Derisomaltose FérricaBula do Princípio Ativo

Derisomaltose Férrica - Para que serve?

Derisomaltose Férrica: Contraindicação de uso

Pessoas com hipersensibilidade aos componentes da fórmula.

Derisomaltose Férrica: Posologia e como usar

Monofer® (derisomaltose férrica 100 mg/mL, frasco ampola) deve ser administrado somente por via endovenosa.

A dose de Monofer® é expressa em mg de ferro elementar. A necessidade de ferro e o cronograma de administração do Monofer® devem ser estabelecidos individualmente para cada paciente. O nível pretendido de hemoglobina ideal e as reservas de ferro podem variar em diferentes grupos de pacientes e entre pacientes.

A anemia ferropriva não aparecerá até que, essencialmente, todas as reservas de ferro tenham se esgotado. A terapia com ferro deve, portanto, reabastecer as reservas de ferro e o ferro da hemoglobina. Depois que o déficit de ferro atual for corrigido, os pacientes poderão necessitar de terapia continuada com Monofer® para manter os níveis pretendidos de hemoglobina e os limites aceitáveis de outros parâmetros de ferro.

A necessidade cumulativa de ferro pode ser determinada usando a fórmula de Ganzoni ou a Tabela abaixo. Recomenda-se a utilização da fórmula de Ganzoni em pacientes com probabilidade de necessitar de dosagem ajustada individualmente, como em pacientes com anorexia nervosa, caquexia , obesidade , gravidez ou anemia devido à hemorragia.

A hemoglobina é abreviada como Hb.

Necessidade de ferro = Peso corporal (A) x (Hb pretendida (E) – Hb real) (B) x 2,4 (C) + Ferro para reservas de ferro (D) [mg de ferro] [kg] [g/dL] [mg de ferro].

(A) Recomenda-se usar o peso corporal ideal do paciente para pacientes obesos ou o peso pré-gestacional para gestantes. O peso corporal ideal pode ser calculado de várias maneiras como, por exemplo, pelo cálculo do peso no IMC 25, ou seja, peso corporal ideal = 25 * (altura em m)2
(B) Para converter Hb [mM] em Hb [g/dL], multiplique Hb [mM] pelo fator 1,61145.
(C) Fator 2,4 = 0,0034 x 0,07 x 10.000; 0,0034: O conteúdo de ferro da hemoglobina é de 0,34%; 0,07: Volume de sangue 70 mL/kg de peso corporal ≈ 7% do peso corporal; 10.000: O fator de conversão 1 g/dL = 10.000 mg/L.
(D) Para uma pessoa com peso corporal acima de 35 kg, as reservas de ferro são iguais ou superiores a 500 mg. As reservas de ferro de 500 mg estão no limite inferior normal para mulheres pequenas. Algumas diretrizes sugerem o uso de 10-15 mg de ferro/kg de peso corporal.
(E) A Hb padrão pretendida é de 15 g/dL na fórmula de Ganzoni. Em casos especiais, como na gravidez, considere o uso de um nível inferior de hemoglobina pretendida.

Hb (g/dL)

Pacientes com peso corporal ≥70 kg

≥10

1500 mg

<10

2000 mg

A terapia com ferro em pacientes com perda de sangue deve fornecer uma quantidade de ferro equivalente à quantidade de ferro representada na perda de sangue.

Necessidade de ferro = Peso corporal x (Hb pretendida – Hb real) x 2,4 [mg de ferro] [kg] [g/dL].

Ferro a ser reposto = Número de unidades de sangue perdidas x 200 [mg de ferro].

Monitore cuidadosamente os pacientes quanto aos sinais e sintomas de reações de hipersensibilidade durante e após cada administração de Derisomaltose Férrica .

Derisomaltose Férrica só deverá ser administrado quando a equipe treinada para avaliar e gerenciar reações anafiláticas estiver prontamente disponível, em um ambiente onde instalações de reanimação completas estejam asseguradas. O paciente deve ser observado quanto a efeitos adversos durante pelo menos 30 minutos após cada injeção de Derisomaltose Férrica .

Cada administração intravenosa de derisomaltose férrica está associada a um risco de reação de hipersensibilidade. Sendo assim, para minimizar o risco, o número de administrações intravenosas individuais de derisomaltose férrica deve ser reduzida ao mínimo.

Derisomaltose Férrica não é recomendado para uso em crianças e adolescentes menor de 18 anos devido à falta de dados suficientes a respeito de segurança e eficácia.

Derisomaltose Férrica oferece flexibilidade de administração na forma de injeção intravenosa em bolus, infusão por soroterapia ou injeção direta no membro venoso do dialisador.

Derisomaltose Férrica não deve ser administrado concomitantemente com preparações de ferro de via oral, uma vez que a absorção de ferro por via oral pode ser reduzida.

Derisomaltose Férrica pode ser administrado na forma de injeção intravenosa em bolus com até 500 mg até três vezes por semana, a uma taxa de administração de até 250 mg de ferro/minuto. Ele pode ser administrado não diluído ou diluído em, no máximo, 20 mL de cloreto de sódio a 0,9% estéril.

A dose cumulativa de ferro necessária pode ser administrada em uma única infusão de Derisomaltose Férrica com até 20 mg de ferro/kg de peso corporal ou em infusões semanais até que a dose cumulativa de ferro tenha sido administrada.

Se a dose cumulativa de ferro exceder 20 mg de ferro/kg de peso corporal, a dose deve ser dividida em duas administrações com um intervalo de pelo menos uma semana.

Recomenda-se, sempre que possível, administrar 20 mg de ferro/kg de peso corporal na primeira administração. Dependendo do parecer clínico, a segunda administração pode aguardar a realização de exames laboratoriais de seguimento.

Doses de até 1000 mg devem ser administradas durante mais de 15 minutos. Doses superiores a 1000 mg devem ser administradas durante 30 minutos ou mais.

Derisomaltose Férrica só deve ser diluído em solução estéril de cloreto de sódio a 0,9%. Derisomaltose Férrica não deve ser diluído em concentrações inferiores a 1 mg de ferro/mL e não em volume superior a 500 mL de solução estéril de cloreto de sódio a 0,9% (não incluindo o volume da solução de derisomaltose férrica).

Derisomaltose Férrica pode ser administrado durante uma sessão de hemodiálise diretamente no membro venoso do dialisador, de acordo com os mesmos procedimentos descritos para a injeção intravenosa em bolus .

Inspecione visualmente os frascos-ampolas quanto a sedimentos e danos antes de usar.

Use somente aqueles que contenham solução homogênea e livre de sedimentos.

Derisomaltose Férrica é para uso único e toda solução não utilizada deve ser descartada.

Derisomaltose Férrica só deve ser misturado com cloreto de sódio a 0,9% estéril. Nenhuma outra solução intravenosa de diluição deve ser usada. Nenhum outro agente terapêutico deve ser adicionado. Para verificar as instruções de diluição consulte as informações neste item.

A solução injetável reconstituída deve ser inspecionada visualmente antes do uso. Use apenas soluções homogêneas sem sedimentos.

Derisomaltose Férrica: Ação da substância no organismo

A solução injetável Derisomaltose Férrica é um coloide com ferro fortemente ligado em partículas de ferro-carboidratos esferoidais. A estrutura da partícula do Derisomaltose Férrica foi cuidadosamente caracterizada por análise espectroscópica de carbono 13 RMN que revela que o complexo forma uma estrutura do tipo matriz estável com cerca de 10 átomos de ferro (III) para uma molécula de pentâmero de derisomaltose férrica ligada em cavidades da estrutura tridimensional dos pentâmeros de derisomaltose férrica. Como consequência da forte ligação do ferro na matriz, o conteúdo de ferro livre na solução Derisomaltose Férrica é muito baixo.

O componente derisomaltose férrica do Derisomaltose Férrica consiste em 3-5 unidades de glicose com um peso molecular médio de aproximadamente 1000 kDa e é quase desprovido de mono e dissacarídeos. Ele não tem estruturas de ramificação detectáveis como evidenciado pela cuidadosa análise espectroscópica de 13 C e 1 H RMN. Além disso, a derisomaltose férrica não contém nenhum resíduo de açúcar redutor que possa estar envolvido em reações redox complexas. Essas características da derisomaltose férrica de carboidrato complexo tornam altamente improvável que a mesma induza reações imunes in vivo .

A formulação do Derisomaltose Férrica contém ferro em um complexo fortemente ligado que permite uma liberação controlada e lenta de ferro biodisponível para proteínas que se ligam ao ferro, com pouco risco de ferro livre. O ferro está disponível na forma não iônica solúvel em água em uma solução aquosa com pH entre 5,0 e 7,0. A evidência de uma resposta terapêutica pode ser observada dentro de alguns dias após a administração do Derisomaltose Férrica por um aumento na contagem de reticulócitos. Devido à lenta liberação do ferro biodisponível, a ferritina sérica atinge o pico em alguns dias após uma dose intravenosa de Derisomaltose Férrica e lentamente retorna ao valor basal após algumas semanas.

A formulação do Derisomaltose Férrica contém ferro em um complexo fortemente ligado que permite uma liberação controlada e lenta de ferro biodisponível para proteínas que se ligam ao ferro, com pouco risco de toxicidade por ferro livre. Após a administração de uma dose única de Derisomaltose Férrica de 100 a 1.000 mg de ferro em estudos farmacocinéticos, o ferro injetado ou infundido foi eliminado do plasma com uma meia vida que variou de um a quatro dias. A eliminação renal do ferro foi insignificante.

Após a administração intravenosa, a derisomaltose férrica é rapidamente absorvida pelas células do sistema reticuloendotelial (SRE), particularmente no fígado e no baço, de onde o ferro é liberado lentamente.

O ferro circulante é removido do plasma pelas células do sistema reticuloendotelial que dividem o complexo em seus componentes de derisomaltose férrica. O ferro liga-se imediatamente às frações proteicas disponíveis para formar hemossiderina ou ferritina, formas de armazenamento fisiológico do ferro, ou, em menor grau, à molécula de transporte transferrina. Esse ferro, que está sujeito ao controle fisiológico, repõe a hemoglobina e as reservas de ferro esgotadas.

O ferro não é facilmente eliminado do corpo e o acúmulo pode ser tóxico. Devido ao tamanho do complexo, o Derisomaltose Férrica não é eliminado pelos rins. Pequenas quantidades de ferro são eliminadas na urina e nas fezes.

A derisomaltose férrica é metabolizada ou excretada.

Os efeitos de Derisomaltose Férrica (derisomaltose férrica, solução para infusão) foram testados em modelos experimentais animais antes de serem estudados em humanos.

A eficácia clínica de Derisomaltose Férrica foi estudada nas diferentes áreas terapêuticas que necessitam de ferro intravenoso para corrigir a deficiência de ferro. Os principais estudos são descritos em mais detalhes abaixo.

O estudo P-Monofer-IDA-01 foi um estudo aberto, comparativo, randomizado, e multicêntrico, de não inferioridade, conduzido com 511 pacientes com anemia ferropriva randomizados a 2:1 para derisomaltose férrica (Derisomaltose Férrica ) ou sacarose de ferro, sendo 90% dos pacientes recrutados do sexo feminino. O objetivo do estudo foi avaliar e comparar ambos os tratamentos e a habilidade de aumento de hemoglobina (Hb) em pacientes com anemia ferropriva, quando preparações orais são ineficazes ou não podem ser administradas. A dose cumulativa de Derisomaltose Férrica foi de 1000 (Hb > 10 g/dL para pacientes com peso < 70 kg), 1500 (Hb ≥ 10 g/dL, ≥ 70 kg ou Hb < 10 g/dL, < 70 kg) ou 2000 mg (Hb < 10 g/dL, >70 kg), administrada em infusão de 1000 mg por mais de 15 minutos ou em injeção de 500 mg em 2 minutos. A dose cumulativa de sacarose de ferro foi calculada de acordo com Ganzoni e administrada na forma de infusões de 200 mg durante 30 min. O parâmetro de avaliação primário foi a proporção de pacientes com aumento de Hb > 2 g/dL em relação ao valor basal em qualquer momento entre a primeira e a quinta semana. Tanto a não inferioridade quanto a superioridade em favor do Derisomaltose Férrica foram confirmadas para o parâmetro de avaliação primário e um tempo menor para o aumento da Hb ≥ 2 g/dL foi observado com o Derisomaltose Férrica . A superioridade também foi mostrada na sub análise pré-especificada de pacientes ginecológicas, das quais 81% sofriam de menorragia. Em conclusão, através de uma resposta bioquímica mais rápida e maior, a administração de 1 ou 2 doses de Derisomaltose Férrica intravenoso foi mais eficaz do que a de sacarose de ferro intravenoso, assegurando uma melhoria rápida na concentração de Hb. Além disso, o Derisomaltose Férrica tem uma vantagem sobre a sacarose de ferro, exigindo menos administrações e, portanto, um período de tratamento mais curto.

O estudo P-Monofer-CKD-02 foi um estudo aberto, comparativo, randomizado, multicêntrico de não inferioridade, conduzido em 351 pacientes com doença renal crônica (DRC) não dependente de diálise (NDD) com deficiência de ferro. Os pacientes foram randomizados a 2:1 para derisomaltose férrica (Derisomaltose Férrica ) ou sulfato de ferro de via oral. O principal objetivo do estudo foi demonstrar que o tratamento com Derisomaltose Férrica intravenoso não era inferior ao tratamento com sulfato de ferro oral para anemia em pacientes com DRC-NDD, determinado como a capacidade de aumentar a concentração hemoglobina (Hb). O sulfato de ferro foi administrado na forma de 100 mg de ferro elementar por via oral duas vezes por dia (200 mg por dia) durante oito semanas. Os pacientes do grupo Derisomaltose Férrica foram igualmente randomizados para infusão de doses únicas máximas de 1000 mg ao longo de 15 minutos ou injeções em bolus de 500 mg ao longo de dois minutos. Uma fórmula de Ganzoni modificada foi usada para calculara dose de ferro intravenoso. O parâmetro de avaliação primário foi a mudança nas concentrações de Hb do início até a quarta semana. O tratamento com Derisomaltose Férrica não foi inferior ao sulfato ferroso na quarta semana (p < 0,001), bem como apresentou um aumento significantemente maior na concentração de Hb comparado ao tratamento com sulfato ferroso oral da terceira semana até o final do estudo na oitava semana (p = 0,009 na terceira semana). A resposta de Hb foi mais pronunciada com doses cumulativas de Derisomaltose Férrica > 1000 mg (p < 0,05). Assim, a derisomaltose férrica (Derisomaltose Férrica ) demonstrou superioridade ao sulfato de ferro em termos de sua capacidade de aumentar a Hb em relação ao valor basal, e apresentou um perfil de segurança comparável ao sulfato de ferro oral em indivíduos com DRC-NDD e anemia relacionada.

O estudo P-Monofer-CKD-03 foi um estudo aberto, comparativo, randomizado e multicêntrico de não inferioridade conduzido em 351 pacientes com doença renal crônica (DRC), em hemodiálise com deficiência de ferro. Os pacientes foram randomizados a 2:1 para derisomaltose férrica (Derisomaltose Férrica ) ou sacarose de ferro. O principal objetivo do estudo foi demonstrar que o tratamento com Derisomaltose Férrica intravenoso não era inferior ao tratamento com sacarose de ferro intravenosa, determinada como a capacidade de manter a concentração de hemoglobina (Hb) entre 9,5-12,5 g/dL em pacientes com DRC em estágio 5 em terapia de diálise (DRC- 5-D). Os pacientes do grupo do Derisomaltose Férrica foram igualmente randomizados a uma injeção única de 500 mg em bolus ou a 500 mg em doses fracionadas (100 mg + 200 mg + 200 mg). Os pacientes do grupo da sacarose de ferro foram tratados com 500 mg em doses fracionadas (100 mg + 200 mg + 200 mg). O parâmetro de avaliação primário foi a proporção de pacientes com Hb na faixa de variação pretendida de 9,5-12,5 g/dL em seis semanas. O tratamento com Derisomaltose Férrica não foi inferior ao tratamento com sacarose de ferro na sexta semana. Ambos os tratamentos mostraram eficácia semelhante com mais de 82% dos pacientes com Hb na faixa de variação pretendida (não inferioridade, p = 0,01). No entanto, houve um aumento estatisticamente significativo na concentração de s-ferritina desde o início até a semana 1, 2 e 4 no grupo tratado com Derisomaltose Férrica comparado ao grupo tratado com sacarose de ferro. Assim, derisomaltose férrica demonstrou não inferioridade em termos de manutenção de Hb e teve um perfil de segurança comparável ao da sacarose de ferro intravenosa em indivíduos com DRC-5-D.

O estudo P-Monofer-CIA-01 foi um estudo aberto, comparativo, randomizado e multicêntrico de não inferioridade conduzido em 350 pacientes com câncer e anemia, randomizados a 2:1 para derisomaltose férrica (Derisomaltose Férrica ) ou sulfato de ferro oral. O principal objetivo do estudo foi demonstrar que o tratamento com Derisomaltose Férrica intravenoso não era inferior ao tratamento com sulfato de ferro oral para anemia em pacientes com câncer, determinado como a capacidade de aumentar a concentração hemoglobina (Hb).

Os pacientes do grupo Derisomaltose Férrica foram randomizados para infusão de doses únicas máximas de 1000 mg ao longo de 15 minutos ou injeções em bolus de 500 mg ao longo de dois minutos. Uma fórmula de Ganzoni modificada foi usada para calcular a necessidade de ferro intravenoso. O sulfato de ferro foi administrado na forma de 100 mg de ferro elementar por via oral duas vezes por dia (200 mg por dia) durante 12 semanas. O parâmetro de avaliação primário foi a mudança nas concentrações de Hb do valor basal até a quarta semana. O tratamento com Derisomaltose Férrica não foi inferior ao sulfato ferroso na quarta semana (p < 0,001). Um início mais rápido da resposta de Hb foi observado com a infusão de Derisomaltose Férrica (teste de superioridade: p = 0,03 na primeira semana) e um efeito sustentado na Hb em ambos os grupos de tratamento até a 24ª semana foi demonstrado.

O estudo P-Monofer-IBD-01 foi um estudo aberto, comparativo, randomizado e multicêntrico de não inferioridade, conduzido em 338 pacientes com doença inflamatória intestinal (DII) e anemia ferropriva, randomizados a 2:1 para derisomaltose férrica (Derisomaltose Férrica ) ou sulfato de ferro. O principal objetivo do estudo foi demonstrar que o tratamento com Derisomaltose Férrica intravenoso não era inferior ao tratamento com sulfato ferroso, via oral, na diminuição da anemia ferropriva em pacientes com DII, sendo avaliada a capacidade de estimular o aumento da concentração de hemoglobina (Hb).

Os pacientes do grupo Derisomaltose Férrica foram randomizados para infusão de doses únicas máximas de 1000 mg ao longo de 15 minutos ou injeções em bolus de 500 mg ao longo de dois minutos. Uma fórmula de Ganzoni modificada foi usada para calcular a necessidade de ferro intravenoso com uma concentração de Hb pretendida de apenas 13 g/dL, resultando em uma dose média de ferro de 884 mg de ferro elementar em comparação ao ferro de via oral administrado na forma de 100 mg de ferro elementar por via oral duas vezes ao dia por oito semanas (11.200 mg de ferro elementar por via oral no total). O parâmetro de avaliação primário foi a mudança nas concentrações de Hb do valor basal até a oitava semana. O presente estudo demonstrou, na 8ª semana, um aumento na concentração de Hb de uma média de 9,64 g/dL basal para 12,23 g/dL em indivíduos tratados com Derisomaltose Férrica e um aumento de 9,61 g/dL basal até 12,59 g/dL em indivíduos tratados com sulfato ferroso por via oral. O sulfato de ferro demonstrou uma tendência a um aumento mais elevado desde a concentração basal até a 8ª semana neste estudo. Assim, a não-inferioridade não poderia ser estatisticamente demonstrada no parâmetro de avaliação primário. No entanto, o presente estudo relatou que o tratamento com Derisomaltose Férrica foi seguro e eficaz no aumento da Hb (64% dos indivíduos tiveram um aumento de > 2 g/dL). Foi observado um maior aumento na concentração de Hb com doses mais altas de 1.000 mg ou mais sem comprometer a segurança. Assim, em indivíduos com DII, a relação dose-resposta observada com o Derisomaltose Férrica sugere que a demanda real do ferro intravenoso foi subestimada pela fórmula de Ganzoni modificada.

O ensaio foi prolongado por 12 meses em uma subpopulação de 35 pacientes (PMonofer-IBD-01-Ext). 15 pacientes foram redosados uma única vez, 10 pacientes duas vezes, três pacientes três vezes e seis pacientes quatro vezes, com uma dose média cumulativa de 2,2 g em mediana cumulativa de um ano. 17 de 23 pacientes, que tinham uma concentração de hemoglobina > 12,0 g/dL no valor basal, conseguiram manter a Hb > 12,0 g/dL e 4 de 12 pacientes com concentração de Hb < 12 g/dL no valor basal, conseguirem aumentar a concentração para Hb > 12,0 g/dL até o final do estudo aos 12 meses.

O estudo P-Monofer-PP-01 foi um estudo aberto, comparativo, randomizado de não inferioridade conduzido em 200 mulheres saudáveis com parto único e hemorragia pósparto (HPP) superior a 700 mL em 48 horas após o parto. Foi conduzido em um único centro. As mulheres foram randomizadas a 1:1 para receber uma dose única de 1.200 mg de derisomaltose férrica (Derisomaltose Férrica ) ou tratamento médico padrão (suplementação oral de ferro). O principal objetivo deste estudo foi comparar a eficácia da infusão intravenosa elevada de Derisomaltose Férrica com o tratamento médico padrão em mulheres com hemorragia pós-parto, avaliado como fadiga física. O parâmetro de avaliação primário foi a mudança agregada na fadiga física dentro de 12 semanas pós-parto. A diferença na mudança agregada no escore de fadiga física dentro de 12 semanas pós-parto foi de - 0,97 (p = 0,006), em favor do Derisomaltose Férrica . A administração única de Derisomaltose Férrica foi mais eficaz do que a suplementação oral de ferro para garantir uma rápida melhora na concentração de Hb em mulheres pós hemorragia pós-parto, através do reabastecimento mais rápido dos estoques de ferro e maior disponibilidade de ferro para eritropoiese.

Além disso, tem como vantagem o tratamento mais curto, complacência garantida, menos efeitos colaterais gastrointestinais e alívio potencialmente relevante clinicamente relevante de melhora da fadiga.

O estudo P-Monofer-CABG-01 foi um estudo duplo-cego, controlado por placebo, randomizado e em único centro de 60 pacientes não anêmicos submetidos à cirurgia cardíaca (revascularização do miocárdio, troca valvar ou ambas combinadas). Os pacientes foram randomizados a l:l para 1.000 mg (máximo de 20 mg/kg) de Derisomaltose Férrica administrados no período pós-operatório por infusões ou administração de infusões de placebo por 4 semanas. O principal objetivo do estudo foi demonstrar que o Derisomaltose Férrica era superior ao placebo, levando a uma menor diminuição da concentração de hemoglobina (Hb) em pacientes não anêmicos, pós cirurgia cardíaca. O parâmetro de avaliação primário foi a avaliação da mudança nas concentrações de Hb do valor basal, considerado o dia anterior ou o dia da cirurgia até a 4ª semana. Houve uma diminuição na concentração de Hb do início até a semana 4 em ambos os grupos de tratamento. A diminuição na concentração de Hb desde o início até a 4ª semana foi significativamente menor no grupo com Derisomaltose Férrica em comparação com o grupo placebo (FAS: p = 0,0124, PP: p = 0,0006). Em conclusão, a diminuição na concentração de Hb do basal para a 4ª semana foi estatisticamente significativa para o grupo com tratamento com Derisomaltose Férrica em comparação com o grupo placebo e a análise secundária mostrou que uma menor proporção de pacientes anêmicos na 4ª semana para o grupo de tratamento com Derisomaltose Férrica .

P-BD-02

O P-BD-02 foi um ensaio randomizado, duplo-cego, placebo-controlado e de centro único, de infusões de doses-únicas de derisomaltose férrica e placebo em doadoras de sangue do sexo feminino deficientes de ferro. As mulheres foram randomizadas na proporção 1:1 tanto para a derisomaltose férrica quanto para o placebo. O critério de avaliação primário foi medir e comparar a alteração na concentração de hemoglobina a partir do início para logo antes da terceira doação de sangue nos 2 braços do ensaio.

Indivíduos no grupo da derisomaltose férrica (Monofer ® ) receberam uma dose única intravenosa de 1000 mg de derisomaltose férrica por pelo menos 15 minutos. Indivíduos no grupo do placebo receberam soro fisiológico em infusão de dose única de 100 mL por pelo menos 15 minutos. Oitenta e cinco (85) mulheres participaram do ensaio, das quais 43 foram randomizadas para receber a derisomaltose férrica e 42 para receber o placebo. O aumento na concentração de hemoglobina a partir do início para logo antes da terceira doação foi estatisticamente e significantemente superior para a derisomaltose férrica comparado com o placebo (qui-quadrado significa 1,79 vs. 0,54 g/dL; estimativa de diferença de tratamento [95% IC] derisomaltose férrica - placebo 1,25 [0,90; 1,61], p < 0,0001). Em geral, a administração de dose única intravenosa de derisomaltose férrica, quando comparada ao placebo, demonstrou segurança comparável em doadoras de sangue do sexo feminino deficientes em ferro.

A segurança do Derisomaltose Férrica foi comprovada por meio dos estudos pré-clínicos, clínicos e da avaliação de segurança pós-mercado, uma vez que o medicamento já vem sendo comercializado em alguns países desde 2015. Os estudos pré-clínicos indicaram que os complexos de ferro foram relatados como sendo teratogênicos e embriocidas em animais gestantes não anêmicas em doses únicas altas superiores a 125 mg de ferro/kg de peso corporal. A dose máxima recomendada no uso clínico é de 20 mg de ferro/kg de peso corporal. Em um estudo de fertilidade com o Derisomaltose Férrica em ratos, não se verificaram efeitos na fertilidade feminina ou no desempenho reprodutivo masculino e nos parâmetros espermatogênicos nos níveis de dose testados.

Dados de segurança foram obtidos de todos os estudos clínicos completos, os quais somaram 1640 pacientes que fizeram uso do Derisomaltose Férrica , mais 89 pacientes que fizeram uso do medicamento nos estudos de farmacocinética e 756 indivíduos que participaram nos grupos comparadores dos estudos. 2972 eventos adversos foram registrados. Os dados de segurança pósmercado foram obtidos por meio de 839 notificações de eventos adversos individuais, sendo 73% consideradas graves e um caso de morte. Os principais eventos adversos listados para o medicamento foram: comuns (afeta menos de 1 usuário em 10 e mais de 1 em 100): náusea, reação cutânea no local da injeção ou próxima a ele, incluindo vermelhidão da pele, inchaço, queimação, dor, hematoma, descoloração, extravasamento para o tecido ao redor do local da infusão, irritação; incomuns (afeta de 1 a 10 usuários em 1.000): reações de hipersensibilidade com potencial falta de ar e broncoespasmo, dor de cabeça , dormência , distorção do paladar, visão turva, perda de consciência, tontura , fadiga, aumento da frequência cardíaca, pressão arterial baixa, pressão arterial alta, dor no peito , dor nas costas , dor nos músculos ou articulações, espasmos musculares, dor de estômago, vômitos , digestão prejudicada, constipação , diarreia , prurido, urticária , erupção cutânea, inflamação na pele, rubor, sudorese, febre , sensação de frio, calafrios, baixo nível de fosfato no sangue, infecção, aumento de enzimas hepáticas, inflamação local de uma veia e raros (afeta de 1 a 10 usuários em 10.000): reações alérgicas graves, rouquidão, convulsões, tremor, estado mental alterado, mal-estar, sintomas semelhantes aos da gripe .

Derisomaltose Férrica só deve ser administrado por equipe treinada para avaliar e gerenciar reações anafiláticas e em ambiente onde com instalações de reanimação completas. Cada paciente deve ser observado quanto a efeitos adversos durante pelo menos 30 minutos após cada injeção de Derisomaltose Férrica . Se ocorrerem reações de hipersensibilidade ou sinais de intolerância durante a administração, o tratamento deve ser interrompido imediatamente. As instalações para reanimação cardiorrespiratória e os equipamentos para o tratamento de reações anafiláticas/anafilactoides agudas devem estar disponíveis, incluindo uma solução injetável de 1:1000 de adrenalina. O tratamento adicional com anti-histamínicos e/ou corticosteroides deve ser administrado como apropriado. Derisomaltose Férrica é contraindicado para quem possui hipersensibilidade ao princípio ativo, ao Derisomaltose Férrica , ou a quaisquer excipientes da fórmula; em caso de anemia não ferropriva (por exemplo, anemia hemolítica ), e sobrecarga de ferro ou distúrbios na utilização de ferro (por exemplo, hemocromatose , hemossiderose).

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