Cloridrato de ButenafinaBula do Princípio Ativo

Cloridrato de Butenafina - Para que serve?

Cloridrato de Butenafina Creme é indicado para o tratamento de micoses superficiais da pele, como: pitiríase versicolor , tinea pedis, tinea corporis e tinea cruris .

Cloridrato de Butenafina: Contraindicação de uso

Cloridrato de Butenafina Creme é contraindicado em pacientes que apresentam ou que possuem suspeita de sensibilidade ao medicamento ou a qualquer um dos componentes de sua fórmula.

Este medicamento é contraindicado para menores de 12 anos.

Os estudos em animais não demonstraram risco fetal, mas também não há estudos controlados em mulheres grávidas; ou então, os estudos em animais revelaram riscos, mas que não foram confirmados em estudos controlados em mulheres grávidas.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Cloridrato de Butenafina: Posologia e como usar

Antes do uso, bata levemente a bisnaga em superfície plana e macia com a tampa virada para cima, para que o conteúdo do produto esteja na parte inferior da bisnaga e não ocorra desperdício ao se retirar a tampa.

Posologia do Cloridrato de Butenafina

Pacientes com Pitiríase versicolor devem aplicar Cloridrato de Butenafina Creme 1 vez ao dia durante 2 semanas.

No tratamento de tinea pedis interdigital , Cloridrato de Butenafina Creme deve ser aplicado 1 vez ao dia durante 4 semanas.

Pacientes com tinea corporis ou tinea cruris devem aplicar Cloridrato de Butenafina Creme 1 vez ao dia durante 2 semanas.

Em pacientes com Pitiríase versicolor, tinea pedis interdigitais, tinea corporis e tinea cruris deve-se aplicar Cloridrato de Butenafina Creme suficiente para cobrir as áreas afetadas e a pele ao redor. Caso o paciente não apresente melhora clínica depois do período de tratamento, devem ser revistos o diagnóstico e a terapia.

Cloridrato de Butenafina - Reações Adversas

Em um estudo clínico controlado, 9 dos 815 pacientes (aproximadamente 1%) tratados com butenafina creme apresentaram eventos adversos relacionados à pele. Estes incluíram queimação/formigamento, prurido ou piora do quadro clínico. Nenhum paciente tratado com butenafina creme interrompeu o tratamento por causa de um evento adverso. Nos pacientes tratados com placebo, dois de 718 pacientes interromperam por causa de eventos adversos no local do tratamento, um dos quais foi queimação/formigamento grave e prurido no sítio da aplicação.

Em estudos clínicos não controlados, as reações adversas mais frequentemente relatadas em pacientes tratados com butenafina creme foram: dermatite de contato , eritema, irritação e prurido, cada um ocorrendo em menos de 2% dos pacientes.

Em testes de provocação em mais de 200 indivíduos, não houve nenhuma evidência de sensibilização alérgica de contato tanto com butenafina creme quanto com o placebo.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível: http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Cloridrato de Butenafina: Superdose

Até o momento não são conhecidos casos de superdose com o produto.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Cloridrato de Butenafina: Interações medicamentosas

Até o momento, não foram avaliadas sistematicamente as potenciais interações medicamentosas entre Cloridrato de Butenafina Creme e outras drogas.

Cloridrato de Butenafina: Precauções

Cloridrato de Butenafina Creme destina-se exclusivamente para uso externo. Caso ocorra desenvolvimento de irritação ou hipersensibilidade com o uso de Cloridrato de Butenafina Creme, o tratamento deverá ser interrompido e deve ser instituída terapia apropriada. O diagnóstico da micose superficial deve ser confirmado por cultura ou por um meio apropriado, exceto para M. furfur (anteriormente chamada P. orbiculare ), ou por exame microscópico direto do tecido epidérmico superficial infectado em uma solução de hidróxido de potássio. Os pacientes sensíveis a antifúngicos da classe alilamina devem usar Cloridrato de Butenafina Creme com cautela, devido à possibilidade de ocorrência de reações cruzadas.

Cloridrato de Butenafina Creme não se destina ao uso oftálmico, oral ou intravaginal.

Os estudos em animais não demonstraram risco fetal, mas também não há estudos controlados em mulheres grávidas; ou então, os estudos em animais revelaram riscos, mas que não foram confirmados em estudos controlados em mulheres grávidas.

Doses subcutâneas ou tópicas de cloridrato de butenafina (25 a 50mg/kg/dia) (equivalentes a 5 a 20 vezes a dose sistêmica máxima possível no homem com base em comparação de mg/m 2 ) não foram teratogênicas em ratos e coelhos. Em estudo de teratogenicidade oral em coelhos (80, 200 e 400mg de cloridrato de butenafina kg/dia) (equivalente a 3 a 16 vezes a dose sistêmica máxima possível no homem, com base em comparação de g/m 2 ), não foram observadas malformações externas, viscerais ou esqueléticas relacionadas ao tratamento.

Não se sabe se o cloridrato de butenafina é excretado no leite humano. Como muitas drogas são excretadas no leite humano, deve-se ter cautela ao prescrever Cloridrato de Butenafina Creme a mulheres que estejam amamentando. As mães em aleitamento devem evitar a aplicação de Cloridrato de Butenafina Creme nas mamas.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Não foram conduzidos estudos de longo prazo para avaliar o potencial carcinogênico do cloridrato de butenafina na forma de creme. Dois ensaios in vivo (teste de mutação bacteriana reversa e teste de aberração cromossômica em linfócitos de hamster chinês) e um estudo in vivo (bioensaio em micronúcleo de rato) não revelaram potencial mutagênico nem clastogênico.

Estudos reprodutivos com cloridrato de butenafina, administrado por via subcutânea a ratos na dose de 25mg/kg/dia (seis vezes a dose sistêmica máxima possível no homem com base na dose em mg/m 2 ), a butenafina não produziu nenhum efeito adverso sobre a fertilidade de machos ou fêmeas.

A segurança e a eficácia em pacientes pediátricos abaixo de 12 anos não foram estudadas. O uso de Cloridrato de Butenafina Creme em pacientes na faixa etária pediátrica de 12 a 16 anos é apoiado pela evidência de estudos adequados e bem controlados em adultos.

Deve-se evitar o uso de Cloridrato de Butenafina Creme com curativos oclusivos.

Cloridrato de Butenafina: Ação da substância no organismo

Resultados de Eficácia

Neste estudo duplo-cego, aleatorizado controlado para avaliação da butenafina no tratamento da tinea pedis , dos 80 pacientes com culturas de fungos positivos, em 40 foi aplicado butenafina creme a 1% e nos outros 40 aplicado veículo na área afetada, uma vez ao dia durante 4 semanas. A eficácia foi avaliada durante o tratamento e após 4 semanas. Houve cura micológica significativamente maior em pacientes que utilizaram butenafina do que nos que utilizaram veículo (butenafina, 88%; veículo, 33%) e de resposta clínica eficaz (butenafina, 78%; veículo, 35%). As diferenças entre os grupos de tratamento foram superiores (p < 0,001) 4 semanas após o tratamento. Butenafina aplicado uma vez ao dia durante 4 semanas resultou numa resposta clínica eficaz e cura micológica de tinea pedis , durante o tratamento. Os pacientes continuaram a melhorar, pelo menos, 4 semanas após o tratamento. 1

Butenafina é um agente antifúngico sintético benzilamina que pode ser fungicida contra organismos sensíveis, por exemplo, dermatófitos. Butenafina pode ser eficaz e seguro no tratamento da tinea pedis interdigital (aplicar duas vezes ao dia durante 1 semana ou uma vez ao dia durante 4 semanas), tinea corporis / tinea cruris (aplicar duas vezes ao dia, durante 2 semanas) e pitiríase versicolor (aplicar uma vez ao dia por duas semanas). A eficácia da droga persiste por pelo menos 4 semanas após a descontinuação da terapia, sugerindo que há alguma retenção do fármaco na pele após a suspensão do tratamento ativo. 2

Butenafina, um derivado de benzilamina com uma potente atividade fungicida é uma nova geração de composto antimicótico que demonstrou ser extremamente eficaz contra tinea pedis experimentalmente induzida em cobaias, em situação que se assemelha a esta patologia em humanos.

Butenafina, com uma estrutura química e modo de ação semelhante ao das alilaminas, demonstra uma atividade fungicida superior, in vitro , contra dermatófitos e atividade fungistática superior à naftilina e terbinafina para Cândida albicans. In vitro , os dados farmacodinâmicos mostraram que a média geométrica dos valores de concentração inibitórios mínimos para butenafina eram comparativamente mais baixos do que aqueles de naftifina e clotrimazol contra isolados clínicos para muitos dermatófitos. Nas avaliações farmacocinéticas butenafina alcança e mantêm elevadas concentrações e tempo de retenção na pele. Em ensaios clínicos controlados, quando aplicada topicamente, butenafina parece ser bem tolerada, com uma sensação de queimação leve subjetiva no local da aplicação. Não houve retiradas do estudo. Butenafina é moderadamente solúvel em água, mas facilmente solúvel em metanol, etanol, diclorometano e clorofórmio. Se adequadamente incorporada em preparações tópicas semi-sólidas, com um veículo equilibrado, o cloridrato de butenafina é um potente agente antimicótico e uma alternativa promissora para o tratamento de tinea pedis . 3

Neste estudo, comparou-se a eficácia e segurança do cloridrato de butenafina e seu veículo quando utilizado uma vez ao dia, durante 2 semanas para tratar tinea cruris . Os pacientes (n = 93) com tinea cruris foram inscritos com exame positivo de hidróxido de potássio e cultura micológica. Dos 76 pacientes avaliados quanto à eficácia, sendo que 37 aplicaram butenafina e 39 aplicaram veículo uma vez ao dia, durante 2 semanas. As avaliações foram realizadas no final do período de tratamento de 2 semanas e 4 semanas após o final do tratamento.

Os pacientes no grupo de butenafina tiveram uma maior taxa de cura micológica no 7º dia (66 % vs 13 %, p < 0,0001), com acentuada melhoria em 4 semanas após o final do tratamento (81% versus 13%, p < 0,0001). Tiveram também uma taxa mais elevada de eficácia no 7º dia (29% vs 5%, p < 0,01) e 4 semanas após o tratamento (73% versus 5%, p < 0,0001 ). Os eventos adversos relacionados com o tratamento com butenafina foram limitadas a um caso de sensação de queimadura , após a aplicação. Concluiu-se que a butenafina aplicada uma vez ao dia durante 2 semanas é eficaz no tratamento da tinea cruris . A proporção de pacientes curados aumentou entre o final do tratamento e 4 semanas após o tratamento. 4

Tinea cruris e tinea corporis podem ser tratados por imidazólicos tópicos (clotrimazol) ou agentes tópicos mais recentes como a butenafina, um derivado benzilamina com atividade fungicida. A eficácia terapêutica destes dois agentes foi comparada neste estudo. Oitenta pacientes, diagnosticados clinicamente com tinea cruris localizada ou tinea corporis , confirmado em exame KOH, foram aleatoriamente designados para um dos dois grupos de tratamento, de forma duplo- cego; butenafina uma vez ao dia durante 2 semanas ou clotrimazol duas vezes ao dia durante 4 semanas. O acompanhamento foi feito em 1, 2, 4 e 8 semanas. Escore de avaliação clínica e exame KOH foram realizados em cada visita. Os pacientes que receberam a butenafina exibiram maior cura clínica, em comparação com os pacientes que receberam clotrimazol no final de uma semana (26,5% versus 2,9%), bem como maior cura micológica (61,7% vs 17,6%). No entanto, essa diferença não foi significativa em 4 e 8 semanas. 5

Referências bibliográficas:​​​​​​​

1. Tschen E, Elewshi B, Gorsulowsky DC, et al. Treatment of interdigital tinea pedis with a 4 week once-daily regimen of butenafine hydrochloride 1% cream. J Am Acad Dermatol. 1997; 36 (2 Pt 1): S9-14.
2. Gupta AK. Butenafine: an update of its use in superficial mycoses. Skin Therapy Lett. 2002;7(7):1-2, 5.
3. Syed TA, Maibach HI. Butenafine hydrochloride: for the treatment of interdigital tinea pedis . Expert Opin Pharmacother. 2000;1(3):467-73.
4. Lesher JL Jr, Babel DE, Stewart DM, et al. Butenafine 1% cream in the treatment of tinea cruris : a multicenter, vehicle-controlled, double-blind trial. J Am Acad Dermatol. 1997;36(2 Pt 1):S20-4.
5. Singal A, Pandhi D, Agrawal S, et al. Comparative efficacy of topical 1% butenafine and 1% clotrimazole in tinea cruris and tinea corporis : a randomized, double-blind trial. J Dermatolog Treat. 2005;16(5-6):331-5.

Características Farmacológicas

Em um estudo conduzido em indivíduos saudáveis durante 14 dias, 6g da preparação do cloridrato de butenafina na forma de creme foram aplicados uma vez ao dia no dorso da pele (3.000cm 2 ) de 7 indivíduos e 20g foram aplicados uma vez ao dia nos braços, no tronco e na região inguinal (10.000cm 2 ) de outros 12 indivíduos. Depois de 14 dias de tratamento, o grupo com dose de 6g apresentou uma média de concentração plasmática máxima, C máx , de 1,4 + 0,8ng/mL com um T máx , de 15 + 8 horas.

No grupo com dose de 20g, a média C máx foi de 5,0 + 2,0ng/mL, com uma média T máx de 6 + 6 horas e média AUC0-24h de 87,8 + 45,3ng.h/mL. Observou-se uma queda bifásica das concentrações plasmáticas do cloridrato de butenafina com as meias-vidas estimadas, respectivamente, em 35 horas e maiores que 150 horas. Setenta e duas horas depois da aplicação da última dose, as concentrações plasmáticas médias reduziram-se para 0,3 + 0,2ng/mL para o grupo com dose de 6g e 1,1 + 0,9ng/mL para o grupo com dose de 20g. Baixos níveis de cloridrato de butenafina permaneceram no plasma 7 dias após a aplicação da última dose (média: 0,1 + 0,2ng/mL para o grupo com dose de 6g e 0,7 + 0,5ng/mL para o grupo com dose de 20g). A quantidade total (ou porcentagem da dose) do cloridrato de butenafina absorvido através da pele para a circulação sistêmica não foi quantificada. Determinou-se que o metabólito primário na urina foi obtido através de hidroxilação na cadeia terminal t-butil lateral.

Em 11 pacientes com tinea pedis , a preparação de cloridrato de butenafina foi aplicada nos pacientes até cobrir a área de pele afetada e a área imediatamente adjacente, uma vez ao dia durante 4 semanas, e uma única amostra de sangue foi coletada entre 10 e 20 horas depois da administração, 1, 2 e 4 semanas após o tratamento. A concentração plasmática do cloridrato de butenafina variou de indetectável a 0,3ng/mL.

Em 24 pacientes com tinea cruris a preparação de cloridrato de butenafina foi aplicada pelos próprios pacientes até cobrir a área de pele afetada e a área imediatamente adjacente, uma vez ao dia durante 2 semanas (dose diária média: 1,3 + 0,2g). Uma única amostra de sangue foi coletada entre 0,5 e 65 horas depois da última dose e a concentração plasmática do cloridrato de butenafina variou de indetectável a 2,52ng/mL (média + DP: 0,91 + 0,15ng/mL). Quatro semanas depois da interrupção do tratamento, a concentração plasmática do cloridrato de butenafina variou de indetectável até 0,28ng/mL.

O cloridrato de butenafina é um derivado de benzilamina com um modo de ação semelhante ao da classe alilamina de drogas antifúngicas. A hipótese é de que o cloridrato de butenafina age inibindo a epoxidação de escaleno, bloqueando assim a biossíntese de ergosterol, um componente essencial das membranas das células fúngicas. Os derivados de benzilamina, como as alilaminas, agem em um passo mais inicial na biossíntese de ergosterol do que a classe dos azólicos de drogas antifúngicas.

Considerando as similaridades entre as estruturas e características funcionais entre a butenafina e drogas da classe alilamina, um potencial mecanismo anti-inflamatório pode ser compartilhado entre as duas classes. O cloridrato de butenafina demonstra inerente propriedade anti-inflamatória, in vivo , conforme demonstrado pela redução da resposta eritematosa cutânea após irradiação UVB.

Dependendo da concentração da droga e da espécie do fungo testado, o cloridrato de butenafina age como um agente fungicida tanto in vitro quanto in vivo .

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