Butilbrometo de Escopolamina + ParacetamolBula do Princípio Ativo

Butilbrometo de Escopolamina + Paracetamol - Para que serve?

Butilbrometo de escopolamina + paracetamol é indicado para o tratamento sintomático de estados espástico-dolorosos e cólicas do trato gastrintestinal, das vias biliares, urinárias e do aparelho genital feminino; dismenorreia , atuando como analgésico e antiespasmódico.

Butilbrometo de Escopolamina + Paracetamol: Contraindicação de uso

Butilbrometo de Escopolamina + Paracetamol: Posologia e como usar

1 a 2 comprimidos por via oral, três vezes ao dia.

Os comprimidos devem ser ingeridos inteiros com quantidade suficiente de água.

Não ultrapassar a dose diária de 6 comprimidos. Butilbrometo de escopolamina + paracetamol não deve ser utilizado por mais do que 3 dias, a não ser por orientação médica.

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

Butilbrometo de Escopolamina + Paracetamol - Reações Adversas

Sudorese anormal, prurido, reação cutânea, náusea , boca seca.

Eritema, diminuição da pressão arterial incluindo choque, taquicardia.

Reações graves na pele (tais como Síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica e pustulose exantemática generalizada aguda) relacionadas ao paracetamol.

Pancitopenia, agranulocitose, trombocitopenia , leucopenia, choque e reação anafilática, erupção cutânea medicamentosa, dispneia, hipersensibilidade, edema angioneurótico, urticária , rash , exantema, broncoespasmo (especialmente em pacientes com histórico de asma brônquica e alergia), aumento de transaminases, retenção urinária.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária- NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Butilbrometo de Escopolamina + Paracetamol: Riscos

Não use junto com outros medicamentos que contenham paracetamol, com álcool, ou em caso de doença grave do fígado .

Butilbrometo de Escopolamina + Paracetamol: Interações medicamentosas

Doses normalmente inofensivas de paracetamol podem causar lesões hepáticas se administradas concomitantemente com indutores enzimáticos, tais como alguns hipnóticos e antiepilépticos (por exemplo, glutetimida, fenobarbital , fenitoína e carbamazepina ), bem como a rifampicina . O mesmo se aplica ao abuso de substâncias potencialmente hepatotóxicas e de álcool.

A combinação com cloranfenicol pode prolongar a meia-vida do mesmo, podendo ocasionar um aumento de toxicidade. A relevância clínica das interações entre paracetamol e varfarina , assim como com derivados cumarínicos, ainda não pôde ser avaliada. Portanto, o uso prolongado de paracetamol em pacientes sob tratamento com anticoagulantes orais somente é aconselhável sob supervisão médica.

O uso concomitante de paracetamol e zidovudina (AZT ou retrovir) aumenta a tendência de redução de leucócitos (neutropenia). Portanto, Butilbrometo de escopolamina + paracetamol somente deve ser administrado com zidovudina sob orientação médica.

A ingestão de probenecida inibe a ligação do paracetamol ao ácido glicurônico, assim reduzindo a depuração de paracetamol aproximadamente por um fator 2. A dose de paracetamol deve, portanto, ser reduzida durante a administração concomitante de probenecida.

A colestiramina reduz a absorção de paracetamol.

A ingestão de paracetamol pode ter um impacto nas determinações laboratoriais de ácido úrico com ácido fosfotúngstico e de glicose por glicose oxidase-peroxidase.

Os efeitos anticolinérgicos de medicamentos como antidepressivos tricíclicos ( amitriptilina , imipramina, nortriptilina) e tetracíclicos ( mirtazapina , mianserina ), anti-histamínicos ( prometazina , dexclorfeniramina , hidroxizina ), antipsicóticos ( clorpromazina , flufenazina , haloperidol ), quinidina, amantadina e disopiramida e outros anticolinérgicos (como o tiotrópio , ipratrópio, compostos semelhantes à atropina) podem ser intensificados por Butilbrometo de escopolamina + paracetamol.

O tratamento concomitante com antagonistas dopaminérgicos como metoclopramida pode resultar em diminuição dos efeitos de ambas as medicações no trato gastrintestinal.

Os efeitos taquicárdicos de agentes beta-adrenérgicos podem ser acentuados pelo uso de Butilbrometo de escopolamina + paracetamol. Quando o esvaziamento gástrico está mais lento, como quando se usa propantelina, a taxa de absorção de paracetamol pode estar reduzida e consequentemente seu início de ação ser retardado. A aceleração do esvaziamento gástrico, por exemplo, pelo uso de metoclopramida, leva a um aumento da taxa de absorção de paracetamol.

Butilbrometo de Escopolamina + Paracetamol: Precauções

Não use outro produto que contenha paracetamol.

Para evitar a superdosagem, assegure-se de que não esteja usando nenhum outro que contenha paracetamol, um dos componentes ativos de Butilbrometo de escopolamina + paracetamol + paracetamol.

No caso de dor abdominal grave inexplicável que persista ou piore, ou que ocorra junto com sintomas como febre , náuseas, vômitos, alterações da motilidade intestinal, aumento da sensibilidade abdominal, diminuição da pressão arterial, desmaio ou presença de sangue nas fezes , o paciente deve procurar o médico imediatamente.

Butilbrometo de escopolamina + paracetamol deve ser usado com cuidado nos casos de deficiência da glicose-6-fosfato-desidrogenase; disfunção renal; disfunção hepática, por exemplo, por abuso crônico de álcool e hepatite ; na síndrome de Gilbert e, insuficiência hepatocelular (Child-Pugh A/B). Nesses casos, Butilbrometo de escopolamina + paracetamol somente deverá ser administrado sob supervisão médica e, se necessário, em dose reduzida ou em intervalos prolongados entre as administrações individuais.

O hemograma e as funções renal e hepática devem ser monitoradas após uso prolongado.

O uso extensivo de analgésicos , especialmente em doses elevadas, pode induzir cefaleias que não devem ser tratadas com doses maiores da medicação.

Reações agudas e graves de hipersensibilidade (por exemplo, choque anafilático) são observadas muito raramente. O tratamento deve ser interrompido ao primeiro sinal de reação de hipersensibilidade após a administração de Butilbrometo de escopolamina + paracetamol + paracetamol.

Pode haver lesão hepática se a dose recomendada for excedida.

A interrupção abrupta de analgésicos após uso prolongado em altas doses pode induzir sintomas de abstinência (por exemplo, cefaleia , cansaço , nervosismo) que tipicamente se resolvem dentro de alguns dias. O retorno da utilização de analgésicos deve depender de orientação médica, e de desaparecimento dos sintomas de abstinência.

Butilbrometo de escopolamina + paracetamol não deve ser utilizado por mais do que 3 dias, a não ser por orientação médica. O médico deve ser consultado se a dor persistir ou piorar, se surgirem novos sintomas, ou se aparecerem rubor ou edema, pois estes podem ser sinais de uma condição grave.

Por causa do potencial risco de complicações anticolinérgicas, deve haver cautela em pacientes propensos a glaucoma de ângulo fechado, suscetíveis a obstrução renal ou intestinal, ou propensos a taquiarritmia. Os comprimidos revestidos não são apropriados para crianças menores de 10 anos de idade.

Butilbrometo de escopolamina + paracetamol + paracetamol contém 4,32 mg de sódio por comprimido, ou seja, 25,92 mg de sódio por dose diária máxima recomendada. Portanto, você deve considerar essa quantidade se você estiver sob dieta com restrição de sódio.

Estudos sobre o efeito na habilidade de dirigir e operar máquinas não foram realizados.

Não há dados adequados sobre o uso de Butilbrometo de escopolamina + paracetamol + paracetamol durante a gravidez.

Ampla experiência clínica com as substâncias isoladas não tem demonstrado evidências suficientes de risco durante a gravidez.

Estudos pré-clínicos realizados em coelhos e em ratos não mostraram efeitos embriotóxicos ou teratogênicos após o uso de Butilbrometo de escopolamina + paracetamol.

Dados prospectivos de superdose de paracetamol durante a gravidez não mostraram aumento dos riscos de malformações. Estudos de reprodução para investigar o uso oral não mostraram sinais sugestivos de malformações ou toxicidade para o feto.

Sob condições normais de uso, o paracetamol pode ser utilizado durante a gravidez após revisão cuidadosa da razão risco-benefício.

Durante a gravidez, o paracetamol não deve ser tomado por períodos prolongados, em altas doses, ou em combinação com outros medicamentos, e sua segurança não foi confirmada nestes casos. Portanto Butilbrometo de escopolamina + paracetamol + paracetamol não é recomendado durante a gravidez.

Butilbrometo de escopolamina + paracetamol está classificado na categoria de risco C na gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Ainda não foi estabelecida a segurança do uso do Butilbrometo de escopolamina + paracetamol durante o período de lactação. Entretanto, não foram relatados efeitos adversos para o recém-nascido. O paracetamol é liberado no leite materno, mas não parece afetar o lactente quando se usam doses terapêuticas.

Até o momento não foi conduzido nenhum estudo sobre efeito na fertilidade humana.

Butilbrometo de Escopolamina + Paracetamol: Ação da substância no organismo

Resultados de eficácia

Em estudo da eficácia de Butilbrometo de escopolamina + paracetamol associada ao paracetamol para o alívio da dor e desconforto abdominal da Síndrome do intestino irritável, a avaliação da melhora dos sintomas pelo médico ocorreu em 81 % dos pacientes (num total de 137 pacientes) em comparação com 64 % dos pacientes do grupo placebo (em um total de 142 pacientes que foram avaliados neste grupo do estudo). Esta diferença foi estatisticamente significante (p < 0,0001).

Características farmacológicas

Butilbrometo de escopolamina + paracetamol é uma associação de dois princípios ativos. O Butilbrometo de escopolamina + paracetamol de Butilbrometo de escopolamina + paracetamol + paracetamol exerce ação espasmolítica nos músculos lisos dos tratos gastrintestinal, biliar e geniturinário. Como um composto de amônio quaternário, o Butilbrometo de escopolamina + paracetamol não penetra no sistema nervoso central . Portanto, não ocorrem efeitos colaterais anticolinérgicos no sistema nervoso central. A ação anticolinérgica periférica resulta de uma ação de bloqueio ganglionar na parede visceral assim como de atividade antimuscarínica.

O paracetamol de Butilbrometo de escopolamina + paracetamol tem ações antipiréticas e analgésicas, além de um efeito anti-inflamatório muito fraco. Seu mecanismo de ação não é totalmente compreendido. Ele inibe intensamente a síntese central de prostaglandinas, mas inibe apenas fracamente a síntese periférica de prostaglandinas. O paracetamol também inibe o efeito de pirogênios endógenos no centro de regulação de temperatura no hipotálamo. O efeito de Butilbrometo de escopolamina + paracetamol + paracetamol inicia dentro de 30 a 60 minutos após a ingestão do comprimido, e dura por cerca de 4 horas.

Como um composto de amônio quaternário, o Butilbrometo de escopolamina + paracetamol é altamente polar e, por isso, é absorvido parcialmente após a administração oral (8%). Após a administração oral de doses únicas no intervalo de 20 a 400 mg de Butilbrometo de escopolamina + paracetamol, foram encontrados picos médios de concentração plasmática entre 0,11 ng/ml e 2,04 ng/ml em aproximadamente 2 horas. Neste mesmo intervalo de dose, os valores médios de AUC0-tz observados variaram de 0,37 a 10,7 ng.h/ml. O valor mediano de biodisponibilidade absoluta para as formas farmacêuticas drágeas e solução oral, contendo cada uma 100 mg de Butilbrometo de escopolamina + paracetamol é menor do que 1%.

Após administração intravenosa a substância é depurada rapidamente do plasma durante os primeiros 10 minutos, com uma meia-vida de 2-3 minutos. O volume de distribuição (Vss) é de 128 litros. Após administração oral e intravenosa o Butilbrometo de escopolamina + paracetamol se concentra nos tecidos do trato gastrintestinal, fígado e rins. Apesar de níveis sanguíneos brevemente mensuráveis e extremamente baixos, o Butilbrometo de escopolamina + paracetamol continua disponível no local de ação em razão de sua alta afinidade tissular. A autorradiografia confirma que o Butilbrometo de escopolamina + paracetamol não cruza a barreira hematoencefálica. O Butilbrometo de escopolamina + paracetamol tem baixa ligação às proteínas plasmáticas.

A depuração total média após administração intravenosa é de cerca de 1,2 l/min, aproximadamente metade por via renal. A meia-vida terminal de eliminação é de cerca de 5 horas.

Após a administração oral de doses únicas entre 100 e 400 mg, a meia-vida terminal de eliminação variou entre 6,2 a 10,6 horas. A principal rota metabólica é a hidrólise da ligação éster. O Butilbrometo de escopolamina + paracetamol administrado por via oral é excretado nas fezes e na urina. Estudos no homem demonstraram que 2 a 5% de doses radioativas são eliminadas pela via renal após administração oral. Aproximadamente 90% da radioatividade recuperada pode ser encontrada nas fezes após a administração oral.

A excreção urinária de Butilbrometo de escopolamina + paracetamol é menor do que 0,1% da dose. As depurações médias aparentes após doses orais de 100 a 400 mg variaram de 881 a 1420 L/min, enquanto que os volumes de distribuição correspondentes para o mesmo intervalo de dose variou de 6,13 a 11,3 x 105 L, provavelmente devido à baixa disponibilidade sistêmica. Os metabólitos excretados pela via renal ligam-se fracamente aos receptores muscarínicos e, por essa razão, acredita-se que não contribuem para o efeito do Butilbrometo de escopolamina + paracetamol.

Após administração oral, o paracetamol é rápida e quase completamente absorvido do intestino delgado, com pico de concentrações plasmáticas ocorrendo cerca de 0,5 a 2 horas após a ingestão. A absorção de paracetamol é menor e mais lenta após a administração retal que após administração oral, com uma biodisponibilidade absoluta de cerca de 30 - 40% e pico das concentrações plasmáticas em 1,3 – 3,5 horas.

O fármaco é rápida e igualmente distribuído para os tecidos, e cruza a barreira hematoencefálica. A biodisponibilidade absoluta após administração oral varia entre 65% e 89%, indicando um efeito de primeira passagem de cerca de 20% - 40%. O jejum acelera a absorção, mas não influencia a biodisponibilidade.

A ligação a proteínas plasmáticas é baixa (cerca de 5% a 20%) nas doses terapêuticas.

O paracetamol é extensamente metabolizado no fígado, principalmente a conjugados inativos de ácido glicurônico (cerca de 60%) e sulfúrico (cerca de 35%). Em doses supraterapêuticas, a última via se torna rapidamente saturada. Uma pequena quantidade é metabolizada pelas isoenzimas do citocromo P450 (principalmente CYP2E1) levando à formação de um metabólito tóxico, o N-acetil-p-benzoquinoneimina (NAPQI) que é normalmente rapidamente desintoxicado por glutationa e excretado como uma mercatopurina e conjugado de cisteína. Após superdose maciça, entretanto, os níveis de NAPQI ficam aumentados.

Os conjugados glicurônicos e sulfatos são excretados completamente pela urina dentro de 24 horas. Menos de 5% da dose é excretada como o composto original inalterado. A depuração total é de cerca de 350 ml/min.

A meia-vida plasmática é de 1,5-3 horas em doses terapêuticas. A meia-vida plasmática do paracetamol é prolongada em hepatopatia crônica e em pacientes com função renal gravemente comprometida.

Um estudo realizado em voluntários sadios sobre a biodisponibilidade do Butilbrometo de escopolamina + paracetamol e paracetamol em 3 diferentes formulações, uma delas em comprimidos, mostrou que a biodisponibilidadede ambos os compostos foi comparável aos resultados obtidos em estudos prévios com cada um dos compostos isoladamente e que não foi observado qualquer efeito relevante da associação dos compostos na biodisponibilidade de ambos os fármacos.

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