Acetato de CaspofunginaBula do Princípio Ativo

Acetato de Caspofungina - Para que serve?

Acetato de Caspofungina: Contraindicação de uso

Acetato de Caspofungina é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade a qualquer componente do produto.

Acetato de Caspofungina: Posologia e como usar

Os dados de segurança com durações de tratamento acima de 4 semanas são limitados em pacientes adultos e pediátricos; no entanto, dados disponíveis sugerem que Acetato de Caspofungina continua sendo bem tolerado em tratamentos mais longos (até 162 dias em pacientes adultos e até 87 dias em pacientes pediátricos).

Acetato de Caspofungina deve ser administrado em adultos (≥ 18 anos de idade) por infusão intravenosa lenta, durante aproximadamente 1 hora.

Uma dose única de ataque de 70 mg deve ser administrada no 1º dia, seguida por 50 mg diariamente. A duração do tratamento deve ser baseada na resposta clínica do paciente.

O tratamento empírico deve ser mantido até a resolução da neutropenia. Pacientes com achados de infecção fúngica devem ser tratados por no mínimo 14 dias e o tratamento deve continuar por pelo menos 7 dias após a resolução da neutropenia e dos sintomas clínicos. Se a dose de 50 mg é bem tolerada, mas não fornece uma resposta clínica adequada, a dose diária pode ser aumentada para 70 mg. Embora o aumento da dose para 70 mg por dia não tenha demonstrado aumento de eficácia, dados limitados de segurança sugerem que a dose de 70 mg por dia é bem tolerada.

Uma dose única de ataque de 70 mg deve ser administrada no 1º dia, seguida por 50 mg diariamente. A duração do tratamento deve ser controlada de acordo com as respostas clínica e microbiológica do paciente. Em geral, a terapia antifúngica deve continuar por pelo menos 14 dias depois da última cultura positiva. Os pacientes que continuam persistentemente neutropênicos podem manter a terapia prolongada dependendo da resolução da neutropenia.

Deve-se administrar 50 mg diariamente.

Uma dose única de ataque de 70 mg deve ser administrada no 1º dia, seguida por 50 mg diariamente. A duração do tratamento deve ser baseada na gravidade da doença subjacente, na recuperação da imunossupressão e na resposta clínica do paciente. Embora não haja informação que demonstre aumento da eficácia com doses mais altas, os dados disponíveis sobre segurança sugerem que o aumento da dose diária para 70 mg pode ser considerado em pacientes que não apresentam evidência de resposta clínica e nos quais Acetato de Caspofungina tenha sido bem tolerado.

Não há necessidade de ajuste posológico para pacientes idosos (a partir de 65 anos de idade) ou com base no sexo, na raça ou no comprometimento renal.

Ao administrar Acetato de Caspofungina a pacientes adultos concomitantemente com indutores do metabolismo – efavirenz , nevirapina, rifampicina , dexametasona , fenitoína ou carbamazepina –, deve-se considerar o uso de 70 mg de Acetato de Caspofungina diariamente.

Pacientes adultos com insuficiência hepática leve (escore de Child-Pugh de 5 a 6) não requerem ajuste posológico. Para pacientes adultos com insuficiência hepática moderada (escore de Child-Pugh de 7 a 9), recomenda-se a dose diária de 35 mg de Acetato de Caspofungina com base nos dados farmacocinéticos. Entretanto, quando recomendada, a dose de ataque de 70 mg deverá ser administrada no 1 o dia. Não há experiência clínica em pacientes adultos com insuficiência hepática grave (escore de Child-Pugh acima de 9) e em pacientes pediátricos com qualquer grau de insuficiência hepática.

Acetato de Caspofungina deve ser administrado em pacientes pediátricos por infusão IV lenta, durante aproximadamente 1 hora. A administração para pacientes pediátricos deve ser baseada na área de superfície corporal do paciente. Para todas as indicações, uma dose de ataque única de 70 mg/m 2 (sem exceder uma dose real de 70 mg) deve ser administrada no 1º dia, seguida por 50 mg/m 2 diariamente subsequentemente (sem exceder uma dose real de 70 mg diariamente). A duração de tratamento deve ser individualizada de acordo com a indicação, conforme descrito para adultos.

Se a dose diária de 50 mg/m 2 for bem tolerada, porém não proporcionar resposta clínica adequada, a dose diária pode ser aumentada para 70 mg/m 2 diariamente (sem exceder uma dose diária real de 70 mg). Embora não tenha sido demonstrado aumento da eficácia com 70 mg/m 2 diariamente, dados de segurança limitados sugerem que um aumento da dose para 70 mg/m 2 diariamente é bem tolerado.

Não usar diluentes que contenham glicose (α-D-glicose), uma vez que Acetato de Caspofungina não se mantém estável em diluentes dessa natureza.

Não misturar nem administrar a infusão de Acetato de Caspofungina com outras medicações, uma vez que não há dados disponíveis sobre a compatibilidade de Acetato de Caspofungina com outras substâncias, medicações ou aditivos intravenosos. Inspecionar visualmente a solução de infusão quanto à presença de micropartículas ou alteração de cor.

Para reconstituir a medicação em pó, deixar o frasco-ampola convencional refrigerado de Acetato de Caspofungina atingir a temperatura ambiente e acrescentar, sob condições de assepsia, 10,5 mL de água estéril para injeção, ou água bacteriostática para injeção com álcool benzílico a 0,9%. A concentração dos frascos reconstituídos será de 7,2 mg/mL (frasco de 70 mg) ou de 5,2 mg/mL (frasco de 50 mg).

O pó compactado de coloração branca a esbranquiçada irá se dissolver completamente. Misturar delicadamente até que seja obtida uma solução transparente. As soluções reconstituídas devem ser inspecionadas visualmente quanto à presença de micropartículas ou alteração de cor. Essa solução reconstituída pode ser armazenada por até 24 horas em temperatura até 25º C.

Os diluentes para as soluções de infusão finais são solução salina estéril para injeção ou solução de Ringer com lactato. A solução-padrão é preparada acrescentando-se, sob condições de assepsia, o volume apropriado da medicação reconstituída (como mostrado na tabela abaixo) a uma bolsa ou frasco de 250 mL para administração intravenosa.

Podem ser usadas infusões de volume reduzido em 100 mL, quando clinicamente necessário, para as doses diárias de 50 mg ou 35 mg. Não usar a solução se estiver turva ou com precipitados. Essa solução de infusão deve ser usada em 24 horas (se armazenada em temperatura até 25°C) ou em 48 horas (se armazenada sob refrigeração em temperatura entre 2 e 8°C). Acetato de Caspofungina deve ser administrado por infusão intravenosa lenta, durante aproximadamente 1 hora.

Preparação das soluções de infusão para adultos:

Devem ser usados 10,5 mL para a reconstituição de todos os frascos-ampola.
†† Se não houver frascos-ampola de 70 mg disponíveis, a dose de 70 mg pode ser preparada a partir de dois frascos-ampola de 50 mg.

Antes do preparo da infusão, calcule a área de superfície corporal (ASC) do paciente, utilizando a fórmula a seguir (fórmula de Mosteller):

ASC (m2) X 70 mg/m 2 = dose de ataque.

ASC (m 2 ) X 50 mg/m 2 = dose diária de manutenção.

a A mistura branca ou esbranquiçada se dissolverá completamente. Misture suavemente até obter uma solução transparente.

b Inspecione visualmente a solução reconstituída quanto à presença de material particulado ou descoloração (manchas) durante a reconstituição e antes da infusão. Não utilize se a solução estiver turva ou com precipitados.

c Acetato de Caspofungina é formulado para proporcionar a dose integral declarada no rótulo do frasco-ampola (70 mg ou 50 mg) quando 10 mL forem retirados do frasco-ampola.

Acetato de Caspofungina - Reações Adversas

Foram relatados possíveis sintomas mediados por histamina, inclusive relatos de erupção cutânea, inchaço facial, angioedema , prurido, sensação de calor ou broncospasmo. Foi relatada anafilaxia durante a administração de Acetato de Caspofungina.

Nos estudos clínicos, 1.440 indivíduos adultos receberam doses únicas ou múltiplas de Acetato de Caspofungina: 564 pacientes com neutropenia febril (estudo de tratamento empírico), 125 pacientes com candidíase invasiva, 285 pacientes com candidíase esofágica e/ou orofaríngea, 72 pacientes com aspergilose invasiva – admitidos em estudos de fase II e fase III –, e 394 pacientes admitidos em estudos de fase I.

No estudo de tratamento empírico, os pacientes haviam recebido quimioterapia para câncer ou haviam sido submetidos a transplante de células-tronco hematopoiéticas. Em estudos que incluíram pacientes com infecção por Candida documentada, a maioria dos pacientes apresentou afecções clínicas graves (p.ex., malignidade hematológica ou outra malignidade, cirurgia de grande porte recente, HIV ), que exigiam o uso de múltiplas medicações concomitantes.

Em geral, os pacientes admitidos no estudo não comparativo sobre infecções por Aspergillus apresentavam condições clínicas graves predisponentes (p.ex., transplante de medula óssea ou de células-tronco periféricas, neoplasia hematológica, tumores sólidos ou transplante de órgãos) que exigiam o uso de múltiplas medicações concomitantes.

As anormalidades clínicas e laboratoriais relacionadas ao medicamento relatadas entre todos os pacientes adultos tratados com Acetato de Caspofungina (total de 989) foram tipicamente leves e raramente resultaram em descontinuação.

Comuns (> 1/100)

Febre , cefaleia , dor abdominal, dor, calafrios

Náuseas, diarreia , vômitos

Níveis elevados de enzimas hepáticas (AST, ALT, fosfatase alcalina, bilirrubina direta e total)

Aumento de creatinina sérica

Anemia (redução de hemoglobina e hematócrito)

Taquicardia

Flebite/tromboflebite, complicação na veia infundida, rubor

Dispneia

Erupção cutânea, prurido, sudorese

Nos estudos clínicos, 171 pacientes pediátricos receberam doses únicas ou múltiplas de Acetato de Caspofungina: 122 pacientes com neutropenia febril, 38 pacientes com candidíase invasiva, 1 paciente com candidíase esofágica e 10 pacientes com aspergilose invasiva. O perfil de segurança clínica global de Acetato de Caspofungina em pacientes pediátricos é comparável ao de pacientes adultos.

As anormalidades clínicas e laboratoriais relacionadas ao medicamento relatadas entre todos os pacientes pediátricos tratados com Acetato de Caspofungina (total de 171) foram tipicamente leves e raramente resultaram em descontinuação.

Comuns (> 1/100)

Febre, cefaleia, calafrios

Níveis elevados de enzimas hepáticas (AST, ALT)

Taquicardia

Dor no local da infusão, rubor, hipotensão

Erupção cutânea, prurido

Em um estudo duplo-cego e randômico sobre o tratamento empírico, os pacientes receberam 50 mg/dia de Acetato de Caspofungina (após uma dose de ataque de 70 mg) ou 3,0 mg/kg/dia de anfotericina B lipossomal injetável.

Ocorreram experiências adversas clínicas relacionadas à medicação em 2% ou mais dos pacientes em cada grupo de tratamento, conforme demonstrado na Tabela 4.

Tabela 4: Experiências adversas clínicas relacionadas à medicação entre pacientes com febre persistente e neutropenia. Incidência ≥ 2% por sistema orgânico em pelo menos um grupo de tratamento:

Anfotericina B lipossomal injetável †††
N = 547 %

Organismo em geral

Dor abdominal

2,4

Calafrios

24,7

Febre

19,4

Rubor

4,2

Perspiração/diaforese

2,2

Sistema cardiovascular

Hipertensão

2,0

Taquicardia

2,4

Sistema digestivo

Diarreia

Metabólico/nutricional/ imunológico

Hipocalemia

Sistema musculoesquelético

Dor lombar

Sistema nervoso e psiquiátrico

Cefaleia

Sistema respiratório

Dispneia

0,4

Pele e anexos

Erupção cutânea

Determinadas pelo pesquisador como possível, provável ou definitivamente relacionadas à medicação.
†† Os pacientes receberam 70 mg de Acetato de Caspofungina no 1º dia e, a seguir, 50 mg durante o restante do tratamento (a dose foi aumentada para 70 mg para 73 pacientes).
††† 3,0 mg/kg/dia (a dose diária foi aumentada para 5,0 mg/kg para 74 pacientes).

A proporção de pacientes que apresentaram evento adverso relacionado à infusão foi significativamente menor no grupo de Acetato de Caspofungina (35,1%) do que no grupo que recebeu anfotericina B lipossomal injetável (51,6%).

Em um estudo randômico e duplo-cego sobre candidíase invasiva, os pacientes receberam 50 mg/dia de Acetato de Caspofungina (após uma dose de ataque de 70 mg) ou 0,6 a 1,0 mg/kg/dia de anfotericina B. Ocorreram experiências adversas clínicas relacionadas à medicação em 2% ou mais dos pacientes em cada grupo de tratamento, conforme demonstrado na Tabela 5.

Tabela 5: Experiências adversas clínicas relacionadas à medicação entre pacientes com candidíase invasiva. Incidência ≥ 2% por sistema orgânico em pelo menos um grupo de tratamento:

Anfotericina B N = 125 %

Organismo em geral

Calafrios

Febre

Sistema cardiovascular

Hipertensão

Hipotensão

Taquicardia

Sistema vascular periférico

Flebite/tromboflebite

Sistema digestivo

Diarreia

Icterícia

Náusea

Vômitos

Metabólico/nutricional/ imunológico

Hipocalemia

Sistema nervoso e psiquiátrico

Tremor

Sistema respiratório

Taquipneia

Pele e anexos

Eritema

Erupção cutânea

Sudorese

Sistema urogenital

Insuficiência renal

Insuficiência renal aguda

Determinadas pelo pesquisador como possível, provável ou definitivamente relacionadas à medicação.
†† Os pacientes receberam 70 mg de Acetato de Caspofungina no 1º dia e, a seguir, 50 mg durante o restante do tratamento.

A incidência de experiências adversas clínicas relacionadas à medicação foi significativamente menor entre os pacientes tratados com Acetato de Caspofungina (28,9%) do que entre os pacientes tratados com a anfotericina B (58,4%).

Do mesmo modo, a proporção de pacientes que apresentaram evento adverso relacionado à infusão foi significativamente menor no grupo de Acetato de Caspofungina (20,2%) do que no grupo da anfotericina B (48,8%).

As experiências adversas clínicas relacionadas à medicação que ocorreram em 2% ou mais dos pacientes com candidíase esofágica e/ou orofaríngea são apresentadas na Tabela 6.

Tabela 6: Experiências adversas clínicas relacionadas à medicação† entre os pacientes com candidíase orofaríngea e/ou esofágica (estudos comparativos). Incidência ≥ 2% por sistema orgânico para no mínimo uma dose da medicação (por comparação):


Classificadas pelo pesquisador como possível, provável ou definitivamente relacionadas à medicação. Os pacientes que receberam 35 mg/dia de Acetato de Caspofungina nesses estudos não estão incluídos nesta tabela.

A segurança global da caspofungina foi determinada em 171 pacientes pediátricos que receberam doses únicas ou múltiplas de Acetato de Caspofungina: 122 pacientes com neutropenia febril, 38 pacientes com candidíase invasiva, 1 paciente com candidíase esofágica e 10 pacientes com aspergilose invasiva. O perfil de segurança clínica global de Acetato de Caspofungina em pacientes pediátricos é comparável ao de pacientes adultos. A Tabela 7 mostra a incidência de eventos adversos clínicos relacionados ao medicamento relatados em ≥ 2,0% dos pacientes pediátricos de estudos clínicos. Os eventos adversos clínicos mais comuns relacionados ao medicamento em pacientes pediátricos tratados com Acetato de Caspofungina foram febre (11,7%), erupção cutânea (4,7%) e cefaleia (2,9%).

Tabela 7: Eventos adversos clínicos relacionados ao medicamento entre pacientes pediátricos*. Incidência ≥ 2% por sistema corporal para pelo menos uma dose de tratamento:

*A relação com o medicamento foi determinada pelo pesquisador como possível, provável ou definitivamente relacionada ao medicamento. **Derivado de todos os estudos clínicos pediátricos.
***Derivado do estudo clínico fase II sobre tratamento empírico e controlado com agente comparador.

Um paciente (0,6%)  que recebeu Acetato de Caspofungina e  três  pacientes (11,5%)  que receberam anfotericina B lipossomal desenvolveram um evento adverso clínico grave relacionado ao medicamento. Dois pacientes (1,2%) descontinuaram o uso de  Acetato de Caspofungina e  três  pacientes (11,5%)  descontinuaram o uso de  anfotericina B lipossomal em razão de um evento adverso clínico relacionado ao medicamento. A proporção de pacientes que apresentaram um evento adverso relacionado à infusão foi de 21,6% no grupo tratado com Acetato de Caspofungina e 34,6% no grupo tratado com anfotericina B lipossomal.

No estudo aberto e não comparativo sobre aspergilose, no qual 69 pacientes receberam Acetato de Caspofungina (70 mg de dose de ataque no 1º dia, seguidos de 50 mg diariamente), foram observadas as seguintes experiências adversas clínicas relacionadas à medicação (incidência  ≥ 2%): febre (2,9%), complicações na veia de infusão (2,9%), náusea (2,9%), vômitos (2,9%) e rubor (2,9%).

Edema pulmonar , síndrome da angústia respiratória do adulto (SARA) e infiltrados radiográficos também foram relatados nessa população de pacientes, embora raramente.

Foram relatados sintomas possivelmente mediados pela histamina, incluindo relatos isolados de erupção cutânea, edema facial, prurido, sensação de calor, broncospasmo. Foi relatada anafilaxia durante a administração de Acetato de Caspofungina.

Raros casos de disfunção hepática.

Necrólise epidérmica tóxica e síndrome de Stevens-Johnson.

Inchaço e edema periférico.

Hipercalemia ; aumento de gama glutamil transferase.

Outras anormalidades laboratoriais relacionadas ao medicamento relatadas em pacientes adultos foram níveis baixos de albumina e potássio, hipomagnesemia, redução de leucócitos, aumento de eosinófilos , baixos níveis de plaquetas, redução de neutrófilos, aumento de eritrócitos na urina, aumento do tempo de tromboplastina parcial, redução de proteínas séricas totais, aumento de proteínas urinárias, aumento do tempo de protrombina, baixos níveis de sódio, aumento de leucócitos urinários e baixos níveis de cálcio.

Outras anormalidades laboratoriais relacionadas ao medicamento relatadas em pacientes pediátricos foram níveis reduzidos de potássio, hipomagnesemia, aumento dos níveis de glicose, redução ou aumento dos níveis de fósforo e aumento de eosinófilos.

As anormalidades laboratoriais relacionadas à medicação que ocorreram em > 2% dos pacientes em cada grupo de tratamento são apresentadas na Tabela 8.

Tabela 8: Anormalidades laboratoriais relacionadas à medicação entre os pacientes com febre persistente e neutropenia. Incidência ≥  2% para pelo menos um grupo de tratamento por categoria de teste laboratorial:

Anfotericina B lipossomal injetável ††† N = 547 %

Bioquímica do sangue

Aumento de alanina aminotransferase

Aumento de fosfatase alcalina

Aumento de aspartato aminotransferase

Aumento da bilirrubina sérica direta

Aumento da bilirrubina sérica total

Hipocalemia

Hipomagnesemia

Aumento da creatinina sérica

Determinadas pelo pesquisador como possível, provável ou definitivamente relacionadas à medicação.
†† Os pacientes receberam 70 mg de Acetato de Caspofungina no 1º dia e, a seguir, 50 mg durante o restante do tratamento (a dose foi aumentada para 70 mg para 73 pacientes).
††† 3,0 mg/kg/dia (a dose diária foi aumentada para 5,0 mg/kg para 74 pacientes).

A incidência das experiências adversas laboratoriais relacionadas à medicação foi significativamente mais baixa entre pacientes que receberam Acetato de Caspofungina (54,4%) do que entre aqueles que receberam anfotericina B lipossomal injetável (69,3%). Além disso, a incidência de descontinuação decorrente de experiências adversas laboratoriais relacionadas à medicação foi significativamente mais baixa entre pacientes que receberam Acetato de Caspofungina (5,0%) do que entre aqueles que receberam anfotericina B lipossomal injetável (8,0%).

Para avaliar o efeito de Acetato de Caspofungina e da anfotericina B lipossomal injetável na função renal, a nefrotoxicidade foi definida como o dobro de creatinina sérica em relação ao período basal ou um aumento ≥ 1 mg/dL na creatinina sérica caso a creatinina sérica basal estivesse acima do limite superior da normalidade. Em um subgrupo de pacientes que apresentou depuração de creatinina no período basal > 30 mL/min, a incidência de nefrotoxicidade foi significativamente mais baixa no grupo de Acetato de Caspofungina (2,6%) do que no grupo que recebeu anfotericina B lipossomal injetável (11,5%).

As anormalidades laboratoriais relacionadas à medicação que ocorreram em 2% ou mais dos pacientes com candidíase invasiva são apresentadas na Tabela 9.

Tabela  9:  Anormalidades laboratoriais relacionadas à medicação† entre os pacientes com candidíase invasiva. Incidência ≥  2% para pelo menos um grupo de tratamento por categoria de teste laboratorial:

Anfotericina B N = 125 %

Bioquímica do sangue

Aumento de alanina aminotransferase

Aumento de aspartato aminotransferase

Aumento da ureia sanguínea

Aumento da bilirrubina sérica direta

Aumento da fosfatase alcalina sérica

Redução do bicarbonato sérico

Aumento da creatinina sérica

Aumento do fosfato sérico

Redução do potássio sérico

Aumento do potássio sérico

Aumento da bilirrubina sérica total

Hematologia

Redução do hematócrito

Redução da hemoglobina

Urina tipo I

Proteinúria

Classificadas pelo pesquisador como possível, provável ou definitivamente relacionadas à medicação.
†† Os pacientes receberam 70 mg de Acetato de Caspofungina no 1º dia e, a seguir, 50 mg diariamente durante o restante do tratamento.

A incidência das experiências laboratoriais adversas relacionadas à medicação foi significativamente mais baixa entre pacientes que receberam Acetato de Caspofungina (24,3%) do que entre os que receberam anfotericina B (54,0%).

A porcentagem de pacientes que relataram experiências adversas clínicas e laboratoriais relacionadas à medicação foi significativamente mais baixa entre os pacientes tratados com Acetato de Caspofungina (42,1%) do que entre os que receberam anfotericina B (75,2%). Além disso, foi observada diferença significativa entre os dois grupos de tratamento em relação à incidência de descontinuação por experiências adversas clínicas ou laboratoriais relacionadas à medicação: a incidência foi de 3/114 (2,6%) no grupo de Acetato de Caspofungina e de 29/125 (23,2%) no grupo da anfotericina B.

Para avaliar o efeito de Acetato de Caspofungina e da anfotericina B na função renal, a nefrotoxicidade foi definida como o dobro de creatinina sérica em relação ao período basal ou aumento ≥ 1 mg/dL na creatinina sérica caso a creatinina sérica basal estivesse acima do limite superior da normalidade. Em um subgrupo de pacientes que apresentavam depuração de creatinina no período basal > 30 mL/min, a incidência de nefrotoxicidade foi significativamente mais baixa no grupo de Acetato de Caspofungina do que no grupo da anfotericina B.

As anormalidades laboratoriais relacionadas à medicação que ocorreram em 2% ou mais dos pacientes com candidíase esofágica e/ou orofaríngea são apresentadas na Tabela 10.

Tabela 10: Anormalidades laboratoriais relacionadas à medicação† entre os pacientes com candidíase orofaríngea e/ou esofágica (estudos comparativos). Incidência ≥ 2% (para, no mínimo, 1 dose da medicação) por categoria de teste laboratorial:

Classificadas pelo pesquisador como possível, provável ou definitivamente relacionadas à medicação. Os pacientes que receberam 35 mg/dia de Acetato de Caspofungina nesses estudos não estão incluídos nesta tabela.

As anormalidades laboratoriais relacionadas à medicação relatadas a uma incidência ≥ 2% em pacientes tratados com Acetato de Caspofungina em um estudo não comparativo de aspergilose foram: aumento da fosfatase sérica alcalina (2,9%), redução do potássio sérico (2,9%), eosinofilia (3,2%), proteinúria (4,9%) e eritrocitúria (2,2%).

A Tabela 11 mostra a incidência de eventos adversos laboratoriais relacionados ao medicamento relatados em ≥ 2,0% dos pacientes pediátricos nos estudos clínicos. O perfil de segurança laboratorial global em pacientes pediátricos é comparável ao de pacientes adultos. Os eventos adversos relacionados ao medicamento mais comuns em pacientes pediátricos tratados com Acetato de Caspofungina foram níveis elevados de ALT (6,5%) e de AST (7,6%). Nenhum dos pacientes que recebeu Acetato de Caspofungina ou anfotericina B lipossomal desenvolveu um evento adverso grave ou descontinuou o tratamento por um evento adverso laboratorial relacionado ao medicamento.

Tabela 11: Eventos adversos laboratoriais relacionados ao medicamento entre pacientes pediátricos* Incidência ≥  2%, por sistema corporal, com pelo menos uma dose de tratamento:


*A relação com o medicamento foi determinada pelo pesquisador como possível, provável ou definitivamente relacionada ao medicamento. **Derivado de todos os estudos clínicos pediátricos.
***Derivado do estudo clínico fase II controlado por agente comparador de tratamento empírico.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Acetato de Caspofungina: Interações medicamentosas

Estudos in vitro mostram que o Acetato de Caspofungina não é um inibidor de nenhuma enzima do sistema do citocromo P450 (CYP). Em estudos clínicos, a caspofungina não induziu o metabolismo pela via do CYP3A4 de outras medicações. A caspofungina não é um substrato para a glicoproteína-P e é um substrato fraco para as enzimas do citocromo P450.

Em dois estudos clínicos, a ciclosporina (uma dose de 4 mg/kg ou duas doses de 3 mg/kg) aumentou a AUC da caspofungina em aproximadamente 35%. Esses aumentos da AUC são provavelmente devidos à captação reduzida de caspofungina pelo fígado.

Acetato de Caspofungina não aumentou os níveis plasmáticos de ciclosporina .

Ocorreram aumentos transitórios de ALT e AST quando Acetato de Caspofungina e ciclosporina foram administrados concomitantemente. Em um estudo retrospectivo que envolveu 40 pacientes tratados durante o período de comercialização com Acetato de Caspofungina e/ou ciclosporina por 1 a 290 dias (mediana de 17,5 dias), não foram observados eventos adversos hepáticos graves.

Estudos clínicos com voluntários saudáveis mostram que a farmacocinética de Acetato de Caspofungina não é alterada por itraconazol , anfotericina B , micofenolato , nelfinavir ou tacrolimo . Acetato de Caspofungina não exerce efeito na farmacocinética de itraconazol, anfotericina B, rifampicina ou do metabólito ativo do micofenolato.

Acetato de Caspofungina reduziu em 26% a concentração sanguínea de 12 horas (C 12h ) de tacrolimo (FK-506) em voluntários adultos saudáveis. Para os pacientes que estejam recebendo as duas terapias, recomenda-se a monitoração padrão das concentrações sanguíneas do tacrolimo e seu ajuste posológico adequado.

Os resultados de dois estudos clínicos de interação medicamentosa em voluntários adultos saudáveis indicaram que a rifampicina tanto induz como inibe a disposição da caspofungina com indução líquida no estado de equilíbrio.

Em um dos estudos, o tratamento tanto com rifampicina como com caspofungina foi iniciado simultaneamente e ambos os fármacos foram administrados concomitantemente durante 14 dias; no segundo estudo, a rifampicina foi administrada isoladamente durante 14 dias para permitir ao efeito de indução alcançar o estado de equilíbrio até que, por fim, a rifampicina e a caspofungina foram coadministradas durante mais 14 dias.

Quando o efeito de indução da rifampicina estava no estado de equilíbrio, houve pequena alteração na AUC da caspofungina ou na concentração no final da infusão, mas as concentrações de caspofungina no vale foram reduzidas em aproximadamente 30%.

Demonstrou-se o efeito inibitório da rifampicina quando o tratamento com a rifampicina e o Acetato de Caspofungina foram iniciados simultaneamente; a elevação transiente nas concentrações plasmáticas de caspofungina ocorreu no primeiro dia (aumento de aproximadamente 60% na AUC).

Esse efeito inibitório não foi observado quando a caspofungina foi adicionada à terapia preexistente com rifampicina e não ocorreu elevação das concentrações de caspofungina. Além disso, os resultados da triagem da população farmacocinética em adultos sugerem que a administração concomitante de outros indutores da depuração de medicamentos ( efavirenz , nevirapina , fenitoína , dexametasona ou carbamazepina ) com Acetato de Caspofungina pode também resultar em reduções clinicamente significativas das concentrações de caspofungina.

Os dados disponíveis sugerem que o mecanismo indutível de depuração de medicamentos envolvido na disposição da caspofungina é provavelmente um processo de transporte de captação e não de metabolismo; portanto, quando Acetato de Caspofungina é administrado em pacientes adultos concomitantemente com indutores da depuração de medicamentos, como efavirenz , nevirapina , rifampicina , dexametasona , fenitoína ou carbamazepina , deve-se considerar a administração da dose diária de 70 mg de Acetato de Caspofungina.

Em pacientes pediátricos, os resultados das análises de regressão dos dados farmacocinéticos sugerem que a coadministração de dexametasona e Acetato de Caspofungina pode resultar em reduções clinicamente significativas nas concentrações de vale da caspofungina. Esse achado pode indicar que pacientes pediátricos terão reduções similares com indutores conforme observado em adultos. Quando Acetato de Caspofungina é coadministrado em pacientes pediátricos com indutores de depuração do fármaco, como rifampicina, efavirenz, nevirapina, fenitoína, dexametasona, ou carbamazepina, deve-se considerar uma dose de Acetato de Caspofungina de 70 mg/m 2 diariamente (sem exceder uma dose diária real de 70 mg).

Estudos in vitro e in vivo com Acetato de Caspofungina em combinação com anfotericina B não demonstram antagonismo da atividade antifúngica contra A. fumigatus ou C. albicans . Os resultados dos estudos in vitro sugerem alguma evidência de atividade aditiva/indiferente ou sinérgica contra A. fumigatus e atividade aditiva/indiferente contra C. albican s. A significância clínica desses resultados é desconhecida.

Acetato de Caspofungina: Precauções

Durante a administração de Acetato de Caspofungina, foi relatada anafilaxia Se isso ocorrer, Acetato de Caspofungina deverá ser descontinuado e o tratamento adequado deverá ser administrado. Foram relatadas reações adversas possivelmente mediadas pela histamina, incluindo erupção cutânea, edema facial, angioedema, prurido, sensação de calor ou broncoespasmo e que podem requerer descontinuação e /ou administração de tratamento adequado.

Casos de Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e de Necrólise Epidérmica Tóxica (NET) foram relatados após o uso pós-comercialização da caspofungina. Deve-se ter precaução em casos de pacientes com histórico de reações alérgicas cutâneas.

O uso concomitante de Acetato de Caspofungina e ciclosporina foi avaliado em voluntários saudáveis e em pacientes adultos.

Em um estudo clínico, 3 de 4 indivíduos saudáveis que receberam 70 mg de Acetato de Caspofungina do 1 o ao 10 o dias e também duas doses de 3 mg/kg de ciclosporina com intervalo de 12 horas no 10 o dia desenvolveram aumentos transitórios dos níveis de alanina transaminase (ALT) 2 a 3 vezes o limite superior da normalidade (LSN) no 11 o dia. Em outro grupo de indivíduos admitidos no mesmo estudo, 2 de 8 indivíduos que receberam 35 mg/dia de Acetato de Caspofungina durante 3 dias e ciclosporina (duas doses de 3 mg/kg administradas com 12 horas de intervalo) no 1 o dia apresentaram pequenos aumentos nos níveis de ALT (ligeiramente acima do LSN) no 2 o dia.

Nos dois grupos, os aumentos de aspartato transaminase (AST) assemelharam-se aos observados com a ALT, porém foram de menor magnitude. Alguns adultos saudáveis que receberam duas doses de 3 mg/kg de ciclosporina com caspofungina demonstraram aumentos transitórios de ALT e AST menores ou iguais a 3 vezes o limite superior da normalidade, que se resolveram com a descontinuação dos medicamentos.

Também houve aumento de aproximadamente 35% na área sob a curva (AUC) de caspofungina quando Acetato de Caspofungina e ciclosporina foram coadministrados; os níveis de ciclosporina no sangue permaneceram inalterados. Em um estudo retrospectivo que avaliou 40 pacientes tratados durante o período de comercialização com Acetato de Caspofungina e ciclosporina, por 1 a 290 dias (mediana de 17,5 dias), não foram observados eventos adversos hepáticos graves.

Conforme esperado, em pacientes com transplante alogênico de células-tronco hematopoiéticas ou transplante de órgãos sólidos, foi comum a ocorrência de anormalidades de enzimas hepáticas; entretanto, nenhum paciente apresentou elevações de ALT consideradas relacionadas à medicação.

Elevações de AST consideradas pelo menos possivelmente relacionadas ao tratamento com Acetato de Caspofungina e/ou ciclosporina ocorreram em 5 pacientes, mas em todos as elevações foram inferiores a 3,6 vezes o LSN. Ocorreram descontinuações em decorrência de anormalidades laboratoriais em 4 pacientes. Dessas, 2 foram consideradas possivelmente relacionadas ao tratamento com Acetato de Caspofungina e/ou ciclosporina, bem como outras possíveis causas.

Nos estudos prospectivos sobre aspergilose invasiva e uso compassionado, havia 6 pacientes adultos tratados concomitantemente com Acetato de Caspofungina e ciclosporina por 2 a 56 dias e nenhum deles apresentou elevações de enzimas hepáticas. Esses dados sugerem que Acetato de Caspofungina pode ser utilizado em pacientes que estejam recebendo ciclosporina quando o benefício potencial superar o risco potencial.

Alterações laboratoriais em testes de função hepática foram observadas em voluntários saudáveis e em pacientes adultos e pediátricos tratados com Acetato de Caspofungina. Em alguns pacientes adultos e pediátricos com doenças subjacentes graves que estavam recebendo múltiplas medicações concomitantes com Acetato de Caspofungina foram relatados casos isolados de disfunção hepática clinicamente significativa, hepatite e insuficiência hepática; não foi estabelecida uma relação causal com Acetato de Caspofungina.

Pacientes que desenvolvam testes de função hepática anormais durante o tratamento com Acetato de Caspofungina devem ser monitorizados quanto à evidência de piora da função hepática e avaliados quanto ao risco/benefício da continuação do tratamento com Acetato de Caspofungina.

Categoria de risco C.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Não há experiência clínica envolvendo mulheres grávidas. Em ratas, a caspofungina causou redução do peso corpóreo fetal e aumento na incidência de ossificação incompleta do crânio e do tronco com a administração de uma dose tóxica de 5 mg/kg/dia à fêmea prenhe. Além disso, foi observado aumento na incidência de costela cervical em ratos com essa mesma dose. A caspofungina demonstrou cruzar a barreira placentária em estudos com animais. Acetato de Caspofungina não deve ser usado durante a gravidez, a menos que estritamente necessário.

Não se sabe se essa medicação é excretada no leite humano, portanto, mulheres que estejam recebendo Acetato de Caspofungina não devem amamentar.

A eficácia e a segurança de Acetato de Caspofungina não foram adequadamente estudadas nos estudos clínicos prospectivos que incluíram neonatos e bebês com menos de 3 meses de idade.

Acetato de Caspofungina não foi estudado em pacientes pediátricos com endocardite , osteomielite e meningite causadas por Candida . Acetato de Caspofungina também não foi estudado como terapia inicial para aspergilose invasiva em pacientes pediátricos.

A concentração plasmática de caspofungina em homens e mulheres idosos saudáveis (65 anos de idade ou mais) aumentou discretamente (aproximadamente 28% - AUC) em comparação à observada em homens jovens saudáveis.

De forma semelhante, foi observado efeito discreto da idade em pacientes mais velhos tratados empiricamente ou que apresentavam candidíase invasiva em relação aos mais jovens. Não é necessário ajuste posológico para pacientes idosos (65 anos de idade ou mais).

Não existem informações sugestivas de que Acetato de Caspofungina afete a capacidade de conduzir veículos ou operar máquinas.

Acetato de Caspofungina: Ação da substância no organismo

Resultados de eficácia

Os resultados dos estudos clínicos que incluíram adultos são apresentados por cada indicação abaixo, seguidos dos resultados dos estudos clínicos pediátricos.

Um estudo duplo-cego e multicêntrico envolveu 1.111 pacientes neutropênicos febris distribuídos de forma randômica para receber doses diárias de Acetato de Caspofungina (50 mg/dia após uma dose de ataque de 70 mg no 1º dia) ou de anfotericina B lipossomal injetável (3,0 mg/kg/dia).

Os pacientes elegíveis haviam recebido quimioterapia para tumores malignos ou sido submetidos a transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) e apresentavam neutropenia (< 500 células/mm 3 durante 96 horas) e febre (> 38,0ºC) que não respondiam ao tratamento antibacteriano; pacientes com infecção fúngica documentada foram excluídos do estudo. Os pacientes foram tratados até a resolução da neutropenia, por no máximo 28 dias, e aqueles que apresentavam infecção fúngica documentada puderam ser tratados durante mais tempo.

Se o medicamento fosse bem tolerado, mas a febre persistisse e a condição clínica piorasse após 5 dias de tratamento, a dose poderia ser aumentada para 70 mg/dia de Acetato de Caspofungina (13,3% dos pacientes tratados) ou 5,0 mg/kg/dia de anfotericina B lipossomal injetável (14,3% dos pacientes tratados).

Os pacientes foram estratificados com base na categoria de risco (pacientes de alto risco haviam sido submetidos a TCTH alogênico ou apresentavam leucemia aguda recidivante) e no recebimento prévio de profilaxia antifúngica. A porcentagem de pacientes na categoria de alto risco no início do estudo foi de 26,6% no grupo que recebeu Acetato de Caspofungina e de 22,9% entre aqueles que foram tratados com anfotericina B lipossomal injetável.

Uma porcentagem similar de pacientes nos dois grupos recebeu profilaxia antifúngica. Os diagnósticos mais frequentes foram leucemia mielogênica aguda, leucemia linfocítica aguda e linfoma não Hodgkin.

Os pacientes que se enquadraram nos critérios de inclusão do estudo e receberam pelo menos uma dose do tratamento foram incluídos na população de intenção de tratamento modificada (ITM) (556 tratados com Acetato de Caspofungina e 539 tratados com anfotericina B lipossomal injetável). Uma resposta global favorável requeria cada um dos 5 critérios:

Um comitê independente de especialistas analisou os dados cegos de todos os pacientes com suspeita de infecção fúngica invasiva. O comitê avaliou a presença de infecção fúngica invasiva, tempo do início do resultado (período basal ou nova infecção), patógeno responsável e, para infecções no período basal, resposta ao tratamento.

As únicas infecções fúngicas consideradas para a proposta da análise estatística foram aquelas classificadas pelos especialistas como prováveis ou comprovadas. Aproximadamente 5% dos pacientes apresentaram infecções fúngicas no período basal, a maioria causada por espécies de Aspergillus ou de Candida . Os percentuais de pacientes da população de ITM com resposta favorável global e respostas favoráveis aos critérios individuais são demonstrados na Tabela 1.

Tabela 1: Resposta favorável de pacientes com febre persistente e neutropenia:

Acetato de Caspofungina: 70 mg no 1º dia, seguidos de 50 mg diariamente durante o restante do tratamento (dose aumentada para 70 mg para 73 pacientes); anfotericina B lipossomal: 3,0 mg/kg/dia (dose aumentada para 5,0 mg/kg/dia para 74 pacientes).
†† Resposta global: diferença percentual estimada ajustada por estrato e expressa como Acetato de Caspofungina – anfotericina B lipossomal injetável (IC 95,2%). Critérios individuais: diferença percentual calculada como Acetato de Caspofungina – anfotericina B lipossomal injetável (IC 95%).
††† Diferença estatisticamente significativa.

Com base nas taxas de resposta favorável global, Acetato de Caspofungina foi tão eficaz quanto a anfotericina B lipossomal injetável no tratamento empírico da neutropenia febril persistente. Acetato de Caspofungina apresentou taxas significativamente maiores que a anfotericina B lipossomal injetável para os seguintes critérios: tratamento bem-sucedido de qualquer infecção fúngica presente no período basal (Acetato de Caspofungina, 51,9%; anfotericina B lipossomal injetável, 25,9%) e inexistência de descontinuação prematura da medicação em estudo por toxicidade ou ausência de eficácia (Acetato de Caspofungina, 89,7%; anfotericina B lipossomal injetável, 85,5%). Acetato de Caspofungina foi comparável à anfotericina B lipossomal injetável em outros critérios (ausência de infecções fúngicas manifestadas durante a administração da medicação de estudo ou até 7 dias e após a conclusão do tratamento e desaparecimento da febre durante o período de neutropenia).

A taxa de resposta favorável global foi comparável em pacientes de alto risco (Acetato de Caspofungina, 43,2%; anfotericina B lipossomal injetável, 37,7%) e de baixo risco (Acetato de Caspofungina, 31,0%; anfotericina B lipossomal injetável, 32,4%). As taxas também foram comparáveis em pacientes que receberam profilaxia antifúngica prévia (Acetato de Caspofungina, 33,5%; anfotericina B lipossomal injetável, 32,9%) e naqueles que não receberam profilaxia antifúngica prévia (Acetato de Caspofungina, 35,0%; anfotericina B lipossomal injetável, 34,5%).

A maioria das infecções do período basal foi causada por espécies de Aspergillus ou de Candida . As taxas de resposta a Acetato de Caspofungina e à anfotericina B lipossomal injetável para infecções no período basal causadas por espécies de Aspergillus foram de 41,7% (5/12) e 8,3% (1/12), respectivamente; para infecções do período basal causadas por espécies de Candida , essas taxas foram de 66,7% (8/12) e 41,7% (5/12) para Acetato de Caspofungina e anfotericina B lipossomal injetável, respectivamente.

Em um estudo duplo-cego, randômico e de fase III, pacientes com diagnóstico comprovado de candidíase invasiva receberam doses diárias de Acetato de Caspofungina (50 mg/dia após uma dose de ataque de 70 mg no 1º dia) ou de anfotericina B deoxicolato (0,6 a 0,7 mg/kg/dia para pacientes não neutropênicos e 0,7 a 1,0 mg/kg/dia para pacientes neutropênicos); os pacientes foram estratificados tanto pelo status neutropênico como pela escala APACHE II.

Os pacientes que atendiam aos critérios de inclusão e receberam uma ou mais doses de terapia IV do estudo foram incluídos na análise primária (intenção de tratamento modificada [ITM]) de resposta no fim da terapia IV do estudo. Uma análise pré-definida para sustentar a ITM – análise dos pacientes avaliáveis – incluiu pacientes que atendiam aos critérios de inclusão e que receberam terapia IV do estudo durante 5 dias ou mais e que tiveram avaliação completa de eficácia no final da terapia IV do estudo. Uma resposta favorável requereu tanto a resolução do sintoma como o desaparecimento da infecção por Candida .

Dos 239 pacientes envolvidos, 224 (109 tratados com Acetato de Caspofungina e 115 tratados com anfotericina B) atenderam aos critérios de inclusão da análise ITM; destes, 185 (88 tratados com Acetato de Caspofungina e 97 tratados com anfotericina B) atendiam aos critérios de inclusão na análise de pacientes avaliáveis. Os diagnósticos mais frequentes foram infecções da corrente sanguínea (candidemia) (83%) e peritonite por Candida (10%). A maioria das infecções foi causada por C. albicans (45%) e, secundariamente, por C. parapsilosis (19%), C. tropicalis (16%), C. glabrata (11%) e C. krusei (2%). As taxas de resposta favorável no fim da terapia IV do estudo encontram-se descritas na Tabela 2.

Tabela 2: Taxas de resposta favorável à terapia IV do estudo entre pacientes com candidíase invasiva:

Os pacientes receberam 70 mg de Acetato de Caspofungina no 1º dia e, a seguir, 50 mg diariamente durante o restante do tratamento.
†† Número de pacientes com resposta favorável no fim da terapia IV do estudo/número de pacientes incluídos na análise.

Em pacientes neutropênicos, as taxas de resposta favorável no final da terapia IV do estudo nos grupos tratados com Acetato de Caspofungina e anfotericina B foram comparáveis: 50% (7/14) no grupo de Acetato de Caspofungina e 40% (4/10) no grupo que recebeu anfotericina B. Em pacientes com classificação alta (> 20) na escala APACHE II no início do estudo, as taxas de resposta favorável no grupo de Acetato de Caspofungina e no grupo tratado com anfotericina B foram semelhantes: 57,1% (12/21) no grupo de Acetato de Caspofungina e 43,5% (10/23) no grupo tratado com anfotericina B.

As taxas de respostas foram também consistentes entre todas as espécies de Candida . Para todos os outros pontos de tempo (10º dia da terapia IV, fim de todas as terapias antifúngicas, 2ª semana de acompanhamento monitorado pós-terapia e 6ª a 8ª semana de acompanhamento pós-terapia), Acetato de Caspofungina foi tão eficaz quanto a anfotericina B. Acetato de Caspofungina foi também comparável à anfotericina B no que se refere à recidiva ou taxa de sobrevivência.

Acetato de Caspofungina foi comparável à anfotericina B no tratamento de candidíase invasiva no fim da terapia IV do estudo na análise primária de eficácia (ITM). Em uma análise de eficácia pré-definida de pacientes avaliáveis para manter a ITM, Acetato de Caspofungina foi estatisticamente superior à anfotericina B no fim do estudo da terapia IV.

Dos 224 pacientes do estudo de candidíase invasiva, aqueles que se enquadraram nos critérios de inclusão da análise por ITM – 186 (92 tratados com Acetato de Caspofungina e 94 tratados com anfotericina B) – apresentaram candidemia. Destes, 150 (71 tratados com Acetato de Caspofungina e 79 tratados com anfotericina B) atenderam aos critérios de inclusão da análise de pacientes avaliáveis. As taxas de resposta favorável no fim da terapia IV do estudo para pacientes com candidemia são relacionadas na Tabela 3.

Tabela 3: Taxa de resposta favorável à terapia IV do estudo entre pacientes com candidemia:

Os pacientes receberam 70 mg de Acetato de Caspofungina no 1º dia e, a seguir, 50 mg diariamente (reforço) durante o restante do tratamento. †† Número de pacientes com taxa de resposta favorável no fim da terapia IV do estudo/número de pacientes incluídos na análise.

Tanto na ITM como na análise de eficácia dos pacientes avaliáveis, Acetato de Caspofungina foi comparável à anfotericina B no tratamento de candidemia no fim da terapia IV do estudo.

Foram conduzidos três estudos comparativos para avaliar a eficácia de Acetato de Caspofungina no tratamento de candidíase esofágica. Um estudo comparou Acetato de Caspofungina com fluconazol IV, enquanto dois estudos de determinação de dose compararam diferentes doses de Acetato de Caspofungina com anfotericina B. Nesses três estudos, foi admitido um total de 393 pacientes com candidíase esofágica (Acetato de Caspofungina, n = 222; fluconazol, n = 94; anfotericina B, n = 77). Em todos os três, os pacientes admitidos apresentavam sintomas e documentação microbiológica de candidíase esofágica e muitos deles apresentavam AIDS avançada (contagem de CD4 < 50/mm 3 ). A gravidade da doença foi determinada por esofagoscopia ( endoscopia ).

Em um estudo randômico e duplo-cego que comparou 50 mg/dia de Acetato de Caspofungina com 200 mg/dia de fluconazol IV para o tratamento de candidíase esofágica, os pacientes foram tratados durante 7 a 21 dias. Uma resposta global favorável exigiu completa resolução dos sintomas e melhora significativa da endoscopia 5 a 7 dias após a descontinuação do tratamento. A definição da resposta endoscópica foi baseada na gravidade da doença no período basal, a qual foi avaliada utilizando-se uma escala de 4 graus, e exigiu redução de, no mínimo, 2 graus em relação ao escore da endoscopia do período basal ou redução ao grau 0 para pacientes com escore de 2 ou menos no período basal. A proporção de pacientes tratados com Acetato de Caspofungina e fluconazol que apresentaram resposta global, sintomática e endoscópica favorável foi comparável: 81,5% e 85,1%, respectivamente, para resposta global favorável; 90,1% e 89,4% para resposta sintomática favorável; 85,2% e 86,2% para resposta endoscópica favorável.

Dois estudos duplos-cegos de determinação de dose avaliaram 3 diferentes doses de Acetato de Caspofungina (35 mg, 50 mg, 70 mg/dia) com anfotericina B (0,5 mg/kg/dia). A proporção de pacientes com resposta global favorável no grupo que recebeu 50 mg/dia de Acetato de Caspofungina foi de 34/46 (73,9%) no estudo 1 e de 18/20 (90,0%) no estudo 2; a proporção de pacientes com resposta global favorável no grupo que recebeu anfotericina B foi de 34/54 (63,0%) no estudo 1 e de 14/23 (60,9%) no estudo 2. Doses de Acetato de Caspofungina maiores que 50 mg/dia não proporcionaram benefício adicional no tratamento de candidíase esofágica.

Evidências que embasam a eficácia de Acetato de Caspofungina para o tratamento de candidíase orofaríngea foram derivadas de dois grupos de pacientes admitidos nos 3 estudos comparativos descritos acima. Os pacientes incluídos no primeiro grupo, provenientes desses estudos comparativos, apresentavam tanto doença orofaríngea como esofágica (n = 173), enquanto aqueles incluídos no segundo grupo apresentavam somente doença orofaríngea (n = 52). Uma resposta favorável foi definida como resolução completa de todos os sintomas da doença orofaríngea e de todas as lesões orofaringeanas visíveis.

Dos 52 pacientes que apresentavam somente doença orofaríngea e foram tratados durante 7 a 10 dias, 14 receberam Acetato de Caspofungina na dose recomendada de 50 mg/dia. A taxa de resposta favorável foi de 92,9% (13/14) para Acetato de Caspofungina e de 66,7% (8/12) para a anfotericina B (0,5 mg/kg/dia).

Os resultados dos pacientes tanto com doença orofaríngea como esofágica fornecem evidências adicionais de que Acetato de Caspofungina (50 mg/dia; n = 67) é eficaz para o tratamento de candidíase orofaríngea, com resultados comparáveis aos obtidos com anfotericina B ou fluconazol. Doses maiores que 50 mg/dia de Acetato de Caspofungina não proporcionaram benefícios adicionais na candidíase orofaríngea.

Sessenta e nove pacientes com 18 a 80 anos de idade com aspergilose invasiva foram admitidos em um estudo não comparativo e aberto para avaliar a segurança, a tolerabilidade e a eficácia de Acetato de Caspofungina; os pacientes admitidos eram refratários ou intolerantes a outro(s) tratamento(s) antifúngico (s).

Foram classificados como refratários os pacientes que apresentaram progressão da doença ou que não apresentaram melhora apesar do tratamento durante 7 dias ou mais com anfotericina B, formulações lipídicas de anfotericina B, itraconazol ou um azol sob pesquisa com atividade relatada contra Aspergillus . A intolerância ao tratamento anterior foi definida como duplicação dos níveis de creatinina (ou creatinina de 2,5 mg/dL ou mais durante o tratamento), outras reações agudas ou toxicidade relacionada à infusão.

Para serem incluídos no estudo, os pacientes com doença pulmonar deveriam ter apresentado aspergilose invasiva classificada como definida (histopatologia ou cultura de tecido positivas obtidas por meio de procedimento invasivo) ou provável (evidência positiva no exame radiológico ou na tomografia computadorizada, confirmada por cultura do lavado broncoalveolar ou do escarro, ensaio imunoabsorvente ligado à enzima de galactomanana e/ou reação em cadeia da polimerase) e os pacientes com doença extrapulmonar deveriam apresentar aspergilose invasiva definida; as definições foram elaboradas de acordo com os Critérios do Grupo de Estudo de Micoses.

Os pacientes receberam uma dose única de ataque de 70 mg de Acetato de Caspofungina e, subsequentemente, uma dose de 50 mg diariamente. A duração média do tratamento foi de 33,7 dias, com variação de 1 a 162 dias.

Um comitê independente de especialistas avaliou os dados dos pacientes, inclusive o diagnóstico de aspergilose invasiva, a resposta e a tolerabilidade ao tratamento antifúngico anterior, o curso do tratamento com Acetato de Caspofungina e o resultado clínico.

Uma resposta favorável foi definida como o desaparecimento completo (resposta completa) ou a melhora clinicamente significativa (resposta parcial) de todos os sinais, sintomas e achados radiográficos atribuíveis. Doença estável e não progressiva foi considerada uma resposta desfavorável.

Entre os 69 pacientes admitidos no estudo, 63 atenderam aos critérios diagnósticos de admissão e apresentavam dados de resultados e, destes, 52 receberam tratamento durante mais de 7 dias; 53 (84%) eram refratários e 10 (16%) apresentavam intolerância ao tratamento antifúngico prévio; 45 apresentavam doença pulmonar e 18, doença extrapulmonar. As afecções subjacentes foram neoplasia hematológica (n = 24), transplante alogênico de medula óssea ou transplante de células-tronco (n = 18), transplante de órgãos (n = 8), tumor sólido (n = 3) ou outras afecções (n = 10); todos os pacientes admitidos no estudo receberam tratamento concomitante para as afecções subjacentes. Dezoito pacientes receberam tacrolimo e Acetato de Caspofungina concomitantemente, dentre os quais 8 receberam também micofenolato mofetil.

No geral, o comitê de especialistas determinou que 41% (26/63) dos pacientes que receberam no mínimo uma dose de Acetato de Caspofungina apresentaram resposta favorável. Entre os pacientes que receberam Acetato de Caspofungina por um período superior a 7 dias, 50% (26/52) apresentaram resposta favorável. As taxas de resposta favorável para os pacientes refratários ou intolerantes aos tratamentos prévios foram de 36% (19/53) e de 70% (7/10), respectivamente. As taxas de resposta entre os pacientes com doença pulmonar e doença extrapulmonar foram de 47% (21/45) e de 28% (5/18), respectivamente.

Entre os pacientes com doença extrapulmonar, 2 de 8 pacientes que também tiveram envolvimento de SNC definido, provável ou possível, apresentaram resposta favorável. Também foi feita revisão dos prontuários médicos de 206 pacientes com aspergilose invasiva para avaliar a resposta aos tratamentos convencionais (não os de pesquisa). As características dos pacientes e os fatores de risco importantes nessa revisão foram similares aos dos pacientes admitidos no estudo não comparativo aberto (veja acima) e foram usadas as mesmas definições rigorosas para o diagnóstico e os resultados.

Para inclusão nesse estudo, os pacientes deveriam ter apresentado aspergilose invasiva e recebido no mínimo 7 dias de tratamento antifúngico convencional. A taxa de resposta favorável desse estudo de controle histórico foi de 17% (35/206) para o tratamento convencional em comparação com a taxa de resposta favorável de 41% (26/63) obtida para Acetato de Caspofungina no estudo não comparativo aberto.

Os resultados de análises multivariadas demonstraram relação de probabilidade de mais de 3 para Acetato de Caspofungina, com um intervalo de confiança de 95% excluindo 1, sugerindo benefício do tratamento com Acetato de Caspofungina.

A segurança e a eficácia de Acetato de Caspofungina foram avaliadas em pacientes pediátricos de 3 meses a 17 anos de idade em dois estudos clínicos multicêntricos prospectivos.

O primeiro estudo, que incluiu 82 pacientes com idade entre 2 e 17 anos, foi randômico, duplo-cego e comparou Acetato de Caspofungina (50 mg/m 2 IV uma vez ao dia após uma dose inicial de 70 mg/m 2 no 1º dia [sem exceder 70 mg/dia]) à anfotericina B lipossomal (3 mg/kg/dia IV) em uma proporção de tratamento de 2:1 (56 com caspofungina, 26 com anfotericina B lipossomal) como tratamento empírico em pacientes pediátricos com febre persistente e neutropenia. O desenho do estudo e os critérios para determinação da eficácia foram similares aos do estudo em pacientes adultos.

Os pacientes foram estratificados com base na categoria de risco (pacientes de alto risco foram submetidos a transplante alogênico de células-tronco ou apresentaram recidiva de leucemia aguda). Vinte e sete por cento dos pacientes de ambos os grupos de tratamento eram de alto risco. As taxas de sucesso global nos resultados da análise MITT, ajustadas pelos estratos de alto risco, foram as seguintes: 41,3% (23/56) para Acetato de Caspofungina e 28,1% (7/25) para anfotericina B lipossomal. Para os pacientes da categoria de alto risco, a taxa de resposta global favorável foi de 60% (9/15) no grupo Acetato de Caspofungina e 0% (0/7) no grupo que recebeu anfotericina B lipossomal.

O segundo estudo foi prospectivo, aberto, não comparativo, para avaliar a segurança e a eficácia da caspofungina em pacientes pediátricos (3 meses a 17 anos de idade) com candidíase invasiva, candidíase esofágica e aspergilose invasiva (como terapia de resgate).

O estudo empregou critérios diagnósticos baseados nos critérios EORTC/MSG estabelecidos de infecção comprovada ou provável; esses critérios foram similares aos empregados nos estudos em adultos para essas várias indicações. Similarmente, os pontos de tempo de eficácia e os endpoints utilizados nesse estudo foram semelhantes aos empregados nos estudos correspondentes em adultos. Todos os pacientes receberam Acetato de Caspofungina a 50 mg/m 2 IV uma vez ao dia após uma dose de ataque de 70 mg/m 2 no 1º dia (sem exceder 70 mg diariamente). Entre os 49 pacientes admitidos que receberam Acetato de Caspofungina, 48 foram incluídos na análise MITT. Desses 48 pacientes, 37 tinham candidíase invasiva, 10 tinham aspergilose invasiva e 1 paciente tinha candidíase esofágica. De acordo com cada indicação, a taxa de resposta favorável ao final do tratamento com caspofungina na análise MITT foi 81% (30/37) em candidíase invasiva, 50% (5/10) em aspergilose invasiva e 100% (1/1) em candidíase esofágica.

Características Farmacológicas

O acetato de caspofungina, ingrediente ativo de Acetato de Caspofungina, inibe a síntese do β(1,3)-D-glucana, um componente essencial da parede celular de muitos fungos filamentosos e leveduras que não faz parte das células dos mamíferos.

Uma vez que o acetato de caspofungina é administrado por via intravenosa, a absorção não é relevante.

A concentração plasmática da caspofungina declina de maneira polifásica após infusões intravenosas únicas de 1 hora. Uma fase α curta ocorre imediatamente após a infusão, seguida de uma fase β com meia-vida de 9 a 11 horas, que caracteriza grande parte do perfil e apresenta claro comportamento log-linear de 6 a 48 horas após a dose, durante as quais a concentração plasmática diminui por uma ordem de magnitude; uma fase γ adicional também ocorre (meia-vida de 40-50 horas). A distribuição, e não a excreção ou a biotransformação, constitui o mecanismo dominante que influencia a depuração plasmática.

A caspofungina liga-se extensamente à albumina (aproximadamente 97%) e a distribuição nos eritrócitos é mínima. Os resultados do equilíbrio de massa mostraram que aproximadamente 92% da radioatividade administrada foi distribuída nos tecidos 36 a 48 horas após uma dose única de 70 mg de acetato de [3H] caspofungina. Ocorre pouca excreção ou biotransformação da caspofungina durante as primeiras 30 horas após a administração.

A caspofungina é lentamente metabolizada por hidrólise e N-acetilação. A caspofungina sofre também degradação química espontânea para um composto peptídico de anel aberto. Em pontos de tempo mais tardios (≥ 5 dias após a dose), observa-se baixo nível (≤ 7 picomoles/mg de proteína ou ≤ 1,3% da dose administrada) de ligação covalente do radiomarcador no plasma após a administração de uma dose única de acetato de [3H] caspofungina, que pode ser decorrente de dois intermediários reativos formados durante a degradação química da caspofungina.

O metabolismo adicional envolve a hidrólise em aminoácidos constitutivos e seus derivados, incluindo a diidroxihomotirosina e a N-acetil-diidroxihomotirosina; esses dois derivados da tirosina são encontrados apenas na urina, sugerindo rápida depuração plasmática desses derivados pelos rins.

Foram conduzidos dois estudos farmacocinéticos com uma dose única do radiomarcado. No primeiro estudo, foram colhidos plasma, urina e fezes durante 27 dias; no segundo estudo, foi colhido plasma durante 6 meses. Aproximadamente 75% da radioatividade foi recuperada: 41% na urina e 34% nas fezes. As concentrações plasmáticas da radioatividade e da caspofungina foram similares durante as primeiras 24 a 48 horas após a dose; a seguir, os níveis do medicamento caíram mais rapidamente.

No plasma, a concentração da caspofungina caiu abaixo do limite de quantificação 6 a 8 dias após a dose, enquanto o radiomarcado caiu abaixo do limite de quantificação 22,3 semanas após a dose. Uma pequena quantidade de caspofungina é excretada inalterada na urina (aproximadamente 1,4% da dose) e a depuração renal da medicação original é baixa (aproximadamente 0,15 mL/min).

A concentração plasmática da caspofungina foi similar em homens e mulheres saudáveis no 1 o dia após a administração de uma dose única de 70 mg. Após 13 doses diárias de 50 mg, a concentração plasmática da caspofungina em algumas mulheres elevou-se cerca de 20% em relação à observada em homens.

Após a administração de uma dose única de 70 mg a pacientes adultos com insuficiência hepática leve (escore de Child-Pugh de 5 a 6), a concentração plasmática da caspofungina aumentou aproximadamente 55% (AUC – área sob a curva) em comparação à observada em indivíduos saudáveis de controle. Em um estudo de doses múltiplas com 14 dias de duração (70 mg no 1 o dia, seguidos por 50 mg diariamente), a concentração plasmática em pacientes adultos com insuficiência hepática leve aumentou modestamente (de 19% para 25% – AUC) no 7 o e no 14 o dia em relação à observada em indivíduos saudáveis de controle.

Acetato de Caspofungina foi estudado em cinco estudos prospectivos com pacientes pediátricos com menos de 18 anos de idade, incluindo três estudos farmacocinéticos pediátricos (estudo inicial em adolescentes [12-17 anos de idade] e crianças [2-11 anos de idade], seguidos por um estudo em pacientes mais novas [3-23 meses de idade] e outro estudo com neonatos e bebês [< 3 meses]).

Em adolescentes (12 a 17 anos de idade) que receberam caspofungina a 50 mg/m 2 diariamente (máximo de 70 mg diariamente), a AUC 0-24 h plasmática de caspofungina foi geralmente comparável à observada em adultos que receberam caspofungina a 50 mg diariamente. Todos os adolescentes receberam doses > 50 mg diariamente; 6 de 8 receberam a dose máxima de 70 mg/dia. A concentração plasmática de caspofungina nesses adolescentes foi reduzida em relação aos adultos que receberam 70 mg diariamente, a dose mais frequentemente administrada a adolescentes.

Em crianças (2 a 11 anos de idade) que receberam caspofungina a 50 mg/m 2 diariamente (máximo de 70 mg diariamente), a AUC 0-24 h plasmática de caspofungina após doses múltiplas foi comparável à observada em adultos que receberam caspofungina a 50 mg/dia. No 1º dia de administração, a AUC 0-24 h foi pouco maior em crianças do que em adultos para essas comparações (37% de aumento para a comparação de 50 mg/m 2 /dia com 50 mg/dia). No entanto, deve-se reconhecer que os valores de AUC no 1º dia nessas crianças foram ainda menores do que os observados em adultos em condições de estado de equilíbrio.

Em crianças jovens e pré-escolares (3 a 23 meses de idade) que receberam caspofungina a 50 mg/m 2 diariamente (máximo de 70 mg diariamente), a AUC 0-24 h plasmática de caspofungina após doses múltiplas foi comparável à observada em adultos que receberam caspofungina a 50 mg diariamente. Como em crianças de mais idade, essas crianças mais novas que receberam 50 mg/m 2 diariamente tiveram valores de AUC 0-24 h discretamente mais altos no 1º dia em relação aos adultos que receberam a dose diária padrão de 50 mg. Os resultados farmacocinéticos da caspofungina obtidos com crianças mais novas (3 a 23 meses de idade) que receberam 50 mg/m 2 de caspofungina diariamente foram similares aos resultados farmacocinéticos de crianças de mais idade (2 a 11 anos de idade) que receberam o mesmo esquema posológico.

Em neonatos e bebês (< 3 meses) que receberam caspofungina a 25 mg/m 2 diariamente, a concentração de pico da caspofungina (C1 h) e a concentração de vale da caspofungina (C24 h) após doses múltiplas foram comparáveis às observadas em adultos que receberam caspofungina a 50 mg diariamente. No 1º dia, a C1 h foi comparável e a C24 h foi modestamente elevada (36%) nesses neonatos e bebês, em relação aos adultos.

As medidas de AUC 0-24 h não foram realizadas nesse estudo em razão da amostragem plasmática esparsa.

Deve-se observar que a eficácia e a segurança de Acetato de Caspofungina não foram adequadamente avaliadas nos estudos clínicos prospectivos que incluíram neonatos e bebês com menos de 3 meses de idade.

A caspofungina exerce atividade in vitro contra espécies de Aspergillus (incluindo Aspergillus fumigatus, Aspergillus flavus, Aspergillus niger, Aspergillus nidulans, Aspergillus terreus e Aspergillus candidus ) e espécies de Candida (incluindo Candida albicans , Candida dubliniensis, Candida glabrata, Candida guilliermondii, Candida kefyr, Candida krusei, Candida lipolytica, Candida lusitaniae, Candida parapsilosis, Candida rugosa e Candida tropicalis ). Um teste de sensibilidade foi realizado de acordo com uma modificação dos métodos M38-A (para espécies de Aspergillus ) e M27-A (para espécies de Candida ) do Instituto de Padrões Clínicos e Laboratoriais ( Clinical and Laboratory Standards Institute – CLSI, anteriormente conhecido como Comitê Nacional de Padrões Clínico-Laboratoriais, National Committee for Clinical Laboratory Standards – NCCLS). Não foram estabelecidos métodos padronizados de teste de sensibilidade para equinocandinas e os resultados dos estudos de sensibilidade não se correlacionam necessariamente com o resultado clínico.

A caspofungina foi ativa quando administrada por via parenteral a animais imunocompetentes e imunossuprimidos com infecções disseminadas por Aspergillus e Candida , para as quais os endpoints foram aumento da sobrevida dos animais infectados ( Aspergillus e Candida ) e desaparecimento dos fungos nos órgãos- lvo ( Candida ). A caspofungina também exerceu atividade em animais imunodeficientes depois de uma infecção disseminada por C. glabrata, C. krusei, C. lusitaniae, C. parapsilosis ou C. tropicalis , para a qual o endpoint foi o desaparecimento de Candida nos órgãos-alvo. Em um modelo de infecção pulmonar letal por A. fumigatus em ratos, a caspofungina foi extremamente ativa na prevenção e no tratamento da aspergilose pulmonar.

A acetato de caspofungina exerce atividade contra cepas de Candida com resistência intrínseca ou adquirida a fluconazol, anfotericina B ou flucitosina, compatível com seus mecanismos distintos de ação.

Durante o tratamento foram identificados, em alguns pacientes, mutantes de Candida com suscetibilidade reduzida ao acetato de caspofungina. Os valores de MIC para o acetato de caspofungina não podem ser utilizados para indicação do resultado clínico, já que a correlação entre valores de MIC e o resultado clínico ainda não foi estabelecida e, portanto, a relevância para o resultado clínico é desconhecida.

O desenvolvimento de resistência in vitro das espécies de Aspergillus à caspofungina não foi estudado. Não foi observada resistência à medicação em pacientes com candidíase ou aspergilose invasiva em experiências clínicas limitadas. A incidência de resistência à medicação em vários isolados clínicos de espécies de Candida e Aspergillus é desconhecida.

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