Fosfato de Cálcio Dibásico Di-Hidratado + Lactato de Cálcio + ColecalciferolBula do Princípio Ativo

Fosfato de Cálcio Dibásico Di-Hidratado + Lactato de Cálcio + Colecalciferol - Para que serve?

Suplemento vitamínico e/ou mineral em dietas restritivas.

Suplemento vitamínico e/ou mineral para a prevenção/tratamento auxiliar na desmineralização óssea pré e pós menopausal.

Fosfato de Cálcio Dibásico Di-Hidratado + Lactato de Cálcio + Colecalciferol: Contraindicação de uso

Fosfato de Cálcio Dibásico Di-Hidratado + Lactato de Cálcio + Colecalciferol está contraindicado nos seguintes casos: hipersensibilidade conhecida aos componentes do produto, hipercalcemia, sarcoidose , hipercalciúria grave.

Este medicamento é contraindicado para uso por portadores de insuficiência renal grave.

Fosfato de Cálcio Dibásico Di-Hidratado + Lactato de Cálcio + Colecalciferol: Posologia e como usar

Agite antes de usar.

1 colher de chá = 5 mL.

1 colher de sobremesa = 10 mL.

4 colheres de chá (20 mL) ao dia.

Recomenda-se administrar 2 colheres de chá de preferência 2 horas antes ou apósas principais refeições (almoço e jantar), ou conforme recomendação médica.

3 colheres de sobremesa (30 mL) ao dia uma vez ao dia.

Recomenda-se administrar 3 colheres de sobremesa de preferência 2 horas antes ou após uma das principais refeições(almoço e jantar), ou conforme recomendação médica.

4 colheres de sobremesa (40 mL) ao dia.

Recomenda-se administrar 2 colheres de sobremesa de preferência 2 horas antes ou após as principais refeições (almoço e jantar), ou conforme recomendação médica.

6 colheres de sobremesa (60 mL) ao dia durante as principais refeições, ou conforme recomendação médica.

Recomenda-se administrar 3 colheres de sobremesa de preferência 2 horas antes ou após as principais refeições (almoço e jantar), ou conforme recomendação médica.

Posologia diária recomendada

Lactentes

Adultos, Gestantese Lactantes

0-11 meses

Colher de chá (5 mL)

Colher de sobremesa (10 mL)

3 colheres, duas vezes ao dia

Não há estudos dos efeitos de Fosfato de Cálcio Dibásico Di-Hidratado + Lactato de Cálcio + Colecalciferol administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para a eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente pela via oral.

Fosfato de Cálcio Dibásico Di-Hidratado + Lactato de Cálcio + Colecalciferol - Reações Adversas

Constipação , boca seca, hipercalcemia, hipofosfatemia, síndrome leiteálcali, náusea, tontura , dor de cabeça , hipercalciúria, hipomagnesemia, confusão mental, vômito .

Hipervitaminose D (sinais e sintomas incluem hipercalcemia, resultando em dor de cabeça, náusea, vômito, letargia, confusão, lentidão, dor abdominal, dor óssea, poliúria, fraqueza, arritmias cardíacas, calcificação de tecidos moles, calciúria e nefrocalcinose).

Hipertensão, infarto do miocárdio, cálculo renal, nefrotoxicidade, efeitos dislipidêmicos.

Em caso de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – Notivisa, disponíveis em www.anvisa.gov.br/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Fosfato de Cálcio Dibásico Di-Hidratado + Lactato de Cálcio + Colecalciferol: Interações medicamentosas

A administração simultânea com medicamentos que contenham, ferro , etidronato, fenitoína ou tetraciclinas deve ser evitada, pois a absorção dos mesmos é prejudicada. Nestes casos, os medicamentos devem ser ingeridos obedecendo-se um intervalo de tempo de pelo menos 2-3 horas.

Em pacientes digitalizados, altas doses de cálcio podem aumentar o risco de arritmias cardíacas.

Diuréticos tiazídicos aumentam o risco de hipercalcemia se administrados juntamente com a vitamina D e cálcio. Nestes casos, aconselha-se a monitorização das concentrações séricas de cálcio.

Alguns antiepilépticos (ex.: carbamazepina , fenobarbital , fenitoina e primidona ) podem aumentar a necessidade de vitamina D.

O consumo excessivo de álcool, cafeína ou tabaco pode reduzir a quantidade de cálcio absorvida.

Não há dados disponíveis até o momento sobre a interferência de Fosfato de Cálcio Dibásico Di-Hidratado + Lactato de Cálcio + Colecalciferol em testes laboratoriais.

Fosfato de Cálcio Dibásico Di-Hidratado + Lactato de Cálcio + Colecalciferol: Precauções

Na hipercalciúria leve, bem como na insuficiência renal crônica, ou quando há propensão à formação de cálculos renais, deve-se realizar monitorizarão da excreção urinária de cálcio e, se necessário, a dose deve ser reduzida ou o tratamento interrompido.

Em pacientes com acloridria ou hipocloridria, a absorção de cálcio pode estar reduzida, a menos que este seja administrado durante as refeições.

Recomenda-se a monitorização regular da concentração de cálcio em pacientes recebendo doses farmacológicas da vitamina D, especialmente no inicio do tratamento e caso surjam sintomas sugestivos de toxidade.

Gestantes, nutrizes e crianças até 3 anos, somente devem consumir este produto sob a orientação do médico.

Categoria de risco na gravidez: C. este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

O uso prolongado do cálcio em idosos pode provocar constipação intestinal.

A vitamina D não deve ser administrada em pacientes com hipercalcemia e deve ser administrada com cautela em crianças (devido à maior sensibilidade aos seus efeitos), em pacientes com insuficiência renal ou cálculos, ou em pacientes com doença cardíaca, que apresentam maior risco de dano ao órgão caso ocorra hipercalcemia. As concentrações plasmáticas de fosfato devem ser controladas durante o tratamento com vitamina D, visando reduzir o risco de calcificação ectópica.

Atenção: Este medicamento contém açúcar, portanto, deve ser utilizado com cautela em portadores de Diabetes .

Contém 0,5% de etanol.

Fosfato de Cálcio Dibásico Di-Hidratado + Lactato de Cálcio + Colecalciferol: Ação da substância no organismo

Resultados de Eficácia

O cálcio é considerado um composto essencial para a manutenção da saúde em geral e, em particular, do tecido ósseo. (Rev. BrasReumato. 2004).

Observa-se que tanto a redução da ingestão de cálcio quanto as baixas reservas de vitaminas D implicam na redução da resistência óssea. Pacientes idosos tendem a reduzir a ingestão diária de cálcio e possuir baixas concentrações de vitamina D e, nesses casos, os suplementos com cálcio e vitamina D parecem ser de grande importância na redução de fraturas, como a fratura de quadril. (JCEM. 2000).

Estudos com suplementação de cálcio e vitamina D demonstram resultados positivos na redução destes riscos (JAMA. 2001; NEJM. 2001).

Redução do risco de outras fraturas, como as não vertebrais também são observadas com a suplementação destes compostos (RevRhum. 1994; CalcifTissueInt 2004.).

Estudo de 3 anos realizado com idosos que receberam suplemento diário de 1000mg de cálcio elementar na forma de carbonato de cálcio e 400UI de vitamina D demonstrou redução de 12% na incidência de quedas graves (AgingClinExp Res. 2005).

O cuidado com as necessidades diárias de cálcio não se resume aos idosos. A ingestão adequada de cálcio durante a infância e adolescência é necessária para que o pico de massa óssea seja atingido, reduzindo o risco de fraturas osteoporóticas durante a vida (Pediatrics. 2006).

Características Farmacológicas

Fosfato de Cálcio Dibásico Di-Hidratado + Lactato de Cálcio + Colecalciferol é um medicamento que se destina à reposição de cálcio e vitamina D3 (que auxilia na absorção de cálcio) nos casos de dietas restritivas e inadequadas de cálcio e colecalciferol (vitamina D3), por pessoas que apresentam deficiência destes no organismo. Também ajuda na prevenção ou tratamento ósseo (pré e pós menopausal) na perda ou diminuição de constituintes minerais do organismo e tecidos individuais.

O cálcio é um eletrólito essencial para a integridade dos sistemas nervoso, muscular e esquelético. O esqueleto contém 99% do total do cálcio corporal. O cálcio do esqueleto está em constante troca com o cálcio plasmático. Uma vez que as funções metabólicas do cálcio são essenciais para a vida, quando existe algum distúrbio no balanço de cálcio, devido à deficiência na dieta ou outras causas, podem ser utilizadas as reservas de cálcio, presentes nos ossos para atender às necessidades mais vitais do organismo. Portanto, a mineralização normal dos ossos depende da quantidade total de cálcio no organismo.

As perturbações do metabolismo do cálcio estão intimamente ligadas às alterações do tecido ósseo. Assim, pode-se distinguir: raquitismo primário, osteomálacia nutricional (raquitismo), má absorção intestinal, diarreia grave intratável, osteoporose , hipoparatiroidismo. Em cada uma dessas condições observam-se alterações dos níveis plasmáticos de cálcio, da estrutura e metabolismo ósseo, bem como repercussões funcionais em vários sistemas.

Aproximadamente 1/5 a 1/3 da dose de cálcio administrada por via oral é absorvida no intestino, dependendo da presença de, por exemplo, fatores dietéticos, pH e presença de vitamina D. A absorção de cálcio está aumentada na presença de deficiências de cálcio ou quando o paciente está sob dieta de baixo conteúdo da cálcio. A excreção ocorre principalmente nas fezes e, em menor grau, na urina. O cálcio atravessa a placenta e também é excretado no leite materno.

A vitamina D auxilia na absorção de cálcio pelos ossos. Se não há uma exposição regular ao sol ou se a alimentação é deficitária em vitamina D, poderá não ocorrer uma absorção regular de cálcio.Portanto, nestes casos, é recomendável a suplementaçãocom vitamina D. A vitamina D é hidroxilada no corpo humano obtendo-se o 1,25-dihidroxicolecalciferol, ou calcitriol , a forma mais ativa da vitamina D. O calcitriol, que é importante na regulação da absorção de cálcio no intestino, é produzido nos rins e, durante a gravidez, na unidade fetoplacentária, A vitamina D necessária para os humanos geralmente é obtida por meio da exposiçãoda pele à quantidade de luz solar.

Parte do cálcio é absorvida no intestino e a porção não absorvida é excretada nas fezes.

A vitamina D também é absorvida no trato gastrintestinal. A presença da bile é essencial para uma adequada absorção intestinal.

A vitamina D liga-se a uma proteína plasmática e é transportada pelo sangue para o figado onde passa pela primeira hidroxilação para formar o 25-hidroxicolecalciferol e o 25-hidroxiergocalciferol.Também ocorre metabolismo adicional nos rins. A vitamina D e seus metabólitos são excretados principalmente na bile e nas fezes. Somente pequenas quantidades são encontradas na urina.

Fosfato de Cálcio Dibásico Di-Hidratado + Lactato de Cálcio + Colecalciferol: Interacao com alimentos

O consumo excessivo e prolongado de cálcio (leite) e álcalis absorvíveis (produtos contendo alumínio, cálcio ou magnésio) podem causar altas concentrações de cálcio (exemplo, síndrome leite-álcali).

Fósforo, encontrado nos laticínios, pode inibir a absorção de cálcio pela formação de compostos insolúveis com íons cálcio. Essa ligação forma um mineral que é pobremente absorvido através da parede intestinal. Essa interação é de gravidade moderada, tendo um tempo tardio de aparecimento. Recomenda-se, então, evitar a ingestão de produtos contendo alumínio, cálcio ou magnésio com altas quantidades de cálcio (leite).

Outra interação que pode ocorrer é entre os sais de cálcio e alimentos contendo ácido oxálico que é encontrado em espinafre e ruibarbo. Essa interação pode levar a diminuição da exposição de cálcio, diminuindo sua absorção pela formação de compostos insolúveis. O tempo de aparecimento dos efeitos da reação é rápido. Para manejar essa interação, recomenda-se não ingerir produtos contendo cálcio no intervalo de duas horas ao consumo de alimentos com alto teor de ácido oxálico.

A ingestão de sais de cálcio com alimentos contendo ácido fítico também pode diminuir a efetividade do cálcio. O ácido fítico pode ser encontrado em farelos e cereais integrais e este pode inibir a absorção de cálcio pela formação de compostos insolúveis. Esta interação é de gravidade moderada, de rápido início de ação.

Em relação à vitamina D pode observar que o uso concomitante de produtos contendo vitamina D e olestra pode diminuir as concentrações sistêmicas de colecalciferol e pode resultar em eventos adversos relacionados à deficiência de vitamina D, incluindo hipocalcemia e hiperparatireoidismo secundário. Essa interação é de gravidade leve, com início de aparecimento tardio. Recomenda-se monitorizar o paciente para possíveis eventos adversos.

Fonte do conteúdo

Fonte: Bula do Profissional do Medicamento Calcimed ® .

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