção significativamente maior contra hiperatividade brônquica induzida por alérgeno comparada com as monoterapias de FF e VI como avaliadas no dia 22 pela introdução de metacolina.

O programa de desenvolvimento clínico de DPOC incluiu um estudo randomizado e controlado de 12 semanas (HCZ113107), dois estudos de 6 meses (HZV112206, HZC112207) e dois estudos de um ano (HZC102970, HZC102871) e um estudo de longa duração (SUMMIT) em pacientes com diagnóstico clínico de DPOC. Esses estudos incluíram medidas da função pulmonar, dispneia e exacerbações moderadas e graves.

HZC12206 e HZC112207 foram estudos de 24 semanas, randomizados, duplos-cegos, controlados por placebo, de grupos paralelos comparando o efeito de Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol com VI e FF em monoterapias e placebo. HZC112206 avaliou a eficácia de Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 50/25 mcg [n=206] e Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg [n=206] comparado com FF (100 mcg [n=206]), VI (25 mcg [n=205]) e placebo [n=207], todos administrados uma vez ao dia. HZC112207 avaliou a eficácia de Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg [n=204] e Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 200/25 mcg [n=205] comparado com FF (100 mcg [n=204], 200 mcg [n=203]) e VI (25 mcg [n=203]) e placebo [n = 205], todos administrados uma vez ao dia.

Todos os pacientes que participaram possuíam um histórico de tabagismo de pelo menos 10 maços/ano; uma razão de VEF1/CVF póssalbutamol de ≤ 0,70; VEF1 pós-salbutamol de ≤70% previsto ou ter uma pontuação ≥2 (escala 0-4) na escala de dispineia do Modified Medical Research Council (mMRC) na avaliação inicial. Na avaliação inicial, a média de VEF1 pós-broncodilatador foi de 42,6% e 43,6% previsto, e a média de reversibilidade foi 15,9% e 12,0% no HZC112206 e HZC112207, respectivamente. Os objetivos primários em ambos os estudos foram VEF1 média ponderada de 0 a 4 horas após a dose no dia 168 e alteração de VEF1 pré-dose no dia 169, em relação ao período basal.

Em uma análise integrada de ambos os estudos, Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg apresentou melhoras clinicamente significativas na função pulmonar. No dia 169, Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg e VI aumentaram VEF1 pré-dose em 129 mL (IC de 95%: 91, 167 mL, p<0,001) e 83 mL (IC de 95%:46, 121 mL, p<0,001) respectivamente comparado com placebo. Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg aumentou VEF1 prédose em 46 mL comparado com VI (IC de 95%:8, 83 mL, p=0,017). No dia 168, Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg e VI aumentaram VEF1 média avaliada ao longo de 0-4 horas em 193 mL (IC de 95%: 156, 230 mL, p<0,001) e 145 mL (IC de 95%: 108, 181 mL, p<0,001) respectivamente comparada com placebo. Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg aumentou VEF1 médio ao longo de 0-4 horas em 48 mL comparado com FF monoterapia (IC de 95%: 112, 184 mL, p<0,001).

HZC102970 e HZC102871 foram estudos de 52 semanas randomizados, duplos-cegos, de grupos paralelos comparando o efeito de Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 200/25 mcg, Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg, Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 50/25 mcg com VI 25 mcg, todos administrados uma vez ao dia, na taxa anual de exacerbações moderada/grave em indivíduos com DPOC com histórico de tabagismo de pelo menos 10 maços/anos e uma taxa de VEF1/CVF pós-salbutamol menor ou igual a 0,70 e VEF1 pós-salbutamol menor ou igual a 70% previsto e histórico documentado de ≥1 exacerbação de DPOC que exigiu antibióticos e/ou corticosteroides orais ou hospitalização nos 12 meses antes da visita 1. O objetivo primário foi a taxa anual de exacerbações moderada e grave. As exacerbações moderada/grave foram definidas como sintomas agravados que exigiram tratamento com corticosteroides orais e/ou antibióticos ou internação hospitalar. Ambos os estudos tiveram um período inicial aberto de 4 semanas durante o qual todos os indivíduos receberam salmeterol/PF 50/250 duas vezes ao dia para padronizar a farmacoterapia de DPOC e estabilizar a doença antes da randomização cega à medicação do estudo por 52 semanas. Antes do período inicial, os indivíduos descontinuaram as medicações de DPOC anteriores exceto broncodilatadores de curta ação. O uso concomitante de broncodilatadores de longa ação (beta2 agonistas e anticolinérgicos), produtos de combinação de ipratrópio/salbutamol, beta2 agonistas orais, e preparados de teofilina não foram permitidos durante o período de tratamento.

Corticosteroides orais e antibióticos foram permitidos para o tratamento agudo de exacerbações de DPOC com diretrizes de uso específicas. Indivíduos usaram salbutamol conforme necessário ao longo dos estudos.

Os resultados de ambos os estudos apresentaram que o tratamento com Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg uma vez ao dia resultou em uma taxa anual menor de exacerbações de DPOC moderada/grave quando comparada com VI e encontram-se na Tabela 2).

Tabela 2 Análise das Taxas de Exacerbação após 12 meses de tratamento

Objetivo

HZC102970 e HZC102871 integrado

FF/VI 100/25(n=806)

Exacerbações moderada e grave

Taxa de ajuste médio anual

0,90

0,81

Razão em comparação com VI IC de 95% valor-p % de redução (IC de 95%)

0,79

(0,64; 0,97)

0,024

21
(3; 36)

0,66

(0,54; 0,81)

<0,001

34

(19;46)

0,73

(0,63; 0,84)

<0,001

27
(16; 37)

Diferença absoluta em número por ano x vilanterol IC de 95%

0,30 (0,18; 0,41)

Tempo para a primeira exacerbação:

Razão de risco (IC de 95%) % da redução de risco valor- p

0,80

(0,66; 0,99)

20

0,036

0,7228

(0,59; 0,89)

28

0,002

0,76

(0,66; 0,88)

24

p <0,001

FF/VI = furoato de fluticasona/vilanterol.

Em uma análise integrada de HZC102970 e HZC102871 na semana 52, foi observada uma melhora quando comparado Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg com VI 25 mcg na média ajustada de VEF1 pré-dose (42 mL IC de 95%: 0,019; 0,064; p<0,001). O efeito do broncodilatador de 24 horas de Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol foi mantido ao longo do período de um ano de tratamento sem evidência de perda na eficácia (ausência de taquifilaxia).

De modo geral, entre os dois estudos combinados, 2009 (62%) pacientes possuíam histórico de fatores de risco cardiovascular na avaliação inicial. A incidência de fatores de risco cardiovasculares foi semelhante entre os grupos de tratamento com pacientes mais comumente sofrendo de hipertensão (46%), seguido por hipercolesterolemia (29%) e diabetes mellitus (12%). Efeitos semelhantes na redução de exacerbações moderada e grave foram observados nesse subgrupo quando comparado com a população geral. Em pacientes com histórico/fatores de risco cardiovasculares, Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg resultou em uma redução significativa na taxa anual de exacerbações de DPOC moderada/grave comparada com VI (média ajustada das taxas anual de 0,83 e 1,18 respectivamente, 30% de redução (IC de 95% 16,42%, p<0,001). Melhoras também foram vistas neste subgrupo na semana 52 quando comparou Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg com VI 25 mcg na média ajustada de VEF1 pré-dose (44 mL IC de 95%: 15,73 mL, p=0,003).

O SUMMIT foi um estudo multicêntrico, randomizado, duplo-cego que avaliou o efeito sobre a sobrevida com o uso de Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg em comparação com placebo em 16.568 indivíduos. Os pacientes foram tratados por até 4 anos (média 1,7 ano) com Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg, FF 100 mcg, vilanterol 25 mcg ou placebo. Todos os pacientes tinham DPOC com limitação de fluxo de ar moderada (VEF1 previsto entre ≥50% e ≤70%) e histórico ou risco aumentado de doença cardiovascular.

A sobrevida não foi significativamente melhor com Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol quando comparada com placebo (taxa de risco [HR] 0,878; IC 95%: [0,739, 1,042]; p=0,137), FF (HR 0,964; IC 95%: [0,808, 1,149]; p=0,681) ou vilanterol (HR 0,912; IC 95%: [0,767, 1,085]; p=0,299). A mortalidade por qualquer causa foi: Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 6,0%; placebo, 6,7%; FF, 6,1%; vilanterol, 6,4%). Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol reduziu a taxa de declínio da função pulmonar (VEF1) em 8 mL/ano em comparação com o placebo (IC 95%:[1, 15]; p=0,019). Não ocorreu impacto na taxa de declínio de Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol em comparação com FF (0 mL/ano; IC 95%: [-6, 7]; p=0,913); houve uma diferença de 10 mL/ano para Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol em comparação com vilanterol (IC 95%:[3, 16]; p=0,004). A taxa média de declínio do VEF1 foi: Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol , 38 mL/ano; placebo, 46 mL/ano; FF, 38 mL/ano; vilanterol, 47 mL/ano.

O risco de um evento cardiovascular composto (morte cardiovascular em tratamento, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral , angina instável, ou ataque isquêmico transitório) com Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol não foi significativamente menor do que o placebo (HR 0,926; IC 95%: [0,750, 1,143]; p=0,475), FF (HR 1,033; IC 95%:[0,834, 1,281]; p=0,763) ou vilanterol (RH 0,938; IC 95%: [0,761, 1,155]; p=0,545). A incidência de evento cardiovascular composto foi: Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol , 4,2%; placebo, 4,2%; FF, 3,9%; vilanterol, 4,4%.

Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol demonstrou uma maior variação média a partir da linha de base no VEF1 pós-broncodilatador no dia 360 comparado com o placebo (89 mL; IC 95%: [76, 102]; p<0,001), FF (40 mL; IC 95%: [27, 53]; p<0,001) e vilanterol (26 mL; IC 95%: [13, 39]; p<0,001). A variação média em relação à linha de base foi: Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 50 mL, placebo, -39 mL; FF, 9 mL; vilanterol, 24 mL.

Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol reduziu a taxa anual de exacerbações moderadas ou graves em 29% (IC 95%: [22, 35]; p<0,001) em comparação com placebo, em 19% quando comparado com FF (IC 95%: [12, 26]; p<0,001) e em 21% quando comparado com vilanterol (IC 95%: [14, 28]; p<0,001). A taxa anual de exacerbações moderadas ou graves foi de 0,25 para Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol , 0,35 para o placebo, 0,31 para FF e 0,31 para vilanterol.

Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol reduziu a taxa anual de exacerbações graves (por exemplo, com hospitalização) em 27% (IC 95%: [13, 39]; p<0,001) em comparação com placebo, em 11% quando comparado com FF (IC 95%: [-6, 25]; p=0,204) e em 9% quando comparado com vilanterol (IC 95%: [-8, 24]; p=0,282). A taxa anual de exacerbação com necessidade de hospitalização foi de 0,05 para Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol , 0,07 para o placebo, 0,06 para FF e 0,06 para vilanterol.

Em um estudo de 12 semanas (HZC113107) em pacientes com DPOC, ambos Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol 100/25 mcg administrado uma vez ao dia pela manhã e salmeterol/PF 50/500 mcg administrado duas vezes ao dia, demonstraram melhoras na função pulmonar em relação à linha de base. Acréscimos à partir da linha de base VEF médio 0-24 horas de 130 mL (Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol ) e 108 mL (PF/salmeterol) demonstraram uma melhora geral na função pulmonar ao longo de 24 horas para ambos os tratamentos. A diferença da média ajustada no tratamento de 22 mL (IC de 95%: -18, 63 mL) entre os grupos não foi estatisticamente significativa (p=0,282). A variação média ajustada da linha de base no VEF1 no dia 85 foi de 111 mL no grupo FF/vilanterol e 88 mL no grupo salmeterol/PF, os 23 mL (IC 95%: -20, 66) de diferença entre os grupos de tratamento não foi clinicamente e nem estatisticamente significativa (p=0,294).

Nenhum estudo comparativo versus salmeterol/PF ou outros broncodilatadores estabelecidos foi conduzido para comparar apropriadamente os efeitos nas exacerbações da DPOC.

Características Farmacológicas

O Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol representam duas classes de medicamentos (um corticosteroide sintético e um agonista seletivo do receptor beta2, de ação prolongada).

O furoato de fluticasona é um corticosteroide sintético trifluorado com potente atividade anti-inflamatória. Não é conhecido o mecanismo preciso pelo qual o furoato de fluticasona age sobre os sintomas de asma e DPOC. Os corticosteroides comprovadamente têm um grande número de ações em vários tipos de células (por exemplo, eosinófilos , macrófagos, linfócitos) e mediadores (por exemplo, citocinas e quimiocinas envolvidas na inflamação).

O trifenatato de vilanterol (VI) é um agonista seletivo beta2 adrenérgico de ação prolongada (LABA).

Os efeitos farmacológicos das drogas agonistas beta2-adrenérgicas, incluindo trifenatato de vilanterol, são pelo menos em parte atribuíveis à estimulação da adenilato ciclase intracelular, a enzima que catalisa a conversão da adenosina trifosfato (ATP) para adenosina monofosfato cíclica-3’, 5’ (AMP cíclica). Níveis aumentados de AMP cíclica causam relaxamento da musculatura lisa brônquica e inibição da liberação de mediadores da hipersensibilidade imediata das células, especialmente de mastócitos.

Interações moleculares ocorrem entre corticoides e LABAs, onde os esteroides ativam o gene do receptor beta2, aumentando a sensibilidade do número de receptores; e os LABAs preparam o receptor de glicocorticoides para ativação dependente de esteroide e melhoria da translocação nuclear celular. Estas interações sinérgicas são refletidas na maior atividade anti-inflamatória, que foi demonstrada in vitro e in vivo em uma série de células inflamatórias relevantes para a fisiopatologia da asma e DPOC.

Em células mononucleares do sangue periférico de pacientes com DPOC, um maior efeito anti-inflamatório foi observado na presença da combinação de FF/VI quando comparado com FF em monoterapia em concentrações alcançadas com doses terapêuticas.

As biodisponibilidades absolutas do furoato de fluticasona e do trifenatato de vilanterol, quando administrados por inalação como Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol , foram em média de 15,2% e 27,3%, respectivamente. As biodisponibilidades orais do furoato de fluticasona e do trifenatato de vilanterol foram baixas, em média de 1,26% e < 2%, respectivamente. Dada esta baixa biodisponibilidade oral, a exposição sistêmica ao furoato de fluticasona e ao trifenatato de vilanterol após inalação é principalmente devida à absorção de parte da dose inalada entregue ao pulmão.

Após administração intravenosa, tanto o furoato de fluticasona quanto o trifenatato de vilanterol são amplamente distribuídos com volumes médios de distribuição no estado estacionário de 661 L e 165 L, respectivamente.

Tanto o furoato de fluticasona quanto o trifenatato de vilanterol têm pequena associação com os glóbulos vermelhos. A ligação às proteínas plasmáticas in vitro no plasma humano do furoato de fluticasona e do trifenatato de vilanterol foi elevada, em média > 99,6% e 93,9%, respectivamente. Não houve nenhuma diminuição no grau de ligação às proteínas plasmáticas in vitro nos indivíduos com comprometimento renal ou hepático.

O Furoato de Fluticasona + Trifenatato de Vilanterol são substratos para a glicoproteína-P (P-gp); entretanto, a administração concomitante de furoato de fluticasona/trifenatato de vilanterol com inibidores da P-gp é considerada com pouca probabilidade de alterar a exposição sistêmica ao furoato de fluticasona ou ao trifenatato de vilanterol, uma vez que eles têm moléculas bem absorvidas.

Com base em dados in vitro , as principais rotas do metabolismo tanto do furoato de fluticasona quanto do trifenatato de vilanterol em humanos são obtidas principalmente pela CYP3A4.

O furoato de fluticasona é metabolizado principalmente por hidrólise do grupo de metabólitos S-fluorometil carbotioato com atividade corticosteroide significativamente reduzida.

O trifenatato de vilanterol é metabolizado principalmente por O-dealquilação para uma faixa de metabólitos com atividade agonista ß 1 e ß 2 significativamente reduzida.

Após administração oral, o furoato de fluticasona foi eliminado nos seres humanos principalmente pelo metabolismo, com metabólitos sendo excretados quase exclusivamente nas fezes, com < 1% da dose radioativa recuperada sendo eliminada na urina.

Após administração oral, o trifenatato de vilanterol foi eliminado nos seres humanos principalmente pelo metabolismo, seguido de excreção de metabólitos na urina e fezes de aproximadamente 70% e 30% da dose radioativa respectivamente. A meia vida de eliminação no plasma do trifenatato de vilanterol após inalação da combinação furoato de fluticasona/trifenatato de vilanterol foi em média de 2,5 horas. A meia-vida eficaz para a acumulação de vilanterol, conforme administração por inalação de doses repetidas de vilanterol 25 mcg é de 16 horas em indivíduos com asma e 21,3 horas em indivíduos com DPOC.

Em adolescentes (12 anos ou mais), não há nenhuma modificação de dose recomendada.

Não foi estudada a farmacocinética do furoato de fluticasona/trifenatato de vilanterol em pacientes com menos de 12 anos de idade. A segurança e a eficácia do furoato de fluticasona/trifenatato de vilanterol em crianças com menos de 12 anos ainda não foram estabelecidas

Os efeitos da idade sobre a farmacocinética do furoato de fluticasona e trifenatato de vilanterol foram determinados em estudos de fase III em DPOC e asma.

Não houve nenhuma evidência de que a idade (12 a 84 anos) afete a farmacocinética do furoato de fluticasona e trifenatato de vilanterol em indivíduos com asma. Não houve nenhuma evidência de que a idade afete a farmacocinética do furoato de fluticasona em indivíduos com DPOC, sendo que houve um aumento (37%) na ASC(0-24) do trifenatato de vilanterol na faixa de idade observada de 41 a 84 anos. Para um indivíduo idoso (84 anos) com baixo peso corporal (35 kg), a ASC(0-24) do trifenatato de vilanterol é prevista ser 35% maior do que a estimativa da população (indivíduo com DPOC com idade de 60 anos e peso corporal de 70 kg), enquanto o C máx ficou inalterado. Estas diferenças não devem apresentar relevância clínica.

Em indivíduos com asma e indivíduos com DPOC não houve modificações das doses recomendadas.

Um estudo de farmacologia clínica do furoato de fluticasona/trifenatato de vilanterol mostrou que uma disfunção renal grave (eliminação da creatinina < 30 mL/min) não resultou em exposição significativamente maior ao furoato de fluticasona ou ao trifenatato de vilanterol, ou efeitos sistêmicos mais marcados de corticoides ou de beta2-agonistas em comparação com indivíduos saudáveis.

Nenhum ajuste de dosagem é necessário para pacientes com comprometimento renal.

Os efeitos da hemodiálise não foram estudados.

Após administração continuada do furoato de fluticasona/ trifenatato de vilanterol por 7 dias, houve um aumento na exposição sistêmica do furoato de fluticasona (até três vezes, medida pela ASC(0–24)) em indivíduos com insuficiência hepática (Child-Pugh A, B ou C) em comparação com indivíduos saudáveis. O aumento da exposição sistêmica do FF (furoato de fluticasona / trifenatato de vilanterol 200/25 mcg) em indivíduos com insuficiência hepática moderada (Child-Pugh B) foi associado com uma redução média de 34% no cortisol sérico em comparação com indivíduos saudáveis. A exposição sistêmica do furoato de fluticasona com dose normalizada foi semelhante em indivíduos com insuficiência hepática moderada e grave (Child-Pugh B ou C).

Após administração contínua de furoato de fluticasona/ trifenatato de vilanterol por 7 dias, não houve nenhum aumento significativo na exposição sistêmica ao trifenatato de vilanterol (C máx e ASC) em indivíduos com insuficiência hepática leve, moderada ou grave (ChildPugh A, B ou C).

Não houve efeitos clinicamente relevantes da combinação furoato de fluticasona/ vilanterol nos efeitos sistêmicos beta-adrenérgicos (frequência cardíaca ou potássio sérico) em indivíduos com insuficiência hepática leve ou moderada (trifenatato de vilanterol, 25 mcg) ou com insuficiência hepática grave (trifenatato de vilanterol, 12,5 mcg) em comparação com indivíduos saudáveis.

Em indivíduos com asma ou DPOC, as estimativas de ASC(0-24) de furoato de fluticasona para indivíduos do Leste Asiático, Japão e Sudeste Asiático (12-13% de indivíduos) foram em média de 33% a 53% superiores em comparação com outros grupos raciais. No entanto, não havia nenhuma evidência para a maior exposição sistêmica nessas populações a ser associada com maior efeito sobre a excreção de cortisol urinário de 24 horas. Em média, o C máx do trifenatato de vilanterol é estimado entre 220 e 287% superior e a ASC(0-24) comparáveis para os indivíduos de herança asiática em comparação com indivíduos de outros grupos raciais. No entanto, não houve nenhuma evidência de que este C máx superior do trifenatato de vilanterol tenha resultado em efeitos clinicamente significativos na frequência cardíaca.

Em indivíduos com DPOC ASC(0-24) estimada de fluticasona para indivíduos do Oeste asiático, Japoneses e Sudoeste asiático (12-13% dos indivíduos) houve uma média de 23% a 30% maior comparada com indivíduos caucasianos. No entanto, não houve evidência de uma maior exposição sistêmica nesta população estando associada com um maior efeito em 24 horas na excreção urinária de cortisol. Não houve efeito de raça sobre as estimativas de parâmetros farmacocinéticos do trifenatato de vilanterol em indivíduos com DPOC.

Não houve nenhuma evidência quanto a sexo, peso ou IMC para influenciar a farmacocinética do furoato de fluticasona com base em uma análise farmacocinética populacional de dados de fase III em 1.213 indivíduos com asma (712 mulheres) e 1.225 indivíduos com DPOC (392 mulheres).

Não houve nenhuma evidência quanto a sexo, peso ou IMC para influenciar a farmacocinética do trifenatato de vilanterol com base em uma análise farmacocinética populacional em 856 indivíduos com asma (500 mulheres) e 1.091 indivíduos com DPOC (340 mulheres).

Nenhum ajuste de dose é necessário com base em sexo, peso ou índice de massa corporal (IMC).

Efeitos farmacológicos e toxicológicos observados com furoato de fluticasona ou vilanterol em estudos não clínicos foram aqueles tipicamente associados com glicocorticoides ou beta2 agonistas. A administração de furoato de fluticasona combinada com vilanterol não resultou em nenhuma nova toxicidade significativa.

O furoato de fluticasona não foi genotóxico em uma bateria de estudos padrões e não foi carcinogênica em estudos de inalação vitalício de ratos ou camundongos em exposições semelhantes àquelas doses máximas recomendadas em humanos, baseado em ASC.

Estudos de toxicidade genética indicam que vilanterol não representa um perigo genotóxico para humanos. Consistente com achados para outros beta2-agonistas, estudos de inalação vitalício com vilanterol causaram efeitos proliferativos no trato reprodutivo de fêmeas de rato e camundongo e na glândula pituitária de ratos. Não houve um aumento na incidência tumoral em ratos ou camundongos em exposições de 2 a 30 vezes, respectivamente, àquelas doses máximas recomendadas em humanos, baseado em ASC.

Efeitos observados após a administração por inalação de furoato de fluticasona em combinação com vilanterol em ratos foi semelhante àquelas observadas com furoato de fluticasona isolado.

O furoato de fluticasona não foi teratogênico em ratos ou coelhos, mas atrasou o desenvolvimento de ratos e causou aborto em coelhos em doses maternalmente tóxicas. Não houve efeitos no desenvolvimento de ratos em exposições aproximadamente 3 vezes maiores do que as doses máximas recomendadas em humanos, baseado em ASC.

O vilanterol não foi teratogênico em ratos. Em estudos de inalação em coelhos, vilanterol causou efeitos semelhantes aos vistos com outros beta2-agonistas ( fenda palatina , pálpebras abertas, fusão do esterno e mal rotação/flexão dos membros). Quando administrado via subcutânea, não existem efeitos na exposição 84 vezes maiores do que aqueles da dose máxima recomendada em humanos, baseado em AUC.

O furoato de fluticasosa e o vilanterol não apresentaram efeitos adversos na fertilidade ou desenvolvimento em ratos pré- e pós-natal.

Fonte do conteúdo

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento Relvar ® Ellipta ® .

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